Vendo esse filme me convenço ainda mais de como foi acertada a escolha de em "A Hora Mais Escura" não focar na vida pessoal dos personagens e se ater apenas aos eventos que levaram a morte de Bin Laden. Em "O Homem Mais Procurado do Mundo" isso é feito, e sem sucesso. Talvez se fosse feito por um melhor roteirista até daria certo. Por exemplo, o Stunner, que parece ser o personagem principal do filme, é facilmente encoberto por qualquer um dos outros personagens. O evento que acontece quando ele volta pra casa, deveria servir como uma ferramenta para desenvolver o personagem. Mas não. Ele some do filme — não por não aparecer mais, mas por ser um personagem sem brilho. O Cam Gigandet já não é um grande ator, mas a culpa maior parece ser do roteiro que não dá devida atenção e não desenvolve bem o líder da equipe.
Outra coisa é que o filme meio que esconde como os Estados Unidos sujaram as mãos para chegar ao Bin Laden. De acordo com o filme, a informação do nome do mensageiro do Bin Laden é conseguida simplesmente ameaçando entregar o prisioneiro para a Arábia Saudita, jogando a culpa da tortura para eles, como "nós não te tratamos tão mal, mas lá vc vai sofrer muito". A tortura usada pelos EUA não é nem citada, diferentemente do filme de Kathryn Bigelow, que não teve medo em mostrá-las.
Não odiei o filme, mas ele falha ao tentar levar a história da caçada ao Bin Laden pro lado emocional e patriota demais. Para quem achou "A Hora Mais Escura" chato, devagar, e sem ação, esse filme pode agradar mais, até porque ele é bem mais fácil de se assistir e não inspira nem um pensamento.