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O Grande Gatsby
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Não me Abandone Jamais
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Últimas opiniões enviadas
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Um filme que se afoga na própria pretensão, uma pena.
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Segundo filme que vejo dele, acho que por justamente esperar algo parecido com Yi Yi que fui surpreendido agradavelmente. Não é um filme melhor, mas esteticamente é uma obra-prima. O uso hábil das tomadas externas nas ruas, vielas e becos, a constante presença de sombras que se projetam dentro dos cômodos de maneira assustadora... tudo me leva a julgá-lo uma obra-prima. Bem, quase tudo. Não achei válido o estopim para a crise conjugal que se estabelece, pareceu muito pueril e banal, talvez seja um sintoma de uma juventude alienada e que se estupidifica mais a cada dia.
Mas a condução do que se segue é coisa de mestre. Todo o jogo de realidade vs. ficção, de aparências vs. interiores é composto de forma fantástica.
E a meia hora final é realmente brutal.
Últimos recados
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Lizzy Cosmoestou sim hehehe
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LuanaOuvi dizer que o filme está ótimo, e não duvido. "Antes do pôr-do-sol" é uma das continuações mais verossímeis que já encontrei, que consegue dar uma maturidade muito crível às personagens e não fugir da idéia central do primeiro filme. Gosto muito, e estou morrendo de ansiedade para poder ver.
Cinema está um roubo! Não sei como vou conseguir ir ao cinema depois que perder meu direito à meia-entrada. Vou ter que ter um trabalho muito bom, com toda a certeza. Estou com medo do preço dos ingressos no Festival do Rio. Imagina o valor do passaporte? Vish. E o foda é que eu não resisto e não consigo simplesmente tomar um único café... Eu tomo café, água, pão-de-queijo... Coca-cola, pipoca... Sim, às vezes tudo isso num dia só. haha.
Está fazendo francês ali na Aliança na Tijuca? Fiz um tempão lá, mas desisti por motivo de: preguiça. Mas a língua é linda. Hoje me arrependo de ter desistido...
E que bom que me avisou do protesto, vou ter que sair mais cedo de casa para conseguir chegar a prova no tempo. Cuidado, moço, porque a polícia está muito truculenta e morro de medo do que eles possam fazer diante de uma manifestação no dia de jogo :( Mas a iniciativa é extremamente válida e torço para que nada aconteça aos que forem.
Desde que, recentemente, veio a público a história vivida por Linklater e que serviu de inspiração, para o próprio, na concepção de Before Sunrise, uma coisa acabou criando raízes na minha mente até hoje: a captura cinematográfica de um sentimento, um instante. É a principal força que propulsiona o primeiro filme da trilogia, a existência daquele sentimento tão constantemente rotulado, mas que apenas o é entre o casal principal.
Em Before Sunset a mesma busca ocorre, mas dessa vez não há a necessidade de filmar sobre um sentimento recém descoberto, mas a fagulha de esperança que torna-se um incêndio quando, como diz a chamada de capa para o dvd do filme, você reencontra o amor da sua vida. É sobre expectativa que anuncia-se a grande virada na trilogia, quando o artista concede a si mesmo a oportunidade de viver uma segunda chance, e porque não, ao próprio público. Se desde a invenção do cinema o ser humano experiencia 2/3 a mais de vida do que antes da sua invenção (não sei se procede a estatística, vi isso em algum filme), é justo afirmar que através de sua arte, Linklater pôde viver o que seria de sua vida caso tivesse reencontrado a menina/mulher que conhecera e pela qual se apaixonara anos antes. É o mesmo presente que nós recebemos, a oportunidade de viver algo que por algum motivo ou circunstância acabou não se realizando.
