eu ainda busco um meio de descrever a beleza desse filme em todos os aspectos dele.
Após dez anos, um cavaleiro (Max Von Sydow) retorna das Cruzadas e encontra o país devastado pela peste negra. Sua fé em Deus é sensivelmente abalada e enquanto reflete sobre o significado da vida, a Morte (Bengt Ekerot) surge à sua frente querendo levá-lo, pois chegou sua hora. Objetivando ganhar tempo, convida-a para um jogo de xadrez que decidirá se ele parte com a Morte ou não. Tudo depende da sua vitória no jogo e a Morte concorda com o desafio, já que não perde nunca.
eu ainda busco um meio de descrever a beleza desse filme em todos os aspectos dele.
Através de conflitos existenciais, Max desafia a Morte e com ela vai aprendendo a questionar sobre a própria vida e busca na religião seu apoio invisível, onde a fé seria a mais dolorosa crença, até achando que poderia ganhar dela, mas quando o conhecimento é adquirido ele se vê perdendo o jogo e sem escapatória até que com a aceitação de que todos perderão em um jogo contra ela, pois ninguém escapa dela, então todos se reverenciam e dão boas-vindas, logo passando fazendo a Morte não como uma vilã amedrontadora, mas como alguém que vive ao teu lado e pode chegar a qualquer momento e tendo isso como certeza só podemos jogar com ela e tirar bons proveitos.
Num clima permeado pelo apocalíptico e o caótico, bem expressivo da Idade das Trevas, Bergman articula questionamentos sobre a Morte e sobre Deus em seu O Sétimo Selo. No correr dos minutos vemos sua simples história se debruçar sobre reflexões angustiantes, sem deixar de lado um humor sagaz. Como disse a garota aqui embaixo, uma alegoria sobre a busca infinita pelo sentido. Um filme deveras marcante!
Uma alegoria em preto e branco sobre a busca infinita pelo sentido em um mundo caótico.
Genial! Bergman soube retratar perfeitamente a angústia da morte, criando pontos de reflexões excelentes. Passou a mensagem e ofereceu o caminho para percebê-la, mas também deixou espaço em certas cenas - penso eu - para uma análise mais profunda que cada um com a sua singularidade terá de sacar.
Um dos melhores filmes que já vi!
Simplesmente fantástico o modo com que o filme nos faz pensar na morte e no sentido da vida!
Um dos melhores filmes que já assisti. Os questionamentos de Antonius Block sobre Deus são os mesmos que o meus. Minha reflexão sobre o significado da vida...
"Quero conhecimento, não fé, presunções ou obediência cegas. Quero que Deus mostre seu rosto, que fale comigo. Mas ele fica em silêncio. Eu o chamo no escuro... Mas parece que ninguém me ouve. Talvez não haja ninguém para responder. Se for verdade, a vida não significa nada."
E ele jogando xadrez com a morte... A morte está sempre jogando com a gente, mas não podemos vê-la.
Caraca, quero muito ver esse filme.
Mas que porcaria.. Preto e branco só faz o filme ficar uma monotonia sem tamanho
Até Rubber é melhor que isso. O personagem principal é um baita de um ator. Pelo amor de deus
mas eh cada figura que aparece por aqui, vou te falar viu....
Agora pq todo mundo gosta do azul eu também tenho que gostar? acho que não amigo. Originalidade e opinião própria eu prezo muito. E respeito os outros.
Nao, claro que nao...
Voce nao tem que gostar.
Soh que o fato de voce nao gostar não quer dizer que tambem tenhamos que concordar com absurdos que qualquer um venha a publicar por aqui.
Quer expor sua opiniao, então esteja aberta tambem a ser rebatida ou discordada....
Justamente por voce declarar que opiniao propria voce preza muito, então deveria ter mais facilidade de entender isso
"Soh que o fato de voce nao gostar não quer dizer que tambem tenhamos que concordar com absurdos que qualquer um venha a publicar por aqui."
Muitas vezes os absurdos são críticas que todos temos que respeitar. Respeito as pessoas que gostaram desse filme. Mas eu não. Inclusive não me meto nos comentários das pessoas que GOSTAM dele. Só deixo a minha opinião. Não fico me metendo nos comentários alheios...mesmo que as pessoas gostem de um filme ou não.
ok, entao Rubber eh melhor que Sétimo Selo.
