Brasil dando passos largos no cinema. Tô otimista.
Uma ingênua aposta entre amigos transforma Máiquel (Murilo Benício), um homem comum, em um assassino e herói de toda uma cidade. Deixando-se levar pelos acontecimentos, Máiquel torna-se respeitado por bandidos e pela polícia, sendo também amado por duas mulheres. Até que comete seu primeiro erro e é obrigado a tomar de volta o controle do seu destino.
Foi interessante. Mas segue o estilo que está virando mesmice no Brasil... Sem contar que não usaram, novamente (e em todos os filmes do Brasil é assim) película de verdade. Película de verdade é a película americana, que deixa os filmes com cara de filme de verdade e fotografia de verdade. Só falta isso pra gente começar a ter mais respeito no cinema nacional...
Assassinatos desnecessários, é o meu resumo para este filme. Fui a única que não curti? Tem milhares de filmes nacionais melhores que esse.
um dos poucos filmes nacionais que gostei, esse e contra todos. são da época daquele pretencioso e chato amarelo manga
"Cada um escolhe sua sina, cavalo ou rio." Ótimo roteiro, adorei o Moska: ''Foi mal, errei! HAHAHAHA!
O homem do ano mudou a minha forma de encarar o cinema Nacional...antes todos tinham cara de novela da rede bobo, putaria desnecessária, e clima de comédia pastelão ou de dramalhão mexicano....
Mas a partir daqui a coisa começou a mudar, depois desse clássico surgiram outros clássicos como o cheiro do ralo e muitos nacionais bem legais e o cinema nacional decolou...
Sobre o filme, embora seja baseado em um livro tem todas as coisas que eu amo ver na telinha: crime organizado, drogas, assassinatos, crítica aos qevangélicos, personagens caricatos, mortes do nada, insanidade, loucura e confusão mental....
Daqueles típicos filmes indefectíveis, onde tudo é feito de forma natural e nada é forçado, até o ator Murilo Benicio que cá entre nós é bem fraquinho conseguiu encarnar o personagem de forma genial....
Um dos melhores filmes nacionais da história....recomendo totalmente....
Antes de chegar às salas de exibições foi aplaudido e festejado pela crítica e pelo público nos festivais por onde passou, O Homem do Ano, drama policial dirigido por José Henrique Fonseca inspirado no livro O Matador, de Patrícia Melo.
A força dos acontecimentos que conduzem Máiquel ao mundo do crime foi o que chamou a atenção de José Henrique Fonseca para o livro de Patrícia Melo. "O que me fascinou foi a ideia de fazer um filme que mostrasse um homem comum fadado pelo destino. Em sua ingenuidade, ele não consegue ver que é influenciado pelo ambiente que o cerca", diz Fonseca.
Decidido a levar a história para as telas, o diretor convidou seu pai, o escritor Rubens Fonseca, para fazer a adaptação do livro. No processo, a história, que originalmente se passava em São Paulo, foi transferida para a periferia do Rio de Janeiro. Outra mudança em relação a obra original foi a diminuição da violência. "O filme tenta compreender o porquê desse cara ter virado um matador. Por isso, deixei a violência um pouco de lado", explica Fonseca.
Murilo Benício considerou esse um dos trabalhos mais difíceis de sua carreira. Para se ter uma ideia, quatro dias de filmagens foram refeitos depois que o ator propôs ao diretor uma mudança no jeito de ser e no aspecto físico do personagem. "Foi uma composição difícil pra caramba, porque já tinha começado as filmagens e eu não sabia o que ia fazer", diz Benício. "Daí, propus ao Fonseca a idéia do queixo. O lance do queixo dava um aspecto tacanho, meio ingênuo ao Máiquel", completa.
O ator se refere ao queixo protuberante do personagem que, aliado aos seus traços de personalidade - algo entre a ingenuidade e impotência diante dos acontecimentos -, ajudou a dar vida a Máiquel. Aos ouvir os conselhos de Benício, Fonseca topou a idéia de primeira, mesmo sabendo que teria de refilmar várias cenas. A decisão se mostrou acertada, visto que Murilo Benício consegue dar o tom exato ao personagem, no que pode se considerar um de seus melhores trabalhos nas telas.
Mas o ator não merece os méritos sozinho. Todo o resto do elenco está extremamente afiado. Cláudia Abreu está ótima como a cabeleireira suburbana Cledir. Natália Lage não poderia ter feito uma estréia melhor nas telas. Ela interpreta com competência e sem descompasso a adolescente problemática Érica, papel importante na trama. O filme conta ainda, em papéis de menor destaque, com outros nomes de peso como Jorge Dória, José Wilker, Agildo Ribeiro, Paulo César Pereio, Marilu Bueno, André Gonçalves, Lázaro Ramos e Mariana Ximenes.
