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Falar da violência, sem embelezá-la; fazer um filme de violência extrema, sem utilizar da violência explícita para isso. É muita arte, muita sensibilidade e Haneke faz isso com perfeição... Um filme que nos faz pensar sobre a influência da violência, das imagens violentas sobre comportamento humano e sobre a perda de sensibilidade diante do violento. Cada vez mais nos deparamos com filmes ainda mais violentos e isso já não nos choca tanto, por que será? Acho que Haneke de uma certa forma também "responde" isso nesse filme.
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Haneke neste filme já disse a que veio. Sempre explorando à exaustão os abismos frios e escuros escondidos em cada ser humano, mas sem deixar respostas, apenas provocando a todos.
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Eis um filme promissor: primeiro trabalho de Michael Haneke (do sensacional Violência Gratuita), seria um filme de found footage anterior a A Bruxa de Blair. Mas nem é. É apenas um adolescente psicopata que,
É chatíssimo, daquele tipo de cinema europeu “pretensiosamente silencioso” do pior tipo. É preciso tentar deduzir as motivações dos personagens através de comportamentos e expressões completamente vagos; não há nada para deduzir, afinal, é tudo enrolação pedante. Ótimo pra turma do “me engana que eu gosto”. Quereria não ter perdido meu tempo.meio à toa, mata uma amiga em casa, enquanto está filmando. “Queria ver como é”, dirá depois. O resto do filme é a intriga familiar, envolvendo seus pais, sobre como lidar com o problema – o filho psicopata, a polícia, o corpo da garota, etc. Apesar do final interessante, o filme não se salva. Não pra mim.
Expectativa Correta: verei um filme chatíssimo com um final interessante, mas que não compensa.
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A frieza de todos é algo tocante, a cara de tanto faz do Benny para tudo, o seu pai que tem uma mente mais psicopata do que o filho, que só se importa com a visão do mundo, mas não se importa com a falta de sentimentos do filho e a mãe que é uma coitada.
Enfim, o filme é bom, parado, mas se fosse agitado, iria perder o que ele quer passar. -
Arno Frisch em uma atuação digna de Oscar.
A maneira que a família leva o caso é assustador, como todos eles são calmos e pé no chão, realmente assustador! -
Que fim levou Arno Fisch? Ótimo ator, aqui e no primeiro Funny Games.
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Alguém sabe onde eu encontro esse filme legendado?
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Mais um bom filme do Haneke, que para mim é um dos diretores que melhor aborda assuntos do gênero.
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O filme é legal, tem um roteiro bacana, o garoto é um doente mental msm, foi um psicopata bem criado, gostei disso, mas achei muito parado a historia, as coisas demoravam pra acontecer, nao curti muito, dava pra ser melhor.
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Quem assusta mais: o apático adolescente do título ou seu pai-robô? O único resquício de emoção humana vem da mãe, embora hajam indícios de que ela também não bate com as dez. Que família adorável! http://bit.ly/WKRZy8
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Só não dou 5 estrelas porque é evidente as falhas no roteiro. Grande Haneke
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O que sempre me impressiona nos comentários sobre os filmes do Haneke é que falam que os filmes se arrastam muito, que seriam melhor se fossem curtas...
me desculpem, galera, mas curta é a sensibilidade e percepção de muita gente. Haneke transborda conteúdo!
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Em tempos da glamourização da violência, como é bom assistir um filme do Haneke. Muito interessante como ele mostra essa relação entre ver a violência, conviver com ela e praticá-la com naturalidade na vida do Benny. Além, é claro, da ausência dos pais, da falta de comunicação e afins. As reações dos personagens nesse filme são de chocar e indignar. Por sinal, Arno Frisch se mostra desde novo um bom ator. Pena que fez tão poucos filmes até então.
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Como tudo o que ja vi do Haneke, gostei muito, mas foi um dos que gostei menos, esse e Tempos de Lobo(ou seria O Tempo do Lobo? enfim...)são os que menos mexeram comigo, mas todos tem o seu valor, é um dos melhores diretores em atividade.
A Professora de Piano continua sendo o meu favorito. -
Diferentemente do que faz no filme anterior, Haneke já nos surpreende na primeira metade do filme, puro engano, a mente insana do Benny nos surpreenderá ainda mais. Por hora não o favorito por ainda estar muito incomodado e por um tanto de vergonha.
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de resto tá tudo aqui o que ele já tinha anunciado em "O Sétimo Continente".
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O Arno Frisch deve ser o melhor ator do globo terrestre, pois durante a projeção fiquei com repulsa do garoto que fazia tudo aquilo na tela. Além da questão dos vídeos, cujo excesso pode dessensibilizar muitos de nós; ressalto a falta de comunicação, que nesse lar(?) austríaco o Miguel mostrou como atrapalha. Embora os pais na estória sejam asquerosos também.
