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citei esse filme e indiquei em uma aula da faculdade na disciplina de Educação, desenvolvimento e aprendizagem. sobre a teoria comportamental: Gestalt.
Clássico do cinema oriental! -
É simples: há aquelas poucas pessoas - 'os oitavo Dan', os gênios - que exercem domínio absoluto da narrativa e te deixam pregado na poltrona. E com que maestria!
Roteiro envolvente; flashback dentro de outro flashback; quatro versões completamente distintas de uma mesma 'história' - e, dessa forma, alteração do perfil de cada personagem de acordo com quem é a testemunha -; e atuações brilhantes (com destaque para Toshiro Mifune como o bandido Tajômaru). Gostei demais disso aqui! -
O homem, suas histórias, e a arte de contar histórias...
Incrivelmente bom. E intenso de certo modo: quando você acha que manjou o filme, ele é que manja você e te pega desprevenido. Na sequência final tudo se encaixa, e a mensagem antes sutil é então atirada na face do espectador. Não que haja a verdade, mas há o sentido.
PS: note as cenas em que as pessoas estão de costas e elas ocupam a tela quase toda. Parece coisa de cinema amador... só parece.
PS 2: sou só eu ou essas mulheres japonesas quando surtam ficam mesmo extremamente assustadoras? rs
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Rashomon, uma das obras-primas de Kurosawa, é um retrato enganosamente inteligente e comovente da natureza humana. Você vai ler muitas opiniões e comentários sobre a forma como o filme é sobre "a subjetividade da verdade", mas isso não poderia estar mais longe da verdade! O filme é sobre a tendência humana de negar a verdade, o que é real e essencial para o crescimento do indivíduo.
Kurosawa disse sobre a mensagem do filme: "Os seres humanos são incapazes de ser honestos consigo mesmos sobre si mesmos. Eles não podem falar de si mesmos sem embelezar quem são. Este script retrata tais seres humanos - do tipo que não pode sobreviver sem mentiras para fazê-los sentir que são pessoas melhores do que realmente são. Ele ainda mostra que essa necessidade pecaminosa para a falsidade lisonjeira vai além do túmulo, até mesmo o personagem que morre não pode deixar de dar suas mentiras ao falar através de um médium."
A história é simples, mas ao mesmo tempo, a película é muito complexa. Tajomaru, um bandido, interpretado maravilhosamente pelo grande Toshiro Mifune, é acusado de estuprar uma mulher e assassinar seu marido, na floresta. Tajomaru, a mulher, uma testemunha e o próprio marido (falando através de um médium) contam a sua versão dos acontecimentos. Cada um conta uma história diferente, com sua própria perspectiva dos acontecimentos e a percepção dos envolvidos.
O filme não faz nenhuma afirmação sobre a realidade da verdade ou mesmo a sua acessibilidade, mas sobre a nossa falta de vontade de tomar um olhar objetivo em nós mesmos. Cada evento encarna a variedade de respostas e as escolhas que tomamos na vida: do cinismo egoísta ao desespero moral, a verdadeira responsabilidade em face de uma visão desagradável da nossa verdadeira natureza. Os personagens são semelhantes em que eles mentem para si mesmos, tentando "salvar" quem realmente são. E ainda assim eles diferem em sua disposição de sofrer a dor de uma visão de si mesmos.
Um clássico absoluto.
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Filme que trata de temas atemporais de forma muito criativa e bem estruturada. Em nenhum momento um relato atrapalha ou desqualifica o outro, apenas fica visível que quem conta quer passar uma imagem melhor de si mesmo.
Obra cheia de críticas ao ser humano, moldado com mentiras, vaidade, interesses, medos porém com uma quebra certeira de todos os valores ruins no final com uma atitude extremamente nobre. Achei fantástico, deu muita beleza e destacou muito o final.
Ótimo filme, para se ver, rever em qualquer época, nunca ficará datado e sempre que você rever pode ter certeza que vai tirar algo novo da trama.
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Comentar sobre os filmes do Kurosawa é muito complicado, muito complexo para nós, simples humanos!
