Vingança, humor e ambiguidade em um Neo-noir britânico? Sim, é verdade!
O filme retrata a vingança, um dos sentimentos mais prazeros e polêmicos do ser humano, de forma pouco convencional. Mike Hodges subverte expectativas que costumamos ter de um filme com este tema, concentrando-se nas consequências psicológicas do crime, sem violência ou clichês do gênero.
É incomum para este tipo de filme, que a reflexão sobre os acontecimentos, venha antes do confronto inevitável. Uma grande parte do filme é sobre o personagem de Owen tentar resistir a um regresso da sua antiga vida.
Outra coisa estranha é que não está claro qual a relação entre os personagens McDowell é Rhys- Meyers e, isso simplesmente, aumenta a sensação de mistério. Em cada omissão de explicação, surge um anticlímax e, para aqueles que esperam uma orgia de vingança sangrenta, o filme fica longe disso, na verdade, ele introspectivamente explora as possíveis consequêcias de uma vingança, sem falar do inevitável final trágico.
Ambigüidade é a palavra de ordem aqui, por que Hodges sugere que você não pode, necessariamente, confiar em tudo que vê e ouve. "As memórias podem enganar" - diz a narração de Owen no começo do filme, então temos que considerar a possibilidade de que algumas cenas são enganosas.
Vingança Final não é um filme para qualquer público, mas é de se louvar a sua ousadia em ser tão diferente da maioria dos thillers de vingança lançados hoje em dia.
Malcolm Mcdowell enrabando Jonathan Rhys Meyers - não é sempre que lança um filme assim [3]