Talvez o filme mais sensível, maduro e adulto de Woody Allen.
Neste filme ele deixa de lado o seu humor sarcástico e aborda temas como fé, religião, infidelidade, moralidade, assassinato, frustrações, culpa e consciência de uma forma mais humana, mais próxima da nossa realidade.
Uma boa jogada da parte de Woody foi intercalar humor com o drama que é a espinha dorsal do filme, garantindo leveza ao filme, mas o humor usado aqui é um pouco mais leve que o habitual, para dar ênfase às situações dramáticas.
O filme mostra realmente como é o Ser Humano, uma massa de erros, decisões precipitadas um poço de covardia e vaidade.
Mostra também como nós somos vitimados pela religião e pela consciência, se não seguimos os princípios religiosos, somos castigados por nossa consciência, abordagem muito interessante em meu ponto de vista.
Mais uma vez Woody conseguiu escalar o elenco perfeito todos estão afiados e bem a vontade em seus papéis, mas destaco Anjelica Houston na pele da amante que não aceita ser passada para trás e que acaba pagando caro por suas consequências e destaco também o próprio Woody, que garantiu momentos levemente cômicos, sem o seu exagero comum que tanto amo e momentos de pura pena, como na cena em que seu personagem tem o seu coração partido, o olhar de Woody passa toda a decepção e tristeza da personagem, impossível não se comover.
E os momentos finais do filme são os mais honestos possíveis, onde se comparam ficção com vida real e junto com a reflexão que é narrada, percebemos que o Ser Humano vive sempre em busca de algo, vive sempre errando, sofrendo com as suas consequências e sendo escravo de sua consciência.