bizonho!
Numa mesma noite, cinco pessoas de uma cidadezinha do interior são acometidas por um mesmo pesadelo envolvendo um homem sinistro e um tesouro enterrado. Com a chegada de um misterioso peregrino, o vilarejo é arrebatado da rotina medíocre e os personagens são lançados num vórtice de acontecimentos insólitos. Será assim que cada um terá sua verdade trazida à luz e se libertará do jugo perverso das hipocrisias, medos e doenças, assumindo as rédeas de seus destinos e reescrevendo suas vidas.
Um filme de Edgard Navarro.
Alguém tem link pra download? Não acho esse filme em lugar nenhum.
De fato, a obra de Edgar Navarro possui passagens totalmente curiosas, algumas chegam a ser aterrorizantes, mas não passa de um amontoado desconexo de cenas, personagens e situações que quer apenas instigar e chocar o espectador. Não há mais nada! A impressão que fica é que ele filmou uma brincadeira doentia e alucinógena que não precisa ser entendida ou tão pouco explicada.
Não à toa que a frase que fecha o filme diz: Se os sintomas persistirem, o médico deverá ser consultado.
Não leve sua namorada ou sua família para ver esse filme (a faixa etária deveria ser mudada para 18 anos). Achei personagens como 'Pra frente Brasil' e o Barão muito cativantes, porém o filme peca por ser extremamente APELATIVO.
Um filme que te incomoda sem necessidade; Não é o meu tipo de cinema. Sua pouca poética se apaga em meio a tanta perversão e bizarrice, que se torna a proposta principal do filme.
Assisti "O Homem que não dormia" do Edgard Navarro dentro da programação do Festival de Cinema de RP. O filme é atordoante. Apocalíptico. Animalesco. Sublime. Grotesco. Um libelo contra a hipocrisia . Sem nenhum didatismo ou concessão, o diretor faz uma obra que exala uma humanidade raramente vista no cinema nacional. Sem atores globais, ou historinha com começo, meio e fim, o filme é grandioso em suas imperfeições e vicissitudes. Uma obra radical que impressiona pela coragem de bancar aquele enredo daquela maneira.
A história do filme (se é que podemos chamar assim) é um fiapo de dramaturgia. Serve mais como uma desculpa para encarrilhar cenas de puro êxtase mítico/religioso e personagens caricaturais e típicos de certa região esquecida do mapa (o fim do mundo?).
Certo dia, algumas pessoas do vilarejo começam ter pesadelos recorrentes com a imagem de um homem chegando a tal cidade. Ele quer falar alguma coisa. Mas inúmeras vozes impossibilitam o sonhador de entender o que o homem fala. O espectador também não entende. Aliás, para entrar na onda do filme se faz necessário não entender. Ficar livre desse compromisso tão ocidental. Sim. O filme não tem nenhum compromisso com a verossimilhança. Pelo contrário. É preciso encarar a obra com um olhar de criança. “Se tornem como crianças” {Mateus 18:3}. Só assim é possível enxergar o filme. É preciso resgatar aquela atenção desatenta de quando ouvíamos alguém contar uma história antes da gente dormir. É preciso estar desatento. E deixar que a obra reverbere da maneira que ela quiser. A obra é autônoma. Nós somos autônomos. E é nessa relação que a obra ganha importância e significado. A primeira cena, a do pesadelo, é certeira nesse sentido. O filme quer nos dizer “coisas”, mas nossa ansiedade, nossa necessidade de entendimento abafa a voz do filme. É sintomático. E é um excelente prólogo.
O que vem depois disso é um mix de referências poderosíssimas que vão desde Nelson Rodrigues (especialmente “Álbum de Família”) e Guimarães Rosa, passando pela psicanálise (Freud, é o exemplo mais claro com toda a mítica relacionada ao sonho e as perturbações da mente. Mas também tem ecos de Jung, com suas sombras e duplos) e desembocando no cinema desbravador do genial Glauber Rocha. Eu ousaria dizer que “O Homem que não dormia” é um quase “Deus e o Diabo na Terra do Sol” contemporâneo. A crítica ao “modus vivendi”, a ironia, o deboche, a insanidade, o humano estão tanto lá como cá. E Navarro praticamente não deixa pedra sobre pedra. E nem mesmo parece querer dar algum tipo de alento ao espectador. Pelo contrário. Quer fudê-lo cada vez mais e mais. E o faz de maneira absolutamente única. Seu emaranhado de cenas independentes abarcam sentimentos contraditórios. Vão do lírico ao engraçado, do sexual ao infantil. Tudo sem muitas amarras ou explicações. É assim porque é assim. Simples.
