Genial!
The Raspberry Reich é um filme sobre o "radical chic", especificamente o fenômeno da esquerda moderna na Alemanha, que adota as significantes posturas de extrema esquerda, os movimentos dos anos 70, particularmente a Facção do Exército Vermelho, também conhecido como o grupo Baader-Meinhof.
O filme começa com um sequestro feito por uma gangue de incompetentes, aspirantes terroristas de Patrick, um jovem que é filho de um dos banqueiros mais ricos na Alemanha. Uma cena de caos e humor pastelão segue em que Clyde, um dos aspirantes a terrorista - ou ativistas, como eles preferem se referir a si mesmos - acidentalmente se algema junto com o sequestrado e é forçado a se juntar a ele no porta-malas de um BMW roubado. Sem o conhecimento do resto da turma, Clyde, cujo trabalho era acompanhar Patrick e relatar o seu paradeiro para seus companheiros, já havia então tido um contato sexual com Patrick, e os dois jovens já planejavam a fuga dele. A gangue não percebe que o pai de Patrick deserdou e o desprezou quando Patrick se assumiu gay e, portanto, ele não tem valor nenhum como refém. Nada parece dar certo para esses bem-intencionados, mas ineficazes terroristas aspirantes. Entretanto, a líder do Raspberry Reich, chamada Gudrun, uma jovem mulher carismática, que havia sido eleita como um dos principais membros do grupo Baader-Meinhof, doutrina os outros membros da quadrilha à apoiarem a sua causa. Gudrun, acredita que a monogamia heterossexual é uma construção burguesa que deve ser esmagada, a fim de alcançar uma verdadeira revolução. Para isso, ela força seus companheiros heterossexuais a ter relações sexuais uns com os outros, para provar seu valor como autênticos revolucionários.
Quando Holger, um de seus seguidores, protesta que ele é seu namorado, Gudrun diz para ele não ser ridículo, e sim que a revolução é o namorado dela! Gudrun constantemente prega sua retórica revolucionária para impressionar os homens, mas ela sempre acha difícil fazer jus ao ideias extremos pelos quais ela tenta reger sua vida e as vidas de seus seguidores.
Depois de fazer sexo em um elevador público com Holger e visitar um campo de tiro com Andreas, o membro mais velho da gangue, Gudrun começa a escotilha, a fim de extorquir dinheiro do pai de Patrick, dinheiro que ela planeja distribuir aos mais oprimidos, a classe trabalhadora, e também para chamar a atenção para sua glamourosa causa.
The Raspberry Reich é um filme "political porn" de arte, que como na maioria dos filmes de Bruce La Bruce, usa a pornografia como um ponto de partida para avaliar a política sexual e o radicalismo homossexual. Um exercício de gênero, que vale a pena ser assistido.
A putaria não me incomoda, poderia até ter vindo mais cedo (o início é um tanto desnecessário). Mas gosto da posição do LaBruce. Acho ele também muito rigoroso na maneira com a qual ele lida com os conceitos.
O filme não é uma bula prescritiva ou uma descrição com pretensões de apuro. Acho que ele consegue achar um jeito divertido e irreverente de fazer ressoar as contradições e dificuldades do imaginário revolucionário ocidental. Mas, novamente, faço coro aos que acham o pacing do filme um tanto lento e gratuito. O epílogo também é dispensável. Mas a protagonista vende muito bem seu papel de "Divine" marxista. É um filme que sabe muito bem colocar suas aspas e itálicos apesar de tudo.
A ideia em si até que é interessante, porem achei a "putaria" do filme exagerada demais, porra de 5 em 5 minutos rolava um boquete.
Pense num filme pornô, chic, de esquerda e bissexual. Pensou? Pois é isso. LaBruce instigando através do seu mundo erótico-anarco para denunciar os 'desvios da sociedade'. Não é um bom filme, mas vale para conhecer o lado B do cinema.
O filme "The Raspberry Reich" (LA BRUCE, Bruce; 2004) diz que a cama é um lugar onde a revolução não acontecerá e que devemos nos libertar dela para que ocorra a mudança relacionada a identidade de gênero e às liberdades individuais.