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Esse filme é incrível. E nada há nada que eu possa acrescentar que já não tenha sido dito em alguns comentários lá em baixo. É um filme genial!!!
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Galera do Person of Interest estava assistindo esse filme, um dia desses...
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Nao consegui gostar muito desse filme, pela atuação forçada da atriz, e pelas cenas de luta que alem de serem bem ruimzinhas,é censurada nas partes decisivas. Mas a narrativa é ótima,roteiro ótimo,trilha sonora constante no filme e uma ótima mensagem que ele passa.
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A forma como o drama é contada é genial, é claro no filme que o ocorrido com o Toshiro chegou nas pessoas em formas diferentes, isso dificulta um 'julgamento' é muito daquilo que se passa no filme "12 homens e uma sentença" em que tem que julgar um rapaz e a maioria não está afim de 'perder' tempo e já o julgam como culpado sem ao menos analisar, "são palavras jogadas ao vento, quem se importa com um 'ladrão'?!". Plausível a cena da médium aquilo me aterrorizou, em 1950 deve ter aterrorizado mais ainda.
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o que ficou pra mim de "mensagem" foi que as verdades são extremamente relativas, e como seres egoístas que somos, só as usamos para o nosso próprio interesse. o filme tem um tom bem realista..
por isso fiquei um pouco confusa com a última cena do bebê, quando o lenhador sai do tempo carregando ele e o sol aparece..pra mim pareceu algo como um sentimento de esperança, apesar das histórias contadas..?
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Digno do Oscar de melhor filme estrangeiro em 1951, Rashômon consegue levar o espectador às suas reflexões sobre a verdade. Afinal de contas, quem nessa trama está dizendo a verdade –– o ladrão ( Toshiro Mifune ) , a melancólica/safada Masago (Machiko Kyō) , a médium que é possuída pela alma do morto... Enfim, são algumas distintas versões da realidade que nos mostram que a verdade pura e cristalina não pode ser refletida por discurso nenhum... mesmo que seja verdadeiro , a sombra da dúvida permanece rondando nossa mente.
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Um filme para ver, rever, pensar, repensar... tipo de obra que nunca fica datada.
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Genialidade em cada aspecto desse filme; direção, fotografia, roteiro, atuações beiram a perfeição. Meu primeiro Kurosawa, talvez por isso o deslumbramento.
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Brilhante exploração da verdade e das fraquezas humanas.
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peço desculpa por ter demorado tanto pra ver esse filme.
adorei
interpretações maravilhosas
discussões magnificas sobre fé e honestidade
Toshiro Mifune está maluco no filme eu gargalhava com a alegria dele em seus momentos de insanidade rsrs
Ainda há esperança nas pessoas. -
E até hoje o demônio vive em Rashomon, com medo da ferocidade dos homens.
Vi esse clássico há quase dois anos atrás, acho que foi meu segundo ou terceiro Kurosawa. Da primeira vez, gostei mas não me impressionou tanto, talvez esperando algo como Sete Samurais. Pois assistindo novamente, Rashomon cresceu muito no meu conceito e de fato mexeu comigo.
Um dos melhores roteiros da História do cinema, de fato. E um elenco incrível: Toshiro Mifune, Machiko Kyo, Takashi Shimura, Masayuki Mori, atores que aprendi a admirar conforme fui conhecendo melhor o cinema japonês.
O ser humano é o que há de mais detestável no mundo. Honra defendida com mentiras, eis uma definição simples do homem e sua História. Obra-prima do cinema.
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Interpretações, outras interpretações e mais interpretações. O mundo está cheio delas. A diferença e os interesses de cada um as faz existirem e se perpetuarem. No fim, não há donos da verdade. Tudo é relativo. Lide com isso. (ou não)
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Um inescapável entrelaçamento de verdades.
Uma inescapável degeneração de virtudes. -
MEU DEUS QUE FILME GENIALLLLLL !!!!!!!! "TODOS OS HUMANOS REALMENTE TEM UMA GOTA DE RUIN DENTRO DE SI."
