Que diálogos, meus caros, que diálogos!
Em 1985, Ronald Reagen ocupava a Casa Branca. A AIDS aterroriza a América e o preconceito destrói as suas vítimas. É neste cenário que se desenvolve a história escrita Tony Kushner, baseado em seu livro ganhador do prêmio Pullitzer. A série é vencedora de 5 Globos de Ouro.
Obra-prima definitiva do Tony Kushner! Retrata o início da epidemia da AIDS como nenhum outro filme.
Esta mini-série mistura em doses exageradas sonho e realidade. Alucinações angelicais de esperança diante da crueldade dos efeitos da AIDS. O início da doença ou da descoberta dela, e como a humanidade se viu perdida diante da incapacidade de tratá-la ou de entendê-la. Todo o elenco dá show, mas prestem bem atenção na presença de Meryl Streep :) em diversos personagens.
Mary-Louise Parker e Justin Kirk matam a pau.
E aquela referência a Twin Peaks na primeira parte? <3
- E todo mundo em trajes de Balenciaga com corseletes vermelhos. Grandes palácios de baile, com músicas e luzes.. impureza racial e confusão de gênero. E todas as divindades são crioulas. Mulatas. Marrons como as bocas dos rios.. Raça.. Gosto.. e historia finalmente superados.
E você não está lá Roy.
- E o paraíso?
- Esse era o paraíso Roy.
- Vá se foder! Quem é você?
- Sua negação!
Jeffrey Wright (Belize) <3
Achei incrível como o tempo todo a série consegue manter um espírito de peça teatral!
Ao mesmo tempo realista e fantástica. Mistura cinema, TV e teatro. É um daqueles programas pra ver e rever sempre.
Muito muito muito bomm!! Interpretações espetaculares, perfeitas!!
Interpretações brilhantes, produção impecável. Mas a história por vezes se arrasta, e outras vezes parece teatral demais.
Uma das primeiras provas de que na TV há vida inteligente. Muitas vezes bem mais inteligente do que no cinema.
Incrível, tocante, lúdico e dolorido.
Não dá pra falar muito, não tenho muitas palavras pra expressar essa obra prima, com diálogos tão inteligentes e profundos.
Vi na maratona que teve no Cinemax, que série mais maravilhosas, que shows de atuações, os personagens são tão completos, você consegue entender eles perfeitamente bem e sentir tudo que eles estão assistindo, isso graça a esse elenco maravilhoso, só achei meio cansativo aqueles papos sobre politica, mas deu pra entender que eles façam parte do contexto e se encaixam perfeitamente na história, Meryl Streep atuando maravilhosamente bem, como sempre.
As cenas dos anjos, do céu, dos sonhos são tão lindas, tão emocionantes, eu nunca tinha visto nada parecido com o tema de Aids, fiquei muito interressado para ler o livro, adorei e me emocionei muito.
Hoje tem maratona Angels in American no Cinemax a partir das 19:50, não perco por nada.
Achei interessante mas meia cansativa. Uma série com um tema super interessante e que mistura fantasia e realidade de uma forma bem legal. As atuações foram ótimas, destaque para Mary Louise Parker e Meryl Streep. Gostei mas acho que não assistiria de novo.
Muito relevante a iniciativa de fazer um filme como esse. Toda a complexidade da fragilidade humana e os medos entrelaçados nela. Excelentes atuações.
valéria, por ter apenas 2 episódios eu acabei visualizando como um filme. : )
Entendo, mas os que eu vi foram 2 epidódios de 2:30 cada. Acreditem: teve começo, meio e fim.
Ok, me rendo. Troquem a palavra filme do meu comentário por "série". bjos
Sensacional. A complexidade da série é magistral e leva o espectador para um caminho virtuoso que pende entre a fé fantasiosa e a dolorosa realidade.
Mike Nichols é um mestre em extinção.
Um seriado MUITO bom! Oscila entre a fantasia e realidade dando um tom mais suave ao problema principal! Amei!
IMPECÁVEL. Uma palavra que deveria cair como sinônimo dessa minissérie.
Não existe erros em todo segundo apresentado, as atuações surtam, o roteiro brilha, a ficção vira realidade e comove por conta da forma como o roteiro é lapidado. Um absurdo que quando cheguei ao fim, gostaria de ter visto antes.
Merecia MUITO mais prêmios, sou chato.
Minissérie brilhante, eu achei um pouco cansativa afinal tive a insana ideia de assisti-la em apenas dois dias. Mesmo assim fiquei impressionado, o roteiro é fantástico e a direção de Nichols também.
Mas é impossível prestar atenção em outra coisa que não sejam as atuações. O nível do desempenho de Al Pacino é incalculável. Ele está acima de qualquer padrão, apesar de ter um personagem absolutamente detestável ele consegue nos fazer sentir pena dele. Meryl Streep, apesar de discreta, dá seu show habitual, ela acertou a mão em todos seus personagens e, como sempre, está brilhante. A teatral atuação de Emma Thompson também brilha com suas longas e pausadas falas. Patrick Wilson, Justin Kirk, Ben Shenkman e principalmente Jeffrey Wright compõem um elenco de apoio inspiradíssimo. Mas que merece uma atenção especial é Mary-Louise Parker. Sua personagem é perfeita, foi retratada em todos os aspectos de sua excentricidade com maestria. Eu sempre gostei da Mary-Louise, mas dessa vez eu tirei o chapéu.
Uma grande produção que mereceu todos os prêmios que ganhou e que, apesar dos efeito especias muito limitados pelo orçamento televisivo, vai ficar na minha memória pela sua qualidade e pelos ótimos diálogos.
Em diversos momentos parecia que eu estava no teatro.
