O filme se passa em um futuro devastado pela radiação onde o crescimento das cidades fez com que várias se unissem e se transformassem em apenas uma chamada Mega City One, e é este lugar que está tomado pela criminalidade, corrupção e pelas drogas, uma em especial, a droga Slo-Mo. Neste futuro uma nova forma de policiamento, digamos assim, opera, são os chamados "Juízes", autorizados a combater o crime das melhor forma que lhes convir, fazendo valer a lei e a ordem. O filme retrata uma missão do juiz Dredd contra a maior gangue da Mega City One, responsável pela droga Slo-Mo e comandada por Ma-Ma, e nesta mesma missão a recruta Anderson, uma mutante (devido a radiação) que consegue adentrar em outras mentes, fica a encargo de Dredd para ser testada. O filme se desenrola nessa missão, dentro um prédio-favela, e apesar do enredo simples e do ambiente restrito, o filme não fica entediante, há ótimos efeitos sonoros e trilha sonora, uma fotografia de luz estourada que demostra a aridez das cenas e claro, como filme de ação que é, investe nos efeitos especiais. Em certos momentos as cenas em Slow-Motion da droga Slo-Mo ficam cansativas, mas eu achei a sacada de usar este efeito para as cenas muito inteligente, e portanto, não desnecessário. Eu gostei do filme, não é o tipo de filme para assistir uma segunda vez, mas vale a pena a primeira. O filme é uma adaptação das histórias em quadrinhos de mesmo nome criada em 1977 por John Wagner e Carlos Ezquerra na revista 2000 AD, o bacana é que na época o intuito era fazer uma crítica a Inglaterra do período, e se pararmos para pensar não mudou muito a realidade corrupta e a problemática das drogas de lá pra cá, eu nunca li os quadrinhos, então não posso dizer o quanto o filme faz jus a ele, mas comparando ao filme "O Juiz" ("Judge Dredd") de 1995 que foi a primeira adaptação cinematográfica proposta, este novo é bem superior, com excessão da atuação criticada de Sylvester Stallone no primeiro filme, que para mim, em nada é tão diferente assim da atuação de Karl Urban no novo.
Este é um filme inovador, no qual em 3 horas de duração você sente que está assistindo a vários filmes simultaneamente, isso porque a estória se passa em tempos diferentes, e cada um dos períodos históricos estão interligados de alguma forma ao período seguinte e seguinte e seguinte. São 8 personagens chave em cada um dos 6 períodos históricos, que são: 1949 ~ escravatura, 1946 ~ amor homossexual ambientado na pós-guerra na Inglaterra, 1973 ~ investigação jornalística a respeito de usinas nucleares em São Francisco, 2012 ~ velhinhos britânicos em fuga do asilo, 2144 ~ revolução na fictícia Neo Seul, 2346 ~ um cenário um tanto "pós-apocalíptico" depois de um evento chamado "A Queda". Exatamente pelo tempo de duração o filme se torna um tanto quanto cansativo, pois as estórias não são paralelamente interessantes, e o filme exige atenção concentrada do início ao fim. Mas vale dizer, é um filme que vale muito o esforço! É um quebra-cabeça que depois de compreendido (ou tentado, minimamente) você percebe o quanto é fabuloso! Cabe ao espectador desvendar estas conexões entres os períodos, tanto da essência da mensagem que é passada, quanto da estória dos próprios personagens, personagens esses que são vividos a cada período pelos mesmos atores dos períodos anteriormente mostrados e que também irá ser divertido tentar desvendar a identidade do ator por trás da maquiagem. O roteiro é inteligente e muito bem desenvolvido, a maquiagem e os efeitos especiais são um caso à parte em qualidade. Dos períodos, o meu preferido foi sem dúvida o ambiente sci-fi de 2144 (por isso a escolha da imagem acima), que merecia um filme à parte! O filme, surpreendentemente é baseado em um livro, trata-se de "Cloud Atlas" do autor inglês David Mitchell.
Uma coisa fica claro, a mensagem do filme é de que a vida é cíclica, de que tudo está conectado e de que há uma energia cármica, que perpassa as encarnações. O que se faz em uma vida reflete a frente e frente, e neste mesmo sentido nossa alma esta aqui em processo de evolução. Cada ator no filme traz uma mesma alma, que em cada período reencarna em seu processo de evolução, tendo recuos e avanços morais, como é o exemplo do personagem de Hugo Weaving, que começa sendo mal e em 2346 traz uma alma tão perversa que se torna um Leprechaun maligno, ou Tom Hanks que inicia sendo um médico ambicioso em 1949 e em seu processo de evolução, no fim, termina como um líder de aldeia com um bom coração atormentado. Ainda ligado às reencarnações, está a marca da estrela, que indica a alma em cada período que fará a diferença no mundo. Além, é claro, de muitos outros detalhes interligados, de objetos e símbolos ligados de uma época à outra.
É um filme muito interessante, para ser visto e revisto, analisado diversas vezes.
Eis o filme mais aguardado de 2012 por mim, e que eu só pude assistir em 2013, aguardando por uma boa qualidade disponível para download (e não venham falar de cinema que o da minha cidade até agora ainda nem trouxe o filme para cá, sinta a minha situação nessa cidade!). É difícil falar minha opinião de um filme que é baseado em um dos meus livros preferidos do meu autor preferido, mas eu já imaginava e confiava no fato de que Peter Jackson faria um bom trabalho em sua direção, como realmente fez nesta primeira parte. Eu acho que a história de "O Hobbit" ter sido dividida em 3 filmes foi um tanto exagerado e comercial visando lucros, mas tudo bem, isso é ainda mais feliz, pois só demonstra que poderão contar a estória em mais detalhes (e mais fielmente ao livro), além de trazer partes dos outros livros que são cruciais para o entendimento redondo da estória desses pequeninos na Terra Média, de toda ambientação do período e da saga do Anel. Serei óbvia dizendo que é necessário ter lido o livro (e também "O Senhor dos Anéis") para compreender de fato a magnitude de tudo que envolve a estória e o trabalho grandioso de Tolkien, no mais, deu para perceber que o intuito dessa primeira parte foi mesmo tentar explicar ao máximo as pontas deixadas soltas da primeira trilogia de filmes "O Senhor dos Anéis" também dirigida por Peter Jackson, assim como não deixar pontas soltas da própria estória contada em "O Hobbit", para isso, trouxeram muito da história de alguns personagens e linhagem contadas nos outros livros de Tolkien, e eu considero isso bacana, para quem leu os livros consegue se ambientar, para quem não leu é ainda mais positivo por não ficar tão perdido. Gostei bastante do filme, e como imaginava, não tinha como não gostar de cada detalhe então eu serei redundante dizendo: a fotografia é perfeita, o figurino é lindo, os efeitos especiais são dignos e os atores foram muito bem escolhidos.