Há enfoque direcionado ao sexo em locais públicos durante o filme. Bruce crê que dessa forma haverá mudança ao tratamento dado às pluralidades sexuais por toda a sociedade, uma revolução. Bruce também acredita que para combater a homofobia precisaríamos ser heterofóbicos.
"The next time you see a hetero couple holding hands, run over and yell "Herpes-carrying breeder" at them and punch them in the nose. You'll feel better for it. Join the homosexual intifada."¹
Então, os problemas em "The Raspberry Reich" são em relação ao modo como Bruce expõe a anarquia queer através do filme. Ao realizar um ataque ao sexo feito entre quatro paredes, à masturbação e ao "armário" ele faz justamente a exposição dos seus avessos. O problema dessa ironia de Bruce é que ao atingir qualquer pessoa com sua ideologia o que ficará salientado e o que será fomentado sobretudo é justamente o oposto. Isso explica o porquê de tantas pessoas enxergarem "The Raspberry Reich" como um filme de pornô explicito feito para masturbar-se.
O filme que pretendia representar a anarquia é confuso para os interlocutores. O autor direciona o olhar ao oposto e comete um ato falho na sua expressão. O mesmo ocorre, por exemplo, em "Tropa de Elite" (PADILHA, José; 2007). Padilha ao invés de refletir sobre o funcionamento do BOPE e da Polícia Militar fundou uma geração de pessoas que os idolatram.
Bruce ao expressar ideologias e gerar reflexões fracassa. A estética do filme voltada ao sexo explícito gerou um número muito maior de masturbadores do que transmitiu a anarquia à eles. O filme não passa a mensagem que o autor desejaria transmitir, justamente por tentar de modo controverso e irônico. Além disso o filme é tendencioso, pois o diretor expressa a anarquia (ou o sexo se preferir) como ela não é não realidade e não deveria ser para ele. Afinal de contas, se é "anárquico", por que jogar frases de efeito e ideologias, goela abaixo, ao invés de reflexões aos indivíduos?
Entendo a ironia de Bruce, mas não funciona para quem desconhece o que ele tenta dar sentido. Um filme ingênuo e útil apenas para quem deseja "bater uma".
¹ "I Hate Straights", Bruce La Bruce for Vice Magazine (http://www.vice.com/read/i-hate-straights-v11n10 acessado em 21/03/2013 às 14:30)
Errata: "Além disso o filme é tendencioso e contraditório, pois o diretor expressa a anarquia (ou o sexo se preferir) como ela não é na realidade e como não deveria ser para ele."
Muitos dos que comentaram e falaram que é um pornô, ou que se masturbaram, provavelmente não entenderam a proposta e o ideal do filme. Quem se focou nas cenas de sexo e nos pênis dos personagens, não escapa da massa criticada pelo diretor, afinal, masturbação é contra revolucionário.
Horroroso. Por ser de Bruce La Bruce eu esperava algo um pouco mais inteligente e relevante. No final não passa de hora e meia de gente feia fazendo sexo e falando merda. Nem engraçado chega a ser. Se queerpunk é isso, e só isso, tô fora. Quero outra coisa.
Lixo!
FAN-TAS-TI-CO!!!
Ainda estou digerindo o filme, mas sem duvida é bom de mais!!!
Tá ai um filme que tinha uma proposta, mas perdeu os limites The Raspberry Reich, prometia se agressivo sem deixar de ser conceitual. No fim o filme é um pornô barato (se você tiver a fim de um tem melhores na internet acredite), ele é ideologicamente bem fraco. Só serve para exemplificar o quanto uma revolução pode se perder em si mesmo e seus princípios ficarem pelo caminho em meio a interesses particulares. Mas isso é usado como pressuposto, pra mostrar sexo sexo e sexo.
Então não espere muita coisa.
Então acho que ele quis exagerar para de fato falar que não há revolução sexual sem revolução homossexual e quem sabe assim abrir a cabeça de quem assiste, mas achei legal, acredito ser no nicho de porno terrorista.
Um filme para poucos.
