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Últimas opiniões enviadas

  • Luana

    O que mais chamou a minha atenção nesse filme foi a quantidade de vídeos e imagens dos momentos mais relevantes de Jango. Silvio Tendler, sendo também historiador, fez uma pesquisa espetacular, levando credibilidade a narração com tantos registros da época. O filme detalha o crescimento político de Jango e como este foi se aproximando dos países de esquerda por identidade ideológica. Eu já gostava de Jango, mas o filme me deixou encantada. Que sujeito corajoso! Seus discursos eram apaixonados. Com toda a certeza, ele não tem preocupações com a chamada "governabilidade", e eis seu maior erro e acerto.

    Outra coisa que achei bem legal foi mostrar, através de depoimentos, a reação da Direita, as armações, os jogos feitos com as massas populares para evitar que Jango fizesse as reformas que queria (agrária, urbana, tributária). Mostra como nós - população - podemos ser manipulados por premissas falsas, seduzidos pelo moralismo (!), e, principalmente, como uma ameaça de mudança do status quo nos assusta e nos conduz a comportamentos acríticos, nos unindo por um ideal egoísta e nos transformando numa arma usada pela oposição. Nesse sentido, o filme se mostra bem atual.

    Belo trabalho de Tendler, com certeza o recomendo para quem quiser saber mais sobre o contexto anterior a ditadura militar.

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    2 respostas
  • Luana

    Jamais diria que o filme parece com "O ano que meus pais saíram de férias". O personagem Juan está muito mais envolvido na dinâmica da militância, diferentemente do que acontecia no filme brasileiro. Também achei esse muito mais cru ao tratar dos sentimentos e dilemas que o menino enfrenta diante da sua vontade de ser criança e a necessidade de ser adulto. É também mais violento - e trata as cenas de maior violência com aquelas ótimas passagens através de quadrinhos. A atuação do menino principal merece destaque, ele carrega uma dureza muito crível.

    Porém, as cenas em slow motion, em close, os sonhos perfeitamente compreensíveis com elementos de diferentes situações, as músicas, os diálogos com o tio... Tudo colabora para formar com muita delicadeza a perspectiva de uma criança envolvida nessa situação, em contraposição a violência da ditadura.

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    • Sergio Lo Iacono Galvani

      Não vi este ainda, mas um que é muito parecido com Meus Pais Sairam de Férias, é o filme argentino Kamchatka.

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      • Luana

        Tentarei assistir esse. Os três, pelo que vi dessa sinopse, retratam a vida de uma criança cujos pais estão envolvidos na militância contra a ditadura, mas o que eu quis dizer é que "Infância Clandestina" (que vive sendo reprisado agora no telecine cult) e "O ano que meus pais saíram de férias" possuem abordagens distintas o suficiente para que a comparação entre os dois seja injusta.

        É, inclusive, maravilhoso notar como premissas semelhantes podem resultar em filmes completamente diferentes, cada qual com suas qualidades.

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  • Mariana Klafke
    Mariana Klafke

    Oi, Lu, tudo bem, apesar da correria?

    Eu não assisti Cinderella, resisto um pouco a releituras dos clássicos da minha infância, rs. Mas vou levar em conta tua indicação e rever essa minha implicância. :P

    Me conta mais, qual é tua questão com Ken Loach?

    Não vi mais daqueles filmes de injustiças em tribunais, mas vou ver uma hora dessas... O caso dos irmãos Naves tá aqui esperando, hehe.

    Das últimas coisas que vi, eu indicaria o documentário Repare Bem, sobre um caso da nossa ditadura civil-militar, bem pesado e emocionante... Ah, outro documentário que vi recentemente e gostei bastante é o Mulheres na Mídia, acho que tu vai curtir também. Hoje vi A cor púrpura, amei demais, mas tu já deve ter visto esse, né? Um clássico... Não sei se tu gosta de ficção científica, mas vi um que curti um dia desses, I origins, já viu?

    Beijão!

  • Isabelle
    Isabelle

    Sim, as estórias são simples, mas cheias de momentos "especiais" dentro dessa simplicidade. Todo mundo pode se interessar e gostar, né? Mas poucos têm essa curiosidade.

    Você vai gostar de "A Canção dos Pardais". Todos os três filmes que eu vi do diretor até hoje viraram meus favoritos também. O próximo dele que eu quero ver é "Baran".

    "A Garota que Anda à Noite" foi uma experiência diferente, pois eu nunca tinha visto um filme de terror iraniano. Por estar nessa curiosidade atual do cinema iraniano, foi algo que achei bem diferente. Fiquei curiosíssima para ler a HQ, depois do filme, que parece ser linda!

    Eu corri atrás de "Salaam Cinema" quando vi "Um Instante de Inocência" (outro belíssimo filme iraniano) e fiquei curiosa.

    Você já viu "Close up"? Através desse filme que eu fiquei curiosa sobre o trabalho de Mohsen Makhmalbaf, que até então não conhecia nada.
    Nesse filme, fala sobre o filme "O Ciclista" e "Feridas de um Casamento", ambos do Mohsen, e foi aí que corri atrás do trabalho dele. Mas acabei vendo por enquanto "A Maçã" e "Um Instante de Inocência". Pretendo ver tudo dele que eu conseguir.

    "O Círculo" eu vi ontem! Aliás, pouco depois que eu assisti, eu passei aqui para adicionar e começamos a conversar, hehehe Coincidência!

    "Dez" é outro que estou curiosa para ver também. Aliás, me atrai muito também esse assunto abordado sobre a condição das mulheres sob o estado islâmico. Fique a vontade para recomendar mais filmes (não precisa ser somente iraniano) sobre assunto feminista! :)

    Aproveito para recomendar dois documentários excelentes sobre a condição de vida de diversas mulheres em de vários países do mundo, que chama "Girl Rising" (tem na Netflix) e "Half the Sky" (tem no Netflix americano).

    Acredita que eu nunca vi nada do Eduardo Coutinho ainda? Preciso!

  • Isabelle
    Isabelle

    O meu é "isabelle_simoes". Sem mko, não dá para viver, rs
    Eu sou uma nova admiradora do cinema iraniano. Conheço pouco também. Comecei a me interessar recentamente e já estou com vontade de ver vários filmes.
    Os últimos que assisti e gostei muito, não sei se já conhece: A Cor do Paraíso, A Canção dos Pardais, A Garota que anda à Noite.

    Estou comigo aqui para ver: O Silêncio e Salaam Cinema. Pretendo ver logo.

    É difícil conhecer quem se interessa por cinema iraniano, né? Também aceito recomendações! haha