Uma caso de amor com esse filme!!!
André (Selton Mello) é um filho desgarrado, que saiu de casa devido à severa lei paterna e o sufocamento da ternura materna. Pedro (Leonardo Medeiros), seu irmão mais velho, traz ele de volta ao lar a pedido da mãe. André aceita retornar, mas irá irromper os alicerces da família ao se apaixonar por sua bela irmã Ana. Um dos grandes filmes brasileiros da década de 2000, cheio de poesia visual.
Exige vontade para enfrentar o tempo de exibição, que é longo.
(Fica mais fácil quando o filme é de ação/aventura)
Mas quem encara e se entrega à experiência não se arrepende.
Pura poesia, nos textos, na fotografia, nos gestos. Grata surpresa (atrasada) para figurar na minha lista de "indicações para quem não acredita no cinema brasileiro".
achei bizarro, o livro é assim?
Eu admito que esse filme tem tudo para ser um grande filme, mas eu não gostei.
Achei o filme prepotente demais no sentido de que tudo é arquitetado para ter algum significado e em muitas cenas o significado parece ser mais importante que o filme. As personagens falam de um jeito que não me convence. Não consegui imaginar seres humanos falando tão poeticamente.
É um filme brilhante, mas achei "cult" demais. Na minha opinião, poderia ser mais sutil.
Amigo, você sabe o que é arcaico? Linguagem arcaica, o ''falando tão poeticamente''... Tem nada de cult. CULTural, quem sabe... Fala besteira não.
Sei o que é arcaico.
Desculpe por não acreditar que as pessoas falavam assim antigamente.
Então mudo meu argumento.
Não gosto do modo como as personagens falam. Não me soa natural.
Mas não se falava assim antigamente. É que o texto do Raduan Nassar é exatamente daquele jeito: dramaticamente poético. Parece mesmo mais teatro filmado do que qualquer outra coisa. Mas isso está absolutamente de acordo com a alma da obra. Eu recomendo ler o livro primeiro. Aí sim a coisa ganha todo o seu sentido.
A coexistência do fato narrado como um passado angustiante e da imagem no presente faz com que uma idéia fatalista em relação ao destino das personagens seja intesificada. A força da palavra do narrador (que já conhece a história do começo ao fim) dá um caráter transitório e parcial à imagem dos personagens em ação e à construção gradual dos valores idealizados dessa família e cria a expectativa de uma descontrução desses valores, que não se coordenam com os desejos dos envolvidos.
Não gosto do filme.
Nem a bela e inebriante fotografia, nem o texto pungente e viceral, nem os atores bem encarnados, conseguiram me arrebatar.
Se quero teatro vou ao teatro.
E apesar do sempre, adorável e eterno Raul Cortez minha nota é três.
Em uma literal celebração à linguagem poética-cinematográfica, vemos a atualização da parábola do filho de pródigo. O filme é um prato cheio tanto para entusiatas da psicanálise quanto para o saudosistas da antiga (e boa) poesia.
Sem dúvidas minha cena preferida é o monólogo de André para Ana na igreja, onde Selton Mello atinge o pináculo de sua perfomance no filme.
Contudo, mesmo ciente da complexidade da transposição do livro para o filme, ainda achei a pelícicula demasiadamente longa graças a algumas cenas que são pouco mais que... verborrágicas.
A poesia que perpassa toda a narrativa do filme é imensurável, e alinhavada com as fotografias e cenários do filme permite extâse ao mergulhar no enredo. Belíssimo, inquietante e poético!
ótima metalinguagem, com imagens poéticas bonitas. Simone Spoladore incrível
Fusão de poesia com ficção narrativa. Gosto muito de filmes com conflito psicológico extremo, como esse.
Forte, denso! adaptação sincera da obra e prosa poética de Raduan Nassar! Está na minha lista rever filmes
Nao é qualquer pessoa que consegue ler o livro "Lavoura Arcaica" quanto mais adaptar a obra para o cinema!! Para tanto, requer muito talento e competencia, e, convenhamos, Luiz Fernando Carvalho tem de sobra. Depois de ler o livro e rever o filme nao tive dúvida!Só de pensar no esforço dispendido para adaptar essa obra já cansa.
Trabalho genial, Adaptaçao de alto nivel e direção de arte / fotografia que impressionam.
