Hitchcock transformando simplicidade em genialidade, como sempre
Na cidade de Nova York, Brandon e Phillip assassinam seu amigo David, por considerarem-se superiormente intelectuais em relação a ele.
Com toda a frieza e arrogância, resolvem provar para eles mesmos sua habilidade e esperteza: esconderão o cadáver em um grande baú, que servirá como mesa e estará exposto no meio da sala de estar do apartamento deles, durante uma festa que realizarão logo em seguida.
Baseado em uma história real.
Hitchcock transformando simplicidade em genialidade, como sempre
Hitchcock numa simplicidade absurda com uma mensagem interessantíssima que ao mesmo tempo serve de crítica. Muito bom o filme do começo ao fim.. Passa voando e é como se estivéssemos lendo um conto, muito bem escrito e conduzido por sinal. Por esses e outros que não escondo que sou fã de Hitchcock! Adorei os truques de filmagem.. Vale a pena atentar para isso também.
Muito bom. Autêntico, embora seja totalmente baseado em "Crime e Castigo".
Boa trama, bons atores e cheio de detalhes. Final surpreendente. Um ótimo filme!
Filme pesado, um cenário só e vc não consegue desgrudar os olhos da tela, a história é muito boa...Hitchcock soube entregar o filme em pequenas doses, doses de qualidade, de provocação, os diálogos são bons, tem um certo humor e o cenário todo que já é pequeno...vai ficando menor ainda com o passar do filme.
Acho que a cidade ao fundo, cinza e cheia de prédios, aquela metrópole com cara de evolução, de que não para nunca, com uma grande mancha de fumaça/poluição, também faz parte da história ou trama, tudo que poderia ser moderno (para aquela época) acaba fazendo parte também da cabeça dos dois jovens arrogantes que pensam ser um novo tipo de especie, modernos, inteligentes, certos de tudo (principalmente Brandon) ...duas cabeças que pensam que o mundo está atrasado, que são superiores, que fazem parte daquele cenário de fundo, no começo do filme vemos Brandon ansioso pelas luzes da cidade, querendo abrir as cortinas, também é possível ver uma grande janela de fundo na sala, o filme começa filmando as ruas..os prédios...
Eu gostei bastante também do James Stewart, ele convence muito no papel, é bem minimalista, o personagem parece mesmo ser aquilo tudo que falam, inteligente, esperto, rápido...nem precisou de muitas falas para provar isso, nas primeiras cenas já da pra ver esse diferencial no personagem, bastou algumas olhadas, encaradas, piadinhas...ótimo ator.
Uma grande obra que merece ser vista e revista mil vezes, intriga desde a sinopse.
Nota 10, ÓTIMO filme!
filme extremamente interessante, tenso...
e acho que por ser 1948 todo o discurso do James Stewart teve um signficado pós-guerra ainda mais forte...
e melhor ainda - é um dos poucos filmes que consegue prender sua atenção com basicamente uma locação apenas - o apartamento.
Essa atuação do James Stewart virou minha favorita. Filme totalmente genial.
Hitchcock consegue nos prender somente pela maneira como filma.
A trama mostra que as vezes a "inteligência" é usada de maneira grosseira, por mero prazer. Brandon é um verdadeiro psicopata. Gosta da sensação da iminência de ser pego.
Achei um dos melhores filmes do Hitchcock entre os que eu assisti até hoje. Foi de me deixar na ponta do assento o tempo inteiro pela tensão. Apenas não dou 5 estrelas porque sabemos o motivo de Brandon ter matado David, mas o motivo de Phillip ajudar no ato criminoso não é claro, e a maneira como ele age durante o filme inteiro nos leva a crer que ele nunca quis aquilo, então por que ajudar? E outra coisa que não me convenceu foi Rupert usar um discurso sobre seres inferiores e superiores (falando claramente sobre os superiores poderem assassinar os inferiores), dizer esse tipo de coisa aos seus alunos e ainda achar que não daria errado algum dia. Ao menos que o filme queira mostrar que Rupert é tão culpado quanto Brandon e Phillip, mas não quis assumir a culpa (mas não acho que isso encaixa muito bem na cena em si). De resto, o filme não peca.