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Genial!!
O filme mostra a história de 4 ângulos principais.
O do bandido - é onde ele se coloca como vilão e romantiza sua própria crueldade como bandido. Impetuoso e implacável - coloca a mulher como "fera" a ser domada, e o homem como neutro e incapaz de reagir.
A da mulher - é onde ela se martiriza e vilaniza o marido. Ela se põe como inocente, o bandido simplesmente como bandido e o marido como homem desprezível, que a vê como suja mesmo em sua inocência e falta de reação.
A do homem, já morto - quem teoricamente não teria pelo que mentir. Mas em sua dor e pós morte ele martiriza a si mesmo, confere alguma honra ao bandido e vilaniza a mulher. Ela é a criatura que pede pela morte do próprio marido, coisa completamente desumana e cruel.
A quarta é de todas a mais interessante por desconstruir todas. O bandido é na realidade um grande covarde, que se humilhou pra ter a mulher após tê-la violentado. O homem um desprezível que não lutaria pela honra de uma mulher "imunda". E por último uma mulher sedenta por sangue que surta em meio a covardia de dois homens que a possuíram mas não tem coragem de arriscar as próprias vidas para tê-la...ainda aqui vemos total quebra de sua "inocência", como dita na própria versão.
Se há alguma verdadeira? Prefiro acreditar na quarta - onde a natureza de todos é humana (apenas acrescentando o roubo do punhal - omitido pelo homem que testemunhou tudo e não disse nada).
Nessa breve jornada pela natureza humana, Kurosawa não só dá tons cinzentos para os personagens mas também mostra a desconfiança entre eles.
O bebê é a inocência, a esperança de que a humanidade volte. O homem que ouve a história é o homem já descrente da humanidade - assume que o egoísmo é o único modo de sobreviver nesse mundo de egoístas - e mostra ao homem que testemunhou o crime que ninguém é realmente bom, e após a chuva se retira.
No final, os dois homens restantes se dão um voto de confiança. Um deles, arrependido diz que cuidará do bebê, e nesse voto de confiança, os dois decidem dar mais uma chance à fé na humanidade.
Fantástico! Resumindo, só posso repetir a frase já dita no filme - Se é verdade ou não, não me importa. O que importa é que está me entretendo!.
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Tenho em DVD. Não consigo parar de ver... Amo os filmes do Akira Kurosawa.
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Toca dos Cinéfilos veja online.
http://tocadoscinefilos.blogspot.com.br/2012/11/rashomon-...
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A estrutura desconstrutiva da narrativa é fenomenal. É um filme complexo, com uma fotografia impressionante, muito a frente dos eu tempo. Não é um filme fácil, ams é para ficar morando em sua cabeça e pode propiciar horas e horas de discussões filosóficas e de análise artística.
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É criativo pelo modo como a narrativa é contada (flashback dentro de flashback), mas leva a um desfecho que não empolga muito, e raras cenas são realmente obras de gênio. A fotografia é boa e a direção é incontestavelmente ótima, mas não acho que seja toda essa obra-prima.
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Dez minutos de filme e já percebo que vou adorar todo o resto. Fico babando com esses enquadramentos do Kurosawa, como por exemplo quando a mulher está sendo interrogada à frente, tendo o sacerdote e o lenhador ao fundo.
A história prende muito a atenção, te deixa com aquela ânsia de saber o que aconteceu. As expressões faciais da médium e a risada da esposa, no final, são assustadoras.Só senti falta de uma versão em que a esposa matasse o marido. Mas talvez, pela condição submissa da mulher no Japão antigo, isso ficaria muito forçado e irreal.
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Um ótimo exemplo do quanto de nós podemos colocar em um relato aparentemente neutro: o final é um só, mas cada um dos personagens viveu-o de maneira diferente e muito particular.
E assim é também com a vida.
