Gosto de quando Woody brinca de Bergman.
Para escrever seu novo livro, uma intelectual de Nova York aluga um apartamento que tem como vizinho um consultório de psicanálise. Através do seu apartamento é possível ouvir as confissões dos pacientes, em especial de uma paciente grávida, fazendo intensificar nela uma crise existencial adormecida.
"Penso se uma recordação é algo que se tem ou algo que se perdeu".
Amei do fundo do coração, entra facinho pros meus favoritos do Woody: que filme liiiindo! Drama poderosíssimo de auto-análise e aceitação, com Gena Rowlands monstra confrontando um passado não resolvido. Mia Farrow excelente tb e Sandy Dennis maravilhosa como ladra-de-cena. E que final lindo, gente ♥♥
Drama extremamente impactante, cria diversas reflexões. Reflexões estas que podem até mudar a vida de alguem..
Achei bem simples e bem trabalhado. E Woody sempre trazendo elementos complicados da vida real.
Adoro dramas que trabalham bem um personagem, fica fácil se aproximar da realidade da Marion, é muito direta a abordagem de temas como o aborto e o adultério, tratados de uma maneira comum no filme, muito próximo da realidade mesmo. Ao mesmo tempo em que ensina sobre o veneno da comodidade de um casal, mostra também uma contraparte sobre o medo da solidão e o medo de se jogar nas paixões, de não ter uma realização sentimental na vida.
Woody Allen toca fundo com este filme. O mais interessante é como seus personagens são bem construídos (e reforçam-se com as boas atuações) e se distanciam daquele estereótipo de seus filmes cômicos. É um filme que vale a pena ser visto.
Ser realmente Marion e buscar um significado nunca foi tão difícil. Principalmente quando a chave está escondida em seu interior.
Tirando, é claro, que em quase todos os filmes há personagens escritores ou aspirantes. Uma forma sui generis de caricaturar seus personagens.
Mais um filme da linha de drama bergmaniano de Allen. Aqui, o modo como o cineasta lida com a curiosidade humana e a existência é excepcional. E o tom novelístico aumenta quando Woody decide usar a narrativa como meio condutor da trama.
Um filme com essa temática poderia ser maçante nas mãos de outro diretor mas Allen conduz o filme de forma leve, equilibrando o peso do tema. Essencial pra quem entender melhor a fase mais ''bergmaniana'' de Allen.
Neste filme, o tema da alteridade é abordado de maneira fabulosa. Nele, a alteridade aparece sob a forma do outro que há em nós mesmos e que simplesmente mascaramos por não querermos admiti-lo; na relação com os outros, que nos constitui e que também nos conduz a uma jornada de autoconhecimento e, por fim, nos outros que poderíamos ter sido se tivéssemos feito outras escolhas em nosso passado. Enfim, "A outra" é um filme que trata da questão da alteridade de um modo profundo, multifacetado e comovente.
Um filme leve e profundo ao mesmo tempo. Quase que num monólogo, a personagem de Rowlands nos mostra que toda escolha feita mata uma série de possibilidades que podem nos fazer falta lá na frente. Muitas vezes agindo como uma voz interior, a personagem de Farrow, que nao por coincidencia se chama Hope, mostra concomitante a isso o quao difícil e confuso pode ser eleger as prioridades pra fazer essas escolhas.
Woody Allen, mais uma vez, tocante.
Em uma clara e bastante comovente releitura de Morangos Silvestres, Allen olha com melancolia para os arrependimentos do passado e busca pela redenção em um presente, que embora semi-destruído, ainda lhe permita sonhar com dias melhores. Esperança.
Ah..achei que tem um naipe muito cabeça, e introspectivo, para o meu gosto de drama....nao curti 'essa' pegada do Woody nao.
"E me pus a pensar se a recordação seria algo que se tem ou que se perdeu."
Pensando até agora nessa catarse toda vivida pela personagem da Gena, e no modo como ela precipita na vida da personagem, num recurso brilhante utilizado por Allen. Aliás, como diretor, Allen tem facilmente um de seus melhores trabalho aqui, aliado à fotografia de Nykvist, mergulha nos pensamentos e sonhos de Marion de forma que o espectador não consegue ficar indiferente a seu momento de crise, em planos que valorizam e priorizam sua face e recepção perante às coisas que se sucedem em sua vida. O filme segue num ritmo preciso, condizente à trilha, à interpretação de Gena, e a cada passo da narrativo, o título do filme se amplia de significados - e me sinto com preguiça de falar mais. Filmão!
Assusta pensar que daqui a alguns anos você pode olhar para trás e perceber que teve uma vida vazia. Isso foi o que mais me tocou.
