"How perfectly goddamned delightful it all is, to be sure."
Documentário que retrata a genialidade e o espírito transgressor do cartunista Robert Crumb, papa do movimento underground dos anos 70, nos Estados Unidos. Engraçado e ao mesmo tempo perturbador, o filme percorre seis anos da vida de Crumb e da sua família.
Que família inteira fudida. Perturbador demais! Fiquei bastante triste depois de assistí-lo. Uma existência tortuosa dessas é um fardo que não desejo a ninguém, mesmo que dela nasça uma arte tão prolífica quanto a dos Crumb.
"I'll go down in history as a great artist, that I'll be my revenge."
Apesar de preferir a biografia em quadrinho de Crumb, esse documentário me agradou, e me perturbou. O que mais chama a atenção é a parte que não é tão abordado na biografia feita pelo próprio Crumb. A família, sua mãe e seus irmãos. Alem de tratar toda a criatividade doentia e absurda desse gênio ranzinza, pervertido e deslocado.
bom documentário. O lado do Crumb não me chamou muita a atenção pois os quadrinhos deles já dizem tudo de tão biográficos, mas gostei da parte sobre a família "maluca". Como dizia Ortega Y Gasset: "Eu sou e minhas circunstâncias."
há situações bem bizarras para mim, e bem difíceis para que eu harmonize com elas. contrapõe claramente muitos pensamentos que tenho. mas não vou descartar a qualidade do documentário por algumas divergências de pensamentos com o crumb... pois o filme cumpre legal o que propõe, delinear várias questões da vida dele (sejam elas perturbadoras ou não).
e sobre o que achei dele: ele tem uns trocadilhos bem rápidos e inteligentes no contexto do momento. conheci o que ele faz através desse filme, fiquei bem interessada pelos quadrinhos, ele aparentou ser um ótimo cartunista.
Quando você aprecia a obra de um artista, normalmente você tende a justificar suas 'humanidades'...
Não sei se odeio esse doc por ter apresentando esse Crumb quase desprezível, com sua risada sardônia, enquanto seu irmão pertubado e violento diz que correu atrás da mãe pra fazer lavagem estomacal.
Sua relação com as mulheres, com seus filhos, com sua mãe, com a sociedade, com os negros...
Mas que foda-se o Crumb, contanto que ele tenha papel e lápis na mão, e continue desenhando e esbanjando seu dark side, com o qual nos identificamos...
Ele pode até ser esse menininho assustado e desprezado... mas é o cara que revolucionou uma arte, sem ele estaríamos lendo HQs de homens perfeitos que vestem cueca por cima da roupa em prol de uma sociedade inerentemente hipócrita!
No final eu acho que gostei pra c#%#$%! kkk
Robert Crumb realmente foi um homem sensacional e bizarro; para mim o forte do documentário foi ver que Crumb é exatamente como seus personagens exagerados; engraçado ver o choque que este documentário pode causar em seus fãs, uma coisa é ler um quadrinho com um personagem grudado na perna de uma mulher, outra coisa é ver seu autor fazendo isso. E os irmãos dele, que pancada na sociedade são eles. Não sei se são loucos ou gênios, acho que os dois, perto deles Crumb é realmente o mais normal. Fiquei boquiaberto quando acabou, Crumb é um homem para ser admirado, consciente, humano, esquisito, lúcido e excêntrico. É maravilhoso, e eu não me senti confortável quando terminou.
se os gênios estão no limiar entre a razão e a loucura, Crumb está em cima dessa linha, e seus irmãos a ultrapassaram
fiquei imaginando como os documentaristas faziam pra deixar os entrevistados tão à vontade... ninguém hesita ao comentar nenhum aspecto sórdido de si mesmo ou de outros... achei isso muito interessante!
eu li no imdb, acho, que o documentário levou dois anos e cacetada para ficar pronto, portanto houve tempo para rolar toda essa afinidade com os envolvidos e as câmeras. e é interessante saber que o filme levou tanto tempo sendo filmado, porque assistindo-o, você não tem essa sensação.
