Gostei como o Haneke usa o silêncio não só como forma de suspense mas também pra ilustrar o estado catatônico das vítimas.
O que seria um bucólico período de férias à beira de um lago para Anna, George e seu filho pequeno, transforma-se num pesadelo quando recebem a visita de um casal de jovens psicopatas, que os submetem a um tenso jogo de tortura psicológica.
Gostei como o Haneke usa o silêncio não só como forma de suspense mas também pra ilustrar o estado catatônico das vítimas.
Revoltante, chocante, doentil e principalmente realista!
Pra mim, esse é um verdadeiro filme de terror, creio que seja muito difícil uma família ser atacada por um espírito, por um serial killer mascarado que nunca morre ou ser colocada em um jogo de tortura, mas isso que é retratado nesse filme de fato acontece, a gente nem sempre fica sabendo dos detalhes quando é noticiado nos jornais, mas acontece e acontece todo dia. Assisti as duas versões e acho que o mais legal é que em ambas fica claro que os personagens se divertem torturando a família, pra mim todos deveriam assistir esse filme e refletir sobre ele, principalmente em tempos como os de hoje em que sempre tem alguém querendo justificar o crime de outra pessoa, esse filme mostra que existem pessoas sádicas, malvadas, que se divertem com o sofrimento alheio, e esse tipo de pessoa é real, existe, assim como existem acontecimentos como o do enredo!
Cu cagado!!!
Nunca perca tempo assistindo esse lixo.
O filme estar listado entre os 1001 filmes essenciais. Então, mesmo que ele seja controverso, tem suas grandes qualidades.
Vi a versão de 2007 há mais de quatro anos, mas tenho a impressão de que os dois são praticamente iguais, inclusive nas tomadas escolhidas e nos movimentos de câmera. Mas há cenas que funcionaram mais em um filme do que no outro.
O Georg desta versão é bem melhor, e acredito que também o Fred, mas simpatizei mais com Anna da versão anterior. Acho que os dois que interpretam Paul tem seu altos e baixos nos dois filmes, mas o Paul de 2007 tem uma expressão bem mais sádica, e o desta versão, bem mais calculista.
O simples ato de ver o filme já nos torna fãs dos "rituais".
É a banalização de vidas sendo mostrada, o que acaba sendo muito comum no mundo real.
Esse não é o primeiro (e certamente não será o último) do gênero que já assisti, mas certamente o mais artístico.
Apesar de ser praticamente o mesmo filme de 2007, achei esse ligeiramente superior. Alguns diálogos fizeram mais sentido e a interação do Arno Frisch com o espectador foi mais convincente do que a de Michael Pitt.
Começando pela trilha sonora ótima , que mistura música clássica com hardcore , o filme é extremamente perturbador e surpreendente , chega a deixar brechas de o que possivelmente irá acontecer , mas entra em conflito com as nossas expectativas . O sorriso sugestivo do vilão , o humor ácido contido no filme , os diálogos que promovem uma interação com o espectador , fazem de Funny Games , um filme no mínimo interessante
Fiquei impressionada com as críticas contidas nesse filme, e acho que é isso que faz dele genial. O sarcasmo, o humor negro no diálogo dos personagens. Angustiante, tenso, desconcertante. (será mesmo que estaríamos compactuando de alguma maneira com a violência? A desejamos? Ela está no íntimo do ser?)
Altas reflexões...
Michael Haneke leva para um novo patamar um de seus temas preferidos: o nosso fascínio pela violência. Se em seus filmes anteriores éramos meros expectadores das tragédias mostradas na tela em Violência Gratuita ele nos transforma em cúmplices dos torturadores. Não há esperança ou redenção, apenas a desgraça iminente.
a cena espetacular do controle remoto me fez rir pra cacete
Com uma trilha que anuncia o caos, o filme começa. De um sadismo e sem um pingo de esperança, que em nenhum momento foge do combinado. O que você, espectador, poderia esperar além disso? Num clima rotineiro, ele caminha para um fim sabido. Quando muda, ela não muda. Casual, ele acontece.
A violência do ponto de vista de quem jogou futebol no elevador do apartamento. Dois emos psicopatas na casa de uma família de bovinos.
Eu não sou de malhar muito nada, mas esse filme... Dá um tempo...
Particularmente, não gostei das interações do personagem com os espectadores, nem da cena do controle.
