Pena que acabou tão rápido...
O drama nacional escrito e dirigido por Marcelo Masagão trata do desejo, angústia e compulsão por fazer compras, em um supermercado que "vende" conceitos e idéias como família, sucesso e amor. Apresentado na forma de curtas histórias, temos visões interessantes sobre a vida, convivência, violência e outros aspectos da sociedade moderna.
"...Mas, talvez, o pior do filme não seja a forma nem o conteúdo, e sim o resultado da junção dos dois. Seja visto como um "filme-manifesto", ou mesmo como um "filme-desesperança", 1,99 não possui permanência ou poder de choque. O fato é que seus argumentos nem apresentam qualquer novidade que possa causar revelações sobre o estado do mundo, nem mesmo contundência para buscar um novo olhar. No seu formato de pequenas esquetes/piadas encenadas com trilha onipresente, 1,99 é um filme de recepção ligeira. Em menos de 10 minutos, o espectador está completamente anestesiado a seus efeitos, e a beleza asséptica de sua construção de imagens a partir de um ideário passado em "pequenas pílulas de sabedoria" igualam o filme a qualquer propaganda de TV. E seu efeito final é mais ou menos tão profundo quanto qualquer uma delas. Fica muito pouco além da ânsia de trocar o canal, e talvez pegar no início aquele filme inteligente e sutil que poderia começar depois da seqüência das logomarcas. Se o mundo é um supermercado que vende palavras, 1,99 é apenas mais um produto nas prateleiras."
BEm eperimental.... Ouso dizer que entendi... MAs acho que faltou uma pitada de trama.... Mas se este não fosse assim.. qual seria? hot great! chal´lá! bem que eu quis tocar o terror ali!
um filme com um proposta dessas tem que ser popular... Quem mais precisa dele é o povão. ora bolas!
Ideia chupada do filme "They Live", dos anos 80.
Você deve ter visto só a sinopse de "They Live". Veja o filme, que em algumas passagens dele você entenderá meu comentário : )
A ideia é sensacional e algumas cenas podem ser interpretadas de várias maneiras, vou ter que ver outra vez pra pegar tudo.
SENSACIONAL, ESPETACULAR!
Aquele filme que cada cena dá margem a mil interpretações, que cada vez q vc rever vai chegar a diferentes conclusões....muito marcante.
E totalmente disponível no youtube, pra facilitar a vida das pessoas, ainda por cima, aêêê!!! =D
Masagão é SHOW! ^^
Se você é daqueles que amam o cinema americano e seu formato certinho, com início, meio e fim, fique longe deste filme.
"1,99" é um filme bastante interessante, mas que também usa muito o artifício da simbologia. Ou seja, nada do que é mostrado é óbvio ou fácil de ser compreendido. Na verdade o filme não possui uma trama linear e sim trabalha bastante conceitos sobre o comportamento humano. Completamente sem diálogos, ele possui algumas cenas muito boas - a do caixa eletrônico, por exemplo, mas chega a ser um pouco entediante pela limitação do tema.
Assisti isso na faculdade e achei que iria morrer de tanto tédio. Não me venham com essa de que "você não entendeu a mensagem do filme", porque eu entendi e mesmo assim achei chato. E desculpa, mas só quem quer bancar de cult pseudo intelectual que acha esse filme alguma coisa. Dinheiro de patrocínio do governo jogado fora, plmdds.
Visões INTERESSANTES, é?! ¬¬ To sabendo. Olha que eu nao sou de criticar o gosto alheio. Não mesmo. Mas vão me dizer vcs que acharam o filme profundo, que conseguiram entender cada cena e detalhe que vos foi mostrado? Não é pq o filme foi feito para criticar algo que devemos reverencia-lo veladamente. Filme ruim e chato do cacete. Nem Lynch, icone de nonsense movie style, entenderia a premissa disso dai que a sinopse chama de drama. Esperei tanto pra nada.
Quem achou o filme entediante, sem dúvida alguma, não entendeu o que ele quis passar. Ele é simplesmente genial.
Posso te-lo entendido e mesmo assim acha-lo entediante, Jess. Uma coisa, nao necessariamente complementa a outra.
Preguiça até de comentar. Esperava muito mais, poderia ser muiiiito melhor trabalhado.
Já haviam me avisado que era ruim, mas não, eu tenho que tirar minhas conclusões e odeio quando isso acontece: "Eu te falei!"
E lá se vai meu cérebro, escorrendo pelo nariz.
comentário curioso, o meu cérebro vai explodir se eu não entender logo porque o seu cérebro escorreu pelo nariz.
