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Fiquei impressionado, esse filme com certeza se destaca na filmografia do Allen pela forma que se difere dos outros, é um filme bem atmosférico, apesar dos diálogos-assinatura do diretor. Não percebi o tom imediatista dos seus filmes,talvez porque o alter ego dele fosse um mero coadjuvante nessa história. Não é um filme resmungão, é um existencialismo bem sensível.
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É interessante ver um cineasta como Woody Allen, gênio da comedia, fazer um drama existencial como Interiores, e com ecos de Bergman.
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Esse filme é para ser assistido de madrugada em puro silêncio, por causa das cenas bastante escuras. não é uma crítica, mas achei que aquele escuro domina as ações e sentimentos dos personagens. Muito bonito.
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Se o que o Woody queria era fazer mesmo uma homenagem a Bergman, sinto informar que ele conseguiu fazer a mais bela homenagem, esse filme aguçou meus sentidos mais tenebrosos, fantástica a fotografia do final e a fala.
Trama maravilhosa, como o mar e seus segredos, a humanidade e seus inquietos pensamentos.Cinco estrelas é pouco.Senti alegria, tristeza e repulsa pelos instintos de um fracassado (claro só quem assistiu vai entender)
A vida de quem molda perde o sentido, achei ela uma grande covarde, não por se matar e sim pelo fato de nunca ter mostrado vida, Pearl em sua cor e sua vida foi mais cuidadosa com Joey do que sua própria mãe.
E realmente a humanidade muitas vezes é assim, algumas famílias abortam o amor e deixam os filhos nascerem. -
E essa casa na praia? Filhos "reaproximando" por conta da separação dos pais? Lembrou-me Umbigo Sem Fundo.
Aliás, Umbigo Sem Fundo que lembra Interiores.
http://www.universohq.com/quadrinhos/2009/review_UmbigoSe... -
Todos cinzentos, e a nova esposa do papai de vermelho. Gostei.
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Não basta ser um mestre da comédia, Woody me arrebata também com seus dramas densos, amei esse. As cores (ou a ausência delas), esse clima gelado que cerca todo o filme, a influência do mestre Bergman, os diálogos carregados de dor e, às vezes de acidez, conjunto brilhante. O elenco feminino é um espetáculo, todas dignas de nota, mas Geraldine Page se destaca com sua matriarca desequilibrada.
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"É como se de repente eu tivesse uma visão clara de tudo que é terrível e predatório. Como se eu estivesse aqui e o mundo estivesse lá fora, e eu não pudesse aproximar os dois."
Incrível como eu frequentemente tenho essa "visão", essa sensação, e nunca soube explicar... -
Impressionante como os ambientes e a fotografia do filme são tão sistemáticos e escuros, iguais aos personagens. Uma obra prima, só mostra que o Woody Allen deveria fazer mais dramas, apesar de amar suas comédias. E as referencias ao Bergman só enriquecem mais ainda o filme. Interiores é sem dúvida um relato de muitas familias de hoje em dia.
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O filme faz referência a Bergman porque é uma homenagem declarada a ele, segundo o próprio W. Allen.
Um dos melhores filmes dele. -
Um Woody Allen (altamente) bergmaniano, inclusive em seu ritmo e enquadramentos. Aquele início é um dos mais bonitos da carreria do diretor. E um silencioso e denso desfecho, com os closes das atrizes, tão belos, pegando-as de perfil como Bergman muito fez em "Persona", por exemplo.
Referência filosóficas claras à Sartre, "Interiores" é um dos filmes mais conceituais, enigmáticos e existencialista de Woody Allen. Todo um questionamento ético, religoso e amoroso sobre a complexa psiquê humana... e vontade eloquente do homem em aceitar-se.
Em sua estreia em dramas, Allen faz uma obra-prima inesquecível.
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Excelente drama, muitos personagens da trama são tão bem construídos que nos fazem lembrar alguém que conhecemos, ou até a nós mesmos em algumas situações reais.
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Difícil acreditar que o woody allen foi tão criticado por esse filme na época do seu lançamento. É um de seus melhores dramas.
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Woody mostrou nesse filme sua versatilidade para o drama.
Elenco perfeito, não consigo imaginar outros atores em cena. -
"I feel a real need to express something, but I don't know what it is to express or how to express it."
