Simplesmente um dos melhores filmes que já vi na vida, sem mais, afinal obras de arte falam por si próprias.
Uma inédita e inexplicável epidemia de cegueira atinge uma cidade. Chamada de "cegueira branca", já que as pessoas atingidas apenas passam a ver uma superfície leitosa, a doença surge inicialmente em um homem no trânsito e, pouco a pouco, se espalha pelo país. À medida que os afetados são colocados em quarentena e os serviços oferecidos pelo Estado começam a falhar as pessoas passam a lutar por suas necessidades básicas, expondo seus instintos primários. Nesta situação a única pessoa que ainda consegue enxergar é a mulher de um médico (Julianne Moore), que juntamente com um grupo de internos tenta encontrar a humanidade perdida.
Simplesmente um dos melhores filmes que já vi na vida, sem mais, afinal obras de arte falam por si próprias.
Gostei muito mesmo do filme, principalmente da direção, porém me senti incomodada com a falta de algumas cenas importantes que aparecem no livro, sem mencionar a quebra cronológica de algumas cenas, porém a história é tão boa que mesmo assim o filme impressiona.
Que filme é esse Meus Deus do céu só elogios, principalmente ao diretor, ao elenco (Principalmente a Julianne Moore), caraca o filme é um soco no estômago da sociedade muito melhor que muitos filmes de Zumbi que tem mais ou menos o mesmo estilo que no caso é SOBREVIVÊNCIA, nossa que filme recomendo para todos que tem vontade de assistir, assim como eu tinha e assisti hoje.
Nem é necessário dizer que é um bom filme. É um trabalho fantástico! Mostra a condição de desamparo do ser humano, seu poder de destrutividade, suas capacidades de resiliência com outros seres humanos, etc. "o homem é o lobo do homem" é completamente evidente nesse filme, onde as pessoas para escapar a qualquer custo da possibilidade de uma maior desgraça e sofrimento se colocam frente aos outros como verdadeiros seres "desculturados", verdadeiros "animais", deixando de lado a condição de desamparo que faz com que cada homem precise da presença do outro para sobreviver - “Dentro de nós há uma coisa que não tem nome, essa coisa é o que somos”.
Taí, um livro e um filme que quero ler/ver novamente.
que obra mais interessante, te faz passar as afincoes, os medos, as fraquezas tanto psicológicas quanto visuais que as personagens tem, mts vezes me senti cego naquela fotografia completamente tomada pelo branco. ótimo saber que um brasileiro foi diretor de um filme deste nível.
“Se tu pudesses ver o que eu sou obrigada a ver, quererias estar cego [...]”
Faça mais livros deste naipe, Saramago, para lermos e que sejam transpostos ao cinema. Dá gosto ver filmes assim. Tá louco ! Incrível.
Xi, é verdade. Não lembrava deste pequeno detalhe. Vamos chamar um medium para escrever por ele ??
E ele fez mais livros desse "naipe", se pá livros até superiores, os cineastas é que não conseguem transpor ao cinema, rs.
Esse filme é um soco no estômago da sociedade. Punk, chocante, angustiante, nos mostrando que o ser humano não é tão diferente assim dos animais. Juliane Moore espetacular.
Pesado, marcante, sublime. Julianne Moore foi incrivel nesse filme.
Ele segue muito a linha dos filmes que retratam o apocalipse (seja por alguma doença, vírus ou coisa do tipo). Um grupo de pessoas que busca tentar sobreviver mesmo com tudo aquilo, mas ali no caso te deixa mais angustiados ainda pois todos estão cegos. Filmes assim são um pouco iguais mas sempre me empolgo vendo, parece que sofro junto com as pessoas.
O final achei meio chato porque a vista começou a voltar do nada, eu meio que me decepcionei e pensei "SÉRIO MESMO QUE ELES PASSARAM POR TUDO ISSO PRA VOLTAR ASSIM DO NADA, SEM EXPLICAÇÃO NENHUMA?" Mas acho que isso tem um pouco a ver com o livro também
Não li o livro ainda, mas se José Saramago amou o filme, é porque deve ser bem fiel a sua obra.
