Lolita sempre pisando no coração alheio rs
James Mason interpreta o professor Humbert Humbert, que aluga um quarto na casa de Charlotte (Shelley Winters), mãe de Lolita (Sue Lyon), de 15 anos. A senhora logo se apaixona pelo professor, mas ele só tem olhos para a ninfeta Lolita. Para ficar próximo da menina, Humbert chega a se casar com a mãe dela. Mas Charlotte um dia descobre sobre as intenções do marido; a história toma novo rumo, dando espaço a tragédia e a um romance entre padrasto e enteada.
Tava esperando mais provocação da personagem, achei ela infantil demais, coisa que broxa...
O cara assiste um filme de 1962 e fica procurando putaria... Redtube tá aí pra isso, amigão.
Não, não! Você tá equivocada. Com relação a esse tipo de provocação eu achei que ele tá bem pervertido. Digo com relação a sensualidade, deveria ter trabalho isso melhor. Eu não esqueci de levar em consideração a data, em 50 Marilyn já provocava bem mais.
E sem falar que assistindo o filme eu vi vários outros trabalhos (teatro e música, sobretudo) referenciaram esse filme, e isso é um mérito. Eu só esperava uma personagem mais inspiradora, apenas. Fora isso, um ótimo filme!
Esse recado foi MODERADO.
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Equipe Filmow.comSim, eu percebo que foi um filme bem feito pra época, consistente e tal. Mas bem particularmente eu não gostei, achei os personagens principais literalmente chatos (falando da personalidade deles mesmo) e o enredo bem previsívelzinho. Não tem música, a fotografia não tá lá essas coisas (não falo tecnicamente, mas sim subjetivamente mesmo), é caprichada em algumas cenas, mas achei poucas anyway. Em 2h17 de filme, na ~minha~ opinião só se salvou as 2 cenas iniciais e os últimos 10min. Apesar de eu não ter gostado, eu recomendo o filme principalmente pra quem gosta de cinema. Dá pra servir de parâmetro de comparação no cinema de Kubrick; e também sobre a forma que se fazia cinema nessa época de uma maneira geral.
Obs.: Isso é a opinião de alguém que não assistiu o filme com qualquer excesso de expectativa e, principalmente, que não leu o bendito livro. Apenas foi ver esse filme porque ouviu falar bem, mas que viu como veria qualquer outro de diretor consagrado ou não.
Filme muito bem feito e, naturalmente, bem dirigido por Kubrick.
Vejo algumas pessoas reclamarem que não ficou bem retratado a pedofilia, ponto central do livro. Em outros momentos, vejo pessoas falarem que o remake é melhor (eu ainda não vi, mas não tenho dúvidas que seja um bom filme).
Contudo, temos que contextualizar essa obra a época em que foi filmada, principalmente por conta da censura. Nem por isso é um filme ruim, muito pelo contrário.
S
e todos queriam a pedofilia jogada na cara, sinto muito. Achei elegante a sutiliza com que Kubrick a retrata. Apenas com sua genialidade podemos perceber a tensão sexual sofrida por James, seu conflito é enorme.
Além disso, não precisamos necessariamente ficarmos presos a uma história sobre abuso infantil. Esse filme vai muito a frente disso, Vejamos:
Lolita sabe seduzir. Sua mãe a vê muito mais como rival do que filha. De maneira sutil, podemos perceber que ela atrapalhou muito sua genitora pelo seu jeito de ser. E atrapalhou no sentido da disputa de romances. Rivalidade entre duas mulheres.
Com James e com Quilty não foi diferente. Sua mãe se envolveu com os dois e ela também. Ao final ela diz que sempre foi apaixonada por Quilty, mas quem garante isso?? Ela poderia ter mentido para Quilty da mesma forma. Ora, veja como ele está destruído na cena inicial. Ele não tem mais vida, apenas miséria.