O Homem do Ano é mais uma prova de que os realizadores brasileiros estão trilhando o caminho certo, caminho que vai ao encontro do público. Retrata o drama brasileiro das periferias, dos jovens sem perspectivas que se enveredam no caminho do crime. Mas o tom panfletário de cinema-denúncia e a visão paternalista dos problemas da sociedade ficam de fora. É, antes de tudo, um bom filme policial, com história bem contada e atraente, um roteiro bem-amarrado e que certamente vai agradar ao espectador.
--------------------------------------
Assista: http://cinerialto.blogspot.com.br/2013/01/901-e10.html
Um dos melhores nacionais q ja vi....existe uma sátira que se chama O Designer do Ano ,facilmente encontrada aqui http://bukkakefilmes.blogspot.com.br/p/filmes.html
Só não curti muito o final, não achei que o senso de justiça dele foi o certo. No mais a história é otima!
Muito bom esse filme, dos nacionais é um dos melhores que já vi!
Há que se ressaltar que o Murilo Benício mandou muito bem nesse filme. Roteiro bem construído.
Alguem viu o mini pôster de wild at heart do lado do bilhete?
Muito foda mesmo! Incrível a história, e Murilo Benício estava bem demais, muito acima de sua média! Um filme pra ser revisto logo.
P.S.: Também fiquei triste pelo Bill!
comprei Original por 19,00! agora eu vou rever com uma qualidade melhor do que a do Youtube hehehehehe
Sério? Eu comprei o meu original por 1,99, no meio do ano passado, qd a Videolar tava fechando a loja online... comprei vários bons filmes nacionais à este preço!
poooooooooorrrrrraaaaaaa........
isso sim é sorte pra comprar filmes a preço de banana!!
Era o meu nacional favorito até o espetacular O cheiro do ralo aparecer. Tem toda uma atmosfera de filme pesado "policial", mas sem seguir a fórmula americana restritamente.
É Rubem Fonseca e sua ficção transgressional (e ele fazia esse tipo de coisa décadas antes de Clube da Luta)
"A vida é uma coisa engraçada. Se você deixar, ela vai sozinha, como um rio. Mas, se você quiser, pode colocar um cabresto e fazer da vida seu cavalo. A gente faz da vida o que quer. Cada um escolhe sua sina. Cavalo ou rio."
O que faz um homem se desviar tanto dos preceitos éticos, legais e morais? Instigante crítica social e ao traço da marginalização proposto pelo cineasta José Henrique Fonseca de acordo com o texto idealizado por Patrícia Melo, o romance "O Matador", aqui adaptado com síntese e realismo pelo olhar do escritor Rubem Fonseca. A trajetória do anti-herói é executada com uma precisão e provocação — Murilo Benício externa, através de uma caracterização soturna e contida, esse homem que vai do jovem pacato da periferia ao "homem do ano do crime". Efeitos de uma sociedade que costuma estimular, permitir e viabilizar tais heróis? Ou seria o resultado da legitimação de uma sociedade que exalta a "justiça com as próprias mãos"?
O discurso do filme é bastante provocativo, seco e angustiante. Pois, demonstra esse poder doentio da criminalidade em se tornar exaltada por muita gente — não só os "chefões" ou senhores detentores do crime, mas sim da sociedade que busca no crime um mero ato de reparação pessoal ou mesmo o desenvolvimento da violência, cada vez mais, firmada na ilógica e na existência de uma certa "justificativa". Afinal, o que faz uma pessoa viver na punição, matando o outro, sem um motivo aparentemente justificável a não ser a obtenção do dinheiro-fácil?
O febril roteiro descasca as camadas deste universo criminal, na personificação bastante tangível e interessante da interpretação de Murilo Benício. O matador que tem coração, que é emotivo, ainda que plenamente obscuro em sua personalidade — com seu cabelo amarelado, voz mansa, o afeto direcionado a um porco que chama de "Bill" ou ao amor devoto e à libido que se manifesta às duas mulheres, interpretadas por Claudia Abreu e Natalia Lage. Na trajetória crescente de tensão, a vida iniciada com calmaria transforma-se no próprio inferno de sangue quando Máiquel investe no seu mundo sem volta, onde não há mais retorno aos padrões da moralidade e sensibilidade. Ou seja, de moço bondoso e amável, torna-se calculista e frio incondicional. Contudo, não perde suas características principais. No fundo no fundo, percebemos que ele é o mesmo cara ingênuo de sempre, só que o meio é outro.
José Henrique Fonseca não torna o filme cansativo, temos uma boa dinâmica de imagens e diálogos que sustentam esse universo de "retrato do crime e suas consequêcias". O podre da humanidade, o lixo da perda da inocência, a promiscuidade, o ingerir das drogas, o abuso do poder — sentidos expostos e delineados. Há ainda a voz que indaga sobre as questões de "como o crime nasce e deve ser visto?" através de Jorge Dória que, ironicamente, descontrói os mesmos posicionamentos sobre os pontos de vistas da criminalidade e da hipocrisia da burguesia, pois, pasmem!, é também da mesma laia. E há, como ainda o intuito de colocar lenha na fogueira, o discurso machista do homem que critica as mulheres, banalizando-as, sob a voz de Paulo César Pereio que é um dos pontos bacanas do filme.
