Bruxas em várias perspectivas - na maioria das vezes assim taxadas -, ou A bruxa, interpretada todas as vezes por Silvana Mangano.
Primeiro, a bruxa que todos crucificam em segredo. No média, uma mulher famosa e admirada, gloriosa, elegante, mas que os homens desejam mas não podem ter, e todas as mulheres a invejam. Destaque para a cena em que Gloria está passando mal e é "desmontada" pelas outras mulheres.
Segundo, a bruxa que usa, egoísta e aproveitadora. Um curta simples, mas bem crítico e simpático.
Depois, a bruxa em sua forma surreal, a assombração, a fantasia. Certamente o curta mais engraçado, mais marcante, e a mais inusitada supresa dos cinco, dirigida por Pasolini. Considerando seu título, foi que mais me chamou a atenção e infelizmente o que eu menos entendi.
Em quarto, a bruxa mística, perversa, causadora de intrigas e discórdias. Após a insinuação de uma praticante de vodu, a mulher provoca uma série de mortes entre duas famílias que passam a se vingar sistematicamente a partir de seu comentário venenoso, e ao final atribui a culpa à ignorância e brutalidade dos homens.
E por último, a bruxa renegada, esquecida, e por isso cultiva pensamentos potencialmente agressivos, carente de ser notada e amada. O curta que dá maior consistência ao conjunto, talvez pela forte presença de young Clint Eastwood italiano. Humor e onirismo no ponto certo.