É impressionante como no desespero, na fome, na luta pela sobrevivência, o ser humano se comporta como um bicho. O filme mostra que os humanos são racionais apenas quando suas necessidades fisiológicas estão satisfeitas. A história retrata ainda como o governo trata pessoas com deficiências: como se elas fossem objetos a serem descartados e mal tratados até a morte. Filmaço.
Nossa, que filme! Super pesado. Você passa o filme todo angustiado, esperando alguma coisa mudar. E faz pensar muito. O que o ser humano é capaz de fazer por instinto. Esses filmes de "epidemia" fazem pensar mesmo. É lógico que esse não é um simples filme de epidemia. Ele explora o ser humano. Imagino se com o filme eu já fiquei assim, imagina se eu lesse o livro, hehe. Recomendo! :)
Não tenho palavras para descrever o filme, daqueles que tenho certeza que vou passar uma semana pensando sobre isso. Certeza que vou ler o livro, se no filme já mergulhei fundo, no livro então!
Assisti e gostei. Mas pelo que vi nos comentários, o livro é tão bom quanto. Então, com certeza, lerei o livro.
Olá! + Ensaio sobre a Cegueira aqui: http://colecaofrasestrechoselecaodosleitores.blogspot.com.... Conheça! Tks!
O livro é perfeito. O personagem "o cão das lágrimas", talvez um dos mais fortes no livro, teve quase nenhum destaque no filme.
Nunca tinha pensado no que somos capazes de fazer quando perdemos um sentido, ou o que o mundo pode se tornar quando isso acontece ao mesmo tempo com todo mundo.
Se até o José Saramago gostou do filme, quem sou eu pra não gostar?? Esse filme é perfeito.
É incrível como esse filme marca, sempre me pego pensando nele, e vejo o quão rápido a sociedade caminha a um futuro egoísta e sem questionamentos filosóficos. Infelizmente estamos nos acostumando com a falta de valores... Ainda quero me dar o presente de ler esse livro...
Cara le mesmo, eu já li um monte de vezes se gostou do filme e fica pensando nele o livro é melhor ainda e vai pensar mais ainda eu recomendo não só o livro Ensaio sobre a Cegueira mas a continuação tbm Ensaio sobre a lucidez. Abraço.
A produção não conseguiu passar o mesmo senso crítico que o livro proporciona. Que o filme tem muito menos detalhes, é óbvio, é uma adaptação e como tal não dá para mostrar tudo do livro. Mas a essência foi bem interpretada, os atores fizeram um bom papel e Fernando Meirelles conseguiu passar o clima pesado e tenso que é a obra literária. Dentre tantas adaptações ruins, Ensaio sobre a cegueira se destaca por apresentar um bom filme, apesar de não transmitir a base subjetiva tão bem quanto como Saramago fez.
É frustrante ver um dos melhores livros já escritos ser estragado dessa forma, num filme que eu consideraria ruim mesmo se não tivesse lido o livro antes, e ainda por cima ganhar 4,1 no filmow. Isso é um escândalo, e dos piores.
http://oqueassistirhojeanoite.blogspot.com/2012/08/ensaio...
Se o próprio José Saramago disse que gostou da aptação da sua obra, quem somos nós não é mesmo?
Será que gostou mesmo? Talvez ele simplesmente pensou "agora não adianta chorar pelo leite derramado". E se ele gostou realmente, no mínimo ele não é bom apreciador de cinema. Lembro-me de ler uma entrevista sua, para a PlayBoy eu acho, anterior à filmagem, na qual ele dizia que não gostaria que esse livro fosse adaptado, pois temia que o filme acabasse mostrando apenas morte como "diversão", sem passar os ensinamentos filosóficos para o público. Disse também que apenas uns dois ou três diretores o fariam repensar (e Pilar deve ter metido o nariz e ajudado a convencer o escritor). Pelo jeito, depois de ver Cidade de Deus ele achou que Meirelles era digno, mas infelizmente nunca mais o diretor passou perto de fazer outra obra prima; e o medo de Saramago virou realidade: Blindness é comercial e vazio. Nada me convence que este filme é pelo menos razoável. Que outros livros seus não sejam adaptados.