Se analisar a personalidade do Brandon dá para perceber de imediato que ele é egocêntrico ao se achar superior e também manipulador, dá forma que ele tenta colocar os personagens em diversas direções, E o Phillip é mais instável... dá para perceber facilmente que o Brandon o manipulou à ajudá-lo... e agora outra: o relacionamento dos dois, é algo meio que quase como se fosse um relacionamento homossexual , por isso dá pra perceber a influencia de um para o outro, e isso é uma das coisas mais geniais do filme pois o deixa 50% mais imprevisível, chega a um momento que não dá mais pra dizer o que irá acontecer com o estado emocional do Phillip e o que se resultará em suas possíveis ações, porque claro se os dois tivessem a mesma personalidade, a do Brandon, o filme seria bem menos tenso do que é, Quanto ao Rupert, para mim ele é peça chave da trama, a medita que ele se introduz ao público falando o que pensa e Brandon em concordância com suas opiniões, deixa Rupert mais desconfiado a cada instante que se passa, Mostrar aquela opinião durante aquela cena, como se tivesse um pensamento tão solido, mas no final mostrar-se contrariado em relação a alguns minutos antecessores é ponto alto da trama, como se estivesse concluindo que estivera errado por muito tempo, e fica um claro sentimento de culpa no personagem, não tem segredo nisso, colocar seus pensamentos em prova durante o filme e depois concluir de forma diferente do que se espera é a forma do Hitchcock de surpreender com um final.
É, eu parei pra pensar nisso entre o Brandon e o Phillip depois de ter escrito o comentário, mas agora eu realmente acho que isso faz sentido, haha. Mas o Rupert ainda não me convenceu muito. Não discordo que ele realmente é a peça chave, mas acho que se o discurso dele sobre seres superiores e inferiores fosse uma coisa mais... Não sei, implícito talvez. Porque achei meio implausível ele pregar claramente que pessoas podem, sim, matar as outras, e depois achar ruim quando um aluno dele o fez. Mas bem, pra mim isso nem atrapalha o filme, pois não é a questão principal nele. :)
Excelente o comentário do Jadson... Com relação a Brandon e Phillip, também acredito que seja algo relacionado à um sentimento de amor ou algo do tipo que Phillip nutre em relação a Brandon, pois no início do filme mesmo, depois de cometer o crime, o mesmo fala algo sobre a personalidade de Brandon, que assusta mas ao mesmo tempo é o que torna interessante e sedutor (talvez não exatamente dessa forma, mas algo do tipo rs) e com relação a Rupert, o discurso se fez necessário para que o mesmo ao fim, mostrasse que muitas vezes temos ideias, conceitos, opiniões e crenças em certas 'filosofias' que muitas vezes só são justas e corretas quando estão em nossa cabeça, quando não temos contato com o que aquilo pode acarretar. Uma vez que vivenciamos aqueles pensamentos e só então provamos do gosto de suas consequências, é que percebemos que o tempo todo, ou estivemos certos ou errados, no caso de Rupert, a segunda conclusão. E assim mostrar que os homens, de modo geral, o ser humano, quanto mais certo, mais inteligente se acha, menos ele pode mostrar que sabe, pois conceitos não substituem ações práticas.
Bom, foi isso que entendi e tirei do filme...rs
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Equipe Filmow.comImpressionante como um filme com um único cenário e um elenco bastante reduzido consegue prender o espectador de maneira tão eficiente.
Sem dúvidas, a maior parte desse mérito deve ser creditado à Hitchcock. Mas, as grandes atuações deram uma contribuição boa para esse resultado.
O "mistério" foi muito bem elaborado e desenvolvido, pois, o espectador fica se perguntando: "porquê?" durante toda a projeção e fica ansioso para descobrir o desfecho da história.
