Não é The West Wing, mas acaba sendo interessante esta aventura da teledramaturgia pelo universo da política brasileira. Mas é evidente o conteúdo ideológico, seja dos autores ou da emissora, o que seria uma discussão a parte. E essa opção é evidenciada em todos os episódios, seja na questão do "livro didático", no qual a opção é criticar a versão "esquerdista" ao invés de fazer uma crítica à perspectiva neoliberal, ou menos no episódio da "Bolívia do Sul", quando a situação transcorreu de modo diferente à postura adotada pelo governo do PT no episódio da Petrobrás. Há muito mais de conteúdo ideológico e quando é produzido por uma emissora como a Rede Globo, não podemos ser ingênuos e achar que trata-se, simplesmente, da visão dos autores. É propagandístico e o personagem de Montagner lembra muito a postura de Aécio Neves - mesmo que os autores neguem nos extras qualquer relação com algum personagem de fato. O presidente Ventura/Aécio tem apenas o "defeito" de ser mulherengo, mas que socialmente nem é tão mal visto assim pela sociedade, em muitos aspectos é visto valorizado pela sociedade machista. Ok, ele é um homofóbico, mas a trama o "conserta" e no final aceita a situação. Enfim, daria para fazer uma análise mais profunda da trama, mas acredito que seja o suficiente. Quanto aos aspectos técnicos, é notória a opção inicial por fazer algo que lembre Fringe, mas que se perde com o transcorrer da série. A opção por levar a série para o Rio de janeiro, se barateou a produção, perdeu o clima de "bastidores do poder", que poderia ser enfatizado com o clima de Brasília. Mas o resultado final é bom, que venham mais produções políticas.
Uma proposta muito interessante, que foge completamente do modelo Malhação. Os diálogos são mais densos e procuram dar profundidade aos personagens, no entanto, às vezes acaba dar um ar de teatralidade demasiado. Mas tem uma linguagem visual que o diferencia muito dos programas de TV convencionais. É um programa belo na essência. Evidentemente que às vezes temos algumas coisas que não estão muito bem conectadas, talvez Hirsch carregue demais na forma e deixe que alguns atores fiquem meio artificiais em seus personagens. Talvez isso melhore nos próximos episódios, mas até o quarto houve certa desconexão. Bianca Comparato também consegue construir uma personagem interessante que gradualmente está se sentindo mais a vontade... A mãe é péssima! Vamos ver no que vai dar, mas a série é uma grata surpresa! Parabéns para a MTV!
A temporada começou bem com a história da cantora, mas logo foi se distanciando desse mote e temos um misto de Hank "tentando se regenerar" com "adicto a sua história"... Às vezes parece que Kapinos brinca com o espectador dando a entender que Hank poderia se regenerar em nome do amor e da família (faltou apenas a propriedade para formular a TFP), mas depois ele cai na real que não está escrevendo Dawson's Creek (também gostei desta série!) e recupera o personagem. Mas os episódios são irregulares e parece que se repetem demais, como se Hank estivesse cansado de sua vida... ou quisesse nos cansar de assisti-lo. O salto de dois anos e meio na trama ajudou, pois temos uma Becca interessante, pois coloca o dilema de Hank (pai/puteiro) em xeque! Fazer um namorado para Becca como um Hank jovem não é nada criativo, talvez a saída para o marido de Karen tenha ficado mais interessante... (casa com cerca branca é ótimo!)... Enfim, é bom rever Hank, mas parece que a sexta temporada tem que quebrar paradigmas, pois o personagem é bom demais para abacar com o um Charlie Harper, ou se definhando em uma temporada de episódios muito fracos. Kapinos deveria ter a sacada derradeira e concluir essa trajetória de Hank no seu melhor estilo, pois esse roteirista e produtor criou um dos personagens mais complexos da tv... se, por uma lado algumas pessoas são levadas (e enganadas) pela linguagem e o apelo sexual, quem para e começa a assistir, percebe da dramaticidade do personagem de Hank e a tragédia que é sua vida... uma tragédia moderna e compartilhada por personagens secundários incríveis! Ah, não precisava do episódio que parece um remake do filme Letra e Música... às vezes, ser piegas demais ou sarcásticos é legal por alguns instantes, mas um episódio inteiro cansa, pois não há novidade, mas que sabiamente o roteirista faça autocrítica de seu texto na boca do personagem Hank... vamos para a sexta!!!
