Simples e bom.
Para Carmem (Leandra Leal), uma jovem e talentosa médica, o mundo começava a se moldar conforme seus planos: uma vida independente na agitada São Paulo, ao lado do seu divertido amigo DJ, Murilo (Cauã Reymond), e distante das amarras da cidade provinciana de onde veio. Mas quando sintomas de uma grave e inesperada doença surgem na vida desta médica residente, sua rotina se transforma e ela passa a se relacionar cada vez mais com um enigmático homem (Lee Taylor) ao mesmo tempo em que se entrega a uma intensa paixão com o impetuoso músico Juan (Nazareno Casero). Em Estamos Juntos, Carmem fará com que as duas realidades em que vive se confrontem, mesmo que elas acabem conquistando ou destruindo uma à outra.
"- São Paulo não é o melhor lugar do mundo pra ficar olhando o céu
- É dificil ver estrela daqui
- Acho que o céu de São Paulo é o inverso, pra ver as estrelas você tem que olhar de cima pra baixo.
O céu caiu sobre nossas cabeças..."
Não sei se é porque eu esperava uma narrativa menos monótona, mas eu achei meio qualquer coisa.
Apesar do talento de Toni Venturi como diretor de atores, as interpretações neste filme são bastante equivocadas: Leandra Leal e Cauã Reymond não estão ruins em cena, mas os seus diálogos são tão ruins que prejudicam as suas atuações; Nazareno Casero, por sua vez, é desagradável tanto enquanto personagem quanto enquanto intérprete. O roteiro tem um bom ponto de partida, mas mergulha num populismo quase sobrenatural que desagrada bastante, principalmente quando se desperdiça em inúmeras subtramas inconvincentes. O melhor do filme, portanto, são as intervenções musicais, sejam as ótimas aparições da banda de Murilo, seja a versão 'rocker' de Elza Soares para "Paciência", do Lenine, com destaque para as aparições cheias de charme de Luísa Maita cantando "Lero-Lero". Por estas canções, o filme vale a pena. (WPC>)
uma boa interpretação num filme completamente dispensável, e é só isso
"Acho que o céu de São Paulo é o inverso. Pra ver as estrelas você tem que olhar de cima para baixo”
Filme sensível que aborda o tema solidão e/ou o medo de se envolver e ainda mostra um pouco do drama dos sem-tetos de uma grande metrópole como São Paulo.
cara, que filme chato, pelo amor de Deus, maas, ainda bem que eu assisti até o fim, que final lindo... Leandra tah maravilhosa, emocional, a ponto de nos levar ao choro, e que fotografia meu Deus, fizeram lugares feios parecerem belos...
Ah, Leandra Leal. Uma das melhores atrizes brasileiras de sua geração. Mesmo o filme não sendo algo excepcional, já vale por sua interpretação.
Acho que vocês estão sendo muito injustos com Estamos Juntos. O filme é bem sensível e parte de um tema muito intrigante: a introspecção na metrópole. Mesmo com um bom trabalho e um amigo animado que a leva para as baladas de São Paulo, Carmem não se contenta com seus relacionamentos efêmeros e acaba tendo que procurar dentro de si a melhor companhia para levar sua vida adiante. Por mais que Toni Venturi e Hilton Lacerda tenham se apressado um pouquinho no final, tudo é muito bem construído e realizado, com uma sutileza na medida certa executada pela direção. Leandra Leal dá um show e um dos diálogos mais interessantes do cinema brasileiro coroam essa obra.
a primeira impressão que tive foi de um filme fraco, mas acabou me convencendo. achei o roteiro coerente, com exceção aos personagens Murilo e Juan, bem como às péssimas atuações de Cauã Reymond e Nazareno Casero. destaco a ótima edição e a fotografia, que foi pertinente para fundamentar a "solidão".
Bem interessante como a solidão é abordada nesse filme, a solidão em meio a tantas pessoas, a escolha por ela.