Com certeza muita gente que fala mal do filme nao tem ideia da complexidade que é adaptar uma obra literaria para o cinema que esta longe de ser objetiva. O filme é por si só uma superação , revolucionando, por adaptar uma obra que possui um gênero atípico e até mesmo dentro da literatura tem um viés modernizante de ruptura formal em que prosa e lírico se misturam.
Dez anos se passaram, e chega a ser triste que, em se tratando de cinema, pouco é produzido no Brasil com qualidade que chegue perto de um trabalho deste.
Eu ,particularmente,tenho algumas ressalvas quanto a extensão do filme que poderia ser mais "acessível"... ter um timming mais "fluido", tbm nao sou muito chegado à dimensão excessivamente poética e algumas atuaçoes demasiadamente teatrais no filme porem todas essas opções do diretor mostram como ele preferiu ser fidedigno à obra, homenageando-a do que estar preocupado em acumular publico.
Senhor Raul Cortez "subtraindo para si ou para outrem, mediante violencia ou grave ameça" (roubando) a cena!! O cara destrói. Simplesmente fantastico o controle pleno do personagem que o ator teve encenando o pai de André! Para mim a atuação de Raul cortez é um dos pontos altos do filme.
Até agora estou pensando nesse filme, é silencioso como ler um livro.Gostei bastante da narrativa, dos dialogos poéticos e teatrais, tive a a sensação de estar em contato com uma poesia, uma pintura, fotografia( como se fosse criado diante dos olhos ).
A cena final é muito bela e intensa.
Sinceramente, não vou comentar o que achei do filme, pois percebi que não se pode opinar quando não se gosta de algo por aqui, senão os fanáticos logo vem encher o saco! Até entendo que a verdade doa, mas puxa, tanto assim gente? Rs!
Um filme marcante, que exala poesia... Belas interpretações.
"Foi assim que Ana, coberta com as quinquilharias mundanas da minha caixa, tomou de assalto a minha festa."
A maneira mais tensa e assombrada possível de relembrar os velhos tempos com seu irmão. Mais tenso se a sua família é metade católica e metade judia. Mais tenso ainda se você é epilético, ou ficou porque a sua família te deixa doente. Filme primoroso como vi poucas vezes no cinema brasileiro. Perdeu uma estrela e meia porque as personagens falam literaturês e porque cinema não é livro e não é teatro. #mejulguem #recomendadíssimo
Sem dúvidas os lavradores com o vocabulário mais rebuscado que já vi. Totalmente diferentes da minha avózinha lavradora.
Melhor adaptação literatura-cinema que já vi na vida. Lindo, lindo, lindo.
Esse filme assim como o livro tonou-se uma ótima adaptação, conseguiu levar para a telinha toda poesia de Raduan Nassar.
Um filme brasileiro vulgar, sem palavrões, expelindo poesia e gozando a beleza natural. Uma semente familiar mal germinada, anomalias, loucura, paixão, dor com suor, cargas emocionais ativas. Ousadia junto de atuações excelentes, não só o roteiro é uma poesia, mas a própria câmera.
Acabei de ler o livro, e ainda estou extasiado, a prosa poética de Raduan é bastante apraz e comovente. Onde eu encontro o filme para download? Estou curioso para assisti-lo agora. Alguém poderia me ajudar com um link?
Oi Júnior, eu baixei por aqui:
http://kat.ph/lavoura-arcaica-2001-dvdrip-brazilian-cinem...
:)
O filme mais triste que eu já vi. Conseguiu ser mais triste que "dançando no escuro".
Estou falando do final. Aquela dança e o sofrimento da familia mexeram muito comigo, porque lembrei de situações dramáticas na minha própria e acredite, é bem aquilo mesmo...
PS: Repararam que a voz do narrador é a do Luís Fernando Carvalho? Saber disso antes de ver o filme torna tudo bem mais interessante!
Mais triste que "Dançando no Escuro"? Você realmente me convenceu, rapaz!
Por mais que aqui eu tenha me surpreendido muito mais que em Dancer In The Dark, por rever a qualidade - ainda que de 2001 - do cinema nacional, ver o potêncial que temos para fazer cinema, tão bom como visto nesse filme. Mas Dancer In The Dark pra mim não ganha em tristeza, espero encontrar algum outro que esbarre nesse ápice, mas não discordo da comparação, mas aqui nesse filme, pra mim, caiu muito mais poético, muito mais calorento, agoniante, belo e nacionalmente firme. Incrível como um filme que supera a média temporal dos filmes usuais conseguiu ser tão bem deliciável, é admirável que tenhamos essa obra!