Este é um daqueles filmes lindos que você chora, sente e leva para a vida. Ele conta a história de Tessa, uma adolescente de 17 anos que possui uma doença terminal, e por isso, decide aproveitar ao máximo o que lhe resta de sua vida, fazendo assim uma lista de coisas que deseja realizar antes de morrer, no percurso, ela dá valor a sua verdadeira amizade, descobre um amor e estreita seus laços familiares. Eu o achei um tanto mais do mesmo de "Restless" lançado em 2011, mas isso em nada desmerece a beleza do filme, que ao contrário da delicadeza do outro traz algo mais realisticamente doloroso e revoltado. É um filme com uma fotografia bonita dentro de um roteiro simples, mas me fez pensar na vida, no que realmente importa. Vi algumas pessoas enaltecendo a atuação de Dakota Fanning, que particularmente achei superestimanda, nada em especial comparado com tantas atuações magníficas que ela já teve, e vi muita gente criticando a atuação de Jeremy Irvine como Adam e reclamando da química do casal, mas bem, aquele garoto é tão bonito que entrando mudo e saindo calado ainda seria o melhor no papel, digno de passar os últimos dias de vida. Eu gostei bastante do filme, mas fiquei com a sensação de que ele poderia ter sido melhor explorado em muitas partes. O filme é baseado no livro "Antes de Morrer" da autora Jenny Downham.
Ainda não Ana, mas imagino (como na maioria da vezes o é) que ele seja mais completo, detalhado, pois tive a sensação que o filme corta bastante as cenas. ^^
Respirei... e então só consegui respirar novamente depois que o filme acabou. Este é um filme que choca, e do início ao fim lhe deixa apreensiva por tentar entender a estória, e então, tentar entender se o que você imagina é mesmo o que está acontecendo. O filme conta, misturando flash back e tempo presente, a estória da relação mãe-filho de Eva e Kevin, que foi sempre uma relação difícil. A trama se mostra propositalmente confusa ao espectador, pois o intuito é trazer essa sensação exacerbada da relação conturbada entre mãe e filho, o filme utiliza não só da organização do tempo para construir isso, como também da fotografia com cores vívidas e da trilha sonora animada, que destoam completamente das cenas secas que retratam as situações ora entediantes ora trágicas vividas pelos personagens. No decorrer do filme, você vai compreendo o que se tornou a vida de Eva por causa do filho, e o que se tornou o filho por "n" motivos. O filme questiona até que ponto é culpa da mãe uma patologia do filho, se seria uma tendência inata ou se seria fruto de uma relação negligenciada. As atuações de Tilda Swinton e Ezra Miller são incríveis. O filme foi baseado no livro de mesmo nome, da autora Lionel Shriver, o livro em português foi lançado pela editora Intrínseca com uma capa muito bonita e perturbadora!
Este é um daqueles filmes que desde o cartaz é possível perceber que foi pré-moldado para ser indie, que não inova no roteiro, mas traz tamanha qualidade que faz tudo valer a pena. O filme conta a estória de Oliver, um adolescente como qualquer outro a sua volta, descobrindo o mundo, descobrindo o sexo oposto e querendo ser aceito... e a trama do filme é basicamente esta, os conflitos e visões do garoto neste processo de transição da adolescência. É um filme de um roteiro simples e encantador, retratando um adolescente confuso e sonhador, uma adolescência comum perdida em um tempo fictício, que mistura épocas sem revelar de fato em que época o filme se passa, um tanto anos 80, um tanto anos 60, mas é nessa simplicidade que ele consegue passar sua mensagem, utilizando de diálogos bem construídos, uma fotografia melancolicamente bonita, um amontoado de lembranças nostálgicas em jogos de câmera dinâmicos, e com uma trilha sonora elaborada por Alex Turner que você jamais deixará de ouvir mesmo muito tempo depois de tê-lo assistido. "Submarine" é um filme muito gostoso de assistir, e descobri só depois que o filme foi baseado no livro de mesmo nome, do autor Joe Dunthorne.
Este é um daqueles filmes incrivelmente fortes e sensíveis, que vai lhe fazer chorar em algum momento, por mais que você se controle. Conta a história de Oskar, um garoto de 11 anos que perde seu pai no atentado de 11 de setembro ao World Trade Center, seu pai era também seu melhor amigo, juntos desbravavam lugares e mapas, montavam expedições fictícias de descobertas de tesouros materiais e imaginados. Com a morte do pai, Oskar se vê sozinho em um difícil convívio com a mãe e até mesmo com sua própria dor da perda, é assim então que ele descobre, ao revirar o closet do pai, uma chave dentro de um envelope com a inscrição "Black", ele percebe então que esta pode ser a última mensagem deixada por seu pai, uma última expedição de reconhecimento. A trama do filme se dá aí, em uma incrível busca de Oskar através das pessoas que possivelmente estão ligadas a esta chave, todas as pessoas na lista telefônica que levam o sobrenome "Black". O filme é incrível, com uma fotografia bonita, com atuações emocionantes, e com um enredo muitíssimo inteligente. O filme, inclusive, foi baseado no livro "Extremamente Alto, Incrivelmente Perto" ~que seria o título do filme, se a tradução fosse na íntegra do título em inglês!~ do autor Jonathan Safran Foer. Um filme que faz você repensar no valor que dá à vida e às pessoas.
Este é um daqueles filmes que encanta de tão leve, com um roteiro bem simplesinho mesmo que é pra gente não ter que pensar muito e ficar só observando a fotografia bonita, que aliás, é bem bonita. É um história doce que vale a pena assistir em uma tarde que tudo que se deseja é descansar os olhos e mente.
Um olhar atento para Cameron 'CJ' Adams, que atua de forma toda expressiva. p.s.: Desejei aquele esconderijo de folhas secas em meio a floresta.
Nossa ce falou tudo, simples, calmo, gostoso de assistir, te envolve pela pureza do filme. O autor quando escreveu estava muito inspirado, muito bem com a vida. É muito linda a historia
O filme é realmente encantador, a fotografia não é especialmente linda como eu esperava (esperava por efeitos especiais mágicos, dando realidade as fadas), mas é linda de outra forma, o filme é ambientado bem teatralmente mesmo, e como no teatro o valor está no jogo de luz e sombras, expressões, cenários e figurinos, estes que são lindos, por sinal. O cenário é todo montado como se estivesse em um palco e, relacionando isso ao valor da obra de Shakespeare, fica lindo, digno da história. Você se sente sentadinha em uma poltrona no teatro, em séculos passados, a assistir a peça. As poucas músicas da trilha sonora são elogiáveis, bonitas óperas. E algo pelo qual eu não esperava: os diálogos são fiéis ao livro (os mesmos!), o que para muitos torna mais cansativo, mas para os amantes do autor, uma maravilha. Um filme que vale a pena ser visto para quem gosta de Shakespeare e antigos romances, ou mesmo, para quem quer conhecer um pouquinho mais sobre a obra, o filme traz uma bela adaptação cinematográfica. Gostei muito do filme, me encantei.