A frase da minha vida.
Um ótimo filme também. -
Em uma clara referencia a Bergman Woody Allen realizou um filme bem peculiar, especialmente por se tratar de um diretor famoso por suas comédias.
Gostei do tom reflexivo do roteiro e da maneira com que a estética do filme demonstra isso. Os figurinos, a fotografia, a decoração e as cores das paredes acompanham o clima melancólico dos personagens. Isso se destaca quando Pearl (a única pessoa feliz do filme) entra em cena, suas roupas chamativas contrastam fortemente com os "tons bege e terra" do resto da família, assim como sua personalidade.
Destaque para a incrível atuação de Geraldine Page que transparece dor e angustia a cada olhar. -
Talvez seja o filme mais introspectivo do diretor, mas pra falar a verdade não gostei.
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Allen sendo pouco Allen e bebendo de Bergman. Não só em Interiores mas também em A Outra, ambos muito bons. :)
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Além do alusivo Setembro, que é ótimo. Bergman com certeza deixa marca no cinema do Allen.
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ótimo drama do woody allen, praticamente irreconhecível...me lembrou bastante bergman.
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Esteticamente falando, é um filme excepcional. Acredito que o principal motivo de algumas pessoas não terem gostado desse filme, deveu-se ao fato de que - já que eu ressaltei a estética do filme - esse é um dos filmes do Woody em que não foi preciso diálogos para se comunicar com o espectador. As imagens por si só já fazem um grande filme. Um grande exemplo disso é A Árvore da Vida.
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Talvez por nao eu não me identificar com esse tipo de historia, esse filme nao me disse nada. Eu venero Woody Allen, amo suas comedias e adoro seus dramas (adorei Hannah e suas Irmas, por exemplo) mas essa historia nao me tocou, e para mim, ficou parecendo que ele fez esse filme apenas para mostrar que podia ser denso e profundo sem ironias ou sarcamos. Enfim, para mim, nao colou. Sorry Woody
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Um super drama carregado a la Bergman. As cores frias combinam perfeitamente com as personagens. Um filme delicioso de se ver.
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Uma outra faceta do Woody. Filme bem dramático, denso e bastante triste.
O título combina bastante e diz muito sobre o filme.
Acho que alguns personagens poderiam ser melhores desenvolvidos, mas realmente muita coisa fica no ar e talvez ao rever dê para perceber melhor.
Vale a pena, principalmente para quem é fã do diretor e conhece mais as comédias.
Ah, essa sinopse está péssima mesmo. -
Surpreendentemente denso para uma obra de Allen, é uma reprodução bem apurada (ainda que um tanto fria e distante) da realidade, em seus conflitos mais íntimos. Lindo, pena somente que não te permita se envolver muito do jeito que você está disposto a.
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Parece mesmo uma "homenagem" a Bergman (pelo pouquíssimo que conheço de Bergman), mas falta um pouco de consistência. Por outro lado, se levarmos em conta que ele filmou este apenas 3 anos após "Love and Death", é espantoso e inacreditável ao mesmo tempo!
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Pela primeira vez em sua carreira, Woody Allen faz uma homenagem a Ingmar Bergman, um dos seus diretores favoritos. Em “Interiores”, Renata (Diane Keaton), Joey (Mary Beth Hurt, em grande desempenho) e Flyn (Kristin Griffith) são irmãs cheias de atritos que são obrigadas a se reaproximarem para auxiliarem a mãe Eve (Geraldine Page), que entra em um estado de depressão profunda com o repentino pedido de divórcio do marido (E.G. Marshall). Esplêndida radiografia de uma família despedaçada e que marca o espectador por apresentar uma visão menos otimista sobre a vida.
http://blogcineresenhas.wordpress.com/2012/08/20/diretor-...
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Atenção: o comentário abaixo pode ou não ser considerado como spoiler. Ele apenas aponta detalhes visuais interessantes do filme. Não quis marcá-lo como spoiler, pois não o considero como tal... De qualquer forma...
Este é talvez o drama mais profundo e denso de Woody Allen. Poucas vezes vi na filmografia do diretor - e até mesmo na de outros cineastas - um drama tão complexo em seus sentimentos e estudos psicológicos. "Interiores" talvez seja a sua criação que menos depende de diálogos para fazer contato com o espectador; em outras palavras, Allen usa, mais do que nunca, as imagens a seu favor.