Alias essa cena já diz muito sobre o que aconteceu. Ambos estavam jogando, referência que temos na mesa de ping pong. Reparem que Quilty diz que está 4x1 para ele. Veja, quantas vezes ele enganou James? Foi psicólogo, o perseguiu de carro e pegou Lolita no hospital, passou-se por um policial no hotel e também liga para James no hotel para perturbá-lo. James tinha Lolita com ele. Posso até estar viajando, mas Kubrick tem dessas coisas.
Ademais, Quilty diz para James durante a partida:"você não gosta de perder einh? Vamos, o importante é jogar e não vencer." Ele sabe que ambos jogaram e ambos perderam Lolita.
Não acredito que Lolita amava Quilty, ela sempre mentiu e pra mim continuou mentindo. Ela faz tudo por mero prazer e não liga para as pessoas.
Agora está nos cinemas o Homem de Ferro 3. Achei que tem uma cena desse filme parecida com a parte em que
o Clare Quilty é morto (tanto nesta versão quanto na de 1997). Na minha opinião, esta cena do Kubrick é melhor, apesar de eu preferir o filme do Adrian Lyne. A cena a que me refiro é quando o Homem de Ferro encontra o Mandarin.
Jamais farão um filme perfeito de Lolita. Contentem-se com o livro.
Kubrick ou Adrian Lyne? Uma pequena resenha sobre as versões de Lolita http://goo.gl/huQIJ
É brilhante a sutileza que tudo é transmitido nesse filme, tanto a sensualidade e a maturidade sexual de Lolita, quanto o desejo do Humbert e a Ficsação que ele tinha nela. As situações polêmicas ficam extremamente claras de uma forma implícita. Kubrick soube fazer um filme polêmico de uma forma extremamente bela, inteligente e sutil.
O filme vale mesmo pelas brilhantes atuações de Shelley Winters e, especialmente, do Peter Sellers.
Ao contrário do que muita gente diz, eu gosto da sutileza de "lolita", do não explícito, não que eu tenha algum problema moral com o conteúdo, apenas gostei da forma com que Kubrick mostrou isso.
Ah, e é claro, Lolita tem uma das melhores cena que eu já vi na minha vida!
A cena em que o Quine vai para atrás do quadro e o Humbert atira nele com o sangue escorrendo pelo quadro, aquilo é sensacional, é linda, genial!
Gosto das adaptações literárias pro cinema do Kubrick, ele adiciona, tira, poe, muda... ele não transcreve os livros pro filme, ele cria.
o jeito que esse filme encontrou de burlar a censura foi deixar o tema do romance proibido subjetivo. aliás, ficou subjetivo demais. na primeira vez que eu assisti Lolita eu pisquei e perdi, eu tive que assistir o filme de novo. no mais Peter Sellers e Shelley Winters são fodas para sempre.
Bem filmado e tudo mas, sinceramente achei muito cansativo, parado...
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Equipe Filmow.comApesar da atriz que faz lolita ser adorável refiro o livro
Concordo, mas a linguagem do livro e a paixão por Lolita são bem melhores no livro, achei um pouco forçado no filme
O que um homem é capaz de fazer por uma ninfeta? Sim, tudo isso no filme! Incrível como Kubrick nos manipula a simpatizar com o Prof. Humbert, mesmo q tudo q ele tenha feito fosse desleal a criminoso. Me senti pregado cada minuto do filme, envolvido totalmente. Nem as cenas mais picantes, provavelmente ausentes pela censura da época, não chegaram a fazer falta, a gente sabe q Lolita, mesmo mais madura q as outras garotas, ainda é uma criança, e sabemos o que eles fazem longe das câmeras... mas sentimos raiva mesmo de Clare Quilty (muito bem interpretado por Peter Sellers)... tudo trocado. Kubrick é muito foda nesse lance de nos conduzir a sentir o que ele quer que sintamos!
Entendo o fato da censura naquela época ser severa, mas realmente não gostei muito do filme, para mim o erotismo da história era fundamental.