Todo mundo que vê bastante cinema já sacou que quase todos os gêneros têm uma série de clichês muito comuns e são quase praxe em grande parte dos filmes. Cinebiografias tendem a ser extremamente indulgentes: se o cara LITERALMENTE come cocô, o filme, é certo, não vai dizer que o sujeito come merda, mas, sim, afirmar, provavelmente numa tomada poética , que o cara tá fazendo uma perturbadora experiência antropofágica, digna de seu espírito muito intenso. Aí é que tá o valor desse filme, mostrar o reportado de uma maneira crua, e até questionadora. É muito mais um estudo psicológico do que um relato padrão. Me fez desprezar um pouco menos biografias.
Extraordinario. Sua arte aparece como um grande esforço para preservar sua propia sanidade.
Assisti o documentário por recomendação de um amigo, até então eu tinha ouvido falar que o R. Crumb era sócio-fóbico e introvertido, mas o doc me deixou outra impressão. Ele me pareceu uma pessoa sádica, que não leva nada a sério (não que eu ache isso ruim) e bastante egocêntrico. Ele só evita os outros porque não gosta da maioria das pessoas mesmo. Claro que também tem toda uma perversão dentro dele que se não fosse exteriorizada pelos quadrinhos, poderia ter deixado ele no mesmo estado dos seus irmãos.
O doc mostrou um pouco de tudo: a trajetória do Robert, a vida dele, família, mulheres, etc. É bonito, engraçado e chocante ao mesmo tempo. Faz jus ao próprio Crumb.
Quem é Robert Crumb? E como poderíamos definí-lo? Maluco? Doentio? Controverso? Transgressor? Pervertido? Ou realmente um gênio? Provavelmente, tudo isso. Talvez muitos se perguntaram sobre isso antes de conferirem esse documentário produzido por Terry Zwigoff , talvez ainda o façam e esse homem ainda continue incógnito como o próprio afirma a respeito da visão do filme sobre si mesmo. De um jeito ou de outro, o interessante mesmo, é embarcar nessa jornada introspectiva a vida do quadrinista: seus pensamentos contraculturais, sua bizarra e traumática família, suas frustações e taras com mulheres, e todo o seu jeito misantrópico de ser, sempre com uma caneta e um sketchbook a mãos. Com esses elementos pode-se até formar uma própria concepção dessa incrível figura. Além disso, é um bom cartão de visita para quem deseja algum dia se aventurar pelas delirantes obras desse que, pode ser considerado um dos maiores gênios vivos.
Confira a crítica completa no Lumi 7: http://www.lumi7.com.br/2011/11/crumb.html
Se possível, comentem, por favor.
Assisti CRUMB após conferir o documentário sobre a vida do Bukowski e porra, comparado com a família Crumb o Bukowski é o Justin Bieber. Que bando de dementes do mais altíssimo gabarito, o cineasta nem precisou preocupar-se em encher o filme de firulas ou polêmicas, bastava deixa-los falar e toda a magia acontecia.
Um dos melhores filmes que eu já vi na vida, extremamente sincero e que explora bem o mimetismo entre a arte do Crumb com o ambiente conturbado no qual ela floresceu.
O que faltou foram declarações das irmãs do clã, que poderiam ajudar a compreender como os rapazes da família viraram tamanhos freaks. Na certa foram abusados sexualmente, sério, não tem outra explicação, o irmão caçula descrevendo a emoção de arrear o short de uma moçinha na farmácia é qualquer coisa de doentio por demais - um dos momentos mais escrotamente MÁGICOS da película.
O que eu posso dizer?! Quão estúpidas são a maioria das pessoas a nossa volta.
Ah, acredito que entra na lista dos melhores documentários tranquilamente.
É modesto, mas a história, o próprio Crumb, sua arte, seus irmãos e suas peculiaridades são demais.
Um excelente documentário sobre arte underground. Crumb foi um artista muito transgressor, e se tornou um dos maiores ícones da contracultura americana, e ao contrário de muitos artistas incompreendidos, por mais que fosse questionado pela sociedade, conseguiu gozar de certo prestígio e reconhecimento em vida.
Crumb foi criado em uma família conservadora, com um pai opressor e violento que serviu na II Guerra, e uma mãe psicótica viciada em anfetaminas. E é, como muitos, produto da hipocrisia de uma época, fruto de um sistema, que causou danos psicológicos irreparáveis a todos.