PS: Meu début das obras de Kurosawa =)
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Se uma das 4 versões contadas é verdadeira ou não é o de menos (embora eu acredite bastante em uma), Rashomon é um ótimo filme sobre o caráter humano. Nem um mocinho indefeso nem um vilão diabólico, só pessoas, com suas falhas e covardias, lutando pelo que elas acreditam (ou querem acreditar). Meu primeiro Kurosawa <333
P.S.: o bandido tem uma risada chata mesmo kkkk
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Ótimo filme!
Lembra mesmo aquele ditado "Quem conta um conto, acrescenta um ponto", enfim, mostra como a questão da verdade pode ser subjetiva.
Eu achei que em cada relato, o narrador colocava muito de si mesmo e no fim a gente acaba com a impressão de que cada um deles trouxe a sua impressão sobre o caso, colorida pelos sentimentos próprios e emoções envolvidos, ou seja, a sua verdade particular e que nenhuma era mais "confiável" do que a outra.
E que coisa linda aquela chuva hein ?!
E que coisa chata a risada do bandido! -
Este filme é bem mais memorável pela estrutura do seu roteiro, tantas vezes copiada mundo afora.
Da minha parte, cabe alguma reavaliação. Até porque, por muito tempo, a fase final da carreira de Kurosawa me chamava mais a atenção. -
Terminei o filme me indagando quão era desafiador criar filmes com pouca tecnologia, quão criativo deveriam ser os cineastas para a produção de obras-primas como “Rashomon”, concluí que na verdade estava enganado (a criatividade sempre estará presente como principio básico para “criação” de toda grande obra). Porém, particularmente, gosto muito de filmes técnicamente “simples” que nos tocam tão profundamente quanto este caso. Excelente!!
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No final, quando o "mestre Miyagi" vai andando com sua fé fortalecida e alma lavada, ele podia jogar a criança longe e sair correndo com o quimono na mão, bravejando um sonoro "IÉ, IÉ". Enfim, que filme sensacional. Comecei a ver por acaso e me surpreendi enormemente... Desde o roteiro que é incrivelmente cativante, falando no melhor estilo samurai de valores morais, até o olhar que ele lança sobre a verdade, que é sempre algo subjetivo e impossível de atingir, e que os seres humanos têm uma tendência natural para florear o próprio papel nos acontecimentos. Outra coisa sensacional é ideia dos 4 pontos de vista da estória serem tratados de uma maneira inacabada, fazendo com que até o ultimo instante, a nossa percepção dos valores e até da própria narrativa mude. Eu não posso deixar de falar que eu me esvaí em risos com as gargalhadas debochadas e maléficas do bandido.
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Um filme como esse merece ser assistido e relembrado, em tempos em que um animal recebe mais piedade do que o próprio homem. Talvez por medo de se decepcionar ou por conhecer a fundo as atrocidades causadas pelo mesmo, assim como o incrédulo do templo destruído. Um filme universal, acho muita falta de bom senso acusa-lo de ser datado, pois sua narrativa cabe para qualquer época em o homem tenha habitado na terra. Haja vista que sua influência para as gerações seguintes de diretores é evidente. Brilhante, ainda mais com a direção de Kurosawa. Obrigatório.
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Esta obra prima de Kurosawa, que, pode se dizer, introduziu o diretor e o Cinema do Japão às platéias do Ocidente, está com uma versão legendada no Youtube:
http://www.youtube.com/watch?v=DrAiBgfVg34&feature=ch...Muitas outras dicas de excelentes filmes on line grátis você pode encontrar na minha página do Facebook "Crítica Livre de Cinema":
http://www.facebook.com/criticalivredecinema -
Acabei de assistir um vídeo que colocaram no Facebook, onde um rapaz, supostamente um ladrão, é amarrado num poste pela população e espancado em seguida, enquanto ele suplica para parar. A maioria aprovou o ocorrido, no vídeo e na internet.
Sabe, ver algo assim nunca é bom, mas logo após de assistir um filme tão complexo e denso como Rashomon, que justamente flerta com a responsabilidade social, a covardia, a mentira, as relações pessoais e a moral, pesa muito mais.Difícil engolir, difícil ter fé na humanidade.