É um filme lindo, lindo em sua melancolia, pois é bem triste também. O filme tem uma fotografia bem bonita e a filmagem é feita de um modo que me agrada muito, quase "caseiro", com câmera trêmula e ângulos incomuns. O bacana, é que de início você não percebe muito, mas conforme o filme vai se aproximando do fim você percebe que não é a história de uma mulher que sofre por amor, mas de um homem que ama uma mulher e sofre. A trilha sonora do filme também é linda, em especial essa música que ele canta pra ela.
p.s: Não tem como não se apaixonar por Dean (Ryan Gosling) *----*
Até certo ponto funciona bem no que se propôs, nos envolvemos no drama familiar e luta da personagem, sentimos a tristeza e desamparo da situação. Há cenas fortes, cruas e sufocantes. Mas acaba ficando um filme muito arrastado, de acontecimentos lentos, o que em certa altura do filme vai deixando-o cada vez mais cansativo. Em certos momentos as atuações de alguns atores em especial {principalmente Jennifer Lawrence, pois o filme é extremamente centrado nela} é o que ampara um pouco as cenas. Um filme que tem certa beleza, mas que não me conquistou.
Logo de início o filme faz um teste de resistência nos apresentando um diálogo aceleradíssimo, pouco compreensível e pouco útil para a trama. Quando estes diálogos acelerados se repetem durante o filme as cenas ficam bem cansativas, mas de alguma forma prende a atenção. Pra mim foi muito superestimado, não merecia uma indicação ao Oscar como Melhor Filme, e com exceção do prêmio de Melhor Trilha Sonora, não considerei os prêmios ganhos por muito merecimento não. Sim, eu gostei do filme, do desenrolar da história, mas foi apenas isso pra mim, uma história bacana sendo contada, entende? Não é um roteiro muito sensacional. A história sim, o acontecimento é sensacional, Zuckerberg não foi/é simplesmente um gênio, ele foi esperto!
Gostei muito, muito mesmo. É um filme incrível e merecedor de todos os prêmios recebidos {Melhor Filme, Diretor, Ator e Roteiro Original}. A atuação de Colin Firth foi sensacional, a tempos eu esperava por um papel digno do talento dele {momento mulherzinha: acho ele o inglês maaais lindo e charmoso forever! rs.} e neste ele pode mostrar toda a sua técnica e competência. Elogiável também é a fotografia do filme, (se "A Origem" não tivesse me conquistado pelos jogos de câmera, certamente eu daria o MEU Oscar de Melhor Fotografia para ele), a filmagem foi feita de um modo que coloca o espectador na cena, no constrangimento do personagem, uma bela direção de fotografia que usa de uma filmagem que enaltece o desequilíbrio da cena, o rei Albert com toda a sua insegurança é sempre mostrado nos cantos da tela, de cima para baixo e em um foco trêmulo, tudo para que nós, meros espectadores, sintamos também o desconforto do personagem. Achei o figurino e ambientação muito bonito também, e de um modo suave, nada levado ao "oohh" de realeza, pois não era a intenção chamar a atenção para isso. E exatamente isso que tanto gostei no filme, ele cumpriu o papel em tudo que se propôs, um roteiro muito original e bem adaptado, um drama que emociona sem cansar ou apelar muito para o clima "II Guerra Mundial", uma estória bem contada e interpretada {Helena Bonham Carter e Geoffrey Rush também estavam magníficos em seus papéis, e este ultimo mesmo não tendo um papel de grandes trejeitos conseguiu dar uma enorme originalidade com seu talento}. Eu realmente gostei muito, e adorei ver um pouquinho mais da história do pai da atual Rainha Elizabeth II.
O filme tem um roteiro que te prende do início ao fim, te confunde um pouco, mas eu não chego a dizer que é complicado, não achei. Basta somente prestar bastante atenção em todas as explicações apresentadas, e isso eles não poupam, TUDO é explicado a todo instante para todos os personagens em cena, chega a cansar. Achei muito merecido os quatro troféus do Oscar que levaram para casa {Efeitos Especiais, Fotografia, Mixagem e Edição de Som}, mas fora isso, não o achei um filme extraordinário como ouvi tanto comentarem por aí. Pegaram uma idéia bacana, até original, e tentaram fazer um roteiro inteligente, mas que na minha opinião poderia ter sido muito mais aprofundado. Sim, eu gostei do filme, só esperava mais de uma idéia inicial desta.
É claro que não é um filme sensacional, afinal, a trilha sonora e cenas são completamente um álbum do ABBA! Isso é quase um guilty pleasure, rs. Mas exatamente por isso o filme é pura diversão. Mas é só isso, não espere nada além. "Mamma Mia!" é um filme ame ou odeie, não tem meio termo. Se você não gosta de musicais, não perca seu tempo assistindo. Se você não gosta de ABBA, não perca seu tempo assistindo. Agora, se você gosta de ambos, divirta-se! Algumas canções são cansativas e depois de repetir o refrão pela segunda vez você já chora pra que termine logo, mas há outras que são uma delícia (em especial a cena em que Amanda Seyfried canta "Honey Honey", que pra mim é a cena mais gostosa), e a maneira como as canções foram manipuladas ficaram muito natural (na medida do possível, pois musicais NUNCA são "naturais", rs.). Eu gostei muito, achei, despretensiosamente, uma delícia de assistir.
