o filme mais irresistível do mundo[!]
Casado com uma italiana e entediado com sua vida na alta sociedade, o professor espanhol Ferdinand foge em direção ao sul com Marianne, após um cadáver ser encontrado na casa dela. Eles caem na estrada e deixa um rastro de roubos por onde passam.
Deus criou Godard e disse: -Desce e enlouquece !". Tão louco quanto bom. Diálogos poéticos. Desenvolvimento atípico.
"No fim, a única coisa de interessante é a estrada que as pessoas seguem. A parte trágica é que uma vez sabendo para onde elas vão e quem são, todo o restante permanece um mistério. E esse mistério para sempre sem solução é a vida"
Eu achava que ia ser um filme muito longo e arrastado como todo mundo fala que é os filmes do Godard, mas eu achei ate leve e rápido.
Já não fossem suficientemente líricos os diálogos em que cada um completava a fala do outro e os horizontes fotográficos pelos quais passavam dançando, ainda vem Anna Karina com toda sua beleza sutil e suas expressões inocentes acentuando a antítese ambulante que seu personagem é.
Apesar do final um pouco Romeu e Julieta clichê demais:
Fico impressionado com a liberdade alcançada por Godard, por Marianne, por Ferdinand, por Karina e por Belmondo, aqui eles se libertam de todas as convenções, racionais, emocionais, românticas (literária, musical ou cinematográfica) de gênero, de linearidade ou enquanto narrativa, não se prendem aos personagens ou ao próprio filme, o resultado é o verdadeiro caos, é o preço que se paga por tamanha liberdade, mas como dizia Nietzsche é necessário o caos para gerar uma estrela, só sei que depois de assistir Pierrot Le Fou meus olhos cintilavam.
"Escute: existem 3,600 segundos numa hora. Isso resulta em uns 100,000 segundos num dia. Num tempo de vida médio, isso soma... 250 bilhões de segundos! No fim das contas, nós dois estivemos juntos há apenas um mês. E somando tudo vai descobrir que estive com você por mais ou menos um par de milhões de segundos dos 250 bilhões que se somarão durante sua vida. Isso não é muito tempo... Por isso não estou tão surpresa em não saber quem você é, também."
Brilhante! Estou a cada dia mais encantada pelo trabalho do Godard e também da Anna Karina. Os diálogos desse filme são ótimos, difícil mesmo foi escolher apenas um, entre tantas verdades e reflexões espalhadas pelos 110 minutos de Pierrot Le Fou.
Esse filme é completamente maravilhoso. O roteiro, a direção (óbvio), as atuações que nem preciso comentar. Anna Karina e Belmondo estão mais incríveis do que nunca. As cenas da praia são as mais tocantes e lindas de todo o filme, trazendo diálogos essenciais para a história e que faz o filme ser ainda mais poético.
"- Eu, que te amo e você, que me rejeita."
Lindo! E com as partes meio que musicais e um bom toque de comédia, não poderia ter sido melhor. Palmas para mais uma das grandes obras de arte de Godard.
Um filme poético. Diálogos doces, personagens fortes, olhares carregados de simbolismo e amor, muito amor, sem ser piegas, sem ser clichê. Imagens lindíssimas e história envolvente. Um grito de liberdade contra a monotonia cotidiana. Uma fuga da nossa pequena realidade que só a arte pode proporcionar.
Este Godard está o coração! <3
Oi Emily, acho que você pode encontrar nesse site: http://cinemacultura.com
Vale muito a pena. ;)
"Elle est retrouvée.
Quoi? - L'Éternité.
C'est la mer allée
Avec le soleil. (...)"
Arthur Rimbaud, L'Éternité, 1872
"(...) L'amour est à réinventer.(...)"
Arthur Rimbaud, Une saison en Enfer, 1873
Longe de cansativo, achei que esse filme, com o cenário, os personagens e os diálogos, me deixou bastante tocada com a sutileza que as mensagens de Godard foram sendo ditas. Para ver e rever sempre
Este filme é um ensaio de beleza e profundidade poética, sem dúvida um dos melhores filmes dos anos 60. Quebra das regras sociais, aventura, romantismo não-piegas, literatura, pintura, cinema, arte... A obra prima de Godard? Só assisti dez filmes dele para elaborar esta opinião... Mas já é forte candidato.
Falta de linearidade? Sei lá, acho tão consoante. Alguém falou em longo, cansativo. Caramba.