Possui vários momentos notáveis de insight pelo aclamado olhar fotográfico de Sven Nykvist que torna o filme, adjunto à postura altamente bergmaniana do diretor Woody Allen, um tratado de diálogos sobre o inconsciente. Ainda que seja incisivo em sua produção de personagens, apresentando atrizes Gena Rowlands e Mia Farrow em papéis fascinantes, a narrativa intelectualizada atinge menos contundência do que poderia como fizera o diretor antes em outras produções de mesma estirpe, mas não perde tampouco o seu espírito de afã na sugestão da importância do conhecimento a si próprio.
Um filme que tinha tudo para ser notável, mas que termina sem ao menos nos emocionar. Os inúmeros acertos incluem a escalação da extraordinária Gena Rowlands como protagonista, o casamento perfeito das cenas com a música de Erik Satie e a fotografia de Sven Nykvist que dá ao filme um ar bergmaniano. A história começa promissora, com Marion (Gena Rowlands) ouvindo secretamente as confissões de Hope (Mia Farrow) para o seu terapeuta em sessões que acontecem no apartamento vizinho. Há tensão no prometido encontro entre as duas personagens, mas os inúmeros flashbacks, que ilustram algumas escolhas tomadas por Marion na sua juventude que dizem muito sobre quem ela se tornou, são encaixados de forma inadequada à narrativa.
http://blogcineresenhas.wordpress.com/2012/08/20/diretor-...
Achei bem diferente dos filmes do Woody. Concordo com que já foi dito algumas vezes, que esse filme tem uma "pitada" de Bergman, e o diretor deixa claro essa influência.
Bacana. Gostei.
Vocẽ diz isso de Bergman por causa do geito em que Woody comanda as atrizes em relação ao foco da camera e dialogos?
Mas o Woody é um puta fã do Bergman mesmo, ele nunca escondeu isso.
Além de ser grande fã de Fellini, Kurosawa, Chaplin, De Sica, Truffaut e os Marx Brothers, seu grande ídolo é o Bergman.
Eu sei, mas nunca tinha notado em nenhum outro filme que eu vi dele um influência tão clara.
Não gostei muito desse filme... Me deu sono a maior larte do tempo e os erros da legenda do dvd do box com os 20 filmes do woody me irritaram profundamente. Por mais interessante que a premissa do filme seja, acho que ele acaba sendo arrastado e cansativo. Woody Allen faz bem melhor que isso na maioria das vezes. Não acho que ele estivesse inspirado.
Eu gostei demais desse filme, mas os erros na legenda são absurdos mesmo, para um box original assim. Também me irritou.
Um filme simples de Woody Allen, mas bem bom. Tem uma desenvolvimento interessante, além de bons personagens. O melhor são algumas das frases ditas pela protagonista, bem reflexivas.
Um dos filmes que eu mais gosto do Woody Allen, tem um tom melancólico que foge das comédias leves que ele está habituado a fazer. Junto com "Hannah e Suas Irmãs", considero seu melhor filme da década de 80.
Talvez seja o filme do Woody Allen em que a influência do Bergman se faz mais presente.Bem diferente das comédias pelas quais ele se tornou mais conhecido; ainda assim, um ótimo filme.
Marion é uma professora de filosofia conceituada, casada e rodeada de admiradores que fazem com que ela acredite que vive uma vida plena e satisfeita, entretanto em um determinado momento ela começa a ouvir através da parede de seu escritório, as reflexões que uma moça faz a seu analista e que naturalmente a fazem refletir sobre sua própria vida. Reparem na genialidade de Woody Allen, uma mulher que escreve sobre Filosofia, ou seja, uma pensadora, que por ironia nunca parou para refletir sobre sua própria vida, e o melhor, o que desperta essa preocupação a principio? Uma voz, a voz do inconsciente. Nesse exercício de repensar a vida, ela encontra um enorme vazio que era tapado pelo seu egocentrismo, egoísmo e pelo superego (Freud, explica!) e que quando descoberto a faz cair lentamente nesse enorme buraco. Nesse processo de auto-descoberta, Woody nos presenteia com algumas cenas absolutamente brilhantes e belas, dentre elas preciso destacar com ardor a cena do sonho (Olha Freud ai de novo!), nela vemos encenados no palco de um teatro com maestria todos os seus dramas mais íntimos, outra também primorosa é a cena na qual a personagem da Mia Farrow relata ao seu analista sua impressão sobre Marion depois do encontro de ambas, catarse pura! Se já não bastassem todos esses relatos, o roteiro ainda nos afaga com uma redenção absolutamente poética, na qual a vemos dialogando e se encantando com seu ego. (Obrigado mais uma vez Freud!)
OS: Ainda faltou dizer que a fotografia é do Sven Nykvist!!