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Depois de ter assistido Rashomon, cada vez que atos como esses acontecem, sem falar nos terríveis genocídios já praticados, a minha crença de que a bondade do ser humano é exceção fica reforçada.
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De todos os filmes do Kurosawa esse é o que mais tenho vontade de ver, essa sinopse me intriga demais... Meu maior medo é que eu estou esperando demais, e talvez eu me decepcione um pouco...
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Sou estudante de História e um professor meu de Epistemologia da História resolveu passar esse filme. Me chamem de burro, insensível, idiota, bobo, feio, chato e cara de grama, mas Rashomon é um filme horrível e que não trouxe reflexão alguma sobre o tema das narrativas, da verdade histórica, etc
Em sua época pode ter sido inovador, provocador e instigante intelectualmente, mas é um filme datado. Envelheceu mal e a única razão que vejo para tamanho culto é carregar o grande nome do Akira Kurosawa como assinatura.
Que chovam as pedras, mas é isso!
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É muita pretensão desmerecer um filme por ser datado. Há filmes que o diretor nem pensa nesta questão temporal, por que justamente o tema inserido é que pode ser transportado para qualquer época. Quantos filmes não tem a mentira, a cobiça como temas como fez Rashomon?
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De datado este filme não pode ser acusado, pois a natureza humana não mudou nada nos últimos 60 anos.
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Desculpa mas não curti o que disse!
Assista de novo. O filme continua atualíssimo! não tem nada datado. -
Datado? Então a natureza selvagem do homem e sua propensão à mentira já não existem mais no século XXI?
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Falei "datado" no sentido de que houve abordagens melhores do assunto no cinema após esse filme, o que faz com que revisitá-lo não seja tão imprescindível para compreender as questões que ele levanta (de forma confusa) e outros resolvem (de forma mais complexa - o que é diferente de ser confuso - e interessante).
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Cara, um dos principais obstáculos pra um historiador, se não me engano, é averiguar diversas opiniões sobre um fato, o que bate, o que é mentira, etc, em busca de uma verdade absoluta. O filme fala exatamente sobre isso, o conflito de pontos de vista diferentes, qual seria a verdadeira história.
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Não diria datado, mas concordo, outros filmes abordaram o tema melhor do que esse.
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Será que ao invés de história, se voce tivesse cursasse Direito, ainda assim voce teria achado o filme ruim? Afinal, não sei qual a importancia de ter citado o seu curso.
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akira fucking kurosawa é muito fodástico..... muito bom filme, mas eu ainda fico com ran......
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Tenho acompanhado a obra do Akira em ordem cronológica e acho que assim fico mais íntimo com o seu progresso, “Rashomon” é a décima película dele que vejo e agora tenho certeza que entrei no início de sua Fase de Ouro, o melhor de todos que vi anteriormente. Nem consigo imaginar a maravilha que deve ser “Os Sete Samurais”, “Trono Manchado de Sangue”, “Ran” e “Sonhos”, minhas expectativas no momento estão extremamente altas para me adentrar nesses tão famosos trabalhos, contudo, sou um pouco experiente nesse quesito e não vou me deixar levar por expectativas para não acabar descontando nas fitas, só baseando mesmo meu comentário no filme em si, não em imaginações fantasiosas.
“Rashomon” me deixou extasiado logo em sua primeira cena, a fotografia catastrófica e gélida (quase pego um resfriado só de ouvir aquele som de chuva e toda aquela precariedade) me dava uma sensação bem instintiva, uma serenidade pré e pós-bélica; é algo difícil de explicar com palavras, enfim. Toshiro Mifune IRRECONHECÍVEL esteticamente, só fiquei sabendo que era ele aqui nos créditos [o que uma barba e cabelo cumprido não fazem], sua expressão enérgica veemente foi algo que não vi nos filmes anteriores do Kurosawa. Grandioso filme e vai já para os Favoritos!!!
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TEXTO SOBRE O "EFEITO RASHOMON".