Obra prima, uma minissérie maravilhosa em todos os sentidos, principalmente no quesito atuações. A obra sobre AIDS mais impactante que já vi. Mas lógico que a obra é muito mais que isso, e deve ser vista por todos
Este filme é realmente de arrepiar. De uma sensibilidade ímpar em falar de um assunto tão cruel como a Aids, a homossexualidade e o preconceito. A homossexualidade tratada de uma forma não caricatural, mas acima de tudo honesta e verdadeira e por isto mesmo mais humana e sensível. Raramente vemos no cinema ou na televisão este ângulo dos gays e aidéticos. Geralmente são pessoas caricaturais. Tratadas como meros palhaços dos héteros de plantão ou então como simples vítimas de suas vidas promíscuas. Nada mais fácil e simples para quem tem esta visão distorcida e preconceituosa sobre tais temas e pessoas.
Soma-se a isto, a Aids retratada de uma forma tão cruel e desumana que separa pessoas e sentimentos, fazendo vítimas e gerando conflitos por onde passa. Mas basicamente procura falar de preconceitos e de conflitos existenciais. A procura de sua própria identidade como pessoa que merece e pode ser feliz, independente de suas escolhas sexuais. Trata tais assuntos de forma sensível, humana e, acima de tudo, com respeito e bom gosto. Usa de uma forma muito criativa para contar esta história ao inserir “pesadelos” e “sonhos” para mostrar os caminhos e dar conselhos a seguir nesta jornada em busca da felicidade.
Nos remete – sem sombra de dúvida – a uma visão mais verdadeira da realidade dos gays e aidéticos e nos faz refletir sobre nossos preconceitos. Tem o mérito de ser cruel e verdadeiro sem falsos moralismos ou de fazer apologia a promiscuidade. Mostra-nos a face humana da dor de quem sofre o preconceito. Não levanta bandeiras nem é planfetário. Cada um com suas escolhas. Cada um com seu destino. De qualquer forma, tudo tem um preço: Heteros e Gays cada um fazem a própria sua escolha. Cada um com sua dor e sua sina. O mundo não é fácil para ninguém e nem sempre tudo acaba com final feliz. Mas a jornada tem que ser percorrida com dignidade e com coragem. Talvez encontre a felicidade, ou um ombro amigo pelo caminho, e assim possa dizer, olhando no espelho da sua alma que fez, honestamente e sinceramente, o que deveria ter feito.
Grandes interpretações de Al Pacino, Meryl Strepp, Emma Thompson, Mary-Louse Parker, Justin Kirk e Ben Shenkman (estes como casal homossexual).Brilhantemente dirigido por Mike Nichols.
A serie mais Gay que ja vi, mais misteriosamente eu ate que gostei
Lendo os comentários aqui, nem tenho muito o que dizer, a maioria falou por mim. Só que por maior que seja a duração, a sua atenção está sempre presa ao filme. São quase seis horas de ápices. Obra-prima e uma boa sacudida na carreira do Mike Nichols, haha.
eu TENHO que ver toda !!
eu vi até a metade e achei linda, super trsite mais muito legal !! *-*
Assim foi proclamado na época de seu lançamento, "Angels in America" é um evento. Tudo relacionado a ele é grandioso e inesquecível. Mesmo com quase 6 horas de duração, o filme jamais parece cansativo e os diálogos e a história de Tony Kushner fluem de maneira admirável. Representando um ponto alto na carreira de todos os envolvidos (inclusive gigantes do cinema com Pacino, Streep e Thompson), "Angels" é provavelmente um dos melhores trabalhos de Mike Nichols (senão o melhor) onde ele finalmente equilibra perfeitamente a influência do teatro presente na maioria dos seus trabalhos com a técnica cinematográfica.
A HBO quando acerta, e são muitas vezes, acerta bonito!
Acompanhei na época que passou na HBO e eram 2 "Episódios" de 3 horas no mesmo dia, com um intervalo de 15 minutos entre eles! (originalmente eram 6 de 1 hora, em dias diferentes)
Sim e a coisa era tão boa que eu ficava seis horas na frente da tv vendo!
Não tem nem o que falar, lembro de ver o globo de ouro e o Emmy e "Angels in America" levando tudo pela frente e merecidamente! Al Pacino impecável assim como a Meryl Streep que estava maravilhosa como sempre. Meus favoritos eram a Mery-Louise Parker, a Emma Thompson (como o anjo) e o Justin Kirk.
É tudo muito lindo, muito bem encenado, muito bem encaixado. Diálogos e cenas impagáveis, roteiro lindamente adaptado. Adorei todo o simbolismo e o uso da coisa Mórmons pra tratar da questão da aids e o preconceito e tantas outras coisas. Enfim, mini-série fantástica, deve ser assitida e reassistida!! Meus dvds estão sempre comigo!
Muito, muito boa e nem um pouco cansativa se for encarada como uma minissérie e não como um filme de 6 horas, né hahaha
Harper foi sem dúuuuuuvidas a melhor personagem.. junto com Al Pacino, Meryl Streep, e Justin Kirk também.
"In your experience of the world. How do people change?"
I don't understand why I'm not dead. When your heart breaks, you should die. But there's still the rest of you. There's your breasts and your genitals... They're amazingly stupid, like babies or faithful dogs. They don't get it, they just want him. Want him.
Atuações de fazer você ficar com cara de paisagem (salvo algumas exceções, como o cara no papel do Louis, que parecia out of place, e, em alguns momentos de awkwardness, o que faz o Prior também).
Boa história. Meryl Streep at it's FINEST. Cada personagem dela é totalmente diferente um do outro, e igualmente executado com maestria. Essa mulher é a atriz mais competente que já existiu. SIM, do mundo todo, que já existiu, you heard me.
Gostei também da teatralidade e dos momentos nonsense, em partes como
a visita dos ancestrais cômicos do Prior