Moody continua sendo um personagem único!!! Difícil encontrar outro como ele na tv... e Duchovny conseguiu se desligar de Mulder a tal ponto que hoje se parece com Moody... uma ironia se transformar em outro para se desligar de um personagem inesquecível de Arquivo X. Parece que Duchovny interpreta Moody como se estivesse brincando e sequer existisse um roteiro a ser seguido, tamanha a facilidade... mas nesta quarta temporada alguns episódios ficaram mais fracos e, se não fosse o talento de Duchovny, talvez fosse difícil aguentar... Até o episódio 6 estava indo bem, com a trama envolvendo a adaptação do livro de Moody, mas o episódio 7 (The Recused) foi o pior que já assisti até hoje, quase insuportável. Parecia que não havia sobre o que falar e inventou-se um monte de besteira. Depois, a série tentou se recuperar, mas apenas subiu alguns pontos, não mantendo o mesmo nível anterior.
Mas não da para deixar de rir quando Moody, trajando um terno, diz que se parece com um agente do FBI!
O final da série, apesar de ter recuperado a tensão dramática da relação com a família, deixou um pouco a desejar... mas as músicas, no final de cada episódio, são um show!
Depois do Globo de Ouro fui "obrigado" a assistir esta série para saber se era tudo aquilo que diziam. Evitei o ano passado inteiro, mas acabei cedendo. E não da para me arrepender. Lena Dunham conseguiu trazer uma linguagem nova para as séries. E não é na sua estrutura, pois temos narrativas em off, virgens, amores, abandonos, etc... Tudo igual, mas Dunham construiu um roteiro que não precisa utilizar subterfúgios para dizer e fazer o que aqueles meninas fazem e querem. Nesse sentido, o roteiro é mais real do que outros... É claro que contamos com o carisma desta mesma Dunham que não tem pudor em despir-se, mesmo sem ser o padrão de beleza das manequins que desfilam pela Victoria's Secret. É uma série que tem humor, mas consegue mostrar as angústias dessas recém-adultas. Os roteiros são bons porque cada episódio é muito bem desenvolvido e parece que aconteceu um monte de coisas em apenas 30 minutos. As demais meninas também fazem um papel interessante, mas já são mais clichês do que Dunham. Acabei assistindo a primeira temporada de uma vez e darei chance para que a segunda siga o mesmo caminho. Não é sexo por sexo, é sexo porque elas estão a fim de sexo quando quiserem... Não se fala de sexo o tempo todo, mas não deixa de falar, pois parte da realização delas está ligado a isso! Uma série muito legal, em meio a muita coisa que apenas repete fórmulas... Evidentemente que podemos discutir essas proposta a partir de uma perspectiva sociológica e mesmo dizer que a realidade das meninas de NY não é a mesma das meninas brasileiras... tudo isso é possível, mesmo, mas neste momento ainda estou impactado com a qualidade do roteiro (pela simplicidade e objetividade) e pelo talento de Dunham!
Segue com qualidade... não está conseguindo emplacar o mesmo ritmo e tensão das temporadas anteriores, pois surpreender a todo momento não é algo tão simples. Mas continua acima da média de muitas séries e interessante, pois não "preserva o elenco". Talvez essa seja a melhor característica da série, pois podemos ser surpreendidos em qualquer cena. Mas o intervalo da temporada não chegou a ser impactante... talvez até previsível. Enfim, perdeu apenas meia estrela... mas tem crédito!