A direção de arte é inegavelmente bonita, afinal, estamos falando de Ballet (ou Balé, como preferirem), uma arte que trabalha com diversas formas de expressão, combinando música, dança e figurino, e isso o filme trabalha bem, "O Lago dos Cisnes" é a peça perfeita pra isso e o sonho de qualquer bailarina. Como thriller psicológico o resultado também é muito bom, vai do suspense extremo à cenas aflitantes, mas é exatamente aí que, na minha opinião, peca. O filme foi muito bem ambientado, a confusão mental da personagem de Natalie Portman foi magnificamente bem atuada (a atriz arrazou! Merecida indicação ao oscar.), e brincou também com o psicológico do espectador, mas cansou, porque de início brinca com a idéia do sobrenatural, depois quem assiste passa a "perceber" que não, que o suspense é um transtorno psíquico de Nina (Natalie Portman), até aí ótimo, pois esse é todo o processo de amadurecimento do roteiro, até então bem trabalho em torno do suspense. Mas quando o suspense chega no auge, quando o espectador está deveras angustiado e esperando pelo momento, nada acontece, apenas mais suspense, a todo momento a angustia da espera fica, até que no fim há a transformação, a angustia cessada, mas aí o filme acaba, e você fica com aquela sensação de "ah, então tá!", como se faltasse algo. Desculpe, mas essa foi a sensação que eu tive, e o motivo pelo qual indico 3 estrelas e meia, pra mim, faltou algo. Quem conhece a peça de "O Lago dos Cisnes" espera a toda momento a quebra do suspense (ou um impacto) do lado Odile, o Cisne Negro, mas somos arrastados até o fim por um suspense no Cisne Branco, Odette. Não que eu não tenha gostado da cena final em si, essa foi perfeita nos mínimos detalhes (como é o final na "história original"), o que não me agradou foi a maneira como o suspense foi manipulado ate este fim. p.s: Mas é preciso comentar, bailarinas e pseudo-bailarinas afastadas da coxia sentirão uma saudade eterna do tempos de ballet, rs. Os momentos tensos de coxia e ensaio, por sinal, são muito bem demonstrados.
Primeiro, e melhor de tuuudo, é preciso falar da trilha sonora feita pelos Daft Punk, mui-tís-si-mo boa! Daquelas que quando termina o filme você TEM (!) que baixar pra ter no computador. E segundo, os efeitos especiais que também são ótimos (moooorro de inveja de quem assistirá/assistiu em 3D, caso tenha sido bem usado deve valer muito a pena!). As atuações também são boas. Eu não assisti ao primeiro, versão dos anos 80, mas gostei muito desta 'continuação' e ficaram bem independentes. (Mas exatamente por ter gostado quero assisti "Tron - Uma Odisséia Eletrônica" de 1982).
Desde quando o filme foi lançado eu queria muito assisti-lo, mas enrolei, enrolei, até que chegou o dia (ou melhor, semana, pois foi dividido em 4 partes) em que passou em um especial da Globo. Assisti. E não sei dizer ao certo se gostei muito ou não, achei bem produzido, a escolha de alguns atores em especial muito me agradou. Mas, não alcançou as minhas expectativas, eu esperava por um filme muito mais emotivo e esclarecedor para as pessoas que não conhecem muito ao espiritismo, pois a vida de Chico tinha conteúdo de sobra pra isso. Não me entendam mal, não gostaria que o filme transformasse ninguém, eu apenas tinha em mente que o filme passasse mais da mensagem de caridade que Chico pregava, seja para quem acredita no espiritismo ou não. Mas ainda assim, o que mostrou foi interessante e digno de respeito. E certamente, pela história de vida de Chico Xavier, vale a pena ser visto. Eu apenas acho que tinha tudo para ser muito melhor, e foi simplesmente bom.
p.s: Um elogio mais que merecido para as cenas da entrevista no extinto programa Pinga Fogo, as cenas seguiram a fala à risca, e a interpretação de Nelson Xavier foi fantástica.
Pra quem simplesmente assiste como filme pode até parecer muito bom, boa produção, algumas boas atuações, história. Mas pra quem leu aos livros essa é uma das adaptações maaaaaais ofensivas da história! Sério! O erro já começa em querer adaptar 4 livros(!) riquíssimos em detalhes para apenas 1 filme. E se não bastasse correr com o roteiro e engolir cenas importantíssimas da história original, eles ainda distorceram completamente algumas cenas, mas tipo, não é distorcer pra adaptar, é distorcer completamente! A escolha da atriz Julianna Margulies para fazer a personagem Morgana foi muito bacana, ela é muito parecida. O que não me agradou é que na adaptação do filme a personagem não amadurece! No livro ela se torna uma pessoa super sábia. Anjelica Huston como Viviane foi perfeito. As atrizes Joan Allen (Morgause) e Caroline Goodall (Igrane) também parecem muito, fisicamente, com suas respectivos personagens (mas personalidade nem dá pra comentar, porque como disse, eles distorceram muito a história). Já as outras escolhas para as atuações não fazem jus aos personagens.
Tem pequenas partes boas, mas as "ruins" transcendem muito! Minha estrela vai apenas para a escolha e atuação das atrizes comentadas, e pela cena do Rito de Beltane (excluindo a parte final que não há a "descoberta") e pelas cenas do lago de Avalon, que seguem (e respeitam!) mais a história original do livro.
Eu adorei o filme, histórias de fantasia me agradam muito. É um filme bem leve, previsível, mas ainda assim encantador. Não é um roteiro muito elaborado, mas que funciona bem nas telas para ser uma obra pra assistir em família (apesar de o filme ser indicado para 12 anos?). Achei uma delícia de assistir. E eu não acho que nenhum papel tenha desmerecido a nenhum ator, talvez seja diferente dos papéis ao qual estão acostumados a interpretar, como o de De Niro, mas ainda assim são bons papéis em um filme de qualidade. Nada excepcional, mas bom o suficiente.
Filme mais mulherzinha impossível! rs. E ainda obriguei o namorado a assistir comigo, no fim ele não achou tão ruim assim, e eu também não. É um filme pra entreter, com uma história simples, leve e divertida, garante algumas cenas engraçadas. E toda mulher consumista se identifica, mesmo que só um poquinho (?) rs. Eu gostei do filme, e dá ainda pra babar em algumas peças grifadas. Mas vamos combinar? Quem fez o figurino desse filme tem péssimo gosto, conseguiu escolher AS PIORES peças das coleções e com algumas peças bonitas conseguiram fazer AS PIORES composições possíveis, muitos figurinos feios. No mais, mantiveram bem a essência do livro, o que é sempre muito importante em filmes com essa base.
Tá que eu achei que eles alongaram bastante pra dar o tempo estimado pra dividir em 2 partes, mas ainda assim é Harry Potter, né?! Eu gosto de graça. Vale totalmente a pena, vale até mofar até o ano que vem pra terminar de assistir, morrendo de ansiedade. Mas uma coisa pra quem leu os livros é verdade: nessa primeira parte eles não revelem praticamente nada dos mistérios, deixaram tudo pra parte final. (O que me faz pensar que esse filme final vai ser o melhor ever!)
