Seu Wilson (Othon Bastos) e seu filho Neto (Rodrigo Santoro) possuem um relacionamento difícil, com um vazio entre eles aumentando cada vez mais.
Seu Wilson despreza o mundo de Neto e este não suporta a presença do pai.
A situação entre os dois atinge seu limite e Neto é enviado para um manicômio, onde terá que suportar as agruras de um sistema que lentamente devora suas presas.
O filme é bastante eficiente em demonstrar a ineficácia dos manicômios em casos como o de Neto, basicamente recuperado por acompanhamento psicológico (no máximo), longe de toda e qualquer instituição psiquiátrica. Acende a discussão e traz a tona não somente o manicômio como vilão, mas a família intolerante e desinformada como fator principal do insucesso.
Rodrigo Santoro, Cássia Kiss e Othon Bastos (como o pai de Neto, o estúpido Seu Wilson) são destaques.
Direção segura, dinâmica e roteiro bem escrito que trata bem toda a hipocrisia social, o preconceito generalizado e os tratamentos absurdos. Lembra um pouco o "Um Estranho No Ninho" em algumas passagens.
Ponto para o cinema nacional!
O filme é muito bom e mostra a terrível realidade dos manicômios.
fodaaaaaaaaaaaa
Não li o livro, gostei muito do filme, trilha Sonora, atuação ótima do Rodrigo Santoro, entrou para um dos meus favoritos.
Podemos tirar coisas básicas do filme como o preconceito por pessoas que passam por tratamento, pais e filhos com falta de comunicação, e eu sei que não são todos os centros psiquiátricos que são assim, mas já ouvi falar de alguns que pregam os maus tratos, eu chorei sabe, com a situação do neto, pensando que pessoas passam por isso, alguns nem tanto por causa de drogas, mas por outras doenças psicológicas, são torturadas e esse tipo de coisa.
Cassia Kiss outra atuação que está de parabéns.
Rodrigo Santoro mostrando que é um excelente ator.
Excelente. Retrata bem o quanto o senso comum é arrogante, preconceituoso e conservador. Salvas para o povo brasileiro.
impactante, mostra sem de forma crua a realidade dos manicômios brasileiros, o triste cotidiano de maus tratos, descaso e violência sofrida pelos internos. Uma história real que vale a pena ser conhecida.
Preciso rever.
Impecável!
Meu filme nacional preferido, depois dele passei a valorizar mais o cinema nacional.
rodrigo santoro manda muito bem!
Um dos melhores filmes nacionais que já vi.
Nacional? Tá no top 5!
Vale a pena!
Esplêndido!
Tenho uma tia esquizofrênica que já foi internada nesses manicômios paulistas. Em virtude disso, emocionei-me muito com a história do filme. E mesmo após o término, continuei refletindo sobre minha tia, o personagem Neto e seu inspirador - o Austregésilo - e tantas outras pessoas que já foram vítimas desse sistema psiquiátrico.
P.S: parabenizo a atuação do Rodrigo Santoro e da Cássia Kiss, a direção da Laís Bodanzky e o roteiro do Austregésilo.
é um bom filme, mostra muita coisa que a maioria não vê...
Lixo. Odiei
A melhor atuação do Rodrigo!
Com uma trilha sonora muito boa, de efeitos sonoros que de enlouquecer qualquer um.
melhor trabalho de santoro
O mérito deste filme está numa cumplicidade entre ações, a trilha sonora, as atuações de Santoro e Gero Camilo que por onde passa deixa sua marca. O filme está anos luz de ser ruim, mas se não fossem esses elemntos certamente passaria despercebido.
me surpreendeu! O.o
Bom filme, eu recomendo!
amei
Como geralmente acontece em filmes nacionais, Bicho de Sete Cabeças mostra a realidade nua e crua. E por retratar um tema polêmico e de grande relevância, leva o título de um dos melhores filmes nacionais que já vi.
Um dos melhores filmes brasileiros que já vi =)
Mais um pra re-assistir.
Trilha sonora boa, ok.
Fiel ao Canto dos Malditos, ok.
Mas algumas coisas me incomodaram no decorrer do filme.
Para começar, as experiências vividas pelo autor do livro em hospitais psiquiátricos são elativas. Dessa forma, não é da vivência dele que pode-se tirar uma conclusão de como o serviço funciona. Não vou ser hipócrita (como vi muitos comentários por aqui de que o sistema continua cruel sem nunca ter pisado sequer num manicômio, só com matéria lida em revista estilo superinteressante achando que é base suficiente) a ponto de falar que não hajam lugares em que tomem ações parecidas, ou então que sejam piores tratando seus internos.
Mesmo assim, tomando por exemplo agora a ECT, demonstraram seu uso como forma de punição para os que causavam mais problemas. Não se aponta, no filme, como em casos extremos a mesma pode ser de grande ajuda. O mesmo com alguns remédios, onde convém também apontar que evitariam até a segunda internação, pois algum antipsicótico evitaria as crises que tinha com alucinações auditivas, como a que o fez explodir em raiva.
Aos que dizem que a medida de ser são e ser insano é algo delicado, peço que me apontem maneiras mais eficazes que as encontradas hoje para se traçar um diagnóstico, porque na hora de falar de subjetividade todos são bons, mas quando se pede para ser objetivo para mudança do sistema de enquadramentos em transtornos psiquiátricos, dão um passo para trás e dizem que o DSM dá conta disso.