Kubrick teve inúmeros problemas com este filme: dizem que o roteiro de Nabokov foi quase que completamente reescrito pelo diretor, o que não agradou ao escritor russo; a idade de Lolita também teve que ser alterada e todas as cenas de sexo foram proibidas pelo estúdio. Restariam poucas formas de ilustrar a consumação do caso de Lolita e Humbert, a utilizada foi deixar tudo subentendido em alguns diálogos e cenas, o que parece não ter sido suficiente, haja vista as atuações principais não foram fortes o suficiente para tanta sutileza.
a idade da lolita, na minha opinião, foi a maior das falhas. a relação deles não me causou tanta estranheza quanto causou no livro. a atriz que representava a lolita parecia já ter passado pela puberdade e já tinha o corpo desenvolvido. sendo assim, a atração dele por ela me pareceu bem mais natural do que seria se ela tivesse, de fato, 12 anos. acho que o que mais me encantou no livro foi que, como era do ponto de vista do humbert, o leitor acabava simpatizando com o personagem principal e entendendo os seus pensamentos e, ao mesmo tempo, se via um tanto horrorizado com a atração dele por meninas extremamente novas e ingênuas (que com ele não pareciam ter nada em comum, não compartilhavam os mesmos interesses).
Kubrick acertou exatamente em não fazer um filme focado na eroticidade da história e sim em torno dos conflitos psicológicos dos personagens. Excelente!
Eu não acho que esse filme tenha sido filmado na época errada, com relação à censura. Eu simplesmente não senti falta de cenas demasiadas "eróticas" no filme. Kubrick soube expor tudo com tamanha sutileza que surpreende. É um filme gostoso de se ver, e o elenco também favorece.
Gente... só eu fiquei incomodado com o cabelo da Lolita? Parecia até que ela tinha uma água-viva na cabeça...
O filme feito pela pessoa certa na hora errada. A repressão e a censura da época limitaram o resultado final da história, que merecia uma adaptação bem mais ousada e intensa do que essa. Mesmo assim, dentro de suas possibilidades, ainda uma boa obra.
Na minha opinião o filme é ótimo, de uma sensualidade tamanha e polêmica.
Gostei da atenção aos detalhes (algo bem Kubrickiniano), mas o melhor do filme foi mostrar o que o Humbert está pensando, revelando a mente doentia por trás daquilo tudo. No entanto, deixa muito a desejar.
Fico pensando apenas em como seria o filme se Kubrick estivesse vivo atualmente e pudesse fazer um remake sem se preocupar com censura...
Superestimado
Questão de opinião.
Só acho que tanto o meu comentário quanto o seu não fazem diferença nas nossas vidas. Então, creio ser desnecessário seu tom sarcástico. Se gostar do filme, ótimo, veja, reveja, enfim. Bom proveito. Prolongar o post, tornando-o essas discussões absurdas como as que aparecem no filmow sobre: "O que o diretor quis dizer" ou "A polemica do contexto em que o filme se insere" ou "A fotografia é isso ou aquilo" ou sobre o que você consegue ver no filme que o tornam ótimo em seu ponto de vista; é algo desnecessário já que temos nossas opiniões formadas sobre o filme. E não, não é preconceito, pois gosto de outros trabalhos de Kubrick. Somente achei Lolita superestimado. O que não quer dizer que o mundo inteiro tenha que concordar comigo.
:)
Primeiro filme do Kubrick que não gosto mesmo. Lento pra caramba sem nenhum motivo aparente - não acontece absolutamente nada de interessante o.filme.inteiro
Apesar de eu achar que faltavam alguns elementos no filme pra se tornar excelente, é um ótimo filme. Kubrick conseguiu retratar bem as páginas de Lolita em imagens, mesmo com a censura e limitação que a época oferecia indignada. Eu admito que teria preferido Errol Flynn para o papel de Humbert, mas Mason não deixou tanto a desejar.
