O Vestido

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Sinopse

Por acaso duas meninas descobrem, no porão de sua casa, um velho e lindo vestido de festa. Curiosas, elas querem saber corno o vestido foi parar ali, principalmente após verem sua mãe chorando com o mesmo entre as mãos. Elas iniciam então uma investigação, que pode responder ainda outra pergunta: por que sempre à mesa, nas refeições, havia um prato reservado ao pai, que as havia abandonado há muitos anos?

Sua opinião sobre o filme
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6 Opiniões

  1. Giovanna Cóppola
    25 dias atrásGiovanna Cóppola disse:

    A Gabriela Duarte me irrita um pouco em suas atuações, nesse filme não foi diferente.

    1.5 estrelasJá vi
  2. Renato
    1 mês atrásRenato disse:

    Muito mais ou menos.

    3 estrelasJá vi
  3. Jonathan Delgado
    1 mês atrásJonathan Delgado disse:

    chato!!!

    1.5 estrelasJá vi
  4. Tobias Farias"
    2 meses atrásTobias Farias" disse:

    Bom !

    3 estrelasJá vi
  5. I'm mad about movies!
    4 meses atrásI'm mad about movies! disse:

    MaravilhosO esse filme!...
    uma história divina e emocionante,eh literante INEVITAVEL não chorar!
    Pra mim, esse foi o melhor filme Brasileiro q jah assisti!
    para qm não conheçe o Poema de Carlos Brummond, esta aí!:

    Nossa mãe, o que é aquele
    vestido, naquele prego?

    Minhas filhas, é o vestido
    de uma dona que passou.

    Passou quando, nossa mãe?
    Era nossa conhecida?

    Minhas filhas, boca presa.
    Vosso pai evém chegando.

    Nossa mãe, dizei depressa
    que vestido é esse vestido.

    Minhas filhas, mas o corpo
    ficou frio e não o veste.

    O vestido, nesse prego,
    está morto, sossegado.

    Nossa mãe, esse vestido
    tanta renda, esse segredo!

    Minhas filhas, escutai
    palavras de minha boca.

    Era uma dona de longe,
    vosso pai enamorou-se.

    E ficou tão transtornado,
    se perdeu tanto de nós,

    se afastou de toda vida,
    se fechou, se devorou,

    chorou no prato de carne,
    bebeu, brigou, me bateu,

    me deixou com vosso berço,
    foi para a dona de longe,

    mas a dona não ligou.
    Em vão o pai implorou.

    Dava apólice, fazenda,
    dava carro, dava ouro,

    beberia seu sobejo,
    lamberia seu sapato.

    Mas a dona nem ligou.
    Então vosso pai, irado,

    me pediu que lhe pedisse,
    a essa dona tão perversa,

    que tivesse paciência
    e fosse dormir com ele...

    Nossa mãe, por que chorais?
    Nosso lenço vos cedemos.

    Minhas filhas, vosso pai
    chega ao pátio. Disfarcemos.

    Nossa mãe, não escutamos
    pisar de pé no degrau.

    Minhas filhas, procurei
    aquela mulher do demo.

    E lhe roguei que aplacasse
    de meu marido a vontade.

    Eu não amo teu marido,
    me falou ela se rindo.

    Mas posso ficar com ele
    se a senhora fizer gosto,

    só pra lhe satisfazer,
    não por mim, não quero homem.

    Olhei para vosso pai,
    os olhos dele pediam.

    Olhei para a dona ruim,
    os olhos dela gozavam.

    O seu vestido de renda,
    de colo mui devassado,

    mais mostrava que escondia
    as partes da pecadora.

    Eu fiz meu pelo-sinal,
    me curvei... disse que sim.

    Sai pensando na morte,
    mas a morte não chegava.

    Andei pelas cinco ruas,
    passei ponte, passei rio,

    visitei vossos parentes,
    não comia, não falava,

    tive uma febre terçã,
    mas a morte não chegava.

    Fiquei fora de perigo,
    fiquei de cabeça branca,

    perdi meus dentes, meus olhos,
    costurei, lavei, fiz doce,

    minhas mãos se escalavraram,
    meus anéis se dispersaram,

    minha corrente de ouro
    pagou conta de farmácia.

    Vosso pais sumiu no mundo.
    O mundo é grande e pequeno.

    Um dia a dona soberba
    me aparece já sem nada,

    pobre, desfeita, mofina,
    com sua trouxa na mão.

    Dona, me disse baixinho,
    não te dou vosso marido,

    que não sei onde ele anda.
    Mas te dou este vestido,

    última peça de luxo
    que guardei como lembrança

    daquele dia de cobra,
    da maior humilhação.

    Eu não tinha amor por ele,
    ao depois amor pegou.

    Mas então ele enjoado
    confessou que só gostava

    de mim como eu era dantes.
    Me joguei a suas plantas,

    fiz toda sorte de dengo,
    no chão rocei minha cara,

    me puxei pelos cabelos,
    me lancei na correnteza,

    me cortei de canivete,
    me atirei no sumidouro,

    bebi fel e gasolina,
    rezei duzentas novenas,

    dona, de nada valeu:
    vosso marido sumiu.

    Aqui trago minha roupa
    que recorda meu malfeito

    de ofender dona casada
    pisando no seu orgulho.

    Recebei esse vestido
    e me dai vosso perdão.

    Olhei para a cara dela,
    quede os olhos cintilantes?

    quede graça de sorriso,
    quede colo de camélia?

    quede aquela cinturinha
    delgada como jeitosa?

    quede pezinhos calçados
    com sandálias de cetim?

    Olhei muito para ela,
    boca não disse palavra.

    Peguei o vestido, pus
    nesse prego da parede.

    Ela se foi de mansinho
    e já na ponta da estrada

    vosso pai aparecia.
    Olhou pra mim em silêncio,

    mal reparou no vestido
    e disse apenas: — Mulher,

    põe mais um prato na mesa.
    Eu fiz, ele se assentou,

    comeu, limpou o suor,
    era sempre o mesmo homem,

    comia meio de lado
    e nem estava mais velho.

    O barulho da comida
    na boca, me acalentava,

    me dava uma grande paz,
    um sentimento esquisito

    de que tudo foi um sonho,
    vestido não há... nem nada.

    Minhas filhas, eis que ouço
    vosso pai subindo a escada.

    O filme inteiro se resume nesse poema!

    5 estrelasJá vi incontáveis vezes
  6. Ariadne Oliveira
    6 meses atrásAriadne Oliveira disse:

    Meu sonho é saber o nome da música que a Gabriela Duarte canta ; P

    3 estrelasJá vi
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