A alguns dias atrás quando foi o dia mundial contra o cigarro, chegou até mim um artigo escrito pelo dr. Drauzio Varella, aquele que esporadicamente faz reportagens na TV Globo.
No artigo, em uma determinada parte do texto, é comentado as alternativas de propaganda que as empresas de cigarro optaram para anúnciar seus produtos já que na TV e no rádio essas empresas não tem mais acesso irrestrito como antigamente.
Em um estalo me veio este filme na mente, tanto pelo tema cigarro como por esse trecho do artigo.
O que está em jogo, no final, não é a moralidade da questão, mas a habilidade dos argumentadores.
"A lei vale para todos, mesmo que seja uma indústria que mata milhões por ano?
Mesmo assim."
Pulando os comentários sobre o personagem de Aaron Eckhart, -que é fenomenal- o humor negro e ácido, por assim dizer do filme, em todo momento respeita a inteligência do espectador, mostrando/ilustrando a manipulação pública na sociedade.
Como as políticas internas e a imagem corporativa das grandes empresas são maquiadas.
Tudo para nós (a população), acreditar na integridade das grandes corporações.
É uma simulação como as grandes indústrias e -com certeza- o governo manipula a opinião pública, construindo um discurso/um texto/uma posição convincente que defende ninguém, a não ser o ponto de vista que lhe interessam.
Quando você argumenta, isso é um debate e não uma negociação. Eu como aspirante/entusiasta a publicitário acho magnifico.
Com certeza, se você trabalha com comunicação social, isto é uma inspiração, você certamente deve assistir.
"O vício ri por último".