filmow.com/usuario/mypoornerves/
    Você está em
  1. > Home
  2. > Usuários
  3. > mypoornerves
Rio de Janeiro (BRA)
Usuária desde Novembro de 2011
Grau de compatibilidade cinéfila
Baseado em 0 avaliações em comum

Últimas opiniões enviadas

  • Luana

    O que mais chamou a minha atenção nesse filme foi a quantidade de vídeos e imagens dos momentos mais relevantes de Jango. Silvio Tendler, sendo também historiador, fez uma pesquisa espetacular, levando credibilidade a narração com tantos registros da época. O filme detalha o crescimento político de Jango e como este foi se aproximando dos países de esquerda por identidade ideológica. Eu já gostava de Jango, mas o filme me deixou encantada. Que sujeito corajoso! Seus discursos eram apaixonados. Com toda a certeza, ele não tem preocupações com a chamada "governabilidade", e eis seu maior erro e acerto.

    Outra coisa que achei bem legal foi mostrar, através de depoimentos, a reação da Direita, as armações, os jogos feitos com as massas populares para evitar que Jango fizesse as reformas que queria (agrária, urbana, tributária). Mostra como nós - população - podemos ser manipulados por premissas falsas, seduzidos pelo moralismo (!), e, principalmente, como uma ameaça de mudança do status quo nos assusta e nos conduz a comportamentos acríticos, nos unindo por um ideal egoísta e nos transformando numa arma usada pela oposição. Nesse sentido, o filme se mostra bem atual.

    Belo trabalho de Tendler, com certeza o recomendo para quem quiser saber mais sobre o contexto anterior a ditadura militar.

    Você precisa estar logado para comentar. Fazer login.
    2 respostas
  • Luana

    Jamais diria que o filme parece com "O ano que meus pais saíram de férias". O personagem Juan está muito mais envolvido na dinâmica da militância, diferentemente do que acontecia no filme brasileiro. Também achei esse muito mais cru ao tratar dos sentimentos e dilemas que o menino enfrenta diante da sua vontade de ser criança e a necessidade de ser adulto. É também mais violento - e trata as cenas de maior violência com aquelas ótimas passagens através de quadrinhos. A atuação do menino principal merece destaque, ele carrega uma dureza muito crível.

    Porém, as cenas em slow motion, em close, os sonhos perfeitamente compreensíveis com elementos de diferentes situações, as músicas, os diálogos com o tio... Tudo colabora para formar com muita delicadeza a perspectiva de uma criança envolvida nessa situação, em contraposição a violência da ditadura.

    Você precisa estar logado para comentar. Fazer login.
    1 resposta
    • Sergio Lo Iacono Galvani

      Não vi este ainda, mas um que é muito parecido com Meus Pais Sairam de Férias, é o filme argentino Kamchatka.

      Você precisa estar logado para comentar. Fazer login.
      1 resposta
      • Luana

        Tentarei assistir esse. Os três, pelo que vi dessa sinopse, retratam a vida de uma criança cujos pais estão envolvidos na militância contra a ditadura, mas o que eu quis dizer é que "Infância Clandestina" (que vive sendo reprisado agora no telecine cult) e "O ano que meus pais saíram de férias" possuem abordagens distintas o suficiente para que a comparação entre os dois seja injusta.

        É, inclusive, maravilhoso notar como premissas semelhantes podem resultar em filmes completamente diferentes, cada qual com suas qualidades.

        Você precisa estar logado para comentar. Fazer login.
  • paradeda
    paradeda

    Agora achei! \o/

    Estava procurando "O Sol", e era "O Sal". ^^

  • paradeda
    paradeda

    Ah, "Die Andere Heimat" é o que estou traduzindo no momento.

  • paradeda
    paradeda

    Engraçado, não vi o “The Green Prince” esse, mas li a sinopse agora e me pareceu não ter sido a primeira vez. No entanto, não recordo tê-lo feito anteriormente, não recordo do título, do cartaz... nada. De todo modo teria me deixado com o pé atrás mesmo que não tivesses dele comentado qualquer coisa. Sobre a nota, a de “Valsa com Bashir” também é muito alta, mais até que a desse outro (e naquele votaram para mais de 2,5 mil pessoas, em “The Green...”, apenas 4). Bueno, sem entrar em conjecturas sobre o posicionamento político dos usuários do Filmow (rs), percebo que no caso de “Valsa...” há até mesmo pessoas minimamente, digamos, críticas a Israel que o veem como um bom filme, e não como uma obra imersa no pensamento sionista. Não sei se seria o caso desse documentário mais recente — quanto à percepção de quem viu. Se quiseres, depois me conta sobre tua experiência em ver "Valsa com Bashir" pela segunda vez. Gostarei de saber.

    O sionismo precisou reescrever toda a história da região, como a dos próprios judeus, para defender seu projeto. Imagino quanto coisa não foi apagada dessa história da Palestina e região no pré-Estado de Israel, com o aparato militar e ideológico sionista. Quanta coisa surpreendente até mesmo para quem tem noção das mentiras do sionismo, e de como esse “conflito” nasce com esse Estado racista, teocrático.

    Fiquei muitíssimo interessado nesse filme, "O Sol desse Mar", mas não consegui achar referências na internet. Recordas o nome original, para que eu tente localizá-lo?

    Não recordo desse trecho de “Os Palestinos”, mas já vi o filme, por indicação tua. Já disse isso? Creio que sim... Se não foi o caso de eu ter apenas pensado em fazê-lo, parece-me que ofereci ajuda com a tradução (que disseste ter vontade de fazer) em uma mensagem pelo MakingOff. Bem, tendo essa oferta chegado até ti ou permanecido até este momento apenas em meu cérebro, comunico que permanece de pé. rs

    Senti-me lisonjeado com o tanto de filmes que me “roubaste”, e diria ainda que fizeste uma ótima seleção de filmes dos quais gostei bastante. Haha! Espero que também gostes daqueles aos quais porventura venhas a realmente assistir. Também adoraria ler a respeito de tuas impressões sobre esses.

    P.S. Não te preocupes, não fiz qualquer julgamento sobre tua maratona do Oscar.

    Beijo pra ti também, e até breve! :)