Clístenes
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No Filmow desde Abril de 2012.
Sobre
«Diz-se que há no cinema uma tradição Méliès e uma tradição Lumière. Acho que também há uma tradição Feuillade, que uliliza maravilhosamente o fantástico de Méliès e e o realismo de Lumière»
- Alain Resnais in: "Louis Feuillade" - página 153, Emile Feuillade, Louis Feuillade, Francis Lacassin - 1964 - 205 páginas
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Ora, ele, Nosso tempo, incomparável de vigor interior e exterior, de criação nova do mundo interior e exterior, de produção de potencialidades até nós insuspeitas: interiores e exteriores, físicas e religiosas -, Nosso tempo sintetizou, através de um élan divino, as múltiplas experiências do homem. Nós somamos todos os elementos da vida prática e da vida sentimental, nós casamos a Ciência e o ideal da Arte, os aplicando numa e noutra para captar e fixar os ritmos da luz. É o Cinema.
A Sétima Arte concilia assim todas as outras. Telas em movimento. Arte Plástica se desenvolvendo segundo as normas de Arte Rítmica.
- Ricciotto Canudo - Fragmento do “Manifesto das Sete Artes”
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" There are cinéphiles and cinéphages. Truffaut is a cinéphile. A cinéphage - a film nerd - sits in the front row and writes down the credits. But if you ask him whether it's good, he'll say something sharp. But that's not the point of movies: to love cinema is to love life, to really look at this window on the universe. It's incompatible with note-taking! "
- Henri Langlois
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"One must save everything and buy everything. Never assume you know what's of value."
- Henri Langlois (Movement of film preservation)
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"Uma civilização democrática se salvará, só se tornar a linguagem da imagem em um estímulo para a reflexão crítica - não um convite para a hipnose."
- Umberto Eco
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"É necessário fazer aqui uma recapitulação das imagens e dos signos no cinema. Não somente uma pausa entre a imagem-movimento e outro gênero de imagem, mas ocasião de considerar o problema mais grave, o das relações cinema-linguagem. Estas relações parecem, com efeito, condicionar a possibilidade de uma semiologia do cinema. Christian Metz multiplicou, a esse respeito, as precauções.
Em vez de perguntar: de que modo o cinema é uma língua(a famosa língua universal da humanidade?), ele coloca a questão “em que condições o cinema deve ser considerado uma linguagem?”. E sua resposta é dupla, pois invoca primeiramente um fato, depois uma aproximação. O fato histórico é que o cinema se constituiu como tal tornan-se narrativo, apresentado uma história, e rechaçando as outras direções possíveis. A aproximação que se seque é que, a partir de então, as sucessões de imagens e até mesmo cada imagem, um único plano, são assimiladas a proposições, ou melhor, a enunciados orais: O plano considerado como o menor enunciado narrativo. Metz insiste no caráter hipotético desta assimilação. Mas parece que ele só multiplica as precauções para se permitir uma imprudência. Colocou uma questão muito rigoroso de direito (quid juris?), e responde com um fato e com uma aproximação. Subtituindo a imagem por um enunciado, e ele pode e deve aplicar-se certas determinações que não pertencem exclusivamente à língua, mas condicionam os enunciados de uma linguagem, ainda que essa linguagem não seja verbal e opere independentemente de um sistemas de linguagem. O princípio
segundo o qual a linguística é só uma parte da semiologia é assim
realizado na definição de linguagens sem um sistema de linguagem
(semes), que inclui o cinema, bem como as línguas,
gestos, roupas ou música. Portanto, não há razão para olhar
por recursos do cinema que só pertencem a um sistema de linguagem, como
articulação dupla. Por outro lado, as características linguísticas, que
se aplicam necessariamente as declarações serão encontradas no cinema, como
regras de uso, no sistema de linguagem e fora dela: A sintagma
(conjunto das atuais unidades relativas) e o paradigma (disjunção das atuais unidades com unidades ausentes comparáveis)."
Gilles Deleuze - Cinema 2: The Time-Image