"Brandon e Philip são homossexuais que escondem seus desejos dentro de um baú, o professor representa a moral da sociedade que irá descobrir tal opção dos dois e ao abrir o baú revelará seu ato criminoso." (SANZIO, Rafael) Alguém mais interpretou o filme assim?
Não acho uma interpretação muito válida porque o que eles fizeram foi realmente totalmente repreensível: matar alguém por nada além da emoção de matar. Homossexualidade é algo que apenas parte da sociedade repreende, mas que não é errado em si. Comparar os dois me soa no mínimo estranho.
Eu vejo de forma diferente. Talvez apenas Phillip fosse homossexual e tivesse cometido o crime apenas por seu sentimento em relação a Brandon. O que se esconde no baú não são 'os desejos dos homossexuais' e sim a psicopatia e má interpretação de Brandon, como indivíduo independente de sua sexualidade.
Dois jovens assassinam um colega de escola e tentam provar que pode existir um crime perfeito e e artístico.
O filme já começa com o assassinato do jovem David e segue com o plano do mais frio e metódico estudante, Brandon (John Dall) e o atormentado Phillip (Farley Granger). Quando Brandon decide esconder o corpo em um lugar impróprio (um baú) e dar uma festa com os familiares do defunto (que nada sabem do crime). Tensão envolvendo o professor dos dois, Rupert (James Stewart), que decide investigar e interrogar ambos.
*Alfred Hitchcock e seu filme com quase nenhum corte;
*Baseado em um caso real, o caso Leopold-Loeb;
*Ousado e bem interpretado;
*O filme já começa de um ponto de vista (cruel) e interessante;
*Criticando a ideia do super-homem de Nietzsche;
*Atuação do já veterano James Stewart, que faria dois ótimos filmes do mesmo diretor: Um corpo que cai (1958) e Janela indiscreta (1954)
Hitchcock realmente é um mestre na direção, o que ele faz nesse filme é palhaçada :)
Aquele climão, conversas sarcásticas, tudo correspondendo ao ar de suspense que Alfred Hitchcock gosta e sabe fazer de melhor. Atuações fodas!
Excelente filme!
Eu dei 3 estrelas pela direção do Hitchcock.
Mas concordo com muita gente que diz que o Alfred tem filmes melhores e mais dinâmicos.
Sim, o filme é um pouco cansativo em alguns momentos - mas a razão pela qual eu não dei nada mais do que as 3 estrelas não é nem por isso, mas pelo final que, sinceramente, não me agradou.
Se o desfecho fosse diferente, seria melhor - mas aí é opinião pessoal mesmo.
De resto, o texto é excelente e a proposta é ótima - ainda mais quando você sabe que é baseado em uma história real.
É um filme bom, porem cansativo demais pro meu gosto. A ideia é muito boa, mas acho que como a maioria dos filmes do Hitchcock é muito superestimado, o unico filme dele que eu realmente gostei foi Psycho. Mas esse é bom, só não tão bom quanto falam.
Ótimo filme, feito com simplicidade.
Poucos personagens, cenário único e muitos diálogos.
E com apenas os diálogos e sem uma única gota de sangue cria uma baita de uma tensão culminando em um final todo atmosférico e estarrecedor.
Um dos melhores do Hitchcock sem dúvida nenhuma.
Um mistério revelado logo de cara, um plano-sequência quase que por completo e um único cenário. Dependendo das mãos envolvidas, esses seriam os ingredientes perfeitos para um péssimo filme. Porém, estamos falando de Hitchcock. Graças a sua mágica forma de provocar sensações estranhas no espectador, temos um filme angustiante e apreensivo. Com sua curta duração, Rope marca seu lugar entre os melhores do gênero e comprova que o cineasta foi O mestre do suspense. Sem mais, recomendadíssimo!
Perfeito, Carlos. É o meu preferido do velho Hitch. Talvez não seja o mais divertido para muitos, mas para mim é o mais genial.
Falou bem Carlos! Eu fico imaginando o trabalho que tiveram os envolvidos para ficarem 76 minutos gravando uma plano sequencia única. Imagina o estado do Cameraman no fim!
