Robert Duvall

Nomes Alternativos: Robert Selden Duvall

Data de Nascimento: 5 de Janeiro de 1931 (83 anos)

Local de Nascimento: San Diego, Califórnia

Pais: Estados Unidos da América

Sexo: Masculino

Biografia

Robert Duvall nasceu no dia 5 de Janeiro de 1931 em San Diego, Califórnia, onde o seu pai, um oficial da marinha de guerra norte-americana, prestava serviço nessa altura. A sua mãe era uma talentosa atriz amadora e, apesar de Duvall e os seus irmãos se dedicarem durante uns tempos à música, embora sem grande sucesso, as suas as aspirações estavam, nesse tempo, mais viradas para o esporte do que para o mundo artístico. Só quando frequentou o Principia College, em Illinois, é que um dos seus professores de artes dramáticas descobriu a sua veia artística e, com o apoio dos pais, encorajou-o a preparar a sua formatura como ator. Duvall, mal acabou a sua formação, foi mobilizado para combater na guerra da Coreia durante dois anos. Já em Nova Iorque estudou a arte de representar no Neighborhood Playhouse. Conheceu e trabalhou com Dustin Hoffman, James Cann e Gene Hackman durante alguns anos sob a tutela de Sanford Meisner, famoso professor.

Duvall teve um primeiro reconhecimento do seu trabalho com a sua representação de um estivador numa produção da Broadway chamada A View from the Bridge. Entretanto trabalhou como camioneiro e lavador de pratos, entre outros trabalhos, para poder sobreviver. O seu primeiro papel no cinema foi no da pele de Boo Radley, o enigmático e estranho vizinho de Gregory Peck em 'O Sol é para Todos', de 1962. Nos primeiros tempos da sua carreira Duvall representou personagens solitários e recalcados como em A Caçada Humana(1966) . Desde logo foi visível a capacidade do ator para tornar bem reais as suas representações, fazendo-nos esquecer que é um ator representando um personagem. Esta qualidade rara fez dele, provavelmente, o mais respeitado ator americano vivo, conseguindo ser brilhante em todo o tipo de personagens, quer como ator principal, quer como secundário, em gêneros tão diferentes como o western, o filme de guerra, a comédia e até o musical. Em 1969, num filme concebido por medida para John Wayne, Bravura Indômita, Duvall representou o papel do fora-da-lei Ned Pepper para um público muito mais amplo do que em qualquer dos filmes em que tinha participado até aí. Três anos depois teria uma das suas melhores representações no O Poderoso Chefão (1972), de Francis Ford Coppola como conselheiro da família Corleone, papel que retomaria com igual brilhantismo no O Poderoso Chefão II. Novamente com Coppola e Marlon Brando, Duvall teria o papel mais famoso da sua carreira ao encarnar Kilgore, o coronel surfista de Apocalypse Now (1979). Também foi na pele de Kilgore que debitou uma das falas mais famosas da história do cinema: "I love the smell of napalm in the morning".

Apesar das suas inegáveis qualidades como ator até hoje só recebeu um Oscar, no papel de um cantor country no filme A Força do Carinho (1983). Ele próprio escreveu as canções que interpretou no filme. Anteriormente tinha sido nomeado diversas vezes para o Oscar de melhor ator secundário em O Poderoso Chefão e Apocalypse Now, e para melhor ator pelo seu papel em O Dom da Fúria (1980). Neste filme representava um militar que atormentava a sua família ao impor em casa regras militares. Ainda junta um grande número de prêmios internacionais, nomeadamente em festivais de cinema europeus.

Em 1984 realizou e produziu o seu primeiro filme, Angelo, My Love. Em 1991 distinguiu-se num pequeno papel em As Noites de Rose e foi um maravilhoso idoso, em companhia de Richard Harris, nessa pequena maravilha que dá pelo nome de Recordações (1993). Entretanto ainda teve tempo para continuar a trabalhar no teatro e para aparecer em algumas séries clássicas de televisão como The Twilight Zone, The Outer Limits e no Fugitivo, assim como em mini-séries de grande qualidade como Era uma Vez no Oeste (Lonesome Dove, 1989) e Stalin(1992) .

Em 1997, Duvall conseguiu finalmente concretizar um sonho que guardava há mais de treze anos, o de realizar o filme O Apóstolo. Para o conseguir financiou ele próprio o filme, com cinco milhões de dólares do seu bolso, e foi roteirista, ator, produtor executivo e diretor. O filme foi bem recebido pela crítica, deu-lhe mais uma indicação para o Oscar de melhor ator, desta vez no papel de um padre evangelico. Já em 1998 participou em Impacto Profundo e numa adaptação de mais uma novela de John Grisham, The Gigerbread Man. E participou do filme A Qualquer Preço onde contracena com John Travolta.

Prêmiações

- Recebeu 3 indicações ao Oscar de Melhor Ator, por "O Dom da Fúria" (1979), "A Força do Carinho" (1983) e "O Apóstolo" (1997). Venceu por "A Força do Carinho".

- Recebeu 3 indicações ao Oscar de Melhor Ator Coadjuvante, por "O Poderoso Chefão" (1972), ;"Apocalipse Now" (1979) e "A Qualquer Preço" (1998).

- Ganhou o Globo de Ouro de Melhor Ator - Drama, por "A Força do Carinho" (1983).

- Recebeu 2 indicações ao Globo de Ouro de Melhor Ator Coadjuvante, por "Apocalypse Now" (1979) e "A Qualquer Preço" (1998). Venceu por "Apocalypse Now".

- Recebeu 3 indicações ao Globo de Ouro de Melhor Ator - Mini-série/Filme para TV, por "Lonesome Dove" (1989), "Stalin" (1992) e "Broken Trail" (2006). Venceu por "Lonesome Dove" e "Stalin".

- Recebeu 3 indicações ao BAFTA de Melhor Ator Coadjuvante, por "O Poderoso Chefão" (1972), "Rede de Intrigas" (1976) e "Apocalypse Now" (1979). Venceu por "Apocalypse Now".

- Ganhou o Independent Spirit Awards de Melhor Diretor, por "O Apóstolo" (1997).

- Recebeu 2 indicações ao Independent Spirit Awards de Melhor Ator, por "As Noites de Rose" (1991) e "O Apóstolo" (1997). Venceu por "O Apóstolo".

- Recebeu uma indicação ao Independent Spirit Awards de Melhor Roteiro, por "O Apóstolo" (1997).

- Ganhou 2 vezes o Prêmio Pasinetti de Melhor Ator no Festival de Veneza, por "Confissões Verdadeiras" (1981) e "Ataque em Alto-Mar" (1986).

- Recebeu 2 indicações ao Framboesa de Ouro de Pior Ator Coadjuvante, por "Extra! Extra!" (1992) e "A Letra Escarlate" (1995).

- Recebeu uma indicação ao Framboesa de Ouro de Pior Dupla, por "A Letra Escarlate" (1995).