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Muito bom!
Vale a pena.Começa já chocando e surpreendo pelo vídeo do porco sendo morto, e o final é surpreendente e extremamente interessante.
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Nesse filme de 1992, Haneke já escancara seu estilo construindo uma história sustentada na psicopatia. Acho super interessante nesse filme a ligação entre os pais e o filho, que apesar de distantes, tem um amor incondicional e até doentio por Benny.
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Uma vez Haneke sempre Haneke. Quem diz que "Benny's Video" é a infância de "Funny Games" faz uma associação certeira. Há diversos elementos comuns entre os dois filmes, por sinal, marcas registradas na obra do cineasta austríaco. Dentre eles, a mente insana e a obsessão total pela morte sofrível. Benny é um adolescente recluso e apaixonado por vídeos amadores. Seu favorito é o da morte de um porco. Bastam poucos minutos de filme para constatar que o jovem tem um grande distúrbio mental. Com a viagem dos pais, ele transforma o apartamento em palco de tragédia. Quando seus pais voltam, ambos planejam esconder a sujeira por debaixo do tapete à qualquer custo. É a prova mais límpida do amor que tem pelo filho, e de que a psicopatia vai muito além do ambiente em que se vive. Prepare-se para o final: não haverá sustos, nem nada do tipo, mas você com certeza ficará inconformadíssimo.
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Seguindo a velha cartilha - apresentando uma situação-problema e expondo suas mensagens a partir dos cenários criados - Haneke traça reflexivos paralelos entre as mídias asfixiantes, a violência inata e as redomas sentimentais. Prequel para Funny Games?
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No minimo pertubado, incrivel como essas coisas super frias cabem bem com o clima galerado leste europeu, é tão frio, que as cenas vem azul...? U acho irado demais...
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O final me intrigou.
Vi gente comentando que o Benny se entregou para a polícia. Penso que se fosse o caso, seria mais coerente aparecer ele mostrando a fita do assassinato da menina, e não a da conversa dos pais - fora que acho que entregar os pais condiz mais com o personagem.
Quando ele sai da sala e encontra os pais ele visivelmente leva um susto, e os pais dele também estão com um ar estranho. Eu fico com a impressão de que eles estavam lá para entregá-lo também (por terem desconfiado de que ele os entregaria ou por decidir que era o correto a fazer, não sei), o que resulta na coincidência de pais e filhos no mesmo lugar pra ferrar um com os outros por baixo dos panos (o som ao fundo do noticiário parece reforçar essa ideia).
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Ele não entrega a fita do assassinato pois os pais pegaram logo depois que a assistiram. Mas também fiquei com essa impressão de que os pais estavam lá para entregar o filho
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Arno Frisch fez o papel de Benny e, anos mais tarde, faria o papel de outro psicopata, no filme Funny Games de Haneke. Acho que se eu visse esse cara no meio da rua algum dia, eu iria me borrar de medo...
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O Vídeo de Benny é um ótimo filme do ínicio da carreira de Michael Haneke. Pessoalmente, considero-o superior ao seu irmão mais novo "Funny Games", filme de maior sucesso do diretor que também aborda a violência oriunda de uma mente distorcida por um distúrbio mental, neste caso a psicopatia. Temas semelhantes, mas retratados de forma bem diferente. Em Benny's Video, Haneke aprofunda a discussão da gênese da violência, algo não explorado em Funny Games, cuja proposta foi bem mais superficial (coincidentemente, a sua obra mais aceita pelo circuito comercial). Também assistimos a análise de alguns sub-temas, como a negligencia dos pais de Benny e seu crescimento em um ambiente hostil, frio e violento. Benny cresceu num meio em que a morte era vista como algo absolutamente banal, exemplificado pela matança cruel de porcos na fazenda de seus pais. Haneke questiona o papel da educação imposta pelos pais, sendo mais relevante para a formação de caráter de um ser humano que a educação formal vista nas escolas. Desse ponto de vista, Benny foi uma grande vítima da sociedade moderna, com pais absurdamente ausentes e incapazes de criar um filho em um ambiente saudável.
Simples e genial, como um bom filme do Haneke costuma ser.Ao meu ver, os pais de Benny se mostraram muito mais amorais que o próprio filho. Como todo adolescente, esperava-se que, ao cometer uma atrocidade daquelas, os pais o puniriam exemplarmente, lhe mostrariam o quão errado aquele ato foi. E o que presenciamos é a mais repugnante conivência. O final, em que Benny se entrega acusando conjuntamente seus pais, é a sustentação da tese defendida por Haneke em todo o longa: Benny foi apenas um instrumento da violência, também vítima dos próprios pais. Estes últimos, os verdadeiros merecedores de culpa e encarceramento.