Porém os personagens do Cauã Reymond e do Nazareno Casero não se conectaram muito bem a história, parecendo por vezes desnecessários.
"Introspectivo e silencioso, Estamos Juntos busca desde a primeira cena uma cumplicidade com o espectador. Aproxima a câmera de seus protagonistas como se viesse nos contar segredos ao pé do ouvido. Cria uma intimidade quase instantânea com personagens muito bem construídos (e igualmente interpretados) pelo roteiro de Hilton Lacerta, o mesmo de Amarelo Manga e Baixio das Bestas, ambos dirigidos por Cláudio Assis. Mas Toni Venturi não é Claudio Assis: Estamos Juntos é terno, afetivo, emotivo.
Merecidamente, foi o grande vencedor do Festival de Cinema de Pernambuco e desembarca agora no circuito comercial em busca de uma melhor visibilidade. Quem assistir será brindado com um dos melhores filmes brasileiros deste ano, até o momento."
O filme funciona como um tour pelos problemas sociais de São Paulo, retrata a cidade como um lugar frio, melancólico e triste. E esse é o espaço utilizado para uma longa discussão filosófica da personagem principal "O você acredita que o medo torna as pessoas egoístas?" e ela carrega essa dúvida o filme inteiro, discutindo sempre com um seu mais íntimo amigo. E é interessante o jeito que a personagem finalmente se liberta das suas dúvidas e consegue se libertar dos seus medos... Gostei bastante!
"O medo deixa as pessoas egoístas?" Frase esta que abre e fecha o filme de Toni Venturini. O filme demora a revelar sua trama, ficamos um bom tempo nos familiarizando com os personagens e só depois somos apresentados aos temas. "Estamos Juntos" proporciona ótimas reflexões, como os diálogos entre Carmem e seu amigo misterioso. "Você acha que eu nunca tive amigos, amigos de verdade?" , Carmem questiona, e aí a gente lembra do título: Estamos Juntos. Juntos, quem? A dificuldade da personagem em desabafar (esconde seu passado e pouco mostra de si), em não poder compartilhar sua dor, a mãe que não atende aos telefonemas... É um filme tocante, que aborda com propriedade a solidão por escolha e o modo como a vida pode ruir de uma hora para a outra, a morte psicológica antes dela se tornar física.
Meio confuso, mas eu curti. Adorei o amigo imaginário. Demais.
Esse filme me deu a melhor classificação sobre as estrelas em São Paulo, algo que sempre pensei, mas que nunca consegui exprimir tão bem, quanto nessa frase: "Acho que o céu de São Paulo é o inverso, pra ver as estrelas você tem que olhar de cima pra baixo. O céu caiu sobre nossas cabeças." Atuação brilhante da Leandra Leal. Já em relação ao filme, é um tanto quanto perdido, mas eu gostei.
Tinha uma ideia totalmente diferente do que seria esse filme, o filme em si foi muito diferente do que pensei. Não achei de todo tão ruim, só acho que tiveram alguns pontos que poderiam e deveriam ter sido mais explorados.
o roteiro não me impressionou, nao. agora a atuação da Leandra Leal... muito, muito boa!
"-São Paulo não é o melhor lugar do mundo pra ficar vendo o céu.
- É. É difícil ver estrela aqui.
- Eu acho que o céu de SP é inverso. Pra ver as estrelas você tem que olhar de cima para baixo. O céu caiu sobre nossas cabeças!"
O filme começou tão bem e foi se perdendo do nada. Ficou uma coisa muito confusa perto do fim. Acho que deveriam ter seguido na direção da personagem principal, apenas. Se eles tivessem focado mais e melhor nela, talvez tivesse sido um filme melhor. Gostei da atuação da Leandra. O Cauã ficou super engraçado de gay e aquele argentino é hilário.
E o amigo imaginário, está aí um assunto que poderia ter sido mais explorado.