Não bastasse tudo isso, o filme tem um visual seco, visceral, desagradável, inóspito mesmo. Como já disse, sem concessões. E é justamente disso tudo que nasce uma coisa muito mais poderosa que qualquer requinte visual. Algo que está mais nos olhos de quem vê, do que em qualquer outro lugar. É um filme pobre. Sim. Mas rico também. É dessa contradição aparente e não mascarada que a obra se garante. Navarro faz um filme pessoal. Sem, no entanto, ser hermético. A obra é. Está lá. Não é um filme difícil. Pelo contrário. É quase infantil. Como já disse também. É nostálgico como lembrar de algo que nunca vivemos. É melancólico como estar com saudade de algo que nunca aconteceu. Que talvez só vivemos no plano da ficção. Nas histórias do nosso rico folclore. Nos contos de fada ou de carochinha contada por nossa avó real, ou a do “Sitio do Pica-pau Amarelo”.
aquele 12 ali é a classificação etária? AHAHAHAHA
Eu ainda acredito no cinema nacional, com toda má fama e preconceito que ele agregou durante os tempos.
Mas quando você entra em uma sala de cinema e vê algo desse tipo, você se pergunta o que fez o Governo Federal liberar verba para isso?
Um filme totalmente sem nexo, que até tem uma historia no seu âmago que poderia ser bem desenvolvida mas, se perde querendo chocar o espectador com cenas fortes e sem propósito, sequencias toscas e confusas que em nada esclarece a intenção da historia, e exaltação de uma loucura que não se encaixa em nenhum momento no enredo do filme.
Só se salva as balas paisagens Baianas, duas estrelas por elas. E tento ainda acreditar no cinema Nacional.
Eu achei o filme bem curioso, mas desprovido totalmente de um proposito coerente.
E sempre bom ver cineastas brasileiros tentando coisas novas, mas melhor ainda e quando eles conseguem aliar essas tentativas de fazer um cinema inovador com um produção realmente boa.
Assim o filme e cheio de cenas curiosas, explicitas e que capturam a atenção do espctador, mas não de um bom jeito do tipo "hmmm que esses personagens vão fazer agora?" ou "Caramba onde essa historia vai dar?", mas sim do tipo: "Que porra e isso?" , "Que merda esse cara ta tentando fazer?" e etc.
Mas eu tenho que reconhecer que esse filme provavelmente tem algumas das cenas mais nojentas/escrotas que eu ja vi no cinemas.
Por sinal achei o maior barato a homenagem sarcastica ( e eu diria ate cruel) ao padre dos balões. Tem muita gente doida nesse mundo viu?!
Fabio Vidal e Puta que Pariu em atuações excelentes; Direção de arte boa de se ver e muitaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa coisa para se entender... ou não! É estranho...Aquele Saci e aquele balão mágico... Aquele Saci e aquele balão mágico...Aquele monte de rola ... Aquele Saci e aquele balão mágico... Assita aí e veja o que acha!
Gente, alguém entendeu ou achou necessárias algumas cenas bizarras do filme? Saí atordoado da sessão
Filme podre de ruim. Além de não dar pra entender nada, é nojento e tem uma história sem pé nem cabeça. Personagens desnecessários, que aparecem e desaparecem sem nenhuma explicação... Lixo.
como disse uma menina ali abaixo... como se fala mal de uma história que não se entendeu?
Se a história de um filme é mal contada, logo o considero um filme ruim e falo mal pelas coisas sem nexo, personagens claramente desnecessários numa história... enfim, é muito ruim e não é opinião única.
Não dá pra dizer que o filme é ruim porque não entendeu, né? O que é o caso da maioria aqui, inclusive meu.
Isso é interesante né?! As vezes não se entende algo e logo se diz que não gostou sem se prestar atenção às partes da obra. Isso ocorre numa gama enorme de coisas e nas mais variadas vertentes.
