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''Todas as famílias felizes se parecem entre si; as infelizes são infelizes cada uma à sua maneira.''
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O primeiro filme que eu vi desse diretor, e posso dizer que ele retratou muito bem a rotina de seus personagens. Como um rio que corre, às vezes lentamente, outros com mais fluidez, a abordagem se dá em meio a longas tomadas onde a melancolia faz se presente pela fotografia fria e triste.
O jovem com aquela dor no pescoço e aquele quarto com infiltração me davam agonia.
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espero que este não seja o melhor do Tsai, senão será decepcionante! Foi o primeiro filme que vi do diretor, já estou com vários outros em casa e estou torcendo para gostar mais deles...
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Fotografia: a fotografia é o grande destaque de "O Rio". O tom crepuscular, a iluminação e o jogo de sombras criam auras que beiram o surrealismo, em cenas como as da sauna gay, onde braços e corpos se misturam indistintamente. Tal fotografia lembra a que é usada em "Tio Boonmee", do Apichatpong Weerasethakul.
Ambiente: a relação dos personagens com o ambiente é interessante - o pai quando se encontra na sauna gay e o pai quando se encontra em casa; o quarto do pai (que vive inundado pela água) e os três membros da família; o rio e Xiao-Kang.
Degeneração: Kang-Sheng Lee retrata, em boa forma, a desintegração do personagem principal, desde o banho no rio (que possivelmente ocasionou sua lesão no pescoço) até o encontro dele com o pai na sauna gay.
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"A vida é como um rio: sempre existe algum canto escuro, profundo e pantanoso".
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Foi o meu primeiro contato com O Ming-Liang e aquele que mais me deixou perplexo, tanto pelo modo que a estória se desenvolve, como pelo pessimismo do diretor, ou seja, me comprou de cara! e quando revi não tive dúvidas ele já está no panteão dos melhores filmes que já vi!
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Não sei dizer se é ou não é o melhor do Tsai Ming-Liang (tem como escolher?), mas foi o primeiro que vi, foi o mais duro que vi, foi o que mais me encantou, foi aquele em que o Lee Kang-Sheng (ou o Hsiao-Kang) mais me seduziu... Magnífico! (WPC>)