Um filme incrível, que te deixa apreensivo o tempo todo. Por não ter trilha e seus planos serem longos, dá mais tensão que o convencional. Recomendo!
Eu não curti taaanto qto esperava, não. Me prendeu bastante no início e no final, mas no meio aquele monte de diálogos ficou meio cansativo. Talvez a adaptação da peça ficasse melhor cortando um diálogo ou outro, um assunto ou outro ou até mesmo algum personagem. Mas a proposta é bem interessante.......de qqer forma, adaptação é adaptação, né? O original dificilmente fica melhor adaptado....e a peça deve ficar mais interessante.
Mas é bom, sim! =)
Quase sempre me irrito com esses filmes velhos, mesmo quando não são ruins como é o caso desse rope.
Já vi filmes bem melhores do Hitchcock embora quase sempre soem datados e ultrapassados...
Esse filme é um exemplo disso...se fosse feito numa época mais atual seria um clássico mas em 1948 fica difícil fazer alguma coisa de qualidade e a única coisa que sobra é a idéia....
Temos o de sempre, ou seja, atores caricatos, total ausência de sangue ou violência e muito potencial que fica acabado num filme que fica com a cara das coisas da época tipo cidadão kane, casablanca ou o vento levou, ou seja, aura de filmes chatos, mal feitos e totalmente datados...
Veria de novo se tivesse uma regravação com tecnologia atual e aura mais violenta....
Regular....
Se você se irrita com filmes "velhos", fique longe deles e nos poupe de suas opiniões completamente irrelevantes sobre um assunto que você não conhece: CINEMA.
Não me surpreende o comentário ofensivo de vocês....claramente a única razão de gostar de filmes datados da década de 40 é parecer inteligente e cult...claro que vcs não perderiam o rebolado e viriam com críticas e ofensas, pois assim é mais legal, mais cult e mais clean.....
No entanto não pedi que ninguém concorde comigo, isso é uma opinião e não uma constatação, portanto voltem ao mundo antigo/cult/repetitivo de vocês e deixem-me com meu mundo visceral/moderno/original..... Meu takashi miike, meu Tarantino, meu chan wook park, meu de la Iglesia e todas essas coisas "datadas" que eu curto e que são sabidamente piores que um filme do tempo que o bozo mamava no peito da mamãe....
Eu não sei como você pode achar o filme parado. Pelo contrário, ele te prende o tempo todo, principalmente devido à forma como Hitch encenou e dirigiu. Talvez este seja o principal motivo do filme não ter tido muito sucesso, o público não estava (e ainda não está) preparado pra este tipo de narrativa contínua.
Ninguém te ofendeu aqui, você que ofendeu o diretor, o filme, os atores, o gênero, a década, e o cinema em si.
PS: Tarantino nem cineasta é, eu o chamo de "comerciante cinematográfico", pois ele apenas alimenta a massa com aquilo que ela gosta.
cada um tem um gosto, eu curto tanto o filmes do Hitchcock quanto os do Tarantino, takashi miike e chan wook park. e obvio que "parecer cult" ñ é o único motivo para se ver filmes antigos, apesar de serem datados em alguns aspectos técnicos existem muitos com historias, roteiros interessantes e direções competentes e criativas. e nem tudo precisa ser explicito para ser legal até os dias de hoje muito filmes ótimos deixam muita coisa só na intenção
Essa discussão vai longe galera...na verdade eu nem falei que o filme era pessimo como outros horrendos que vi, os do Bergmann principalmente, mas sofre do mesmo mal dos filmes dessa epoca, ou seja, é mal feito tecnicamente, datado e antiquado...
O que acontece é que toda regra tem sua exceção, e qdo digo que filmes artigos são ruins eu estou ciente que existem exceções, assim como eu posso afirmar que a polícia é corrupta mas tem suas exceções e eu mesmo conheci um policial que nunca se aproveitou do seu cargo...
A generalização existe para facilitar o andamento de uma conversa e para destacar as exceções...