Fonte: http://quartarepublica.blogspot.com.br/2008/11/efeito-ras...Em 1950, um interessante filme japonês esteve na base da designação “Efeito Rashomon”. O título do filme era precisamente “Rashomon” e relatava quatro testemunhos sobre um caso de estupro e de assassinato de um samurai. Cada um descreveu o que viu. O espectador, perante os diferentes relatos, fica sem saber qual a verdade dos factos. Cada uma das histórias contraditava as restantes.
Esta obra-prima teve o condão de mostrar quão difícil, ou mesmo impossível, é encontrar a verdade quando existem conflitos de pontos de vista, ao ponto dos psicólogos passarem a utilizar aquela designação para situações semelhantes.
Afinal, a memória pode atraiçoar-nos ou mesmo atraiçoar os outros através das recordações. A memória não é propriamente um arquivo tipo ficheiro de argolas ou no computador a que nos socorremos para reviver um evento. Não. Nada disso. Quando registamos algo na nossa memória fazemos com que os acontecimentos se “desintegrem” e fiquem “espalhados” pelo cérebro. Depois, ao invocá-los lá vamos juntando as peças de forma a reconstruir os acontecimentos. Reconstruir e não reproduzir. Acontece, no entanto, que no processo de reconstrução são introduzidos elementos provenientes do próprio narrador, fruto das suas vivências, das suas expectativas, dos seus preconceitos, do seu nível cultural, dos seus “esquemas” mentais, ao ponto de omitir parte da informação, que considere irrelevante, dar enfâse ao que é mais significativo, racionalizar as partes que não faziam sentido, tudo isto com o objectivo de transformar a história mais compreensível a ele próprio, ao narrador. Daqui se pode inferir que são introduzidos pequenos, e às vezes grandes erros, que se propagam entre os ouvintes, os quais por sua vez, vão construindo as suas próprias narrativas com as descrições dos outros e com novos elementos. Deste modo, a história pode chegar a um ponto que não tem nada a ver com o original e, consequentemente, provocar problemas muito sérios, nomeadamente quando se trata de uma testemunha judicial, podendo ser razão mais do que suficiente para que alguém seja condenado inocentemente.
A confabulação é uma entidade muito bem definida e está relacionada com lesões cerebrais distintas. Recordo que um dos primeiros doentes que vi, alcoólico, confabulava de uma forma surpreendente. Não sabia e não conseguia responder a nenhuma das minhas perguntas, mas não se calava, construindo histórias e narrativas umas atrás das outras para tentar “fugir” ao que não entendia. Faz parte de uma vasta gama de casos patológicos que afectam, e muito, a memória. No caso vertente, estamos a falar de pessoas ditas normais que, ao recordarem-se de determinados casos, acabam por acrescentar “um ponto”. Se fosse só um, vá que não vá, mas na maioria são muitos, acabando por distorcer a verdade dos acontecimentos.
Esta “intrusão” nos relatos das memórias, devido aos tais esquemas mentais, próprios de cada um, pode não ter nada de especial e, por vezes, até ser musa de inspiração caso seja um escritor ou um poeta, mas o mesmo não se pode dizer quando nos encontramos perante a justiça. Por outro lado é uma fonte de mal-estar e de indignação quando os alvos são cidadãos anónimos e inocentes que assim se vêem expostos a verdadeiras “confabulações”.
Se formos para o campo da política, o “Efeito Rashomon” atinge proporções inacreditáveis. Basta, para o efeito, ver, ou melhor, ouvir os relatos das memórias dos diferentes políticos face aos acontecimentos do passado. Tantas versões sobre o mesmo evento... E a verdade? Onde estará?-
Realmente não sei o porquê de dar -1 pra este (e o outro) comentário. Vai entender...
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tem uma galera aqui no filmow bem doida kkkk
vai entender mesmo!!!p.s.: já espero até uns negativos :)
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Tem pessoas que dizem que ele é "cult" demais por conta desse filme. Eu já acho que essas pessoas são preguiçosas demais pra entender a História e assim compreender a estória.
Filme lindo que nos deixa a pensar por horas. Bela filmografia.