Duas horas e cinquenta minutos de filme. Assisti tudo e agora respeito o Brasil. Respeito muito. Só acho que devia haver mais divulgação de filmes assim.
Fotografia e atuação de Selton Melo impecaveis... filme dramaticamente forte e complexo, mas recomendo.
Esse filme ( assim como o livro) é para ser estudado, devido a quantidade de pontos que podem ser aprofundados e discutidos. Portanto, colocarei apenas o que mais me chamou atenção.
A começar pela fotografia impecável, até assistindo em uma sala com condições precárias de iluminação ela se sobressaia, assim como as danças da câmera.
O que considero principal no roteiro é a tradição familiar enquanto força repressora em detrimento da individualidade dos "ramos" dessa árvore patriarcal. André, é aquele que não cai no conformismo e lutando por ser uno no que quiser ser, sentir e viver, implode e lentamente vai explodindo tudo ao redor.
Filme belissimo, poderia ser bem menos longo e prolixo, mas perdoamos.
O lirismo da escrita de Raduan mesclado a fotografia do filme são magistrais, mas...
Agora, analisando a obra com olhar cinematográfico obviamente acredito que o cinema possa e deva reproduzir obras literarias, mantendo sua essencia e sentido, mas há, indubitavelmente, uma distinção entre as duas artes, a linguagem empregada neste filme é, senão, uma reprodução quase fiel a escrita de Raduan, as quase 3 horas de filme são uma espécie de resumo estendido do livro, o que o torna um bocado cansativo.
Exatamente. Favoritei mais pelo texto corrido do livro do que pela forma cinematográfica que é utilizada. Gosto do filme, mesmo que por vezes seja pretensioso, e isso não quer dizer que o mesmo seja perfeito.
Um grande desafio lírico nocauteante. Os sentimentos nunca estiveram tão á flor da pele.
Sem palavras. Um poema dramático interpretado magnanimamente por um Selton Mello que eu não conhecia. O Selton é fantástico em comédias, mas no drama, ele se superou. Recomendo.
Comecei a ver e não terminei.. AINDA. Preciso começar a vê-lo todo novamente. Estou amando.
"Lavoura arcaica" é uma obra fabulosa. O livro, não o filme. O texto de Raduan Nassar é um salmo, uma oração velada. Sua complexidade lírica é um manjar para o melhor dos atores, e um desafio ao maior roteirista. Só que o filme passa incólume pela prova da adaptação e consegue sensivelmente captar a essência do livro.
É forte, tocante e desestabilizador, como tudo que Raduan Nassar escreve....
Lindos são os percussos e recursos poéticos contemplados com a teatralidade e sua estrutura aleatórias, mostrando todo um impasse existencial deslumbrantemente. Os monólogos propoem ao publico inquietude, protestos,abstenções, uma grande experiência lirica e paisagística.
Melhor filme nacional que já assisti.
Lírico, poético, trágico, lindo... Lavoura Arcaica não é um filme fácil, mas vale a pena acompanhar com atenção cada segundo das quase 3 horas de filme.
Fotografia realmente linda, roteiro interessante com muitos simbolismos.
Narrativa e diaologos legais, poeticos, liricos, metaforicos, existencialistas..
Mas também torna-se cansativo em certos momentos, por serem presentes durante quase o filme inteiro.
A Discussão com o irmão, O Dialogo com o pai são excelentes.
[Mas o Final recompensa e muito!]
Acho que o diretor conseguiu tirar o melhor de Selton Mello neste filme.
Começei a ver, não sei se não estava no clima do filme, achei chato e cansativo, mas como tenho ele em dvd vou dar uma segunda chance, já que os poucos comentários negativos que tem aqui é de uma pessoa que honestamente não se pode levar em consideração.
Uma das melhores obras do cinema brasileiro .. Lindo, Poético, iluminação trabalhada de forma brilhante, enfim .. O Luiz Fernando de Carvalho foi muito feliz neste filme.
A discussão entre o Caio B. e o Cortez na mesa da cozinha é de uma grandeza tremenda. Um duelo digno de filmes épicos, no lugar de espadas, palavras.
Isso aqui bebeu da fonte do Tarka. Certeza!
Um dos melhores do Cinema brazuca em todos os tempos.