Recomendo que assistam tbm "Der Baader Meinhof Komplex".
“A revolução é meu namorado”
“Junte-se à Intifada homossexual”
“Hip-hop corporativo é contra-revolucionário”
“Madonna é contra-revolucionária”
“A heterossexualidade é o ópio das massas”.
Genial.
Claro que não dá para concordar com todas as ideias passadas, pelo menos eu não concordo, mas com a maioria delas sim.
Não conseguiria explicar o filme para ninguém mas recomendo muito que assistam.
Revolucionário, Libertador, Experimental, Fashion, Surreal, Hilário, Sexual, Moderno. [2]
No futuro vão ver a esse filme e cultuá-lo, certeza.
Esse com certeza é um dos filmes mais louco que já vi, em todos os sentidos. Sexo, revolução, política, ideologias e comédia = inteligentíssimo.
Revolucionário, Libertador, Experimental, Fashion, Surreal, Hilário, Sexual, Moderno.
Faça Amor (Revolucionário), Não Faça Guerra (Imperialista).
Assistam Por Favor, Mais Aviso logo tem que ter mente aberta.
legendas? alguém?
Anti-pornô, joga no liquidificador Reich, Marx e Mao!
Adolescentes hormonais que jogam Virginia Woolf no lixo (poxa)! Onde o maior ato revolucionário está na peruca loura!
O filme é um lixo genial, do ridículo ao incrível!
Tudo o que eu queria era uma mesa de bar e alguém igualmente louco para dichavarmos esse filme!
A aberração da juventude que não tem poder sobre o que lê ou mal interpreta! Reich está desfigurado, Marx, até freud! Enfim...
Aproveito a deixa pra recomendar duas leituras imperdíveis: Escute, Zé Ninguem - W.R. e Coyote. R.F.
AMOR LIVRE!
GANDHI!
VEG!
O que difere um terrorista de um ativista? Uma arma!
Por um momento pensei: Talvez seja um pouco revolucionário demais pra mim. =P Mas uma não tão simples cena me ganhou e até relevei as demoradas cenas de sexo explícito (e reclamar da duração delas talvez seja contra-revolucionário). Não fossem elas, levava 5 estrelas numa boa. Meu embasamento político-revolucionário é pequeníssimo ante essa obra... Só sei que estou doido para conferir outros do Bruce e que "The revolution is my boyfriend!"
Com "The Rapsberry Reich" eu aprendi que transar na cama é tão antirrevolucionário quanto Madonna e Cornflakes. [2]
o sotaque alemão dos atores é uma graça!
muito divertido!
Digamos que é uma fuleragem embasada.
Aliás, muito boa experiência de ver esse filme com um saco de salgadinhos e guaraná antarctica, super contra-revolucionário.
pornografia? sátira política? um comentário político sério sobre os nossos tempos? sei lá, mas é com certeza um dos filme mais interessantes que vejo em algum tempo
a trilha sonora é excelente também.
"A Revolução é meu NAMORADO" "Não existe revolução sexual sem revolução homossexual"
Eu vi esse filme de novo, e pensei que o filme foi oque deveria ser, so que um exagero de cenas de sexo, um exagero mesmo.
Com "The Rapsberry Reich" eu aprendi que transar na cama é tão antirrevolucionário quanto Madonna e Cornflakes.
Ótimo filme! Revolucionário, excitante e muito engraçado!
O filme começa com o sequestro de Patrick, o filho de um rico industrial. Relacionamentos sexuais vão empurrando a trama. No clímax do filme, Gudrun oferece um solilóquio sobre a importância da vida pessoal na revolução. Dando particular ênfase à ruptura com as normas sexuais heterossexuais e possessivas, exortando os seus camaradas a aderir à "Intifada Homossexual".
