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“Há forças que me movem e que não consigo controlar. Médicos, amantes, comprimidos, drogas, álcool, trabalho. Nada ajuda. São forças secretas. Têm nome? Não sei. Talvez seja o processo de envelhecimento. Não tenho controle sobre essas forças. Eu me aproximo do espelho e olho para a minha cara, que se tornou tão familiar. E chego à conclusão de que esta combinação de carne, sangue, nervos e ossos reúne duas pessoas incompatíveis. De um lado, o sonho de intimidade, de ternura, interesses comuns. Do outro a violência, a obscenidade, o horror e a morte. Às vezes penso que têm a mesma origem. Não sei. Como poderia saber?”
Acho que poucos seriam capazes de produzir um texto tão poético e verdadeiro como esse. Mesmo para um produtor tão genial - e produtivo - como Bregman, Da Vida Das Marionetes é um filme raro, no qual coneguimos acompanhar um verdadeiro estudo sobre os nossos sentimentos mais primitivos e sobre o quão obscura nossa humanidade pode ser, e também nos faz contemplar os horrores que ela comporta de mãos completamente atadas, depois de cada máscara criada por Peter entre ele e a sociedade vir abaixo. E, depois de tudo, ainda conseguimos encontrar argumentos para defender Peter, que, a princípio, nos parece apenas uma pessoa fraca e cruel. Cada sequência do filme é mais sensacional que a outra. Meu preferido de Bergman, por enquanto.
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o nome não poderia ser mais perfeito, para quem curte Freud é um prato cheio, somos todos marionetes dirigidos pelos fios dos nossos medos e desejos não compreendidos, as cores são partes integrantes e fundamentais nas sequências de cenas contadas de forma não linear, todo elenco fantástico, Christine Buchegger linda e expressiva, mais uma obra prima de Ingmar Bergman, recomendo muito!
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“O homem reflete o fruto de seu meio”. Peter Egerman mata uma prostituta, e com isso, desenrola-se tentativas de tentar explicar o homicídio. Mas é no histórico dele que vemos adversidades de formação: a mãe o repreendeu, fora agravada a sua homossexualidade; há também reflexões porque fora traído. Assim, Peter concentra uma vontade inconsciente de liberta-se fisicamente. Ele pensa em até matar a esposa, mas no final, vemos que ele é apenas o que fizeram com ele. “O homem reflete o fruto de seu meio.”
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Lugares fechados com uma visão de três paredes, parece que estamos escondidos na sala de psiquiatria. Belo jogo de vermelho quando necessário.
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Absolutamente soberbo e surpreendente, ousado, doloroso e freudiano, com um roteiro que oscila entre o drama e o suspense existencial, com belíssima fotografia em preto-e-branco, expressividade germânica em estado inspirado, ótimo elenco, direção firme, um Bergman inusitado, mas inspiradíssimo, angustiadíssimo, psicanalítico ao extremo. Para se rever o quanto antes: a identificação pessoal foi intensa! (WPC>)
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Bergman como poucos no mundo do cinema, sabe contar uma boa história. Aus Dem Leben Der Marionetten é cheio de suspense, provocações e aquele habitual e invejável jogo de luz e de sombras.
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Um filme de Bergman com uma bem bolada narrativa, avançando e retroagindo no tempo de modo a fornecer as informações importantes em uma sequência bem adequada para um bom entendimento do personagem. A temática apresentada é forte o suficiente para envolver o espectador desde o início, quando ocorre o assassinato, até o final. A sexualidade do ser humano tratada com a complexidade inerente, bem como casamento, fidelidade, vida, morte, opressão, desespero. Como sempre, somos premiados por brilhantes planos e pelo belo uso da fotografia para despertar a nossa emoção. Não é uma das maiores obras do diretor, mas ela tem sido avaliada de forma inferior ao seu real valor.
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Mais um filme onde Bergman estuda o ser humano e a sociedade que o cerca. Me identifiquei com diversas situações do protagonista. E o modo como Ingmar conduz a trama, simulando uma espécie de documentário psicanalítico, envolve o espectador numa miscelânea de sentimentos inebriantes.
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Um sensacional estudo psicanalítico, onde Bergman analisa desde condicionantes emocionais até fatos físicos chaves. Destaque para a sequencia do sonho de Peter e a variação de cor (o contraste entre o se sentir vivo e o constante pesadelo).
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Gosto muito deste filme e me parece ser um dos menos valorizados do Bergman. O trabalho de construção psicológica do personagem principal é fantástico, impressiona mesmo sendo um filme do Bergman.
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Em Da Vida das Marionetes, Bergman mergulha de cabeça na obra de Freud sem medo de se afogar, tendo como base de toda a narrativa a teoria do Complexo de Édipo, Bergman nos apresenta Peter Egerman, um homem atormentado, fruto de uma relação materna conflituosa, transferindo e projetando os sentimentos proeminentes desta relação para a esposa, sentimentos estes que vão do amor ao ódio interligados pelo sexo. Bergman não satisfeito, ainda adiciona duas figuras fascinantes, a de um psicanalista que é responsável por nos direcionar, ou talvez nos confundir com suas analises pragmáticas e a do homossexual que alimenta uma paixão pelo protagonista (a cena de seu depoimento é um primor), além disso, toda a estrutura do filme nos remete a experiência do inconsciente, a partir do momento em que as cores deixam de existir adentramos o universo onírico de Peter, conhecemos de forma desordenada pedaços de sua história culminando no ápice do sonho dentro do sonho, quando adentramos de vez as profundezas do seu íntimo, que por sinal também considero o ápice do filme tamanho é a poesia da cena. Ao fim vemos a cena na qual comprovamos a influência venal do conceito de maturação de Freud no filme, e assim as cores voltam, as luzes se acendem e acordamos.
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Bergman jamais vai me decepcionar, nem perto disso. As idas e vindas no tempo maravilhosas!
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meu segundo preferido do Bergman. é genial!
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E esse "novo" elenco, sem a presença dos tradicionais Max Von Sydow, Bibi, Birgitta's, Liv Ullman... é um peso no subconsciente acompanhar cada personagem...como sempre genial.
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Gostei, mas acho que também não percebo toda simbologia por trás de filmes assim.
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Nem deve ser um dos melhores do Bergman. Eu gostei do filme mas farei das palavras do colega lá embaixo: "prefiro nao opinar"
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Um pouco desconfortável em alguns momentos, mas acho que por constranger tem algo de interessante. Édipo live-action.
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Produção interessante de Bergman; depois de ver vários filmes aparados completamente na religião, chego, finalmente, a obra que falavam atestar as teorias da psicanálise; é um síntese, praticamente, e uma experiência envolta em Freud e em toda a simbologia derivada dele. Ótimo filme, percebe-se uma diferença nas atuações, menos teatrais.