Em seus sonhos, Jean-Marc LeBlanc (Marc Labrèche) é um cavaleiro valente, uma estrela dos palcos, um artista que vive com mulheres a seus pés e em sua cama. Mas, na realidade, é um sujeito muito diferente. Cidadão comum, seu trabalho é ouvir pacientemente pessoas que chegam a seu departamento procurando ajuda. Em casa, sua mulher está muito ocupada para prestar atenção nele e seus filhos adolescentes não lhe dão a mínima. A tentação de seguir vivendo em sua terra de sonhos é muito grande, mas Jean-Marc decide se dar uma última chance no mundo real.
Trilogia:
01. O Declínio do Império Americano (1986)
02. As Invasões Bárbaras (2003)
03. A Era da Inocência (2007)
Da primeira vez que assisti me pareceu mais longo..
Um filme interessante.
Gosto da musica de inicio.
Meio Clichê.
Alguma alma boa tem link para download? :)
http://tup-cine.blogspot.com/2011/10/era-da-inocencia-lag...
Filme bom, porém inferior a O Declínio do Império Americano, que foi inferior a As Invasões Bárbaras...
Verdade seja dita... Eu adoro o Dennys Arcand, o cara é um bom diretor, mas depois de "O declínio do império americano" e principalmente "Invasões Bárbaras", eu esperava bem mais desse filme. Fechou o que poderia ser uma referência de trilogia, chegando talvez até mesmo a se equiparar com a trilogia das cores do Kieslowsky, com um filme que não é bom, e não convence em nenhum momento...
Uma pena.
Só uma das últimas cenas, aquela da batida do carro, que é ótima. Como se o filme se justificasse naquela última revolta, mas não é o suficiente...
E o título "A Era da Inocência" tem uma enorme diferença para o original, que seria "A Era da Escuridão", ou "A Idade das Trevas" (Meu francês não é aquelas coisas... ariairairiariai).
Deturpa até a proposta do filme... Tsc, tsc...
Se você quer ver uma simples comédia, a opinião do jovem abaixo é totalmente válida. Mas a cada situação do filme em que você ri, você também pode ver uma crítica ácida ao nosso modo de vida atual, à correria capitalista e afins.
O filme se inicia com uma comédia básica, mas aos poucos vai perdendo essas características... Talvez ele não seja tão reflexivo e profundo como As Invasões Bárbaras, mas é um ótimo filme, e uma dura crítica.
As cenas finais são muito bem criadas, com o silêncio, a tranquilidade e o barulho do mar contrastando com toda a barulheira e agitação do resto do filme... E no final, apenas o som da faca cortando a maçã... Paz...*-*
Vale a pena, com certeza.
é divertido. Não passa disso.
da trilogia é o unico que eu não achei =\ mas eu vou ver os outros dois nesse fim de semana, ai se forem bons, eu faço um esforço maior pra encontrar !!
pra mim a crítica à sociedade não rolou. o filme ficou meio confuso entre ser engraçado como o primeiro da trilogia, ácido como o segundo...ficou uma simbiose estranha. é dinâmico, o filme flui mas quem assiste a ele sabe que os anteriores são bem melhores. se for pra fechar com chave de ouro uma trilogia que começou tão bem, não rolou!!
pô que tradução ein
Não gostei do Declínio do Império Americano, não assisti Invasões Bárbaras. Mas gostei bastante desse. Uma visão fria, divertida e realista da nossa sociedade.
Razoável se comparado a maioria dos filmes, mas pro nível da trilogia ficou devendo muito, principalmente nos diálogos.
Trilogia:
01. O Declínio do Império Americano (1986)
02. As Invasões Bárbaras (2003)
03. A Era da Inocência (2007)
Bom, eu realmente gostei. Para mim, o filme se encaixa muito bem como final da trilogia, tanto em termos cronológicos quanto de roteiro. Afinal após o Declínio e as Invasões, vêm mesmo uma época da completa decadência, da completa desintegração de todas as estruturas e instituições.
Isso fica evidente com a "Peste" (logo no início, anunciando a Idade das Trevas), com o desaparecimento de quase todos os "heróis" dos filmes passados (com a exceção do agora miserável Pierre), com as famílias desestruturadas. As instituições públicas são inúteis e extremamente burocratizadas e viaja-se por horas para se chegar a lugar nenhum... De fato, as invasões bárbaras deixaram marcas profundas como Feng Chui e terapias de risadas falsas no escritório, a tecnologia substituindo as pessoas e os prazeres naturais ... a única saída parece mesmo ser o mundo dos sonhos. E como falta ao Jean-Marc uma Danielle ou um Sebastién, ou seja, um vínculo sólido com a realidade, ele se deixa perder em suas próprias fantasias (o próprio Pierre só chegou nesse estado deplorável porque também perdeu esse vínculo). Na verdade, para Jean-Marc, o único elo com a realidade seria a sua própria mãe: um vínculo frágil, doente, moribundo... e perfeito para representar a Idade das Trevas.
Com esse pano de fundo, a história se desenrola até o primeiro ponto crítico: o encontro de solteiros.
Aí surge a oportunidade auréa, a "combinação perfeita", para que Jean-Marc abdique de vez da realidade e se entregue ao mundo da fantasia, conhecendo e ficando com Beatrice. Com isso, ele até prova um ou dois momentos "pseudo-gloriosos", mas então percebe que um esconderijo de crianças não é uma proteção de fato. Um mundo de conto de fadas não é capaz de refugiar ninguém! Fugir através de devaneios não adianta em nada. Tudo o que ele precisa é exatamente parar de fugir e agir. O diálogo com Pierre e a morte da sua mãe lhe apontam esse caminho. Então, ele aceita a verdade sobre o que pensa, sobre seu trabalho, as pessoas a sua volta e sua esposa ("eu posso matá-la agora. isso é uma possibilidade real") e decide voltar às origens, retornando ao antigo chalé de seu pai. Lá ele abre mão de todas as suas fantasias e passa a viver uma vida REAL: pessoas, natureza, trabalho, comida, tudo isso de verdade. E ali ele encontra sua redenção, sua Renascença (representado por um quadro de natureza morta, ao invés da imagem do divino/fantasioso).
Bom, para mim, está aí a grande mensagem do filme. E tudo isso foi mostrado de forma bastante inteligente. O bom humor do início do filme aos poucos é substituído por uma angústia, mas isso só é percebido quando já estamos completamente em "sintonia" com Jean-Marc, deixando uma profunda impressão. Não se deixem levar por críticas como "o pior dos três": "L'âge des Ténèbres" não decepciona.
Deprimente o final da trilogia "O declínio do imperío americano"..."Invasões Bárbaras"...
Totalmente fora do tom e non sense...Aliás, da trilogia, eu só salvo mesmo o segundo, "Invasões...", esse sim um filme filme emocionante e bem humorado, na dose certa. Diferente de "A era da inocência", com seu humor hiperbólico e apelativo.
Assisti ao filme com a expectativa de que em algum momento brotasse lampejos de genialidade com que Denys Arcand já nos premiou em "Invasões...". Ledo engano. O filme é fraco do início ao fim. Uma pena, ver terminar essa trilogia de forma tão decepcionante!!
O título original é "A Idade das Trevas", mais uma dos "tradutores de títulos muito loucos"
Acaba bem a Triologia "Declínio..." "Invasões..."
Poderia ser melhor, mas acaba bem