Apesar de minha postura pró-manicomial, devo confessar que algumas cenas me atingiram como contra-argumento do que defendo e quanto a isso, confesso que não tenho argumentos.
Entretanto, não devemos deixar que perdure o fantasma que paira a psiquiatria e psicologia de que pecamos pelo excesso, tirando a sanidade dos sãos para assim tratá-los, pois foram décadas de progresso para que a precisão em mensurar um transtorno, drogadicção ou desvio de personalidade, que seja, aumentasse e o público-alvo que queremos tratar fosse melhor atendido.
Gostei do retrato no filme do estigma que se tem dos que sofrem internação, pois é algo muito presente e ignorado, plausível de discussão. A mãe do amigo de Neto expulsando-o é cada um que não entende que mesmo as mentes sãs que foram internadas, ou mentes como John Nash, sem sua linha de sanidade total, continuam sendo mentes de pessoas aptas.
Outro retrato apontado e que não deve-se tomar por verdade é o do psiquiatra que toma seus remédios controlados ministrados com álcool, para ficar sem lucidez como seus internos. Uma vez mais, é uma situação única que não deve ser tomada como regra.
Há também atualmente serviços como o AME e o CAPS que visam reinserção social e tratamento prolongado sem necessidade de internação, mostrando que a institucionalização não pensa mais pragmaticamente de apenas curar o doente (com a cautela da palavra utilizada) retirando-o da sociedade, mas sim achando seu papel adequado, que nunca deveria ter deixado de ter, após desencadeamento de seus surtos.
Ainda assim, com necessidade de internação, defendo que por vezes é melhor. Acompanhem a linha de raciocínio: Pegue alguém esquizofrênico, refratário, que não apresenta progresso com a medicação. Essa pessoa entrou em surto no trabalho. Quebrou tudo, pelas ordens que estão em sua cabeça. Apresenta perigo para sua própria vida e para os companheiros. Pois bem, nesse caso, com a internação compulsória, não seria intencionado apenas a remoção dessa pessoa da sociedade, mas sim o controle do surto por maneiras eficazes (seja a intervenção medicamentosa ou a ECT) com reinserção social visada para depois de progressão no tratamento. Disse internação compulsória e não jogar pacientes num cubículo. Falo de hospitais com os aposentos que não assemelhem-se a uma masmorra e aonde presta-se serviço para uma pessoa, não para uma família ou amigos que não sabem como, junto da pessoa, progredir no tratamento daquela ocorrência.
Assim, o filme é impecável no quesito fidelidade ao livro e divino no quesito musical, mas por uma postura antimanicomial deveras inapropriada, não me pareceu um filme excepcional e sim mais um na massa.
"Ela deu o ado, o ado que eu te dei..." Loucamente nacional...
Lindo...
"Estou te mostrando a porta da rua. Pra você sair sem eu te bater."
Um dos melhores filmes brazucas que eu já tive o prazer de assistir.
meu filme brasileiro preferido.
ótimo filme com ótima trilha :) sempre que vejo algum poster do filme, lembro imediatamente das canções do Arnaldo Antunes e do Zeca Baleiro.
Mais um ótimo filme nacional da série "Por que não assisti antes?".
Excelente!!
Gostei desse filme. A atual do Rodrigo Santoro está excelente, e se não me engano, foi este filme que projetou a carreira dele para internacional ^^
*atuação
Acho que foi "Abril Despedaçado"!
Ops! Perdão. Valeu pela correção XD
Muito bom, recomendo!
Sempre me emociono quando assisto...
Santoro, volta pro cinema nacional que todo mundo sai ganhando!
Quando o cinema brasileiro começou a produzir filmes realmente úteis e inteligentes.
Grande filme e livro, mereciam mais destaque no cenário nacional.
Escancara a lógica higienista e perversa do modelo manicomial num filme angustiante, verossímil e com uma grandes atuações.
Cinema ideológico e politizado, mesmo com orçamento limitado é muito além da maioria que a globo filmes produz.
Um filme que pego o "certo" e deixa em outro ponto de vista
Filme de estética "suja" e experimental, com uma mão da FABRICA - The Benetton Group Communications Research Center, causou furor com sua estréia em 2001, mostrando ao Brasil o como era possível fazer cinema de baixo orçamento, em um momento em que a "indústria cinematográfica" brasileira ainda não havia reencontrado seu caminho.
Laís Bodanzky é, sem dúvida, uma das melhores diretoras do cinema contemporâneo brasileiro.
Disse tudo.
o cara entra ruim, sai pior ainda.
Um dos melhores filmes brasileiros. Inspirado na vida do
Austregésilo Carrano. Uma tese sobre como a falta de dialógo pode devastar uma família.
Gosto muito. Sincero e pungente.
Subvalorizado. Intenso e deprimente, tem uma interpretação muito envolvente do pouco aproveitado Rodrigo Santoro, coloca o espectador dentro do mundo destrutivo de internações e as loucuras que se conquista tentando se livrar das que já tem. Um filme muito humano que lança um novo olhar sobre a hospitalização e internação.
INTENSO!
Surpreendente.