Anna Karina, Belmondo, maravilhosos. Este é incrível, de disparada um dos meus preferidos. O enredo nesse filme é exibido de forma grandiosa, nos outros filmes que assisti do Godard a história em si perde força pelos diálogos e detalhes que surgem, neste não, há um equilíbrio admirável. Ainda me faltam muitos para poder analisar de ponta à ponta o trabalho de Jean-Luc Godard, mas o que pude vislumbrar até agora me deixou encantado, eu arriscaria dizer, e os que são grandes e loucos fãs me perdoem se estiver errado, é uma das melhores obras dele, equiparável à A bout de souffle se não superior.
Pierrot le Fou apresenta diálogos profundos e cenas carregadas de poesia. A falta de linearidade, característica da nouvelle vague francesa, pode frustar parte do público que busca uma história guiada pela razão, embora esse entrave tenha se tornado um pequeno detalhe, ofuscado por atuações memoráveis, principalmente por parte de Anna Karina. Um presente dado por Godard ao cinema.
é um filme longo e cansativo, mas vale muito a pena!! é tudo muito humano e profundo, é preciso fica atento e aberto para perceber todas as análises sobre relaçoes interpessoas que se fazem sutis e que são presentes nos diálogos. acho demais.
pra mim é o filme que a anna karina está mais bonita. porém, não consegui gostar quando assisti. preciso rever...
Aquele que nunca viu esse filme não pode dizer que conhece a poesia.
O segmento de roteiro é totalmente desconstruído e irregular, não é o foco. O filme tenta ser poético coisa e tal, teve como base principal os diálogos sustentado em versos/ frases aleatórios e de um Q "profundo" chamando a reflexão... Sobre as relações humanas, de amor?, blá,blá,blá... existencial, talvez. O que Eu mais gostei foi a desordem dando um charme no final,
final esse q muito me agradou - a última cena do 'suicídio precedido de arrependimento tardio', foi gracioso.
"Havia a civilização ateniense, houve o Renascimento, agora entramos na civilização da bunda."
Bonnie & Clyde
Eu prendo a respiração todas as vezes que a Anna olha pra câmera. Meu Deus, que mulher!
Gostaria de anotar todos os diálogos numa agenda e ficar lendo e ler e ler....os filmes de Godard são riquíssimos nos diálogos. Vc viaja, vc pira, vc sonha, vc sente, vc se inspira, vc vive. Que coisa mais linda. Poesia, pura poesia....fiquei completamente alucinada vendo esse filme.
Perfeito!! E como já disseram é um filme com cenas e frases fortes jogadas ao léu, onde Godart te joga num mar de críticas e reflexões sobre o amor, a sociedade e o homem pra não me prolongar nos temas.
Outro filme megavalorizado que eu não consegui curtir, devo ter algum problema mesmo.
Apesar de gostar bastante do começo (principalmente da cena da festa com pessoas e diálogos vazios) e achar o final incrível, achei o desenrolar da história bem cansativo, e o roteiro (ou a falta dele) conseguiu prender minha atenção poucas vezes.
sensacional. o casal principal é bom demais. o melhor de godard
Filme original, diferente, único, confuso, sem-sentido, com todo o sentido do mundo, para ser e viso revisto diversas vezes, não sei nem definir o que é isso, só assistindo pra saber, ou não saber...Não tem um roteiro, Godard simplesmente foi filmando o que lhe deu na telha sem pensar se teria alguma ligação ou não, um verdadeiro ''Foda-se, eu dirijo da maneira que eu quero, o filme é meu''. Na literatura não temos a imagem, portanto sobra tempo suficiente de pensar no que lemos e compreender o que fora escrito pelo autor, já no Cinema é diferente, não temos tempo de filosofar em cima dessas frases impactantes porque caso fizermos perderemos a seguinte, esse filme é totalmente literal, diálogos complexos, uma verdeira incógnita, um mistério! Obra indefinível com um toque surrealista, cenas marcantes:
Jean-Paul Belmondo está degustando uma cerveja em um bar qualquer quando chega um homem e diz a ele -Você transou com minha mulher, como estão as coisas? -As coisas vão razoáveis, e contigo?- -Vão indo também, bem, tenho de ir, adeus.-
Outra cena: Anna Karina: Farei qualquer coisa que quiser.
Jean-Paul Belmondo: Eu também.
Anna Karina: Estou tocando minha mão no seu joelho.
Jean-Paul Belmondo: Eu também.
Anna Karina: Estou te beijando todo.