Quer dizer que foi pesado pro meu cérebro processar, como se ele tivesse derretido pelo tamanho número de informações e a forma como elas são passadas.
É legalzinho...
Mas confesso que passei algumas partes, por não aguentar a demora das cenas.
Não adianta alimentar alguém com uma picanha se ela só está acostumada a comer arroz e feijão.
Me polpe!
Lá vem os críticos e pseudo-cults...
O filme é legalzinho, minha opinião, já que essa conta do filmou é minha.
E sinceramente acho feijão mais saudável...
Abraço.
E o filme é chato... Haha!
sem palavras pra expressar o quão ruim é esse filme, mega patrocinado pelo brasil, dinheiro jogado fora. vai ser ruim assim no inferno! só pessoas querendo bancar os ~cults~ gostando.
Aiinn não entendi nada e quem entendeu é pseudo-intelectual EAIUHEAIUE
Concordo plenamente com vc, Ane. Não precisamos de peliculas cheias de cenas aparentemente nonsense, roteiro nao linear e enredo fora do comum. O conceito de cinema cult não se dá através disso. Há tantos filmes de críticas a sociedade capitalista, sendo cults u nao,q ue sao bem melhor que isso.
Me desculpem os cults, mas não sou obrigada a gostar desse filme. Achei péssimo, com um história perdida.
BREAKING NEWS: foi aprovada essa semana na câmara federal uma lei garantindo a OBRIGATORIEDADE de gostar desse filme. Se eu fosse você não tentaria burlar a lei, abraços.
Comédia? Tá mais pra drama, hein!
Cenas inesperadas e muito bem feito!
Altas críticas fodas.
Cada um que assiste esse filme pode fazer interpretações diferentes de cada uma das imagens apresentadas...
Eu tentei interpretar tudo a meu modo (se interpretei "certo" ou "errado" são outros quinhentos. rs)... O fato é que gostei do exercício, gostei da experiência!
Tem uma frase que li em algum lugar e que cabe perfeitamente aqui: "O mais importante não é nem entender tudo, e sim entrar naquilo que foi entendido".
Até porque, na minha humilde opinião, acho muito difícil que alguém consiga absorver TUDO o que o Masagão quis dizer nesse filme (da forma como ele imaginou) numa só assistida... Eu, pelo menos, acho que vou captar algo novo na segunda, terceira (...) vez que for assisti-lo.
E vou ter que citar a mesma frase que muitos citaram, simplesmente por ela resume muito bem filme:
"O padrão que define é o mesmo que aprisiona".
Realmente é um filme bastante difícil de ser compreendido e precisa ser visto várias vezes para perceber, no mínimo, metade das críticas implícitas. Agora, não é um filme ruim como muitos dizem, o grande problema é que muitas pessoas estão acostumadas a receber tudo mastigadinho dos filmes e quando encontram um enredo diferente, que exige que o espectador interprete aquilo que é transmitido e não apenas receba as informações passivamente, criticam negativamente.
Eu acho que como diretor tem-se a incubência de mostrar, mesmo que implicitamente, a premissa do filme. E o filme se torna muito confuso quanto a esse aspecto Talvez a melhor maneira de se criticar o que ele queria criticar, não fosse um filme. Talve uma peça teatral, talvez um livro. Achei 1,99 bastante chato (não consigo descrever mais fielmente do que com essa palavra). Consegue-se o mesmo rsultado, de maneira bem mais eficiente, ao se ler um livro do Erico Verissimo, Jorge Amado, Clarice Lsipector, vendo uma peça de teatro, numa musica do Chico Buarque...e por ai vai.
Eu discordo, não acho que em outra plataforma, como um livro ou peça teatral, a crítica teria sido tão bem feita. Talvez a grande questão não seja o que ele quis criticar (até porque já é um assunto muito desgastado), mas o modo como ele criticou. É muito fácil abordar um tema do mesmo modo como ele já foi tratado centenas de vezes, o difícil é você fazer uma nova abordagem, diferente de tudo o que você tinha visto até então, e isso o diretor conseguiu brilhantemente. É confuso, sem dúvida, mas não quer dizer que seja chato. Pelo menos pra mim foi interessante assistir. Posso não ter entendido todo o filme, aliás, não entendi todo o filme! Mas o que eu consegui captar me deixou bastante satisfeito porque exigiu mais do que apenas assistir a um filme, exigiu que eu buscasse compreende-lo. Mas opinião sempre é relativa, o que é bom pra mim pode não ser bom pra você. Posso não concordar que o filme seja chato, mas você tem toda liberdade pra considerá-lo assim.