O filme se passa em um futuro devastado pela radiação onde o crescimento das cidades fez com que várias se unissem e se transformassem em apenas uma chamada Mega City One, e é este lugar que está tomado pela criminalidade, corrupção e pelas drogas, uma em especial, a droga Slo-Mo. Neste futuro uma nova forma de policiamento, digamos assim, opera, são os chamados "Juízes", autorizados a combater o crime das melhor forma que lhes convir, fazendo valer a lei e a ordem. O filme retrata uma missão do juiz Dredd contra a maior gangue da Mega City One, responsável pela droga Slo-Mo e comandada por Ma-Ma, e nesta mesma missão a recruta Anderson, uma mutante (devido a radiação) que consegue adentrar em outras mentes, fica a encargo de Dredd para ser testada. O filme se desenrola nessa missão, dentro um prédio-favela, e apesar do enredo simples e do ambiente restrito, o filme não fica entediante, há ótimos efeitos sonoros e trilha sonora, uma fotografia de luz estourada que demostra a aridez das cenas e claro, como filme de ação que é, investe nos efeitos especiais. Em certos momentos as cenas em Slow-Motion da droga Slo-Mo ficam cansativas, mas eu achei a sacada de usar este efeito para as cenas muito inteligente, e portanto, não desnecessário. Eu gostei do filme, não é o tipo de filme para assistir uma segunda vez, mas vale a pena a primeira. O filme é uma adaptação das histórias em quadrinhos de mesmo nome criada em 1977 por John Wagner e Carlos Ezquerra na revista 2000 AD, o bacana é que na época o intuito era fazer uma crítica a Inglaterra do período, e se pararmos para pensar não mudou muito a realidade corrupta e a problemática das drogas de lá pra cá, eu nunca li os quadrinhos, então não posso dizer o quanto o filme faz jus a ele, mas comparando ao filme "O Juiz" ("Judge Dredd") de 1995 que foi a primeira adaptação cinematográfica proposta, este novo é bem superior, com excessão da atuação criticada de Sylvester Stallone no primeiro filme, que para mim, em nada é tão diferente assim da atuação de Karl Urban no novo.
Este é um filme inovador, no qual em 3 horas de duração você sente que está assistindo a vários filmes simultaneamente, isso porque a estória se passa em tempos diferentes, e cada um dos períodos históricos estão interligados de alguma forma ao período seguinte e seguinte e seguinte. São 8 personagens chave em cada um dos 6 períodos históricos, que são: 1949 ~ escravatura, 1946 ~ amor homossexual ambientado na pós-guerra na Inglaterra, 1973 ~ investigação jornalística a respeito de usinas nucleares em São Francisco, 2012 ~ velhinhos britânicos em fuga do asilo, 2144 ~ revolução na fictícia Neo Seul, 2346 ~ um cenário um tanto "pós-apocalíptico" depois de um evento chamado "A Queda". Exatamente pelo tempo de duração o filme se torna um tanto quanto cansativo, pois as estórias não são paralelamente interessantes, e o filme exige atenção concentrada do início ao fim. Mas vale dizer, é um filme que vale muito o esforço! É um quebra-cabeça que depois de compreendido (ou tentado, minimamente) você percebe o quanto é fabuloso! Cabe ao espectador desvendar estas conexões entres os períodos, tanto da essência da mensagem que é passada, quanto da estória dos próprios personagens, personagens esses que são vividos a cada período pelos mesmos atores dos períodos anteriormente mostrados e que também irá ser divertido tentar desvendar a identidade do ator por trás da maquiagem. O roteiro é inteligente e muito bem desenvolvido, a maquiagem e os efeitos especiais são um caso à parte em qualidade. Dos períodos, o meu preferido foi sem dúvida o ambiente sci-fi de 2144 (por isso a escolha da imagem acima), que merecia um filme à parte! O filme, surpreendentemente é baseado em um livro, trata-se de "Cloud Atlas" do autor inglês David Mitchell.
Posso dizer qual é a minha interpretação?
Uma coisa fica claro, a mensagem do filme é de que a vida é cíclica, de que tudo está conectado e de que há uma energia cármica, que perpassa as encarnações. O que se faz em uma vida reflete a frente e frente, e neste mesmo sentido nossa alma esta aqui em processo de evolução. Cada ator no filme traz uma mesma alma, que em cada período reencarna em seu processo de evolução, tendo recuos e avanços morais, como é o exemplo do personagem de Hugo Weaving, que começa sendo mal e em 2346 traz uma alma tão perversa que se torna um Leprechaun maligno, ou Tom Hanks que inicia sendo um médico ambicioso em 1949 e em seu processo de evolução, no fim, termina como um líder de aldeia com um bom coração atormentado. Ainda ligado às reencarnações, está a marca da estrela, que indica a alma em cada período que fará a diferença no mundo. Além, é claro, de muitos outros detalhes interligados, de objetos e símbolos ligados de uma época à outra.
A melhor interpretação :))
I agree completely
Eis o filme mais aguardado de 2012 por mim, e que eu só pude assistir em 2013, aguardando por uma boa qualidade disponível para download (e não venham falar de cinema que o da minha cidade até agora ainda nem trouxe o filme para cá, sinta a minha situação nessa cidade!). É difícil falar minha opinião de um filme que é baseado em um dos meus livros preferidos do meu autor preferido, mas eu já imaginava e confiava no fato de que Peter Jackson faria um bom trabalho em sua direção, como realmente fez nesta primeira parte. Eu acho que a história de "O Hobbit" ter sido dividida em 3 filmes foi um tanto exagerado e comercial visando lucros, mas tudo bem, isso é ainda mais feliz, pois só demonstra que poderão contar a estória em mais detalhes (e mais fielmente ao livro), além de trazer partes dos outros livros que são cruciais para o entendimento redondo da estória desses pequeninos na Terra Média, de toda ambientação do período e da saga do Anel. Serei óbvia dizendo que é necessário ter lido o livro (e também "O Senhor dos Anéis") para compreender de fato a magnitude de tudo que envolve a estória e o trabalho grandioso de Tolkien, no mais, deu para perceber que o intuito dessa primeira parte foi mesmo tentar explicar ao máximo as pontas deixadas soltas da primeira trilogia de filmes "O Senhor dos Anéis" também dirigida por Peter Jackson, assim como não deixar pontas soltas da própria estória contada em "O Hobbit", para isso, trouxeram muito da história de alguns personagens e linhagem contadas nos outros livros de Tolkien, e eu considero isso bacana, para quem leu os livros consegue se ambientar, para quem não leu é ainda mais positivo por não ficar tão perdido. Gostei bastante do filme, e como imaginava, não tinha como não gostar de cada detalhe então eu serei redundante dizendo: a fotografia é perfeita, o figurino é lindo, os efeitos especiais são dignos e os atores foram muito bem escolhidos.