O documentário foca mais na vida do Crumb do que em sua obra, e podemos assim ver com profundidade o quão perturbado ele é, e o poder de catarse da arte. Graças a seus cartoons conseguiu alcançar uma vida decadente como a de seus irmãos. Um mergulho profundo em uma mente introvertida e doentia.
Dirigido pelo ótimo Terry Zwigoff e produzido por ninguém mais ninguém menos que David Lynch, “Crumb” é um excelente documentário sobre o ícone dos quadrinhos underground Robert Crumb. Através de entrevistas reveladoras, ficamos a par de suas obsessões e loucuras, de sua família desajustada, seus desenhos, seus hobbies e seu jeitão de ser “do contra”, enfim, de toda a sua estranha vida pessoal e profissional.
pessoal, se souberem o LINK pra baixar e poderem me passar, agradeço demais! Vamos compartilhar as boas obras!
http://thepiratebay.org/torrent/5762540
Não sei se funfa, eu baixei no saudoso F.A.R.R.A.
Eu não conheço ainda a obra de Crumb, um amigo que conhece e que gosta muito e que deseja que eu conheça-a, me trouxe o documentário. Assisti-lo me fez querer conhecer a obra sim, mas o documentário é um bom documentário não só por causa de Crumb, mas tem espaços de descanso bonitos, sensíveis, uns cortes legais...Gostei do filme, gostei de Crumb e entende-se que as coisas se dão num nível de abertura tão grandes e que a relação não é apenas diretor-personagem...Fora que a todo momento recebemos a informação de que estamos diante de um filme...Isso é interessante.
E isso só confirma uma teoria que todos os grandes "artistas", são pessoas problemáticas. Retrato de uma família atípica e doentia... Um reflexo do que uma sociedade pode criar.
Crumb é tão estranho/sociofóbico que bate uma vontade assustadora de conhecer toda a obra dele.
Interessante é vê-los falando naturalmente de suas experiências perturbadoras. [2]
Quem lê algo de Crumb não passa da terceira página sem se deparar com questionamento: esse cara é doente ou tá só fingindo? No documentário, Terry Zwigoff, amigo de longa data de Robert Crumb não enrola muito e mostra que sim, ele é doente.
Eu, particularmente, nunca gostei muito da obra do quadrinista estadunidense, mas sempre fiquei intrigado pela sua personalidade. Depois de ver o filme e levar em consideração algumas obras do cara, não há dúvidas: Robert Crumb só não teve o mesmo final de seus irmãos porquê encontrou na nona arte uma forma de expurgar seus demônios interiores. Demônios esses, aliás, que não são característica particular da família Crumb; foram, e são, produzidos em massa pela sociedade do consumo, da aparência e do estereótipo.
Apesar de não gostar da obra de Crumb, é quase impossível não gostar desse filme. A direção, a fotografia e a trilha sonora são bacanas, mas ocupam o seu lugar no segundo plano dessa obra, que pode até não explicar de verdade como funciona a mente perturbada de Robert Crumb, mas explica muito de como as tensões sociais podem levar um indivíduo à loucura. Recomendo com força.
Documentário que deve ser assistido por todos que gostam do trabalho do Crumb, certamente... mas um comentário tolo: que família, hein... poutz. Parece filme do Solondz.
O documentário, que poderia ser apenas uma cinebiografia de um artista, acaba se tornando numa investigação sobre toda uma cultura. O filme pula em questão de segundos do humor da obra de Crumb pra todo o peso que era a sua vida, o que de certa forma foi um reflexo da sociedade em que estava inserido.
Muito interessante. Preciso conhecer da obra de Crumb.
Não sei quem é mais doentio dos 3 irmãos.
Interessante é vê-los falando naturalmente de suas experiências perturbadoras.
Muito legal ver o próprio Crumb comentando sobre sua carreira e biografia de maneira despojada e falando mal dos hábitos americanos.
Leia o texto completo aqui:
http://1000filmesemumano.blogspot.com/2010/09/226-crumb-1...
Já ouvi tudo sobre aquele papo de "seja você mesmo". Quando sou eu mesmo, as pessoas acham que estou louco. - R. Crumb