Um corpo que cai, o bebê de Rosemary, perdidos na noite a primeira noite de um homem, esses filmes são exemplo de filmes pré década de 70 que mesmo sendo um pouco datados, ainda assim são filmes de nivel elevado e pode-se dizer que são clássicos... Mas estamos falando da maioria, e a maioria é ruim pelos defeitos que citei....
Pra época em que foi feito é um filmaço, mas seu discurso é tão cheio de ódio pela falta de ''tecnologia atual'',
faz assim, volte na sua máquina do tempo e leve algumas parafernalhas do novo século pros anos 40, ainda dê uns toques pro Hich, sim, você pode chamá-lo dessa forma carinhosa pois ele era um amor de pessoa (hehe):
- Olha cara, seu filme é datado, sem emoção e sem tecnologia, rsrsrs, e vocês são burros por não inventarem uma máquina do tempo pra ir pro futuro também
Como tu pode dizer que os filmes de Hitchcock e Bergman são ruins tecnicamente?
Pode ser que eles não tivessem a mesma qualidade de efeitos especiais que nós temos hoje, mas tu não pode comparar os truques e a técnica dos diretores antigos com os atuais.
Hitchcock praticamente inventou o suspense e era o mestre do entretenimento. Sua direção era espetacular e esplendorosa. Ele sabia manter o público na beira da poltrona.
Dizer que eles eram "ruins tecnicamente" é ignorância cara, na boa.
Rapaz! Você não desiste! É mais um que sente-se intimidado e vem rotular as pessoas de "cults" e pedantes só porque a cabecinha não entende nada que não esteja dentro dos seus padrões! Se o seu critério para um filme ser bom é a quantidade de violência contida na película, eu sugiro o seguinte: não veja filme, porque toda aquela violência é "de mentirinha"! Vá assistir UFC ou então procure vídeos macabros na internet (há bastante). É muito mais adequado para satisfazer sua sede por violência. Será que você dizer que, quem assiste filmes como Rope, só o faz para "parecer mais inteligente", não seria uma confissão da falta de inteligência contida nesses filmes que você idolatra? Afinal, o conteúdo parece não te interessar muito! É melhor colocar histórias mirabolantes cheias de violência gratuita, não é? E se eu disser que você esculacha gratuitamente grandes diretores como Hitchcock e Bergman só para parecer original e moderninho!? Fica bem representada a soberba e o vazio de nossa geração dopada pela tecnologia!
Não concordo raphael, porque as épocas são outras e a temática e velocidade de narração também...
Se um camarada que estuda cinema e quer conhecer a história e bla bla bla é até aceitável gostar de um filme como esse, mas o fã comum, aquele que senta na cadeira do cinema vai bocejar incrivelmente porque o direcionamento da época era falta de agilidade....
Se eu for parar para pensar eu digo mais de 50 filmes de suspense infinitamente melhorea que esse, a questão da violência é interpretativa, pois temos grandes filmes sem violência, mas deve-se acima de todo ser extremo e profundo, a intensidade conta muito...
Filmes de drama coreanos e japoneses são intensos embora sem violência, fdramas como Filadélfia, shine, lendas da paixão, perfume de mulher entre outros não possuem violência mas contam o que tem que contar de forma intensa e apaixonada....
O que me irrita mais além do ritmo ruim dessas obras antigas é o quanto elas parecem blasé, uma execução desleixada porque na época só tinha essas coisas ruins...possivelmente até 1948 esse rope pode ser considera o melhor filme de todos os tempos, mas felizmente houve evolução. O tempo passou, o cinema pede agilidade e intensidade e essas obras antigas servem apenas como estudo, pois são datadas e ultrapassadas...
Os fãs comuns são todos diferentes, cara! Você está tentando encaixar todos num padrão que é seu. As suas impressões acerca do filme não são as minhas. O suspense permeia o filme o tempo todo, a temática é ousada e bem explorada. Só que é engraçado ver você falar que grandes filmes devem ser extremos e profundos, depois de ler seus comentários sobre o Bergman. Que profundidade maior do que os monólogos memoráveis do Sétimo Selo!? Que intensidade maior que a cena da execução no mesmo filme!? Que drama mais profundo e tocante do que o contido em Sonata de Outono e Gritos e Sussurros!? Que insanidade mais extrema do que A Hora do Lobo!? Voltando ao Festim Diabólico, é quase certo que existem suspenses melhores na própria filmografia do Hitchcock, mas e daí!? Isso não o torna ruim.