Tentei buscar uma palavra para expressar o que senti nestes cinco primeiros episódios e somente encontrei: DENSO. Logo no primeiro episódio, além de um rigor visual incrível, percebemos que nada vai ser utilizado para maquiar a relação entre os personagens, ou seja, a relação e a profundidade da série estará fundamentada no roteiro e interpretações. O episódio Júlia quase não tem trilha sonora (nos outros também a trilha sonora é muito pontual), ouvimos os vazios de silêncio deixados pelos diálogos, mas mais do que isso, nos deleitamos com cada palavra que os atores emitem. Os diálogos cabem perfeitamente na boca dos atores e isso faz com que a densidade da trama aumente. Quando percebemos já estamos imersos na proposta da direção que é fazer com que sejamos os analistas, mas também os analisados. Talvez, mais os analistas do que os analisados, pois a câmera, apesar de nos trazer planos em que vemos o analista, em alguns momentos quase temos a câmera subjetivo do analista. A fotografia também é outro elemento que serve para trazer beleza e tensão às cenas. Tudo está muito bem. Foram cinco episódios que fazem com que queiramos mais... Selton Mello constrói um clima que poucas vezes se vê na tela e é mais encontrado nos palcos. Parabéns por esse encontro de grandes atores sendo milimetricamente dirigidos!
Continua sendo uma série diferenciada e muito original, contudo, há vários episódios irregulares, com histórias pouco interessantes e que foram feitos apenas para que a temporada fechasse. O pernúltimo episódio é uma lástima, contudo, o último é um show, digno dos primeiros da série. Hank Moody vivendo sua sina errante...
É muito interessante a maneira com que a trama se desenrola, sem a necessidade de criar ação extremada... mesmo a interação com os zumbis ocorre num limite que a tensão entre os personagens vai sendo esperada, ante qualquer outra coisa. O mais interessante é esperar a revelação das verdadeiras facetas dos personagens... e, nesse sentido, o episódio de meio de temporada conseguiu elevar essa expectativa ao máximo.
Bastante surpreendente pela atmosfera criada, e, além do mais consegue dosar a tensão provocada pelo perigo dos zumbis com a necessidade de sobrevivência. Uma grata surpresa!
Parei para assistir porque imaginei que seria algo semelhante à FAMA, mas a decepção foi imensa. Os atores são muito limitados e comprometem muito na credibilidade na história. Enfim, esse comentário está feito com base no primeiro episódio, pode ser que haja alguma reviravolta, mas não vejo grandes possibilidades, exceto se o elenco estiver escondendo "algum segredo" e a partir do segundo episódio o série se transforme em "Som e Fúria"... Improvável, mas...
Muito bonito... às vezes de uma beleza fria que lembra os filmes de Bergman... evidentemente que a inspiração se da devido à origem dos personagens... Mas é uma das melhores miniséries da Globo!
Fantástica... uma das melhores mini-séries já produzias... desde a direção de artes até a interpretação dos atores... Ana paula Arósio num momento explendoroso!!!!
Muito interessante... e um show para que gosta de roteiros... não por ser algum tipo de história original, que mudou o paradigma do gênero, mas a maneira com que mãe e filha conversam é um show a parte... tantas "tiradinhas" por segundo que parece que elas trabalham em stand up!
Ver a mesma coisa em todos os episódios... só de ouvir o Tatoo gritando "o avião"... mais nostalgia que qualidade dramatúrgica... mas interessante... quem sabe alguém vê seus sonhgos realizados nessa ilha...