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Haneke conseguiu transmitir toda a frieza de Benny muito bem, e os seus ângulos estáticos são extraordinários.A cena inicial
Talvez esse filme não agrade aqueles que estiverem procurando algo parecido com um "Saw" da vida.do porco sendo morto me causou um desconforto tão grande que eu torcia para ela não aparecer de novo.
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Foi o que mais me incomodou também, e quando eu menos imagino, a cena aparece novamente na metade do filme...
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Um psicopata é mais do que a psicopatia, assim como um esquizofrênico não se resume a um transtorno... Qualquer tentativa de classificação é imperfeita. E, pelo menos no meu ponto de vista, "O vídeo de Benny" soube abordar muito bem uma tragédia que poderia ter sido originada por personalidades distintas. Achei muito bom o filme ter evitado explicações didáticas (que dificuldade temos quando tentamos explicar nossos próprios pensamentos mas achamos fácil explicar as atitudes alheias). Isso irrita um tanto, nos momentos em que Benny prefere se calar ou falar monossílabos: ele não faz uma daquelas confissões que dissecam uma alma. Mas este não é um filme convencional hollywoodiano para ser consumido com refrigerantes e em que todas as peças se encaixam. O filme nos apresenta uma pessoa em toda a sua estranheza, o eterno "outro incompreensível" (até para ele mesmo).
Eu também preferia que houvessem algumas cenas a menos mas isso não compromete a situação que foi bem apresentada. Gostei do final que, para mim, colocou uma interrogação necessária sobre esse peculiar personagem. E a garota vítima bem que merecia um filme a parte.
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Bom filme que nos passa uma frieza surreal. Ótimas tomadas um tanto que estáticas e sem diálogos, fazem com que esse clima de frieza que impera no filme seja ainda mais intenso.
Analisando o miolo da trama, temos Benny um sociopata viciado em filme e coisas do gênero. Creio que a ausência dos pais na vida do menino, isso pode ser muito bem visto na primeira metade do filme onde os pais de Benny praticamente não participam. Um detalhe curioso é que nessa mesma metade não existe só ausência dos pais, mas também de algum elenco adulto, não sei se isso é um ponto que vale ressaltar.
Enfim, O Vídeo de Benny é um bom filme, meu primeiro contato com Michael Haneke .
*** (Bom)
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Obs. Achei os pais do Benny mais psicopatas que ele.
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Não acho isso. Acho que foi só o desespero e o "instinto" de pais em proteger o filho.
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Eu acho porque não houve o mínimo sentimento de compaixão ou solidariedade pela menina morta, nem pelos pais dela, pela família dela.
O que é proteção ? O que eles fizeram com essa "desculpa" é mais do que hediondo. -
Concordo, tanto é que os pais também passam a pensar como psicopatas, quando discutem o que fazer com o corpo,etc.
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Sim. Eles coisificam a menina, é como se ela fosse apenas um obstáculo no destino do filhinho, logo, vamos nos livrar "disso" e pronto.Algumas pessoas se horrorizam porque isso denuncia um tipo de individualismo que está se tornando cada vez mais comum, mas não há moral na posição deles, não há empatia.
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Ótimo esse filme. A masturbação mental de um adolescente psicopata capaz de cometer atrocidades por uma curiosidade ou um capricho e a forma como sua família rica lida com isso.
Achei o final perfeito, de uma ironia corrosiva. -
A direção é incrível, o roteiro fantástico, a emoção transmitida pelo filme é agoniante... Mas acho que o filme perdeu um pouco o foco depois do clímax.
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Acho que o filme "No Country for Old Men" seguiu uma vertente parecida,
só que o Benny me chocou mais que o Anton. Muito mais.
Principalmente a "conivência" dos pais do Benny. -
O tema central do roteiro é fantástico, como as cenas são vista através dos vídeos de Benny (da ótica do menino), a frieza de Benny é algo que perturba o filme inteiro. Só achei que o filme se alongou demais desnecessariamente, perdendo o clima tenso que deveria ter. Talvez o diretor tivesse mais sucesso se fosse um curta-metragem ou fui eu que esperei demais desse filme.
Não é um filme ruim, que fique claro, só é longo demais.
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Subestimado, é obvio que o argumento de um psicopata mirim é fascinante, mas não sustenta um longo por si só.
O filme se resume a:, e só, todo o resto é pura falta de argumento.morte de um porco, morte da uma garota, um corte de cabelo, uma conversa seria entre os pais, uma falsa confissão
O final por exemplo, me agradou em parte, mas que seria interessante por exemplo,justificaria mais o nome do filme, e suas motivações.que ao invés de entregar os pais, ele trocasse uma das fitas que constantemente aluga, pelo vídeo que gravou da morte da menina, e terminasse com alguém assistindo,
Enfim, esperava mais, talvez funcionasse melhor como curta, 3 estrelas.-
Tive a mesma impressão de que o filme se alonga demais sem motivos. O resumo do filme pra mim é o que você falou e acho que ficou faltando trabalhar exatamente com as partes mais importantes. Achei que era só eu que esperava mais do filme.