Pra mim, a mensagem que esse filme passa é que a cidade de São Paulo é p lugar mais depressivo da Terra. O filme é mais ou menos. Duas estrelas para a atuação da Leandra Leal, que é sempre incontestável, e meia para o filme como um todo.
Esperava bem mais do filme. Parado e narrativa cansativa.
Melhor personagem? O amigo imaginário! Ele tem frases ótimas!(2)
Não vi muito propósito no filme, mas a atuação de Leandra Leal salvou tudo. Ela está brilhante!
O filme funciona como um tour pelos problemas sociais de São Paulo, retrata a cidade como um lugar frio, melancólico e triste. E esse é o espaço utilizado para uma longa discussão filosófica da personagem principal "O você acredita que o medo torna as pessoas egoístas?" e ela carrega essa dúvida o filme inteiro, discutindo sempre com um seu mais íntimo amigo. E é interessante o jeito que a personagem finalmente se liberta das suas dúvidas e consegue se libertar dos seus medos... Gostei bastante!
Achei que o drama poderia ser bem melhor explorado, eu esperava bem mais desse filme, tirando o drama da personagem da Leandra Leal nada se salva, aliás ela é a única coisa que vale a pena no filme, a sua interpretação foi ótima, sensível e comovente, nem um pouco caricata, ao contrario do argentino chato e da amiga bee que o Cauã faz, ele não convence fazendo o gay afeminado, de repente se ele fizesse um gay masculino seria bem melhor, até que ele se esforçou, mas achei que ficou forçada a atuação dele, o drama do pessoal pobre da comunidade também não chega em lugar algum, não tem desenvolvimento, como falei antes tirando a ótima Leandra Leal que está linda no filme (achei ela a cara da Luz Cipriota) o resto não se salva, mas tinha potencial, pena que se perdeu em futilidades da noite paulistana e seus personagens moderninhos em festas regadas a drogas e um drama raso de uma comunidade pobre que não chega a lugar algum.
Esperava bem mais do filme. Parado e narrativa cansativa.
Melhor personagem? O amigo imaginário! Ele tem frases ótimas!
Duas histórias que deveriam se cruzar, mas que não se conciliaram em momento algum, mesmo com a protagonista vivenciando ambos lados.
Uma retrata a solidão em São Paulo, o espaço gigante, a vida irrisória, um monólogo que por si só tornaria o filme um bom filme...
A outra, que não se conecta tenta retratar a São Paulo que os turistas desconhecem, a pobreza, e blá blá blá dos meros cliches brasileiros...
Não são histórias que se casam, não são objetivas e a união delas tornou o filme fraco.
Recomendo muito.... principalmente porque sou uma pessoa abençoada que venceu um câncer....
apesar da critica social tendo grande destaque no filme, o mesmo se torna vazio
não recomendo
O que era a atuação do argentino? Boas atuações do Cauã e Leandra.
O elenco é bom, porém cansativo. O romance dela com Juan não convence. Alguém entendeu a função do amigo de Carmem, que nem é citado na sinopse, imaginário?
muito bça bla bla numa critica social mal elaborada... poderia mesmo parar de encher de linguiça e explorar o motivo deste amigo imaginário...
Gostei mais do que deveria e fiquei preocupadíssima por me identificar tanto com a Carmem.
Perde o que seria uma trama fantástica sobre solidão numa cidade enorme, papéis sociais como o do médico que é também suscetível à doença e muitas vezes endeusado sem que possa ter o tempo para isso e muito mais em um enredo poluído, assim como a personagem desnecessária de Casero, que por sua vez limita ainda mais o personagem com linhas que parecem lidas sem expressão.
A critica social do filme é extremamente dispensável e compromete o andamento do longa. Se tivesse focado apenas na solidão da personagem da Leandra Leal, seria um excelente filme .E a atuação do argentino nem merece comentários...
Concordo com o Max... O filme tenta ser inteligente e sensível, mas se perde no caminho e fica sem sentindo, monótono e sem graça!