Ainda não vi o que foi lançado em 2007, mas só por esse (de 1997) me deu vontade de assisti-lo. Filme muito bom e super recomendo!
Havia assistido esse filme há um ano, meu primeiro contato com o Haneke. De lá para cá o filme só cresceu em minha mente e, após assistir outros filmes do diretor recentemente, resolvi rever. A opinião é a mesma (talvez com maior certeza): um filme genial, obra-prima. O melhor para se discutir violência no cinema (e não só). Destaque principalmente para as interações do personagem do Arno Frisch, uma cena melhor que a outra. A do controle remoto então...
Pretendo seguir pela filmografia do diretor.
Não perca seu tempo
Angustiante, debochado e totalmente genial nunca nem em um milhão de anos imaginaria que a cena do controle remoto seria aquilo, genial os filmes de Haneke sempre tem uma charada espetacular, muito bom ...
Qual a melhor versão?
SPOILERS !!!!!!!!!!
Poderíamos chamar Michael Haneke de sádico,mas sádico somos nós,que apreciamos o cinema violento como se fosse uma coisa bela, sádicos são aqueles que assistiram até o final e o criticaram.Alem de ser sádicos,essas pessoas que criticaram são hipócritas. no fim das contas somos cúmplices desse atentado a família.
outra coisa interessante é como o personagem de Paul é o dono do filme. ele é quem comanda a situação,interage com o publico falando e agindo de forma como um personagem que pretende ser e quando as coisas fogem do seu controle,ele é capaz de voltar e muda-la a seu prazer.
no fim das contas,Funny Games é jogo no qual jogamos contra nossa vontade,mas o aproveitamos,porque alias,é só ficção.
A ficção é tão real quanto a realidade que nós vemos, nas próprias palavras de Paul.
O que eu entendi (ou melhor, o que eu consegui absorver) é que o Paul é o dono do filme, assim como você falou, de modo que ele controla o que acontece na história, mas, ao pedir a nossa opinião, mostra que ele não pode nos controlar. Nós podemos parar o filme na hora em que o Paul e o Peter deixam a casa, mas continuamos porque gostamos de ver algo até o fim, mesmo sabendo da iminência da tragédia geral. E mesmo com essa ciência não podemos fazer nada. O "tapa na cara" fica pior quando a realidade e a ficção é discutida, porque a ficção (o que é mostrado no filme - as formas de violência, etc.) acontece na vida real, a violência é praticada dia após dia e, nós, novamente, sabemos disso, e não fazemos nada. Assim, nos tornamos cúmplices e somos tão culpados quanto.
Violência Gratuita foi o meu segundo contato com Michael Haneke. Há muito tempo eu já vinha adiando para assistir esse filme, sempre me recomendaram, mas só agora resolvi conferir.
Tentando não prolongar muito, Violência Gratuita é um filme forte e tenso, consegue mexer bastante com o psicológico e sem utilizar a linguagem visual para isso, apenas através de diálogos frios e irônicos.
O elenco está muito bem, destaque para Arno Frisch que interpreta Paul, o vilão principal, e que já havia trabalhado com Haneke em O Vídeo de Benny, onde já tinha mostrado todo o seu talento e a identificação por personagens desse tipo.
Haneke em 2007 refilmou o filme, segundo comentários que eu li, o diretor praticamente fez tudo igual com mudança apenas do elenco. Como não sou muito fã de refilmagem, acho que passarei longe dessa.
Enfim, o filme é bem chocante e forte, tem uns momentos desnecessários, como a polêmica cena do controle remoto e algumas outras, mas não chegam a interferir tanto na obra.
**** (Ótimo)
A preparação dos atores para a cena após a primeira morte deve ter sido muito trabalhosa. Eles realmente entraram na situação do personagem naquele take longo.
"Liga pra polícia" "Não sei o número" HAHAHAHAHHA
Cada vez mais, o mundo se destrói pelo uso indiscriminável da violência. Mídia e política parecem agir como dois torcedores fanáticos, jogando lenha e garantindo que o caos e o show nunca terminem. Violência Gratuita é o prenúncio destes tempos modernos.
não é porque estou hollywoodinizado, mas gostei mais da versão US. Achei as atuações BEM melhores.
Ainda não assisti a americana, nem sei se quero assistir, rss.