A pressão da personalidade controladora de Gudrun faz com que o grupo se dissolva. A maioria dos guerrilheiros urbanos foge para a noite. No desfecho, os personagens são mostrados algum tempo depois. Vários encontraram a felicidade nas relações homossexuais estabelecidas durante a sua atividade revolucionária. Che tornou-se um treinador de terroristas Médio Oriente. Patrick foge com Clyde, embarcando numa carreira de assaltos a bancos. Esta ação é uma reminiscência das ações de Patty Hearst com o Symbionese Liberation Army. Gudrun e Andreas acabam por sossegar e ter um filho chamado Ulrike (em hora de Ulrike Meinhof), filho este que Gudrun espera poder vir a encarnar a próxima geração da Facção Exército Vermelho.
Bruce LaBruce é um dos diretores contemporâneos, nem tão novo assim, que tem um trabalho super interessante mas que dificilmente seus filmes chegam no mercado brasileiro, sendo possível conhecer somente através de downloads e mostras. Este filme traz algo que eu poderia chamar de revolucionário, sem aquele sarcasmo quando falamos na pretensão que essa palavra carrega, pois falar de coisas que revolucionam em nossos tempos é bastante difícil.
O poder que a sexualidade exerce sobre nossas vidas, a energia sexual como impulsionadora de todos os sentidos, transformando e revolucionando, essas são algumas das principais temáticas do universo criativo de LaBruce. Usando sexo aliado a uma estética baseada na cultura pop e queer do movimento punk gay americano, que por si só já é transgressora, este filme tem muito mais do que a tal revolução homossexual que o filme mostra.
As cenas de sexo são estimulantes, ardor e energia sexual como provocação aliada a referências que misturam discursos marxistas a imagens de sexo explicito. Desconstruindo conceitos e seriedades, o diretor cutuca o espectador através de imagens instigantes, cortes rápidos, onde pênis e vaginas surgem imensos, úmidos e eretos na tela.
Eu escrevo muito mal, to pensando horrores simplificando tudo: esse cara é incrível, primeiro filme dele que eu vi, demais cara!
Se algum dia o mestre Jean-Luc Godard resolvesse fazer um "filme adulto", o resultado seria algo muito próximo de The Raspberry Reich. É difícil pensar que um híbrido de ideologia socialista com sarcasmo e sexo explícito possa dar certo, mas vejam só, Bruce La Bruce conseguiu. Conferi as duas versões, mas achei a versão softporn ainda mais hilária e genial. É no mínimo engraçado ver aquelas frases idióticas de George Bush censurando - ou pelo menos tentando - o ato sexual dos personagens, e quando faltam frases, as imagens de Tony Blair e Bush estão lá, hahahaha. A antológica personagem Gudrun é uma verdadeira escola de slogans inusitados que revezam entre o escárnio e a filosofia militante. Dos diálogos aos nomes dos personagens, tudo no filme é uma pérola que merece uma análise mais profunda. Toda vez que eu ouvia o nome "Che", me dava uma vontade súbita de rir. Só assistindo pra entender. O elenco de atores não-profissionais intensifica ainda mais o nível de deboche do filme, e é puramente estratégico, já que La Bruce se aproveita da falta de profissionalismo dos atores como um meio de fuga pra fazer suas narrações em off repletas de críticas ferrenhas à sociedade, não só alemã, mas universal. Coisa de gênio. Taí um modo bem irreverente de inserir a pornografia dentro de um contexto político.
Eu assisti a versão SP e achei genial. Todas as curiosidades, os fatos, o experimentalismo...! Sem dúvidas, Gudrun salva o filme com suas filosofias libertárias e a cada nova cena, mais engraçado ficava. "Revolution is my boyfriend"!
Bruce La Bruce sempre Bruce La Bruce! Isso quer dizer estranho, perfeito, incomum e imprevisível!
Não q o filme não seja bom, diria até impar mesmo, porém pra que tanta cena de sexo... A revolução sexual é mais visual do que propriamente falada.
O filme, no geral, é bom, o roteiro é ótimo, d euma criatividade ímpar, mas, claro, há suas gratuidades, mas devemos releva-las!
PS.: se você está interessado no filme mesmo, vale ver a versão softporn, onde frases passam em cima das cenas de sexo, assim dá um ar mais experimental e as frases encaixxam-se com a proposta crítica do filme!
artigo valioso sobre esse filme, não deixem de ler e comentar! http://tinyurl.com/yay3e8r