Brandon, é você?
hahahaha ninguém é melhor só porque acredita ser, meu caro. Os clássicos tem esse título por algum motivo, face it.
Fantástico.
Simplesmente um dos melhores filmes do Hitch que já assisti.
Hitchcock tem a minha admiração, por saber conduzir com tanta sutileza e leveza assuntos polêmicos como assassinatos ou considerados imorais para a época, como a homossexualidade das personagens principais.
Simplesmente perturbador e chocante a atitude do casal de protagonistas, cegados pela própria vaidade e arrogância.
Brandon para mim é um dos personagens mais repugnantes de filmes que já assisti, torci e muito pela sua queda.
A cena em que a personagem de James Stewart o desmascara é o ápice do filme.
James Stewart para variar está fantástico e soberbo como o professor que desconfia de tudo e todos.
Se Grace Kelly era considerada a musa de Hitchcock, James Stewart era o seu herói favorito.
Enfim, um filme bem curto, rápido, ágil e com diálogos e atuações eternas.
Vale e muito a pena assistir.
Hitchcock mais inspirado do que nunca, o cara era um gênio, merece e muito ser reverenciado.
Que gênio! O cara conseguiu fazer o filme com essa qualidade e quase sem cortes de cena!
Surpreendente, genial, simples e arrebatador, mais uma grande obra do mestre de suspense Alfred Hitchcock, que mesmo com um espaço limitado não sufocou o talento do maestro.
Hitchcock! Em apenas 80 minutos de filme, num único cenário e com os recursos do cinema da década de 40 o cara ainda consegue surpreender. A audácia do personagem Brandon é fenomenal, em contraponto a insegurança de Philip. E o final me pegou, foi muito sagaz.
Hitchcock é realmente incrível, porém, achei o filme curto e com poucas cenas de suspense. A única cena tensa do filme é
quando a criada tenta abrir a arca e Rupert a interrompe, oferecendo ajuda
Além das ótimas atuações e do diálogo brilhante, esse filme tem uma qualidade extra: é uma aula de filosofia e ética. Na minha humilde opinião, esta é a obra prima do Hitchcock,
Leiam a crônica da semana no Lumi7, por André LDC:
Tinham que trocar o nome do filme de 'Rope' (a corda) para 'Chest' (a arca). É onde tá focada a maior parte tensão do filme. A cena da empregada tirando a mesa é de tirar o fôlego! E o trabalho de câmera é realmente fantástico na construção do suspense.
Adorei quando o Rupert abre a janela da sala e o 'ruído do mundo' entra naquele ambiente claustrofóbico e milimetricamente controlado no qual se desenrolou todo o filme. É como se os protagonistas (Brandon e Phillip) finalmente tomassem conhecimento do mundo para além deles mesmos e das suas concepções filosóficas.
Atores horríveis e irritantes, credo... só o Rupert era bom
Muito Bom!
Hitchcock realmente sabe como criar um excelente clima de suspense em tela. O filme já começa de cara com o que seria o seu ápice e o que se segue é a sensação de temor e expectativa de como a história irá se desenrolar até o seu final.
Mesmo o filme sendo feito inteiramente dentro de um único ambiente, os diálogos e os passeios que a câmera faz pelo cenário propocionam ótimas cenas e mantêm o clima de apreensão durante o filme.
Obs.: Bem que eu tinha percebido um leve jeito gay nos personagens principais, mas ficava na dúvida se era pela atuação dos atores da época, mas pelo visto, como já comentaram por aqui, foi propositalmente já que na história real em que foi baseado o enredo os responsáveis também levantaram essa suspeita.