O proximo passo eh deduzir que Quentin Dupliex eh mais genial que o Ingmar Bergman, afinal ele faz filmes coloridos...
Fico por aqui...
Costumo respeitar a opinião das pessoas e nunca contrariar ninguém. Mas nesse caso, tome no cu, sim?
As pessoas tem gostos diferentes. Provavelmente meus pais não gostariam desse filme. Eles não são muito fãs de assistir filmes que questionam as coisas, que filosofam muito. Isso não é motivo pra achar que seu gosto é melhor ou pior do que o do outro. Mesmo que nesse caso estejamos lidando com um troll, fica a dica.
Troll a vovozinha. Odiei esse filme. Que figurino é aquele? hahahahah
Bom roteiro e muito bem dirigido. É incrível as cenas entre Antonius Block e a Morte.
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O que fazer para escapar ou amenizar o temor pela certeza do fim? Refurgia-se na religião, mesmo sabendo que se trata de uma instituição cruel, que mata e persegue conforme seus interesses - um Deus que mata pode ser amor? Se é impossivel ter fé, já que somos racionais demais para crer, é melhor esta alienado? Como a morte, Bergman não tem respostas para oferecer a Block, nem a nós.
Qualquer tentativa de comentário sobre ele seria um erro. Excelente filme, daqueles que ficam na sua mente por muito tempo.
O ritmo que esse filme impõe é característica ímpar do mestre Bergman. Isso é, porque exatamente como citado nos comentários, o forte dele são os diálogos. Não exclusivamente nesse filme!
Já este tem a maneira figurativa sem igual que ele criou pra representar e, explorando os diálogos, melhor auxiliar na linha de raciocínio e reflexão.
Definitivamente um dos melhores filmes do Bergman.
Há vida após a morte ou apenas a escuridão após a vida? A reposta não é binária e sim um continuum de possibilidades, experiências e desejos que irão confortá-lo ou não. A certa altura do filme o cavaleiro diz.: "A fé é uma aflição terrível, é como amar alguém que está no escuro e não aparece quando se chama". Eu acrescentaria que na verdade a falta de fé é que é uma aflição terrível, quando apenas se crê com o auxílio da visão, todas as outras coisas que podem apenas ser sentidas perdem importância. Não por acaso a vida, por vezes, carece de sentido. Magnífico filme!
"Por que as pessoas sempre se atormentam?"
Outra obra-prima de Bergman. Fica muito claro o tema recorrente em seus filmes: a dúvida sobre a existência de Deus ou da divisão entre o bem e o mal. Os personagens são muito bem construídos e ganham força ao longo da trama, cada um com suas funções. Os diálogos são cheios de reflexões sobre amor, religião e o medo da morte.
aviso para quem tá dizendo que o Ritmo do filme é lento, não esperem Helicopteros, Bombardeio, carros capotando etc..
se querem ver ação, fiquem longe desse filme..
PS: pessoal reclama que o filme é lento, se o forte dele são os Dialogos...
O ritmo lento é compensado pela fotografia e pelo significado, o roteiro, repleto de metáforas e alegorias. Gostei da representação da morte com o jogo de xadrez, e os diálogos, são uma obra à parte. Magnífico filme.
Roteiro perfeito, ainda estou digerindo o filme e a mensagem que ele passa, mas realmente é um filme muito profundo, com alguns acontecimentos fortes, e que a todo momento se compara a morte e a vida, o bem e o mal,o ceu e o inferno, e por ai vai. Mostra que a morte é uma coisa inevitavel, principalmente a aqueles que procuram.
Primeiro filme de Bergman que assisti. Fotografia perfeita, roteiro, e que nos leva a reflexão sobre a nossa fé (ou falta dela), nossa caminhada. A comparação da vida com um jogo do xadrez é genial.
Talvez a cena que mais tenha me marcado foi
a da morte daquele homem, na floresta, que estava com a peste. Uma cena realmente dolorosa, uma atuação memorável.
Oh, sim,
atuação perfeita, muito real e agonizante, e o olhar da mulher ao tentar ajudá-lo é também impressionante. A cena da menina bruxa é eloquente também!
eu vi mas também dei umas dormidas no meio do filme, vou ter que rever pra avaliar melhor.
Curti bastante o filme mas acho que no final deveriam ter lido toda a leitura bíblica, parou no meio e ficou um pouco sem sentido..