Este é um daqueles filmes lindos que você chora, sente e leva para a vida. Ele conta a história de Tessa, uma adolescente de 17 anos que possui uma doença terminal, e por isso, decide aproveitar ao máximo o que lhe resta de sua vida, fazendo assim uma lista de coisas que deseja realizar antes de morrer, no percurso, ela dá valor a sua verdadeira amizade, descobre um amor e estreita seus laços familiares. Eu o achei um tanto mais do mesmo de "Restless" lançado em 2011, mas isso em nada desmerece a beleza do filme, que ao contrário da delicadeza do outro traz algo mais realisticamente doloroso e revoltado. É um filme com uma fotografia bonita dentro de um roteiro simples, mas me fez pensar na vida, no que realmente importa. Vi algumas pessoas enaltecendo a atuação de Dakota Fanning, que particularmente achei superestimanda, nada em especial comparado com tantas atuações magníficas que ela já teve, e vi muita gente criticando a atuação de Jeremy Irvine como Adam e reclamando da química do casal, mas bem, aquele garoto é tão bonito que entrando mudo e saindo calado ainda seria o melhor no papel, digno de passar os últimos dias de vida. Eu gostei bastante do filme, mas fiquei com a sensação de que ele poderia ter sido melhor explorado em muitas partes. O filme é baseado no livro "Antes de Morrer" da autora Jenny Downham.
você já leu o livro? é bom como o filme?
Ainda não Ana, mas imagino (como na maioria da vezes o é) que ele seja mais completo, detalhado, pois tive a sensação que o filme corta bastante as cenas. ^^
Respirei... e então só consegui respirar novamente depois que o filme acabou. Este é um filme que choca, e do início ao fim lhe deixa apreensiva por tentar entender a estória, e então, tentar entender se o que você imagina é mesmo o que está acontecendo. O filme conta, misturando flash back e tempo presente, a estória da relação mãe-filho de Eva e Kevin, que foi sempre uma relação difícil. A trama se mostra propositalmente confusa ao espectador, pois o intuito é trazer essa sensação exacerbada da relação conturbada entre mãe e filho, o filme utiliza não só da organização do tempo para construir isso, como também da fotografia com cores vívidas e da trilha sonora animada, que destoam completamente das cenas secas que retratam as situações ora entediantes ora trágicas vividas pelos personagens. No decorrer do filme, você vai compreendo o que se tornou a vida de Eva por causa do filho, e o que se tornou o filho por "n" motivos. O filme questiona até que ponto é culpa da mãe uma patologia do filho, se seria uma tendência inata ou se seria fruto de uma relação negligenciada. As atuações de Tilda Swinton e Ezra Miller são incríveis. O filme foi baseado no livro de mesmo nome, da autora Lionel Shriver, o livro em português foi lançado pela editora Intrínseca com uma capa muito bonita e perturbadora!
Este é um daqueles filmes que desde o cartaz é possível perceber que foi pré-moldado para ser indie, que não inova no roteiro, mas traz tamanha qualidade que faz tudo valer a pena. O filme conta a estória de Oliver, um adolescente como qualquer outro a sua volta, descobrindo o mundo, descobrindo o sexo oposto e querendo ser aceito... e a trama do filme é basicamente esta, os conflitos e visões do garoto neste processo de transição da adolescência. É um filme de um roteiro simples e encantador, retratando um adolescente confuso e sonhador, uma adolescência comum perdida em um tempo fictício, que mistura épocas sem revelar de fato em que época o filme se passa, um tanto anos 80, um tanto anos 60, mas é nessa simplicidade que ele consegue passar sua mensagem, utilizando de diálogos bem construídos, uma fotografia melancolicamente bonita, um amontoado de lembranças nostálgicas em jogos de câmera dinâmicos, e com uma trilha sonora elaborada por Alex Turner que você jamais deixará de ouvir mesmo muito tempo depois de tê-lo assistido. "Submarine" é um filme muito gostoso de assistir, e descobri só depois que o filme foi baseado no livro de mesmo nome, do autor Joe Dunthorne.
Este é um daqueles filmes incrivelmente fortes e sensíveis, que vai lhe fazer chorar em algum momento, por mais que você se controle. Conta a história de Oskar, um garoto de 11 anos que perde seu pai no atentado de 11 de setembro ao World Trade Center, seu pai era também seu melhor amigo, juntos desbravavam lugares e mapas, montavam expedições fictícias de descobertas de tesouros materiais e imaginados. Com a morte do pai, Oskar se vê sozinho em um difícil convívio com a mãe e até mesmo com sua própria dor da perda, é assim então que ele descobre, ao revirar o closet do pai, uma chave dentro de um envelope com a inscrição "Black", ele percebe então que esta pode ser a última mensagem deixada por seu pai, uma última expedição de reconhecimento. A trama do filme se dá aí, em uma incrível busca de Oskar através das pessoas que possivelmente estão ligadas a esta chave, todas as pessoas na lista telefônica que levam o sobrenome "Black". O filme é incrível, com uma fotografia bonita, com atuações emocionantes, e com um enredo muitíssimo inteligente. O filme, inclusive, foi baseado no livro "Extremamente Alto, Incrivelmente Perto" ~que seria o título do filme, se a tradução fosse na íntegra do título em inglês!~ do autor Jonathan Safran Foer. Um filme que faz você repensar no valor que dá à vida e às pessoas.
Este é um daqueles filmes que encanta de tão leve, com um roteiro bem simplesinho mesmo que é pra gente não ter que pensar muito e ficar só observando a fotografia bonita, que aliás, é bem bonita. É um história doce que vale a pena assistir em uma tarde que tudo que se deseja é descansar os olhos e mente.
Um olhar atento para Cameron 'CJ' Adams, que atua de forma toda expressiva.
p.s.: Desejei aquele esconderijo de folhas secas em meio a floresta.
Nossa ce falou tudo, simples, calmo, gostoso de assistir, te envolve pela pureza do filme. O autor quando escreveu estava muito inspirado, muito bem com a vida. É muito linda a historia
O filme é realmente encantador, a fotografia não é especialmente linda como eu esperava (esperava por efeitos especiais mágicos, dando realidade as fadas), mas é linda de outra forma, o filme é ambientado bem teatralmente mesmo, e como no teatro o valor está no jogo de luz e sombras, expressões, cenários e figurinos, estes que são lindos, por sinal. O cenário é todo montado como se estivesse em um palco e, relacionando isso ao valor da obra de Shakespeare, fica lindo, digno da história. Você se sente sentadinha em uma poltrona no teatro, em séculos passados, a assistir a peça. As poucas músicas da trilha sonora são elogiáveis, bonitas óperas. E algo pelo qual eu não esperava: os diálogos são fiéis ao livro (os mesmos!), o que para muitos torna mais cansativo, mas para os amantes do autor, uma maravilha. Um filme que vale a pena ser visto para quem gosta de Shakespeare e antigos romances, ou mesmo, para quem quer conhecer um pouquinho mais sobre a obra, o filme traz uma bela adaptação cinematográfica. Gostei muito do filme, me encantei.