Hahahhaha, na primeira exibição desse filme, em Cannes, se não me engano, o José Saramago, ao lado do Meirelles, se emocionou tanto que chegou a, literalmente, chorar. E isso foi gravado e é mostrado por esse documentário aqui: http://filmow.com/jose-e-pilar-t26354/
Bom, a questão é que não sou José Saramago (quem me dera ser um gênio como ele foi), ele pode ter gostado, mas eu defendo que o seu brilhante livro foi estragado. E não fui só eu que não engoli a adaptação: http://www.rottentomatoes.com/m/1188215-blindness/
Lindo filme! Adoro a Julianne Moore e este filme ela está sensacional. Fernando Meirelles fazendo outro filmaço. Amei!
O final é super hiper-cortado em relação ao livro, mas eu gostei muito.
Uma cegueira que concedeu - àqueles que se permitiram - ver aquilo que nunca conseguiram ver antes. Como bem diz a mulher do médico: “Se tu pudesses ver o que eu sou obrigada a ver, quererias estar cego [...]” (p. 135). Talvez, por isso, nós, mesmo enxergando, preferimos não ver. Com isso, diversas outras falas de resignação e comodismo que aparecem no filme enquanto um grupo é submetido àquela situação humilhante poderiam ser evocadas. O médico, “bonzinho”, tenta ver as coisas de um modo que não pareçam tão ruins. Um mínimo de organização pode ajudar a minimizar a dor de ter que conviver em ambiente tão insalubre. Sua esposa, no entanto, vê que não dá. As intenções de ambos parecem nobres diante da situação difícil. A maneira de enxergarem uma solução e buscarem por ela, é diferente. Ainda assim, somente uma circunstância limítrofe faz eclodir a possibilidade de finalmente saírem daquele lugar. Não há mais guardas!
Até hoje tenho ódio da Julianne Moore quando penso nesse filme ...
Incrível. Fernando Meireles simplesmente incrivel na direção desse filme. Ensaio sobre a cegueira nos mostra a nossa ignorância, a nossa cegueira. E foi preciso que o mundo fosse acometido por essa cegueira, pra que as pessoas parassem pra pensar nas coisas que realmente importavam e dessem valor a vida e a capacidade de enxergar. Antes disso, elas pareciam não olhar ao seu redor, eram egoístas e estavam sempre correndo com a pressa que a cidade com toda a sua correria e problemas oferecia. Tudo dentro de uma sociedade que visa o poder. Uma sociedade cada vez mais dominada pelo capitalismo, onde os valores humanos se perdem em troca do tão cobiçado capital. José Saramago cria esse mundo de cegos para mostrar o que o mundo verdadeiramente é. Às vezes as pessoas preferem fechar os olhos, fingindo não ver nada, por que a cegueira é mais fácil. Viver uma ilusão é mais fácil que tentar mudar a realidade. Como o próprio Saramago diz no livro: “Se tu pudesses ver o que eu sou obrigada a ver, quererias estar cego”. Com isso ele nos mostra o peso da responsabilidade que é enxergar quando ninguém mais faz isso.
Senti nausea... Me faz quase não fechar os olhos para piscar, achei forte demais. Achei o roteiro fidedigno. Fiquei mais fã de Fernando Meirelles e me sentir mais confortável com Saramago. Apesar do desconforto, o filme é maravilho. Recomendo.
Quem gostou do filme assista '' Sentidos do Amor''. Eu particularmente gostei mais até dele do que desse, mas esse não deixa de ser maravilhoso.
Meirelles nos dá orgulho. Pena que não use nos filmes do Brasil a mesma película que usa lá fora... Deixa nossos filmes amadores.
fernando meirelles foi sensacional.
uma direção brilhante,um visão incrivel um livro também incrivel
Não retrata a verdade toda que tem no livro (normal), mas é simplesmente meu deus... Trás uma reflexão que todos nós deveríamos fazer.
Amei.
Não me interessa se a adaptação é justa ou não. O filme por si só já diz muito.
Custei a achar legenda bem sincronizada, mas valeu ! Forte, mexeu comigo, todo sofrimento. Brilhante Fernando Meireles.