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Expõe com sensibilidade e sutileza a dificuldade de diálogo familiar através de um adolescente carente e com falta de compreensão. O olhar de Olivier Jahan, através da atuação naturalista de Jérémie Renier, figura como o próprio protagonista, uma espécie de voyeur - espreita, mas não julga, invade e não manipula. Destranca esse mundo particular, com bastante melancolia e amargura, um seio de solidão e sem perspectivas. A lenta narrativa não entrega logo de cara as ânsias do jovem que, pouco a pouco, sucumbe à angústia e o despertar de uma sexualidade mais contundente, na necessidade de se assumir como é, sem mais permanecer omisso e oculto diante de um mundo que não parece ter sintonia com sua órbita existencial. Belo filme.
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Bem verdade, Coldfer. Tantas outras coisas poderiam ter sido melhor exploradas.
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com um argumento assim eu achei que o filme fosse render mais. Faltou algo, Atitude talvez