Assisti em uma aula da faculdade, como de se esperar, em uma turma de administração a maioria reclamou antes, durante e depois da exibição, tudo bem que é um filme surreal, carregado de referencias ao cinema clássico e nada atrativo pra que busca entretenimento, mas é cheio de mensagens que, pra quem assiste com um olhar critico e analista, são muito proveitosas.
O filme é recheado de metáforas e ironias, e um cenário todo branco de doer os olhos.
Raríssimo, quem tiver oportunidade, assista.[2]
Crítica a sociedade, forma de viver, consumismo e etc.
a brincadeira com os patrocínios é legal, e de uma idéia gênial, porém, podia ser muito, mais muito melhor, enfim acaba sendo chato e massante!
Uma produção muito bem realizada, onde falas não são necessarias! Apenas á compreensão de quem assiste!
Me surpreendeu mais á carencia de percepção, sensibilidade e visão em algumas opinições aqui.
Lí uma crítica brilhante que define exatamente á minha visão sobre esse roteiro de Marcelo Masagão
"Se alguém procura um exemplo para ilustrar cinema como arte, 1,99 Um Supermercado que Vende Palavras é a própria definição do termo. É complicado falar sobre esse filme, pois não é um comum qualquer. É algo como apreciar música clássica, arte moderna, pratos exóticos, etc., ou seja, exige um certo grau de refinamento. Pois se trata de um filme reflexivo, em que tudo possui um significado. Alguns pontos exibidos de forma explícita; outros, nem tanto.
O supermercado vende necessidades? Vende fetiches? Ou vende a necessidade de fetiches?
É com frases como essas que temos a ilustração de vidas frias, fechadas, centradas em um consumismo ditado por moda e marketing. Apresentado na forma de curtas histórias, temos visões interessantes sobre a vida, convivência, violência e outros aspectos da sociedade moderna.
Um dos pontos que achei mais interessante mostrava uma espécie de pico, onde uma pessoa subia e via o histórico das marcas que fizeram parte de sua vida, desde a infância e adolescência, onde vemos marcas como Nestlé, Disney e Nintendo, até sua mocidade e maturidade, onde as marcas mudam para Nike, Mastercard, Armani... Esse é um dos ponto de fácil assimilação, já outros pontos não são tão evidentes e, em alguns casos, um tanto confusos e sem sentido.
Praticamente nos são apresentados apenas dois ambientes. Um supermercado totalmente branco, com caixas e mais caixas rotuladas apenas com slogans, marcas, sensações, desejos e sentimentos. Povoado por personagens que não falam, e quando o fazem é com sons embaralhados, não identificáveis. O outro que é fora do supermercado, onde pessoas vagam de um lado para outro, como se buscassem alguma coisa.
É interessante notar que os modismos são acompanhados por todos, tanto os de dentro do supermercado quanto os de fora dele. Por exemplo: em um certo momento, é como se fosse uma hora de ginástica, em que todos os personagens se exercitam; outra hora, todos recebem ligações em seus celulares; e por aí vai. Como se todos seguissem o que é definido pela sociedade.
O filme foca o desejo e as angústias das pessoas, que circulam de um lado para o outro, procurando alguma coisa que parece não estar lá. E nisso seguem em seu consumo desenfreado, abrindo caixas sem encontrar o que desejam. É um retrato da banalização de tudo, inclusive do sexo, onde o vemos interessantemente retratado até mesmo no ato de sacar dinheiro em um caixa eletrônico.
É também o retrato do desemprego, da falta de oportunidades, da exclusão daqueles que não podem participar do consumismo. Que circulam de um lado para o outro, aguardando uma oportunidade de fazer parte dessa sociedade. Mas é interessante verificar que mesmo quando conseguem fazer parte dessa sociedade, pouca coisa muda. As pessoas continuam sem rumos, ainda sem encontrar o que desejam.
Em 72 minutos, Marcelo Masagão cria uma pequena obra prima que somente é recomendada aos que sabem apreciar. Caso contrário, tudo o que vai se ver é um filme confuso e tedioso. Particularmente, acho que o filme cairia melhor como um curta, ou em último caso, um longa dividido em partes distintas. Mas quem sou eu para achar alguma coisa? Ainda estou no começo de uma longa caminhada na estrada do refinamento da 7ª arte"
Por Ed Carlos Inácio de Sousa: http://www.cineplayers.com/critica.php?id=117
Um filme para poucos, onde cada detalhe é necessário percepção, sensibilidade.
Se ter ciencia sobre á realidade que te cerca. O mal que a modernidade está fazendo inconscientemente na vida das pessoas, o consumismo.... Se ter ciencia de tudo isso é considerado pseudo intelectualismo. É muito bom que todos tenham um pouco então. Pois só assim notaram á lavagem cerebral que sobrem, e poderam agir, mudar de alguma maneira para que tudo isso, não os afete tanto. Pois infelizmente todos estamos exposto á isso. Mais depende um, como e o quanto esse mal os afeta e os molda!