Profundo, tão diferente dos outros filme de Woody Allen que assisti, mesmo assim gostei. É tão maduro e inteligente.
mt emocionante o filme, adorei a trilha com o classico de Erik Satie
Maravilhoso! Diálogos surpreendentes, atuações ótimas, história tocante mesmo.
Eu queria ter um sonho daqueles, e lembrar depois!
Me identifiquei muito com alguns diálogos.
Recomendo demais esse filme, principalmente para pessoas que se sentem ''vazias''.
Para quem está acostumado com o habitual estilo do diretor vai se surpreender aqui. Não seria capaz de reconhecer seu estilo nesse filme, seu humor habitual está totalmente ausente.
Achei extremamente genial, mesmo. Não esperava muita coisa, e me deliciei com uma coisa dessas. A sequência do sonho é uma das mais memoráveis e bonitas que eu já vi.
Conseguiu fazer eu me identificar com uma mulher rica, de 50 anos no seu segundo casamento.
Se não soubesse o diretor seria um filme do Bergman numa boa. Existencial, lento e introspectivo. Maravilhoso!
Lento, chato, pior filme do Woody Allen. Só vale a pena ver por causa dos últimos minutos..e a Mia Farrow.
Um dos piores filmes de Allen, ou eu estava muito chato para assistir ao filme ou... Chato
Woody Allen sempre admirou Ingmar Bergman, e isto é explícito em Manhattan, ou no plano de A Última Noite de Boris Grushenko gêmeo ao de Persona ou no trabalho com o fotógrafo Sven Nyqvist, colaborador habitual de Bergman.
De toda maneira, o trabalho em A Outra remete a Morangos Silvestres ao encontrar uma mulher em crise de meia idade revisitando elementos do passado enquanto procura paz na vida presente. Diverge porque não é tão minimalista como as obras de Bergman e o universo de personagens é muito maior, mas é um esforço válido e interessante. Um ótimo drama e uma ótima Gena Rowlands.
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realmente, do inicio ao fim do filme eu fiquei pensando no Bargman, porém eu acho que tem mais referencias de "Sonata de Outono" como cor amarelada,inicio com a narrativa da mulher descrevendo sua vida, figura da mulher ofuscante que termina sozinha,conflitos familiares etc... , mas agora que tu falou, realmente tem uma grande infleuncia de "Morangos Silvestres"
Um tapa atrás do outro. Filme fortíssimo, com leves e raras piadas estilo Allen. Um versão mais depressiva (se é que é possível) das divagações sobre a vida que há em "Hannah e Suas Irmãs".
não tem como dar mais que cinco estrelas?
"E me pus a pensar se uma recordação seria algo que se tem ou se perdeu."
Um dos melhores trabalhos do diretor, em conjunto a um otimo elenco, em especial Gena Rowlands e Mia Farrow. A bem sucedida, inteligente e aparentemente perfeitamente feliz escritora Marion decide escrever seu novo livro em um apartamento alugado, mas acaba ouvindo as sessões psiquiatras de seu vizinho e ficando cada vez mais intrigada com uma pacienciente perturbada (Mia) e que acaba lhe dispertanto o interesse e a chance de avaliar sua propria vida e criticar se realmente esta feliz com a vida que leva. Chocada com seu vazio interior e com as falhas de seu casamento que finalmente conseguiu visualizar, Marion começa a se aproximar dessa misteriosa e perturbada mulher e encara a situação como uma mensagem de que deve mudar, e ela o faz de forma forte e determinada, da qual nunca antes se permitiu. Com o tipico olhar sensivel do diretor para as questões emocionais e dialogos sensiveis e reflexivos, Another Woman é uma filme profundo que aborda questões importantes raramente expressas no cinema americano e ainda capaz de prenter a atenção do começo ao fim, nos sintonizando com a vida da protagonita.
Gostei muito de algumas partes, alguns diálogos, as reflexões que o filme traz (a cena do beijo sobre a máscara eu achei especialmente linda)... E inclusive me identifiquei com os personagens. Mas não consegui me apegar verdadeiramente a ele. Não sei porque, mas senti que faltou algo.
é um filme com momentos bastante fortes, mas que no peca por tratar de forma rasa grandes temas.
Dizem que Chico Buarque é o homem que mais entende as mulheres. Depois desse filme, tal ditado ficou meio em cheque.
Gena Rowlands é uma deusa em interpretação. Fantástica.
Liberdade narrativa incrível, excelente uso do tempo e das lembranças da protagonista.
Filme mais que obrigatório na filmografia de Allen.
Sim, a fotografia é de Nikvist, fotografo dos filmes de Bergman.
"E me pus a pensar se a recordação seria algo que se tem ou que se perdeu."
Ele é meio lento, mas a gente acaba se envolvendo com a história.Um belo filme.
Apesar do meio do filme um pouco chato, o início e o final são divinos. Gostei muito.