A pontuação da narrativa sob as perspectivas do próprio Máiquel, numa espécie de voz da consciência que narra e vê tudo, torna a apreciação mais fluida. É mais uma história de homem que cresce e agoniza na própria lama que criou, destino tão comum diante da corrupção da alma, não? E não há dúvidas do talento de Murilo Benício que, com poucas falas, em dada cena, consegue criar e transmitir parte dessa tensão presente em seu personagem só com o olhar. Nada mais satisfatório, sem dúvida. Filme nacional merecedor de elogios.
Simples, empolgante e com um personagem principal muito bem construído.
"BIIIIIIILL! Cadê você, Bill?"
USAUHSAHU
"Essa porra tá fazendo efeito em mim não"
Várias cenas épicas!
Excelente filme (y)
Um bom filme dessa safra atual do cinema nacional.
Ele surpreende em certas partes , mas mostra muito bem as realidades do submundo que muita gente nem sonha que exista.
O mais engraçado são as reações que o filme provoca no espectador.
Eu por exemplo , não me comovi com a matança desenfreada, no entanto, quando a mulher mata o leitão do cara, eu fiquei muito indignado. ÇSDHFÇKASLHFAÇHFASDÇLKHASF... É foda.
Boas atuações, grande elenco, e tem até o Paulinho Moska interpretando um bandido. Curti. Muito bom, recomendo.
Um dos melhores filmes da história do cinema brasileiro. Uma pena que seja um filme meio subestimado, pois parece que muita gente, apesar de viver dizendo que curte cinema, não assistiu a esse filme. Mas vale muito a pena.
Acho o Murilo um ator mediano, mas neste filme ele está muito bem. É um filme bom, com um ótimo roteiro. Mas o cinema brasileiro precisa sair da mesmice das favelas, violência e drogas.
Típico filme brasileiro com violência, favela, drogas. Mas não por isso ruim.
Muito bom!!!! Murilo Benício me surpreendeu totalmente! Quero muito ler o livro! Achei o roteiro brilhante! Elenco então.. maravilhoso!!! Vale a pena!
Aí o cidadão bate o peito pra dizer que o Brasil não tem cinema? Paciência.
Aqui um filme para questionar o desagrado desses determinados cidadãos, que resumem o cinema brasileiro à comédia-burguesa feita para "entreter as massas".
''A vida é uma coisa engraçada! Se você deixar, ela vai sozinha como um rio. Mas, se você quiser, pode colocar um cabresto e fazer da vida o seu cavalo. A gente faz da vida o que quer. Cada um escolhe sua sina: cavalo ou rio.''
Eu não li O Matador, o livro escrito pela Patrícia Melo que inspirou tal filme, então não posso opinar se o filme foi ou não fiel a obra. Contudo, gostaria de destacar a adaptação cinematográfica do Rubem Fonseca, o elenco e a direção de arte.
Pô, eu não sou nenhum pouco fã do Murilo Benício, mas o cara mandou muito, mas muito bem nesse filme.
Gente.. o livro.. Mel dels... Não consegui ler o livro.. me senti desconfortável. Horrivel credo.
"Antes da gente nascer, alguém, talvez Deus, define direitinho como vai foder a tua vida."
Poderia ser indicado como um dos melhores filmes do cinema nacional se comparado aos outros produzidos no mesmo período. Pelo que deu pra perceber, em alguns aspectos (como a dinâmica e até mesmo o nome de personagens), este filme deve ter sido influenciado pelo conto "O cobrador", de Rubem Fonseca. Quem já leu, pode conferir. Recomendo.
É um dos melhores filmes brasileiros. A trama muito bem estruturada além de apontar às relações de poder nos submundos da metrópole, relata também, como uma determinada escolha é capaz de reinventar um sujeito, lançando-o num mar de devir-animal...
O Homem do Ano é uma das melhores obras nacionais da década passada.
Filme muito menosprezado, se fosse um filme underground americano, ou um filme europeu, talvez fosse elevado à categoria de "cult", mas ficou como um filme brasileiro qualquer. Muito bom filme, divertido, um inusitado quadro de um homem que entrou para o mundo do crime por uma série de acontecimentos que começaram com uma mudança na cor do cabelo.
Desprestigiado mas que dá de 10 a 0 em muito lixo pretensioso do cinema nacional classificado como "arte". Filme muito bom.
Diálogos inteligentes, boas atuações, direção segura e e história interessante, apesar de ter uns personagens desnecessário. Ainda sim é um ótimo filme, uma boa surpresa!