Gostei do filme em um comodo e dos diálogos, mas é o filme de Hitchcock que menos gostei até agora. Não gostei das personagens, mas não é aquele não gostar de sentir raiva (o que normalmente acontece com alguns personagens geniais), apenas achei eles babacas! A melhor é a empregada!!
Segundo filme do Hitchcock que vejo e fiquei intrigada por ele conseguir prender a atenção nos diálogos e principalmente por filmar o tempo todo em apenas um cômodo (praticamente). A cena da ajudante retirando os pratos de cima da arca e a câmera estática pegando o fundo foi MAGNÍFICA! A melhor!!!
Meu segundo filme do Hitchcock (o primeiro foi Vertigo) e o meu encanto continua. Um debate moral sobre assassinato e quem tem o direito de tirar uma vida, seja por algum motivo ou não.
Hitchcock trabalha genialmente com a câmera, que se torna quase como um personagem a parte. A cena da retirada da "mesa" do jantar (em que a câmera fica estática) tem um dos suspenses mais bem trabalhados q eu já vi.
Enfim, continuarei minha maratona de filmes do Hitchcock ainda mais empolgado!
Alfred Hitchcock abre discussões filosóficas e inova com o clássico filme "sem cortes".
Mais uma obra-prima do mestre, essa idéia de filme em um mesmo cômodo é muito agradável, pois nessas situações que surgem os diálogos mais admiráveis.
Genial! Filme em plano sequência que não é plano sequência, só Hitchcock mesmo rs
"Porque agora eu sei que somos, cada um de nós, um ser humano individual, com o direito de viver, trabalhar e pensar como indivíduos, mas com uma obrigação à sociedade onde vivemos. Com que direito se atreve a dizer que há seres superiores aos quais você pertence? Com que direito se atreve a decidir que esse rapaz aí era inferior e, portanto, poderia ser morto?"
BEM FOI SÓ EU QUE NÃO GOSTEI DO FILME... O HITCHCOCK PODE SER UM GENIO DO TERROR MAIS É O SEGUNDO FILME DELE QUE VEJO E N GOSTO...
Psicose
Para mim os filmes dele começam interessantes, mas do meio para o fim se perde...
Esses dois...
Pode ter nome ser reconhecido e considerado um genio, mas isso para mim não basta. Assim como tbm não gosto dos filmes do Spielberg.
Bem eh minha opinião.
O dialogo do filme é até interessante. Mas para um filme, só uma boa fala dos persongens não basta.. tem que ter mais que isso..
os primeiros que vi dele foram Psicose e Um corpo que cai. a sensação que tive foi que os filmes eram extraordinários mas havia, no meio de ambos, aquela meia hora em que nada acontece, aparentemente desnecessária. mas isso é logo substituído por um desfecho surpreendente e genial que faz valer cada segundo! Rope é o que menos gosto dele, apesar do final incrível. Recomendo que veja Janela Indiscreta-cheio de pequenas tramas que te envolvem; Os Pássaros: mais ação, menos 'enrolação'; e O homem errado: surpreendentemente um filme super emocionante... :) fico curiosa para saber o que vai achar :)
Eu senti isso também o inicio achei muito bom... Eu vou ver esses que vc recomendou e Rebecca que me deixou muito curiosa também ^^
Renan eu sou obrigada a ter a mesma opnião que você?
Por acaso você é o dono da verdade e do mundo?
....
Foi o que eu pensei!
Assistindo o filme, eu me senti um criminoso, sendo testemunha a cada momento.. A trama te tornar parte da história.. Otimo
O filme mais ágil e direto do Alfred. James Stwart dividindo o estrelato com John Dall e Farley Granger. O filme passa longe de ser tedioso e monótono, a câmera se encarrega de detalhar e mostrar cada detalhe do apartamento, minuciosamente. Não dúvido que Festim Diabólico tenha inspirado Sidney Lumet, que dirigiu 12 Homens e uma Sentença em 1957, o filme é ambientado em uma Sala de tribunal. Festim Diabólico serviu para consolidar e imortalizar Hitchcock ainda mais no rol dos maiores cineastas de todos os tempos.