Nem todo filme consegue ser apto para entender. Existe filmes que são um amontoado de cenas desconexas que tenta gerar uma reação no espectador. Não necessariamente tem uma historia ou mensagem, mas são feitas para chocar pela gratuidade das cenas ou do tema.
Dizer que a punhetagem dupla que ocorre no meio do filme tem alguma função organica na narrativa e pura burrice.
Navarro foda, tinha visto 'eu me lembro', mas esse é fenomenal. Direção, fotografia, atuação e enredo incríveis, e de um humor mordaz.
Louco é quem não gostou.
Uma galeria de personagens idiossincráticas em um filme que valoriza a simbologia para comentar a fé e a devoção. Referências folclóricas e populares muito bem costuradas em uma trama minimalista, mas sem cair em divagações vazias, que rende cenas de grande força visual. É feito para incomodar e atinge esse objetivo com louvor.
O filme é bem legal, mas aquela cena do saci e a cena do padre de cueca voando nos balões... WHAT THE FUCK?
Se alguém entendeu a trama, por favor, me ajude a entender também.. Quando saí do cinema, todas as pessoas que estavam na sala traziam a mesma cara de interrogação. Acho que não foi dessa vez, Navarro.
Saí pra comprar pipoca e nunca mais voltei...
Ué!
Não é sobre a minha vida não?
Pelo nome, jurava que era um filme biográfico que estavam fazendo sobre mim sem eu saber.
=)
"O diretor Edgar Navarro, em seu discurso de apresentação de O Homem que Não Dormia, disse algo como “meus filmes transitam entre o estranho e o sublime”. Não posso julgar se a afirmação é completamente verdadeira, tendo em vista que nunca vi nada de sua filmografia, mas julgando por seu novo filme, é verdade. Os seus personagens são excêntricos e cativantes, são líricos e folclóricos. É provável, inclusive, que muitos não suportem toda a excentricidade de O Homem que Não Dormia, que garante cenas – para muitos – perturbadoras."
Leia o texto completo no Lumi7: http://www.lumi7.com.br/2012/04/o-homem-que-nao-dormia.html
eu não lembro de ter visto, alguma vez na minha vida, um filme tão doentio!
Esse filme representa bem a loucura de seu diretor. Eu particularmente não gostei do filme mas, temos gostos diversos neste mundo e teve gente que curtiu! Gostei mesmo foi da mensagem do diretor antes do filme aqui em Tiradentes no festival. ^^
Orgulho de ter visto isso na Mostra de Cinema de Tiradentes
Merda,o pior filme que já assistir,perdi uma hora e quarenta da minha vida para assistir essa bosta!!!
"O diretor Edgar Navarro, em seu discurso de apresentação de O Homem que Não Dormia, disse algo como “meus filmes transitam entre o estranho e o sublime”. Não posso julgar se a afirmação é completamente verdadeira, tendo em vista que nunca vi nada de sua filmografia, mas julgando por seu novo filme, é verdade. Os seus personagens são excêntricos e cativantes, são líricos e folclóricos. É provável, inclusive, que muitos não suportem toda a excentricidade de O Homem que Não Dormia, que garante cenas – para muitos – perturbadoras."
Leia a crítica completa no portal de cinema Lumi7:
http://www.lumi7.com.br/2011/11/7-festcine-goiania-4-e-5-...
Esse é horrível.
Vi em avant premiere!
Gostei, "mas estou até agora tentando entender a trama"².
Fotografia linda! Locação espetacular!Ótimas atuações! Mas estou até agora tentando entender a trama.
Maravilhoso! Atuações grandiosas, roteiro original e bastante cômico. Enfim, assisti na Mostra Internacional, e é realmente uma pena que por moralismo barato as pessoas deixem de ver esse filme...
"Pra frente, Brasil" é a puta que pariu!
Um bom número de boas cenas individuais, mas que quando juntas não acrecentam muito a narrativa do filme. Fica o nome de Navarro.
Achei espetacular. O estilo de Edgar Navarro é incrível. O filme faz um retrato moderno-cômico (mas ainda, com umas sacadas muito inteligentes) sobre uma cidadezinha do Nordeste. As crenças dos moradores, as ilusões, a loucura. A estética do filme é também sensacional.