Mas acho difícil alguém fazer um Paul melhor que Arno Frinsch, viu? O cara tem uma feição cínica incrível!
pois é, Caio. Eu gostei mais das atuações americanas. E vc tocou no ponto chave: o cinismo. Os dois jovens na versão americana nos fazem sentir bem mais raiva devido ao cinismo bem interpretado.
Dificil tragar a submissão deles, até pq lá no inicio existe tantas chances de reação... but, ignorando isso.
Genial, simplesmente genial. Filme chocante, diálogos fantásticos, especialmente os que quebram a quarta parede. Personagens muito carismáticos. Recomendo a todos. Verei a versão americana para comparações.
Desnecessariamente óbvio em sua autoconsciência. Quer dizer, ninguém precisa que o sádico pisque para a câmera ou fale com o espectador para que haja uma reflexão sobre violência e nossa sede de sangue e cumplicidade com a violência.
Assim como o diálogo final sobre o que é a realidade e ficção se vemos a vida como vemos os filmes.
Enfim, nada disso afetaria muito o produto final se o filme fosse realmente assustador ou tenso, o que infelizmente ele não é.
Assim, não funciona como piada, como filme reflexivo ou como suspense.
Vou colocar na minha lista. Um filme melhor do que esse com a mesma ideia é "Os Estranhos", aquele com a Liv Tyler.
Eu queria dizer que fiquei tocada com a violência do filme, com o cinismo dos personagens, principalmente o Paul, mas não; o filme é incrível, com metáforas extremamente relevantes e uma frieza que chega a incomodar.
Não é uma dupla de psicopatas, mas sim um trio, a violência é para nos agradar, nós queremos a violência tanto quanto eles. Nós fazemos parte da violência a partir do momento que apertamos o play.
Nós, quem?? Espero, insisto, nunca terem me incluído nessa! Eu não quero nem faço parte desse negócio.
Pesadaço. A covardia, cinismo e psicopatia dos caras na casa de férias chegam a nos dar vontade de ser misantropos.
Os dois "psicopatas" na verdade são metáforas da violência e da indiferença do mundo a que o homem é lançado e é forçado à sobreviver. Não há compaixão, amor ou piedade, pois a natureza é essencialmente desumana, refratária à nossa sobrevivência.
Interessante ver o sangue escorrendo justo na tela da televisão logo após eles matarem o filho do casal.
Quase que não tem sangue neste filme. E, mesmo assim, te dá muito mais desconforto do que assistir a um filme totalmente sangrento. Funny games just because are funny games. Apesar de ser excessivamente desconfortável, é genial a crítica - é, gente, a cena do controle-remoto e a última também, isso mesmo. O mais legal é saber que teve muita gente quadrúpede que assistiu esse filme - o remake, principalmente - e que deve ter achado a coisa mais linda do mundo. Concordar com ironia é muita burrice, na boa.
Arno Frisch e Chris Bantzer, nunca venham pedir ovos por aki blz shaushuash kkk
Há muitos aspectos geniais aqui e posso citar alguns. A transição repentina de ópera para grindcore é soberba e ver aquele som insano a tocar enquanto é mostrada uma doce família feliz foi uma sacada e tanto. Pra quem não sabe, Arno Frisch (Paul, um dos psicopatas) protagonizou outro filme também do Haneke, Benny's Video, em que, apesar de bem mais jovem, também é um psicopata. Bem, esse cara me dá medo.
Durante o filme,
somos colocados como co-partícipes dos jogos divertidos através das perguntas que nos são diretamente dirigidas. Contudo, não temos tal poder de escolha (Será?) pois aquela cena do controle remoto demonstra que, por mais que queiramos ver os bandidos se dando mal, esse não é o fim "real e plausível". O diretor, então, passa por cima daquilo que acredita ser a vontade do espectador e mostra o que esse espectador quer e diz: não será assim!
Além do mais, a cena final
em que os dois psicos estão conversando sobre matéria, anti-matéria, realidade e ficção é extremamente importante. É como se o filme fosse um dos universos possíveis, em que a história teve um fim trágico, mas poderia ser apanas um universo fictício, que também não deixa de ser real. Pode parecer uma teoria bem louca, mas creio que a cena do controle remoto serviu justamente para instigar nossa imaginação nesse ponto. Quais as infinitas possibilidades?