É um filme lindo, lindo em sua melancolia, pois é bem triste também. O filme tem uma fotografia bem bonita e a filmagem é feita de um modo que me agrada muito, quase "caseiro", com câmera trêmula e ângulos incomuns. O bacana, é que de início você não percebe muito, mas conforme o filme vai se aproximando do fim você percebe que não é a história de uma mulher que sofre por amor, mas de um homem que ama uma mulher e sofre.
A trilha sonora do filme também é linda, em especial essa música que ele canta pra ela.
p.s: Não tem como não se apaixonar por Dean (Ryan Gosling) *----*
Até certo ponto funciona bem no que se propôs, nos envolvemos no drama familiar e luta da personagem, sentimos a tristeza e desamparo da situação. Há cenas fortes, cruas e sufocantes. Mas acaba ficando um filme muito arrastado, de acontecimentos lentos, o que em certa altura do filme vai deixando-o cada vez mais cansativo. Em certos momentos as atuações de alguns atores em especial {principalmente Jennifer Lawrence, pois o filme é extremamente centrado nela} é o que ampara um pouco as cenas. Um filme que tem certa beleza, mas que não me conquistou.
Logo de início o filme faz um teste de resistência nos apresentando um diálogo aceleradíssimo, pouco compreensível e pouco útil para a trama. Quando estes diálogos acelerados se repetem durante o filme as cenas ficam bem cansativas, mas de alguma forma prende a atenção. Pra mim foi muito superestimado, não merecia uma indicação ao Oscar como Melhor Filme, e com exceção do prêmio de Melhor Trilha Sonora, não considerei os prêmios ganhos por muito merecimento não. Sim, eu gostei do filme, do desenrolar da história, mas foi apenas isso pra mim, uma história bacana sendo contada, entende? Não é um roteiro muito sensacional. A história sim, o acontecimento é sensacional, Zuckerberg não foi/é simplesmente um gênio, ele foi esperto!
Gostei muito, muito mesmo. É um filme incrível e merecedor de todos os prêmios recebidos {Melhor Filme, Diretor, Ator e Roteiro Original}. A atuação de Colin Firth foi sensacional, a tempos eu esperava por um papel digno do talento dele {momento mulherzinha: acho ele o inglês maaais lindo e charmoso forever! rs.} e neste ele pode mostrar toda a sua técnica e competência. Elogiável também é a fotografia do filme, (se "A Origem" não tivesse me conquistado pelos jogos de câmera, certamente eu daria o MEU Oscar de Melhor Fotografia para ele), a filmagem foi feita de um modo que coloca o espectador na cena, no constrangimento do personagem, uma bela direção de fotografia que usa de uma filmagem que enaltece o desequilíbrio da cena, o rei Albert com toda a sua insegurança é sempre mostrado nos cantos da tela, de cima para baixo e em um foco trêmulo, tudo para que nós, meros espectadores, sintamos também o desconforto do personagem. Achei o figurino e ambientação muito bonito também, e de um modo suave, nada levado ao "oohh" de realeza, pois não era a intenção chamar a atenção para isso. E exatamente isso que tanto gostei no filme, ele cumpriu o papel em tudo que se propôs, um roteiro muito original e bem adaptado, um drama que emociona sem cansar ou apelar muito para o clima "II Guerra Mundial", uma estória bem contada e interpretada {Helena Bonham Carter e Geoffrey Rush também estavam magníficos em seus papéis, e este ultimo mesmo não tendo um papel de grandes trejeitos conseguiu dar uma enorme originalidade com seu talento}. Eu realmente gostei muito, e adorei ver um pouquinho mais da história do pai da atual Rainha Elizabeth II.
O filme tem um roteiro que te prende do início ao fim, te confunde um pouco, mas eu não chego a dizer que é complicado, não achei. Basta somente prestar bastante atenção em todas as explicações apresentadas, e isso eles não poupam, TUDO é explicado a todo instante para todos os personagens em cena, chega a cansar. Achei muito merecido os quatro troféus do Oscar que levaram para casa {Efeitos Especiais, Fotografia, Mixagem e Edição de Som}, mas fora isso, não o achei um filme extraordinário como ouvi tanto comentarem por aí. Pegaram uma idéia bacana, até original, e tentaram fazer um roteiro inteligente, mas que na minha opinião poderia ter sido muito mais aprofundado. Sim, eu gostei do filme, só esperava mais de uma idéia inicial desta.
É claro que não é um filme sensacional, afinal, a trilha sonora e cenas são completamente um álbum do ABBA! Isso é quase um guilty pleasure, rs. Mas exatamente por isso o filme é pura diversão. Mas é só isso, não espere nada além. "Mamma Mia!" é um filme ame ou odeie, não tem meio termo. Se você não gosta de musicais, não perca seu tempo assistindo. Se você não gosta de ABBA, não perca seu tempo assistindo. Agora, se você gosta de ambos, divirta-se! Algumas canções são cansativas e depois de repetir o refrão pela segunda vez você já chora pra que termine logo, mas há outras que são uma delícia (em especial a cena em que Amanda Seyfried canta "Honey Honey", que pra mim é a cena mais gostosa), e a maneira como as canções foram manipuladas ficaram muito natural (na medida do possível, pois musicais NUNCA são "naturais", rs.). Eu gostei muito, achei, despretensiosamente, uma delícia de assistir.