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segundo Dexter não é necessario um motivo pra ser psicopata srsrr,a pessoa não tem culpa pela indiferença que sente em diversas circunstancias ,eu não sou sociopata,mas diferente de muita gente admito que muita coisa não me choca a muito tempo,acho que o sadismo faz parte do ser humano,todos olham quando passam por um acidente na rua,a midia é crucificada,e acho que deve ser mesmo...mas ela supre essa morbidez nossa de cada dia como ninguem,e ainda tem a internet.....
isso não nos torna assassinos,embora faça parte da filhadaputisse humana,o problema é essa conivencia familiar crescente que cada dia mais é mais comum,quando se detecta o problema uma atitude é necessaria,Vamos falar sobre Kevin que o diga -
BENNY'S VIDEO é mais um perturbador estudo de violência realizado por Michael Haneke, sempre sutil e investigativo em sua temática. Trabalhando a relação entre causas, aqui a negligência dos pais é apontada como um fator primordial no desenvolvimento de uma personalidade fria e até mesmo sociopata, como a de Benny, sendo aliado a este fato a banalização da violência que cerca o indivíduo hoje. Frouxos na árdua tarefa de educar, nota-se como os pais de Benny não eram verdadeiramente presentes no desenvolvimento pessoal de seu filho, e como tentavam suprir esta ausência com bens materiais, como só o quarto "luxuoso" dele sugere.
E a cena em que eles assistem ao assassinato e não demonstram nenhuma reação foi uma das mais indignantes que já assisti.
Quando vazio e carente de atenção, amor e também dos "bons valores" necessários para uma vida social sadia, algo que cabe aos pais transmitir, não chega a ser uma surpresa que o sujeito acabe absorvendo os princípios funestos deste mundo hostil: egoísmo, frieza, indiferença, o gosto pela violência... Não só a mídia e sua espetacularização em massa da violência, mas até mesmo as ditas más companhias podem acabar levando jovens vazios e largados no mundo, como Benny, a cometer tipos de maldade.
Filme lentamente tenso e perturbador, como todo bom trabalho do Michael Haneke.
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Ótimo comentário.
"a mídia e sua espetacularização em massa da violência"
É isso. A violência embrulhada em papel de presente para ser consumida junto com pipoca e refrigerante.
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Bonzinho, arrastaram muito um filme que era pra ser pequeno. Começa bem, mas ao longo do filme tem horas que dá um pouco de impaciencia, devido a cenas desnecessárias.
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A trama do filme é ótima... para um curta-metragem. O diretor, aparentemente, não tendo material para preencher as 1h40min da produção, enche ela com cenas desnecessárias. Há alguns momentos no filme que desafio a serem interpretados. Qual a importância, para o funcionamento da narrativa
Elas não tem absolutamente sentido algum na trama e só tornam o filme arrastado e massante. O ponto alto da história é a morte que está dita na sinopse. Mas, depois disso não tem quase mais nada para se ver...das cenas em que ele está jogando com a mãe ou fazendo compras no Mcdonalds?!
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As repetidas compras no McDonalds está relacionado a uma constante representação da presença de produtos da cultura americana no cotidiano de Benny: o Mickey no quarto, as garrafas de Coca-Cola, o cartaz de um filme do Stephen King, os filmes de explotation, essas coisas. As repetições são importantes para a construção de quem é o Benny.
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acho que o haneke não faria cenas desnecessárias só pra encher linguiça. as cenas fazem sentido, pelo menos na cabeça dele. a presença de artefatos americanos é constante em todo o filme. benny nos é apresentado durante todo o longa, pra que mesmo depois de sabermos que ele é um assassino, e que seus pais ficam do lado dele, ele nos surpreender no final com uma atitude daquela.
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ok! o filme é cru, forte, boas interpretações e bla bla bla
mas sinceramente? achei o filme chato, arrastado e cansativo
não recomendo -
Interessante a forma que eles usaram para justificar a ausência dos pais e a atitude do filho. Será que as atitudes de Benny devem-se ao vazio deixado pelos pais ou ele é naturalmente sádico? O filme começa bem, fica chato e encerra monotonamente monótono :P
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Eu gostei do início e do final, mas realmente, o meio é alongado demais. Creio que Benny seja um sádico de nascença, um sociopata e que não precisava de motivos para fazer o que fez.
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Seá que ....
O que entendi do final do filme é que ele não se entrega, mas sim os pais, como se eles tivessem assassinado a garota, estou certa?