Agora em Before Midnight a conexão já existe, ou existia. O instante filmado na relação daquele casal envolve os problemas decorrentes de uma longa relação cuja força motriz, o amor que os uniu, acabou soterrada pelas ruínas do dia-a-dia, das responsabilidades, de compromissos, do sacrifício em prol dos filhos e da constatação de que o amor não é suficiente. Ou talvez seja? Porque o amor entre duas pessoas pode ser egoísta, a delimitação de um espaço individual que você abre para o convívio com o(a) outro(a) é essencial ser respeitada, mas e o que acontece quando a vida em conjunto cresceu e se transformou numa bagunça desconcertante, quando você nem mesmo tem mais noção de quem é? Nesta última parte da trilogia vemos aquele mesmo casal doce, com a paixão à flor da pele de um dia, se redescobrir como indivíduos, e depois, após uma longa, cruel e amarga discussão, seguir em frente. Juntos.
Mas a trilogia de Linklater exala autenticidade e fluidez por todos os poros. É praticamente impossível evitar uma conexão com aqueles retratos específicos de momentos do casal, desde o encontro casual, passando pela transição cínica dos trinta anos e desaguando no conflito amargo familiar. Por uma boa parte eu acreditei que a amargura vista em cena era devido o fato de achar que Before Midnight desconstruía e pesava em Before Sunrise. Era como se o sonho fosse propositadamente desiludido em crua realidade. Como ver o tipo de relação adulta que eu jamais gostaria de ter.
Então, devido essa maravilha roteirística, Before Midnight remete a si mesmo e aos seus predecessores, e através dessa manobra consegue prover um desfecho otimista, mesmo com um final em aberto.
Ele remete a si mesmo porque vemos ao longo da vida uma constante idéia fantasiosa e idealística do que é o amor ou uma relação a dois, uma ilusão que eventualmente arruína suas expectativas e o traz de volta para a realidade, mesmo a contragosto. É bem o oposto disso, quando para aliviar a realidade que Jesse faz uso de uma pequena fantasia para mostrar a Celine que o amor que um dia sentiram pelo outro ainda está lá, mas transformado em algo mais maduro, em proximidade, cumplicidade, carinho e companheirismo mesmo depois de 18 anos quando perambulam pelas ruas, é um amor que sobrevive ao desgaste do tempo e da convivência, que se reinventou devido a necessidade. Porque na juventude é tudo tão a flor da pele, uma ebulição de sentimentos e sensações, explosão de criatividade, de agitação e impulsividade, onde tudo é mais fácil e rapidamente apaixonante.
Remete-se no monólogo da senhora viúva sobre os pequenos momentos de felicidade na vida que deveriam “somar um todo”, os detalhes singelos da vida a dois que demandam energia e disposição, depois de tanto tempo, para serem apreciados como a maravilha que são.
Before Midnight é também uma correspondência entre o passado, que transpira sua nostalgia romântica, e o futuro cercado de incerteza. Um futuro que exige acima de tudo comprometimento para sequer existir. Outra maravilha que traz certa melancolia para essa fita amarga é a latente dificuldade de se fazer escolhas e o tanto que se perde com isso. Jesse perdeu anos da vida junto com Celine, basicamente toda sua juventude, até se reencontrarem. Justamente por sua decisão de ficar com ela em Paris, ele também perdeu a infância do seu primeiro filho. E o que agrega tanta originalidade à trilogia é a forma como o tempo é utilizado, com blocos reais. No romance típico o tempo, não importa quanto, passa na mesma velocidade, um frame por segundo, ele é inofensivo para o público. Agora com 18 anos separando Before Sunrise de Before Midnight percebemos a real extensão da passagem do tempo na vida de Jesse e Celine, toda a mudança nos personagens permite uma aproximação com a realidade jamais vista antes.
Do ponto de vista técnico, o filme é uma obra-prima. Repete com competência invejável o controle da longevidade dos extensos planos-sequência, onde o ritmo é pautado pelo texto, o corte pela filmagem.
Para mim, quando me dei conta, a tela já tinha ficado preta e os créditos subiam. Sempre tive a noção de que as coisas se resolviam melhor nos filmes do que na vida real, todas as escolhas feitas pareciam ser acertadas. Apesar dos pesares, das lembranças distantes e dos conflitos atuais, é maravilhoso notar a vontade que Jesse e Celine tem de passar o resto de suas vidas na companhia uma do outro.