A direção de arte é inegavelmente bonita, afinal, estamos falando de Ballet (ou Balé, como preferirem), uma arte que trabalha com diversas formas de expressão, combinando música, dança e figurino, e isso o filme trabalha bem, "O Lago dos Cisnes" é a peça perfeita pra isso e o sonho de qualquer bailarina. Como thriller psicológico o resultado também é muito bom, vai do suspense extremo à cenas aflitantes, mas é exatamente aí que, na minha opinião, peca. O filme foi muito bem ambientado, a confusão mental da personagem de Natalie Portman foi magnificamente bem atuada (a atriz arrazou! Merecida indicação ao oscar.), e brincou também com o psicológico do espectador, mas cansou, porque de início brinca com a idéia do sobrenatural, depois quem assiste passa a "perceber" que não, que o suspense é um transtorno psíquico de Nina (Natalie Portman), até aí ótimo, pois esse é todo o processo de amadurecimento do roteiro, até então bem trabalho em torno do suspense. Mas quando o suspense chega no auge, quando o espectador está deveras angustiado e esperando pelo momento, nada acontece, apenas mais suspense, a todo momento a angustia da espera fica, até que no fim há a transformação, a angustia cessada, mas aí o filme acaba, e você fica com aquela sensação de "ah, então tá!", como se faltasse algo. Desculpe, mas essa foi a sensação que eu tive, e o motivo pelo qual indico 3 estrelas e meia, pra mim, faltou algo. Quem conhece a peça de "O Lago dos Cisnes" espera a toda momento a quebra do suspense (ou um impacto) do lado Odile, o Cisne Negro, mas somos arrastados até o fim por um suspense no Cisne Branco, Odette. Não que eu não tenha gostado da cena final em si, essa foi perfeita nos mínimos detalhes (como é o final na "história original"), o que não me agradou foi a maneira como o suspense foi manipulado ate este fim.
p.s: Mas é preciso comentar, bailarinas e pseudo-bailarinas afastadas da coxia sentirão uma saudade eterna do tempos de ballet, rs. Os momentos tensos de coxia e ensaio, por sinal, são muito bem demonstrados.
Primeiro, e melhor de tuuudo, é preciso falar da trilha sonora feita pelos Daft Punk, mui-tís-si-mo boa! Daquelas que quando termina o filme você TEM (!) que baixar pra ter no computador. E segundo, os efeitos especiais que também são ótimos (moooorro de inveja de quem assistirá/assistiu em 3D, caso tenha sido bem usado deve valer muito a pena!). As atuações também são boas.
Eu não assisti ao primeiro, versão dos anos 80, mas gostei muito desta 'continuação' e ficaram bem independentes. (Mas exatamente por ter gostado quero assisti "Tron - Uma Odisséia Eletrônica" de 1982).
O que excesso de férias não faz com a gente, ein? Parada em frente a TV, assisti no SBT, Cinema em Casa, rs.
Filme bobinho pra pré-adolescente.
Desde quando o filme foi lançado eu queria muito assisti-lo, mas enrolei, enrolei, até que chegou o dia (ou melhor, semana, pois foi dividido em 4 partes) em que passou em um especial da Globo. Assisti.
E não sei dizer ao certo se gostei muito ou não, achei bem produzido, a escolha de alguns atores em especial muito me agradou. Mas, não alcançou as minhas expectativas, eu esperava por um filme muito mais emotivo e esclarecedor para as pessoas que não conhecem muito ao espiritismo, pois a vida de Chico tinha conteúdo de sobra pra isso. Não me entendam mal, não gostaria que o filme transformasse ninguém, eu apenas tinha em mente que o filme passasse mais da mensagem de caridade que Chico pregava, seja para quem acredita no espiritismo ou não. Mas ainda assim, o que mostrou foi interessante e digno de respeito. E certamente, pela história de vida de Chico Xavier, vale a pena ser visto. Eu apenas acho que tinha tudo para ser muito melhor, e foi simplesmente bom.
p.s: Um elogio mais que merecido para as cenas da entrevista no extinto programa Pinga Fogo, as cenas seguiram a fala à risca, e a interpretação de Nelson Xavier foi fantástica.
Pra quem simplesmente assiste como filme pode até parecer muito bom, boa produção, algumas boas atuações, história. Mas pra quem leu aos livros essa é uma das adaptações maaaaaais ofensivas da história! Sério! O erro já começa em querer adaptar 4 livros(!) riquíssimos em detalhes para apenas 1 filme. E se não bastasse correr com o roteiro e engolir cenas importantíssimas da história original, eles ainda distorceram completamente algumas cenas, mas tipo, não é distorcer pra adaptar, é distorcer completamente!
A escolha da atriz Julianna Margulies para fazer a personagem Morgana foi muito bacana, ela é muito parecida. O que não me agradou é que na adaptação do filme a personagem não amadurece! No livro ela se torna uma pessoa super sábia. Anjelica Huston como Viviane foi perfeito. As atrizes Joan Allen (Morgause) e Caroline Goodall (Igrane) também parecem muito, fisicamente, com suas respectivos personagens (mas personalidade nem dá pra comentar, porque como disse, eles distorceram muito a história). Já as outras escolhas para as atuações não fazem jus aos personagens.
Tem pequenas partes boas, mas as "ruins" transcendem muito! Minha estrela vai apenas para a escolha e atuação das atrizes comentadas, e pela cena do Rito de Beltane (excluindo a parte final que não há a "descoberta") e pelas cenas do lago de Avalon, que seguem (e respeitam!) mais a história original do livro.
Eu adorei o filme, histórias de fantasia me agradam muito. É um filme bem leve, previsível, mas ainda assim encantador. Não é um roteiro muito elaborado, mas que funciona bem nas telas para ser uma obra pra assistir em família (apesar de o filme ser indicado para 12 anos?). Achei uma delícia de assistir. E eu não acho que nenhum papel tenha desmerecido a nenhum ator, talvez seja diferente dos papéis ao qual estão acostumados a interpretar, como o de De Niro, mas ainda assim são bons papéis em um filme de qualidade. Nada excepcional, mas bom o suficiente.
Filme mais mulherzinha impossível! rs. E ainda obriguei o namorado a assistir comigo, no fim ele não achou tão ruim assim, e eu também não. É um filme pra entreter, com uma história simples, leve e divertida, garante algumas cenas engraçadas. E toda mulher consumista se identifica, mesmo que só um poquinho (?) rs. Eu gostei do filme, e dá ainda pra babar em algumas peças grifadas. Mas vamos combinar? Quem fez o figurino desse filme tem péssimo gosto, conseguiu escolher AS PIORES peças das coleções e com algumas peças bonitas conseguiram fazer AS PIORES composições possíveis, muitos figurinos feios. No mais, mantiveram bem a essência do livro, o que é sempre muito importante em filmes com essa base.
Entretenimento e só. Apesar de bem forçado e mal aproveitado no contexto geral, rende algumas risadas e cenas bonitinhas, mas nada além disso.
Tá que eu achei que eles alongaram bastante pra dar o tempo estimado pra dividir em 2 partes, mas ainda assim é Harry Potter, né?! Eu gosto de graça. Vale totalmente a pena, vale até mofar até o ano que vem pra terminar de assistir, morrendo de ansiedade. Mas uma coisa pra quem leu os livros é verdade: nessa primeira parte eles não revelem praticamente nada dos mistérios, deixaram tudo pra parte final. (O que me faz pensar que esse filme final vai ser o melhor ever!)