Não é The West Wing, mas acaba sendo interessante esta aventura da teledramaturgia pelo universo da política brasileira. Mas é evidente o conteúdo ideológico, seja dos autores ou da emissora, o que seria uma discussão a parte. E essa opção é evidenciada em todos os episódios, seja na questão do "livro didático", no qual a opção é criticar a versão "esquerdista" ao invés de fazer uma crítica à perspectiva neoliberal, ou menos no episódio da "Bolívia do Sul", quando a situação transcorreu de modo diferente à postura adotada pelo governo do PT no episódio da Petrobrás. Há muito mais de conteúdo ideológico e quando é produzido por uma emissora como a Rede Globo, não podemos ser ingênuos e achar que trata-se, simplesmente, da visão dos autores. É propagandístico e o personagem de Montagner lembra muito a postura de Aécio Neves - mesmo que os autores neguem nos extras qualquer relação com algum personagem de fato. O presidente Ventura/Aécio tem apenas o "defeito" de ser mulherengo, mas que socialmente nem é tão mal visto assim pela sociedade, em muitos aspectos é visto valorizado pela sociedade machista. Ok, ele é um homofóbico, mas a trama o "conserta" e no final aceita a situação. Enfim, daria para fazer uma análise mais profunda da trama, mas acredito que seja o suficiente. Quanto aos aspectos técnicos, é notória a opção inicial por fazer algo que lembre Fringe, mas que se perde com o transcorrer da série. A opção por levar a série para o Rio de janeiro, se barateou a produção, perdeu o clima de "bastidores do poder", que poderia ser enfatizado com o clima de Brasília. Mas o resultado final é bom, que venham mais produções políticas.
Uma proposta muito interessante, que foge completamente do modelo Malhação. Os diálogos são mais densos e procuram dar profundidade aos personagens, no entanto, às vezes acaba dar um ar de teatralidade demasiado. Mas tem uma linguagem visual que o diferencia muito dos programas de TV convencionais. É um programa belo na essência. Evidentemente que às vezes temos algumas coisas que não estão muito bem conectadas, talvez Hirsch carregue demais na forma e deixe que alguns atores fiquem meio artificiais em seus personagens. Talvez isso melhore nos próximos episódios, mas até o quarto houve certa desconexão. Bianca Comparato também consegue construir uma personagem interessante que gradualmente está se sentindo mais a vontade... A mãe é péssima! Vamos ver no que vai dar, mas a série é uma grata surpresa! Parabéns para a MTV!
A temporada começou bem com a história da cantora, mas logo foi se distanciando desse mote e temos um misto de Hank "tentando se regenerar" com "adicto a sua história"... Às vezes parece que Kapinos brinca com o espectador dando a entender que Hank poderia se regenerar em nome do amor e da família (faltou apenas a propriedade para formular a TFP), mas depois ele cai na real que não está escrevendo Dawson's Creek (também gostei desta série!) e recupera o personagem. Mas os episódios são irregulares e parece que se repetem demais, como se Hank estivesse cansado de sua vida... ou quisesse nos cansar de assisti-lo. O salto de dois anos e meio na trama ajudou, pois temos uma Becca interessante, pois coloca o dilema de Hank (pai/puteiro) em xeque! Fazer um namorado para Becca como um Hank jovem não é nada criativo, talvez a saída para o marido de Karen tenha ficado mais interessante... (casa com cerca branca é ótimo!)... Enfim, é bom rever Hank, mas parece que a sexta temporada tem que quebrar paradigmas, pois o personagem é bom demais para abacar com o um Charlie Harper, ou se definhando em uma temporada de episódios muito fracos. Kapinos deveria ter a sacada derradeira e concluir essa trajetória de Hank no seu melhor estilo, pois esse roteirista e produtor criou um dos personagens mais complexos da tv... se, por uma lado algumas pessoas são levadas (e enganadas) pela linguagem e o apelo sexual, quem para e começa a assistir, percebe da dramaticidade do personagem de Hank e a tragédia que é sua vida... uma tragédia moderna e compartilhada por personagens secundários incríveis! Ah, não precisava do episódio que parece um remake do filme Letra e Música... às vezes, ser piegas demais ou sarcásticos é legal por alguns instantes, mas um episódio inteiro cansa, pois não há novidade, mas que sabiamente o roteirista faça autocrítica de seu texto na boca do personagem Hank... vamos para a sexta!!!