Perceba por exemplo, o jantar em que o patriarca apresenta a nova companheira às filhas e genros: todos à exceção de Pearl, a nova mulher, estão vestidos com roupas de cores neutras, tons pastéis ou simples branco/preto. Pearl, que nunca fez parte daquela família, veste vermelho. Vermelho que se torna ainda mais vivo diante da neutralidade e falta de vida da família. É a primeira fez que ela faz contato com aquelas pessoas (em outro momento, perto do fim, a vemos com uma roupa mais neutra; a tristeza da família parece estar infectando-a).
Outra cena fantástica, que sucede a supracitada, é aquela em que os esposos das filhas - que antes não faziam parte da família - se encontram reunidos com Pearl, em uma sala iluminada por um abajur que dava características quentes/acolhedoras ao lugar; parecia um lugar bom para ficar. Além disso, eles riem e estão muito próximos um do outro. No mesmo instante, o velho pai está reunido em um quarto com duas de suas três filhas. O quarto parece frio, sem vida, sem cores, com portas-janelas que revelam uma noite densa. Os três estão visivelmente afastados um do outro. Ninguém divide calor humano naquele ambiente. E aí temos a comparação da família com aqueles que entraram depois. As pobres pessoas que conheceram os membros desse triste grupo acabaram sendo consumidos por toda a melancolia.
Cito, enfim, outro momento brilhante: Renata e Flyn caminham na orla da praia onde a antiga casa ainda se encontra. A câmera de Allen está afastada, parece não querer interferir na conversa das duas - que pouco se encontram; o mais instigante de tudo, porém, é a cerca que separa a câmera das personagens. Vemos as duas caminharem por um bom tempo através dessa cerca. A cerca, feita de madeiras podres e quebradas, parece mantê-las presas ao lugar. Aquelas tristes pessoas vão ficar para sempre presas àquela casa, àquela praia e às lembranças que nela construíram quando sua família ainda era aparentemente feliz. Allen mostra essa prisão com uma simples cerca.
O longa apresenta muitos diálogos e cenas notáveis, que merecem atenção e reflexão daqueles que assistem.
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As sequencias do final com aquela fotografia super escura seguidas das cenas do mar foram sensacionais e empolgantes. Isso sim é drama.
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Um filme pesado e ácido sobre os laços familiares. Fundamental para qualquer cinéfilo.
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Me sinto péssima não podendo elogiar um filme que tantos gostaram. Acontece que Interiores, além de me deixar com um sono profundo do início ao fim, eu achei muito denso. Woody Allen me ganha por fomentar suas críticas de forma irônica e cômica, coisa que não vi ocorrer nesse filme. Uma pena. Fica para a próxima.
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Infelizmente a única oportunidade que tive pra assistir esse filme foi com uma legenda bem ruinzinha. Creio que isso tenha tirado um pouco do encanto do filme. MAs aquele final?... nossa! que coisa mais linda.
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Elenca psicologia à arte da decoração de uma forma inestimável para olhares singulares.
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Brilhante! Provavelmente Woody Allen é um gênio e Interiores é sua obra de arte - New York Daily News. Assino em baixo
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É um bom filme. Tem tudo o que os filmes do Woody sempre apresentam: conflitos familiares, irmãs com problemas, escritores com bloqueios criativos e casais sofrendo de infidelidade.
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Aqui Allen mostra pq Bergman é sua maior influência. O resultado ficou bom, mas ainda melhoraria em Setembro e A Outra.
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A minha reação para esse filme é silêncio.
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O bacana desse comentário é que provavelmente essas (até agora) 11 curtidas se dividem em pessoas que acharam "isso foi um elogio" e "isso foi uma crítica". Meu silêncio foi elogioso.
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Fantástico! Não é comédia, mas tem o toque de WA, certamente. Um dos melhores filmes dele que já vi.
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Pessoas tão presas dentro de impressões e conceitos, sofrendo por não conseguirem enxergarem o próximo mesmo convivendo com ele, total desconhecidas trancafiadas dentro de uma família. Maravilhosamente claustrofóbico!
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O SILÊNCIO
Do medo
Da dor
Da seriedade
Da beleza
Do inexplicável
A angústia entre o limiar da vida e morte.