Acho que a escolha do ator que interpreta o Humbert foi um pouco infeliz, fora isso, o filme é muito bom, a censura foi seu maior empecilho.
o interessante é notar como o cinema evoluiu enquanto linguagem. o filme é muito bom, mas ainda tem umas pegadas bem do cinema da época, como entre uma cena e outra mais importante mostrar o local onde o personagem esta para situar o espectador, algo que denota bem o quanto a obra, nesse aspecto, ficou datada.
mas é bem interessante, é um filme que o próprio kubrick poderia refilmar caso estivesse vivo, agora sem tanta censura.
Fico impressionada em como o Kubrick consegue transportar obras literárias pro cinema com tanta fidelidade e mesmo assim imprimir seu estilo nos filmes. Perfeição e classe!
Achei fiel a história, mas não necessariamente uma cópia absoluta da obra literária. Fazendo um comparativo com outros filmes baseados em livros, como o 1984 que da pra reparar uma mudança drástica; o nível de fidelidade ao interesse do autor do livro é bem alto.
Nada a comentar sobre esse filme além de "caraaaaaaalho!!!". Quase chorei no final com o Humbert.
A Sue Lyon está impecável, uma verdadeira Lolita. James Mason é apenas OK. Levando em consideração a censura, Stanley fez um bom trabalho.
Transportar "Lolita" de Nabokov para as telas, ainda mais em 1962 ? Haja ousadia. E aconteceu aquilo que não foi surpresa: censura e mais censura. Imagino a cara do Kubrick sabendo que seu projeto precisaria ser tão limitado. Ele tentou transmitir uma certa visão da história, utilizou uma jovem Sue Lyon respingando sensualidade, deu destaque e humor à personagem de Shelley Winters (embora seu grande momento seja uma cena dramática) e deixou Peter Sellers pintar e bordar com seu Quilty asqueroso, esquisito, pervertido e também engraçado. Quanto ao personagem principal (o pedófilo Humbert Humbert) ele destinou a James Mason, um grande ator com uma incumbência gigantesca. Eu particularmente não achei a melhor escolha. O personagem central do romance de Nabokov é um tipo tão difícil de ser interpretado, tão diferente e ao mesmo tempo tão corriqueiro, que só o acaso colocaria o ator certo no papel certo. Nabokov criou seu Humbert como um monstro carismático, com fino humor, capaz de planejar sem remorso a manipulação erótica de um corpo púbere e, ainda assim, um personagem que não conseguimos odiar, seja por sua visão irônica e arguta do mundo, seja por seus momentos em que apresenta uma peculiar preocupação pelos outros. E há o jogo de sedução que, aos poucos, se mostra recíproca até que se torna complicado distinguir quem estava usufruindo de quem. E James Mason vestiu mas não abotoou a camisa de Humbert Humbert, pelo menos na minha percepção.
O filme de Kubrick é bom de ser visto, pensamos assistindo a ele e não o esquecemos. O grande problema é transpor para o cinema um livro transgressor como o de Nabokov, escrito sob o ponto de vista de um "vilão" não convencional e que debocha da moralidade estabelecida. A literatura ainda continua com o maior poder de fogo.
Achei o final triste e lindo s2 , no final eu comecei a a achar que o Humbert não era um ''tarado'' , e sim que além de idolatrar Lolita, ele podia sentir alguma coisa a mais por ela. Achei linda/triste a parte que ele chora e sai correndo.
Ainda prefiro o de 97, mas a direção, o roteiro tá impecável, claro é o Kubrick, né gente. Pena que foi muito censurado, mas não é nem um pouco cansativo.
Para um filme feito em 62 eu gostei bastante, Conseguiu ser sim, com toda censura, um filme excelente.
não li o livro, porém esperava mais. chega a ser até um pouco cansativo às vezes.
Acabei de rever e reforço que Charlotte Haze é a personagem mais odiável que eu já vi num filme.
Clássico totalmente necessário.Um filme polêmico para época, Kubrick foi genial ao conduzir um filme com este enredo sem nenhuma cena de nudez.
Esperava mais...
O velho fazia até os pés da garota. O que mais ele queria? Além de um pé na bunda.