Moody continua sendo um personagem único!!! Difícil encontrar outro como ele na tv... e Duchovny conseguiu se desligar de Mulder a tal ponto que hoje se parece com Moody... uma ironia se transformar em outro para se desligar de um personagem inesquecível de Arquivo X. Parece que Duchovny interpreta Moody como se estivesse brincando e sequer existisse um roteiro a ser seguido, tamanha a facilidade... mas nesta quarta temporada alguns episódios ficaram mais fracos e, se não fosse o talento de Duchovny, talvez fosse difícil aguentar... Até o episódio 6 estava indo bem, com a trama envolvendo a adaptação do livro de Moody, mas o episódio 7 (The Recused) foi o pior que já assisti até hoje, quase insuportável. Parecia que não havia sobre o que falar e inventou-se um monte de besteira. Depois, a série tentou se recuperar, mas apenas subiu alguns pontos, não mantendo o mesmo nível anterior.
Mas não da para deixar de rir quando Moody, trajando um terno, diz que se parece com um agente do FBI!
Depois do Globo de Ouro fui "obrigado" a assistir esta série para saber se era tudo aquilo que diziam. Evitei o ano passado inteiro, mas acabei cedendo. E não da para me arrepender. Lena Dunham conseguiu trazer uma linguagem nova para as séries. E não é na sua estrutura, pois temos narrativas em off, virgens, amores, abandonos, etc... Tudo igual, mas Dunham construiu um roteiro que não precisa utilizar subterfúgios para dizer e fazer o que aqueles meninas fazem e querem. Nesse sentido, o roteiro é mais real do que outros... É claro que contamos com o carisma desta mesma Dunham que não tem pudor em despir-se, mesmo sem ser o padrão de beleza das manequins que desfilam pela Victoria's Secret. É uma série que tem humor, mas consegue mostrar as angústias dessas recém-adultas. Os roteiros são bons porque cada episódio é muito bem desenvolvido e parece que aconteceu um monte de coisas em apenas 30 minutos. As demais meninas também fazem um papel interessante, mas já são mais clichês do que Dunham. Acabei assistindo a primeira temporada de uma vez e darei chance para que a segunda siga o mesmo caminho. Não é sexo por sexo, é sexo porque elas estão a fim de sexo quando quiserem... Não se fala de sexo o tempo todo, mas não deixa de falar, pois parte da realização delas está ligado a isso! Uma série muito legal, em meio a muita coisa que apenas repete fórmulas... Evidentemente que podemos discutir essas proposta a partir de uma perspectiva sociológica e mesmo dizer que a realidade das meninas de NY não é a mesma das meninas brasileiras... tudo isso é possível, mesmo, mas neste momento ainda estou impactado com a qualidade do roteiro (pela simplicidade e objetividade) e pelo talento de Dunham!
Renatho, o seu comentário me convenceu, também irei ceder a esse seriado.
Segue com qualidade... não está conseguindo emplacar o mesmo ritmo e tensão das temporadas anteriores, pois surpreender a todo momento não é algo tão simples. Mas continua acima da média de muitas séries e interessante, pois não "preserva o elenco". Talvez essa seja a melhor característica da série, pois podemos ser surpreendidos em qualquer cena. Mas o intervalo da temporada não chegou a ser impactante... talvez até previsível. Enfim, perdeu apenas meia estrela... mas tem crédito!