E também deveria acabar o filme com o xeque-mate.
Para mim é uma metáfora comparando a vida a uma grande partida de xadrez, em que a todo tempo você tenta driblar a morte, e busca por significado antes que seja o fim.
A morte revestida de poesia. O conteúdo do filme é muito bom, mas a condução da película me cansou um pouco. Mas roteiro, que para mim é um dos mais importantes, me agradou.
"Senhoras e senhores
Trago boas novas
Eu vi a cara da morte
E ela estava viva..."
O roteiro é magnífico, grandioso, mas foi conduzido de modo a não aproveitar todo o seu potencial. A lentidão é perdoável, é um filme que exige diálogos e reflexões, mas não justifica o fato de a projeção ficar totalmente tediosa após trinta minutos de projeção. Apesar disso, continua um ótimo filme, com um roteiro que poderia ter rendido o melhor filme da história, e com belas reflexões sobre vida, morte e sobre Deus. Muito bom.
Entre tantos questionamentos, no final nós perdemos e nos deparamos com quem sempre jogamos. E apesar das tentativas de burla-la, ela nos leva, e as respostas continuam vagas. Porque sempre assim?
Uma impressionante obra, uma reflexão piamente profunda.
"Eu quero conhecimento. Não crença. Não suposições. Mas conhecimento."
Valeu, Bergman!
Esse recado foi MODERADO.
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Equipe Filmow.comUm filme perfeito para pseudo-cults e "profundos conhecedores da Sétima Arte".
Autoral ao extremo, com simbolismos forçados e diálogos arrastados, embora bem elaborados. Tudo isso faz desse um filme extremamente pretensioso, pedante para pessoas pedantes. É o filme perfeito para o tipo de gente que faz questão de dizer "os filmes de Bergman sao uma alegoria do micro que se justificam no macro". Gente que deve fazer questão de escrever uma redação existencialista até para Transformers. Gente que é capaz de olhar um quadro pintado por um cavalo e ver mil significados profundos. Quanto mais o filme é autoral, sem nexo e desconhecido, mais essas pessoas amam. Se for europeu então, nossa, ganha um "bônus cult".
Lógico que cada um é cada um e os gostos devem ser respeitados. Por isso mesmo, não me venham impôr a lógica "perfeita" de que se a pessoa não gosta do filme a culpa é dela. A culpa é dessa produção lenta e pedante. Agora podem negativar à vontade.
Ai, ai, ai, você vem com essa conversinha de "pseudo-cult" e não quer ser negativado!?!? Pelo amor de Deus, cara! Você pode ter achado o filme chato e sem nexo, mas o fato de outras pessoas gostarem do filme e escreverem tudo aquilo que entenderam, não necessariamente significa que estejam jogando na sua cara que você é incapaz de entender o filme. Largue mão de ser complexado. Critique o filme, mas o faça sem vir aqui dizer que é "Um filme perfeito para pseudo-cults", porque isso faz sua opinião perder toda a relevância. Você fala para não impôr a lógica "perfeita", mas chega na maior presunção, afirmando que não há nada para entender no filme, que só tem simbolismos vazios e que, portanto, pode ser apreciado somente por "pessoas pedantes"! Se for pra fazer isso, é melhor você continuar com Tarantino mesmo, e com filmes "profundos" como A Origem. haha
Velho pode ser que existam pessoas que assistem o filme para todos os motivos que você falou. O bom e velho se amostrar. Mas ah aqueles que se sentem tocados pelo mesmo. Só porque isso não aconteceu com você, não é preciso toda essa cagação de regra sua aqui. Gostei muito do filme, e todo sentimento que tive em relação a ele foi honesto e verdadeiro, pois bem que estou nem ai para o que é cult ou deixa de ser.
O que se caracteriza em arte não faz parte de imposição de expressões de uma obra,pode ser que ela explore um determinado tema,conceito mas o jeito ou a forma que as pessoas entendem "não importa",pois é justamente uma característica dominante da arte,o modo como as pessoas se expressão diante dela,a diferença de opiniões.E a Sétima arte faz parte disso,cada um entende da forma que achar que faça sentido.Afinal,ninguém é igual.
E como poderíamos definir alguém que perde seu tempo escrevendo um parágrafo inteiro só para destruir um filme e a quem o assistiu? Com que termo poderíamos nomear alguém que seja pretensioso o bastante e que tenha tamanha capacidade em achar falhas e desqualificar clássicos do cinema? Pedante e pseudocult, é isso que você é.