Jean-Paul Belmondo: Eu também.
(A vontade é milhões de vezes mais gratificante que a posse, não é necessário apalpar pra tocar, esses diálogos não me deixam mentir)
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Jean-Paul Belmondo: desfoca-se do rosto de Anna Karina, olha pra câmera e diz: Tudo no que ela pensa é diversão! -Anna Karina responde: Com quem você está falando? -Jean-Paul Belmondo-: Estou falando com o espectador.
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Inovador, Surreal, Corajoso, um filme de Godard.
- Voce foi louco de fazer isso
- Não, estou apaixonado
- É a mesma coisa
puro amor esse filme ♥
"Qual o objetivo em entender tudo? Somos feitos de sonhos, e os sonhos são feitos de nós"
Lembra um pouco Bonnie e Clyde não superou minhas expectativas , tem
diálogos reflexivos mais faltou “algo mais “ .
Ferdinand: - Por que você parece tão triste?
Marianne - Porque você fala comigo com palavras, e eu te olho com sentimentos.
Esse é um dos filmes espetaculares do Godard! Ele possui a mesma linha de raciocínio dos outros, mas esse consegue passar de maneira real o que quer dizer (pelo menos para mim foi assim). São tantos temas, tantos raciocinios perante a visao do amor, da posição social, a hipocrisia, as relações humanas que são retratadas através do comportamento do casal do filme que é inevitável não pensar no contexto humano nesse filme. Eu realmente gostei muito
mas honestamente essa fotografia dos filmes do godard me aborrecem e não sei o motivo (foi a mesma utilizada em "le mepris"). a beleza da anna karina é sem comentários: para mim é lindissima ao extremo e o o jean arrasando nas atuações dele (eu vi "acossado" e gostei muito da atuaçao dele nesse filme também)
Pierrot Le Fou é maravilhoso! Não me canso de ver. Você se descobre em cada palavra, de cada diálogo. E aquela cena épica no final?! Serve pra ilustrar muito dos meu dias, haha.
- Não quer falar sobe si mesma?
- Não.
- Misteriosa com osempre. Vejo.
- Não, só não gosto de falar de mim.
- bom. Então vamos parar de falar.
Os dialagos, a confusão, a poesia, mensagens escondidas... esse é o mundo do Godard.
Um filme que não exige um saber técnico, apenas um pouco de sensibilidade é necessário para poder apreciar sua beleza e encanto. Os diálogos são o que o filme tem de melhor, afiados e reflexivos, entre tantos é difícil escolher um favorito. Belmondo, como é de praxe, está ótimo, mas é Anna Karina quem toma conta da tela, com sua beleza e interpretação carismática, fica impossível não se apaixonar, principalmente nas partes em que ela canta. Vale também ressaltar a belíssima fotografia. Godard usando de sua genialidade e liberdade cinematográfica criou um filme diferente de tudo que o cinema já vira anteriormente, um filme lírico, poético e original como poucos que vieram antes ou depois. Obra-prima do Nouvelle vague.
"- Pierrot!
- Meu nome é Ferdinand."
O jeito de fazer cinema do Godard é realmente encantador. E eu adoro essa desconstrução, ao mesmo tempo descompromissada e cuidadosa. Chega a ser engraçado como o fato da ausência de uma linha lógica de roteiro não compromete o andar do filme. Apesar da estranheza e da quebra de regras, existe uma fluidez que torna as atitudes sem pé-nem-cabeça muito naturais. Gostei muito da relação entre os dois atores, aliás; acho que isso que pode se chamar verdadeiramente de Química. Outra coisa que me fascina são os diálogos! Há muito de literatura no cinema de Godard. Vê-se que é um apaixonado pela poesia das palavras. Verei o filme novamente só pra anotar cada diálogo que me chamou atenção... são tantos.
Continuo preferindo os filmes em preto-e-branco do Godard, mas o uso das cores e toda a estética de "Pierrot le Fou" é sensacional. Azul e vermelho; sutileza e contraste. É realmente de encher os olhos: não apenas as cores, mas cada detalhe. Vê-se que existe todo um cuidado com o primor estético.
Aquela cena da festa é genial: pessoas vazias, com diálogos vazios. Limitam-se a repetir propagandas, discursos feitos.
O único defeito do filme é realmente ser mais longo do que deveria: em alguns momentos, tive a sensação que ele se perde um pouco, para depois retomar.
- Tudo no que ela é pensa é diversão.
- Está falando com quem?
- A platéia.