Tentei buscar uma palavra para expressar o que senti nestes cinco primeiros episódios e somente encontrei: DENSO. Logo no primeiro episódio, além de um rigor visual incrível, percebemos que nada vai ser utilizado para maquiar a relação entre os personagens, ou seja, a relação e a profundidade da série estará fundamentada no roteiro e interpretações. O episódio Júlia quase não tem trilha sonora (nos outros também a trilha sonora é muito pontual), ouvimos os vazios de silêncio deixados pelos diálogos, mas mais do que isso, nos deleitamos com cada palavra que os atores emitem. Os diálogos cabem perfeitamente na boca dos atores e isso faz com que a densidade da trama aumente. Quando percebemos já estamos imersos na proposta da direção que é fazer com que sejamos os analistas, mas também os analisados. Talvez, mais os analistas do que os analisados, pois a câmera, apesar de nos trazer planos em que vemos o analista, em alguns momentos quase temos a câmera subjetivo do analista. A fotografia também é outro elemento que serve para trazer beleza e tensão às cenas. Tudo está muito bem. Foram cinco episódios que fazem com que queiramos mais... Selton Mello constrói um clima que poucas vezes se vê na tela e é mais encontrado nos palcos. Parabéns por esse encontro de grandes atores sendo milimetricamente dirigidos!
Continua sendo uma série diferenciada e muito original, contudo, há vários episódios irregulares, com histórias pouco interessantes e que foram feitos apenas para que a temporada fechasse. O pernúltimo episódio é uma lástima, contudo, o último é um show, digno dos primeiros da série. Hank Moody vivendo sua sina errante...
É muito interessante a maneira com que a trama se desenrola, sem a necessidade de criar ação extremada... mesmo a interação com os zumbis ocorre num limite que a tensão entre os personagens vai sendo esperada, ante qualquer outra coisa. O mais interessante é esperar a revelação das verdadeiras facetas dos personagens... e, nesse sentido, o episódio de meio de temporada conseguiu elevar essa expectativa ao máximo.
Bastante surpreendente pela atmosfera criada, e, além do mais consegue dosar a tensão provocada pelo perigo dos zumbis com a necessidade de sobrevivência. Uma grata surpresa!
Parei para assistir porque imaginei que seria algo semelhante à FAMA, mas a decepção foi imensa. Os atores são muito limitados e comprometem muito na credibilidade na história. Enfim, esse comentário está feito com base no primeiro episódio, pode ser que haja alguma reviravolta, mas não vejo grandes possibilidades, exceto se o elenco estiver escondendo "algum segredo" e a partir do segundo episódio o série se transforme em "Som e Fúria"... Improvável, mas...
Muito bonito... às vezes de uma beleza fria que lembra os filmes de Bergman... evidentemente que a inspiração se da devido à origem dos personagens... Mas é uma das melhores miniséries da Globo!
Muito divertido... Situações corriqueiras que se transformam num caos... uma série que manteve a ingebuidade e continua sendo interessante!
Fantástica... uma das melhores mini-séries já produzias... desde a direção de artes até a interpretação dos atores... Ana paula Arósio num momento explendoroso!!!!
Muito interessante... e um show para que gosta de roteiros... não por ser algum tipo de história original, que mudou o paradigma do gênero, mas a maneira com que mãe e filha conversam é um show a parte... tantas "tiradinhas" por segundo que parece que elas trabalham em stand up!
Uma das séries mais inteligentes dos últimos anos... a ironia da narrativa e as situações insólitas fazem com que cada episódio seja incrível...
Desenho muito legal... depois vieram genéricos, mas esse foi impagável!
Começou muito bem... um clima de suspense e mistério bastante intenso... bom!
Uma série interessante... época em que não existia malhação!!! Que bom!!!
Muito boa a série... e deu um toque especial ao gênero com os clips no final de cada episódio!
Uma boa sacada... tem episódios impagáveis... e o menino foi uma descoberta...
Foi uma grande promessa... mas cansei de acompanhar!!!
Ver a mesma coisa em todos os episódios... só de ouvir o Tatoo gritando "o avião"... mais nostalgia que qualidade dramatúrgica... mas interessante... quem sabe alguém vê seus sonhgos realizados nessa ilha...
Divertido... e a fórmula de muitos sitcoms não mudou... a simpatia da Vicky era a grande sacada!!!