Lá vem eles, lá vem eles! Demoraram hein!
Mas falem ai, se tivesse uma trilha sonora do Radiohead ia ser mais do que perfeito não? Tudo bastante pretensioso.
Vou assistir A Hora do Lobo, pq ja comprei mesmo e detesto jogar dinheiro fora. Mais uma chance pro Bergman me convencer que sabe fazer cinema.
Vai lá, mas não espere terrorzinho tipo Jogos Mortais e The Walking Dead, ok?
você critica o filme e ao mesmo tempo ofende os fãs.
seu argumento é Invalido!..
sua vontade seja feita:
negativado uahuhahua
detalhe: "Mais uma chance pro Bergman me convencer que sabe fazer cinema."
E o cara vem falar de pretensão!
eu também não tenho paciência com o tipo de fã de Bergman descrito na crítica, mas usá-los como argumento para negar as qualidades artísticas do filme é um grande erro.
revi hoje e ironicamente esse filme é divino hhahaahaha sério, é o filme que tem os melhores diálogos, não dá pra falar "esse diálogo é o melhor" apesar de eu ter uma queda pela
descrição que o Jof faz da dança da morte, pqp, aquilo foi perfeito
vi o filme na mesma circunstância (de madrugada, sozinho e com luzes apagadas). rsrsrsrs
Realmente, é uma obra prima do cineasta. O filme é lindo, perfeito.
É brilhante a forma como o filme mostra, em algumas cenas, o controle através do medo e a morbidez absurda e contraditória do cristianismo. Muitos dizem que este é um filme de fé, mas eu acho o contrário. Bergman expõe aqui os primeiros questionamentos que o homem fez ao poder de Deus e ao suposto amor que ele tem por seus filhos.
Mesmo assim, é complicado você pedir que as gerações mais novas gostem de um filme como esse. Compreender a importância e o significados da obra sim, mas não GOSTAR. Para os dias de hoje, é extremamente lento e diria até que denso demais.
Esse filme mudou um pouco do que sou trabalhando aquilo que mais temo. Ele é bem poético e parece ser algo teatral, não sei bem, só sei que ele me prendeu, a cada dialogo com a morte, a cada desespero diante o desconhecido eu lembrei de muitas noites acordado na madrugada, eu sozinho com o silencio tenho minhas partidas com a morte e toda sua ignorância... Só posso dizer isso do filme, foi um experiencia pessoal, e forte, que apesar de ter um ritmo lento para os padrões cinematográficos de hoje em dia, me manteve preso madrugada a dentro sem dar uma pausa e quase nenhuma piscada.
Recomendado para as pessoas de fé.
Um dos filmes mais sublimes e poéticos que já vi. Uma obra-prima do cinema, e atuações impecável Max Von Sydow.
Esse filme vai na direção contrária de tudo que o Bergman fez. Porque nos filmes dele a morte é o centro, mas ele trata de tudo que a morte trata. Aqui a morte é que é tratada. Entende a diferença? Aqui ela não rodeia a história, ela é diretamente encarada e questionada. Acho fantástica a cena da capela em que ele confessa à morte todas as suas dúvidas sobre Deus. Quem nunca quis fazer isso? questionar a morte como se fosse uma pessoa e não uma força. Aqui a morte está presente não como um acontecimento, mas personificada e isso é muito louco. É a metáfora com pouca maquiagem, seca, direta. Acho o máximo,como tudo que veio dele.
Ingmar Bergman reconstruiu a idade média do século XII, destacando o constante medo gerado pela peste negra ; a extrema ignorância do povo daquela época, que acreditava piamente na "verdade" imposta ; e os questionamentos sobre a vida e o existencialismo dos personagens Åke e Anders.
Muitos comentários aqui definiram e muito bem tudo o que me proporcionou esta obra..
Mas me resta ainda pontuar:
Jöns me cativou! Estou apaixonada! A personagem que deu o sabor especial ao meu ver, tanto nos diálogos, quanto em figura simbólica.
♥
Apesar de tantas dúvidas em nossas vidas, a morte é a única certeza fria e inevitável. Filme fantástico.
"Se tudo é imperfeito nesse mundo imperfeito, então o amor é perfeito nessa perfeita imperfeição"