Vi uma parte no cursinho e achei bem interessante . Espero ter a oportunidade de terminar de vê-lo .
Quase cometi suicídio ao assistir esse filme em uma aula de sociologia. E não me venham com pseudo-intelectualismo. Boring as hell! De "mensagens" já me bastam as da Ana Maria Braga pela manhã (Insert sarcasm in here).
Como ouvi uma vez, não adianta alimentar alguém com uma picanha bem passada e suculenta, se a pessoa só está acostumada a comer arroz e feijão.
Isso é pra mostrar a genialidade de alguém que chama esse filme de "picanha bem passada e suculenta". Pra começar que picanha bem passada já tá esturricada, a suculenta é aquela ao ponto. (Vamos falar de ponto da carne agora.). Anyway, se o melhor prato que ele conhece é a picanha, acho que está na hora dele parar de comer em rodízio. Me apropriei da metáfora mesmo.
uauhuhauauh, adorei a réplica, Vinicius ^^ Não incitando o conflito por aqui. Acho ótimo que todos tenham essa atitude. Acho que esse é o appeal do filmow. So curtindo a criatividade.
Assisti em uma aula da faculdade, como de se esperar, em uma turma de administração a maioria reclamou antes, durante e depois da exibição, tudo bem que é um filme surreal, carregado de referencias ao cinema clássico e nada atrativo pra que busca entretenimento, mas é cheio de mensagens que, pra quem assiste com um olhar critico e analista, são muito proveitosas.
O filme é recheado de metáforas e ironias, e um cenário todo branco de doer os olhos.
Raríssimo, quem tiver oportunidade, assista.
Interessante.. (mas confesso que mais pro meio eu fiquei cansadinha)
Mas foi bom ver algumas coisas com uma outra visão (uma visão verdadeira, se vc for parar pra analisar)
pra quem acha que o silêncio seria substituivel por diálogos, permitam-me discordar.
o lance dessa produção é justamente a forma diferente da alcançar um publico já bem adestrado às formas já consagradas.
quem achou monótono ou paradão pode ser pq não conseguiu sair da camisa de força que de certa forma aprisiona o estilo.
filme diferente para uma critica de muito tempo...
Eu queria entender essas pessoas que DETERMINAM OS PADRÕES. A pessoa sente o que sente. Ela não escolhe. Eu posso entender o filme e mesmo assim não gostar. Passo por criticas de mesmo peso como um livro do Erico Verissimo, Maria Rita Kehl, Freud e outras formas de arte como peças, musicas e que me são bem mais proveitosos para gerar reflexão quanto ao modo de se viver da sociedade contemporânea.
Good one, Fábio. Estava faltando um comentário pertinente aqui! O problema é que as pessoas têm muita pressa, e filmes do Masagão não são para quem tem pressa. É necessário ter a disposição certa, caso contrário vão achar um saco mesmo... O filme é simbolista e não carece de diálogos falados, porque as palavras ali presentes devem reinar absolutas. É interessante acompanhar o silêncio aflitivo entre as pessoas que compram palavras por conceitos. Cinco estrelas mesmo!!
Se filmes "parados" são quase que sinônimos de filmes ruins, bem, podemos supor que filme bom é ação do começo ao fim, ao menos é isso que eu vejo, o olhar de algumas pessoas sobre outras temáticas que não seja a citada...e, digo mais:suponhamos, pois, que esse site é pra C-I-N-É-F-I-L-O-S, fãs de todo tipo de filme, não disso, ou daquilo, ah, e à propósito, só pra constar, o mesmo que aqui defende o bom trabalho aqui mostrado, em criatividade coerente com a realidade, é também fanzaço de filmes de Tarantino, Rodriguez, Almodóvar, Coppola, Scorcese, Jeunet, ou seja, TAMBÉM ação, drama, comédia, cults, só pra dar uma idéia variada à respeito...so, BEAT IT, dê opinão se tiver realmente uma idéia construtiva, ou cale-se, e seja honesto pra admitir a falta de respaldo, e aprenda, pra então sair algo que preste da mente pra boca, pôrra, hnf!
É um filme ótimo para pegar no sono... Mas, mesmo sendo um filme cansativo e que dá sono, a idéia centra é boa.
me arrepiei em várias partes. gosto assim. a parte das geladeiras, vocês vão ver, é genial. e a parte do buraco negro. são as que mais me marcaram. assisti somente uma vez, seria realmente interessante repetir.