Cara Benny's Video, tão foda quando esse e ele trabalha sozinho lá... kkk Arno realmente nasceu com cara de psycho killer kkk
Também acabei vendo primeiro a versão "hollywoodana" que Haneke filmou e fiquei pasmo com esse, que conseguiu ser mais frio e desolador ainda. É o original, né
Violência Gratuita é um filme angustiante e chocante sem praticamente não recorrer a nenhuma cena forte ou violenta. Se trata de uma grande provocação de Michael Haneke que o tempo todo nos coloca como voyeurs dos jogos psicológicos dos jovens psicopatas que não tem qualquer motivação para cometer seus atos, apenas estão nos entretendo. Retrata a banalização da violência em sua forma mais pura. Com relação à polêmica cena do controle remoto:
Achei uma sacada genial, pois se fosse na vida real não haveria uma reviravolta mirabolante como nos filmes costumam ter, apenas a família sendo assassinada, sem heróismos.
Reflexivo e importante filme.
O olhar do Paul ao final do filme me incomodou.
Concordo com você, Haneke fez o filme justamente como um comentário sobre
a influência da violência midiática sobre a sociedade
E a cena final com o olhar de Paul aliado àquele metal insano também me deu arrepios rs
Aliás, obrigada, Funny Games, por ter me apresentado Naked City... a princípio pensei "que porra de música é essa?", mas viciei na banda, quem diria.
O pessoal aí falando que "procuramos" violência, sangue, estupro. Só se for vocês porque eu passei o filme inteiro torcendo pra que acabesse o sofrimento logo e os psicopatas sim sofressem alguma punição, tanto é que em certo momento me senti aliviado,
mas o alívio foi momentâneo.
não são felizes.
MAS ESSE É O PONTO: você torcia pela punição dos vilões, ficou feliz quando sentiu o "alívio momentâneo". O Haneke está criticando justamente isso, porque torcer pelo sofrimento de um e não de outro? Porque, independente de quem for, um grupo TEM QUE sofre e o outro se salvar?
Esse filme inteiro é uma provocação, e a prova disso são as pessoas que assistem e depois dizem que "não é grande coisa", "esperavam que fosse muito pior".
Não mostram o cachorro morrendo, mandam a mulher tirar a roupa mas ninguém a estupra, a gente não vê o pai sendo esfaqueado e nem o filho levando o tiro.
que no momento em que Anna pega a arma e atira no Peter - o único momento que lembro de ter VISTO um tiro e sangue jorrando - as pessoas na sessão começaram a aplaudir, e logo em seguida ficaram em completo silêncio na cena do controle remoto: o filme pune o espectador que vai assisti-lo sedento por violência.
Arno Frisch nos faz de bobos sorrindo e piscando para a câmera, sempre nos lembrando de que aquilo é um filme e somos cúmplices dos psicopatas uma vez que estamos assistindo aquilo porque queremos.
De fato, quando Paul e Peter vão embora eu me vi me perguntando "mas e agora?" e torcendo para que eles voltassem.
Enfim, se você vai procurar o filme só por querer violência, não se lamente por ter sido decepcionado, porque o alvo é você mesmo.
Cometi o erro de assisti a versão americana antes e apesar de ser praticamente igual, há apenas um detalhe que o diferencia e por isso o torna melhor
que é quando o Paul diz, antes da cena do controle remoto, que aquilo é um filme.
Sempre pensei que um filme como esse não existia e teria que ser “eu” para fazer. Quanta pretensão. Funny Games me ofereceu tudo aquilo que exigentemente quis ver em um filme de violência, envolvendo mocinhos e vilões. Michael Haneke vai além, pois brinca com a metalinguagem justamente para tornar o espectador “sádico” cônscio de seus anseios nada convencionais. Joga tudo na cara e com um sorriso cínico diz: “Não era isso que você queria?” Uma boa prova disso é a cena do controle remoto:
Teve gente que não gostou, mas deve-se considerar que a cena é genial. Dá para notar que foi propositalmente mal feita na parte que Anna pega a arma e atira em Peter. Como pode uma mulher com as mãos amarradas conseguir um feito desses? Também dava para perceber que Paul meio que deixou Anna realizar aquilo. Depois o autor “usa” o controle remoto e regressa com a intenção de corrigir o erro, como se estivesse dizendo: “Calma! Não te decepcionarei, querido espectador. Ainda não acabou.” Com isso Haneke quebra o clichê tão previsível, tipo: alguma coisa positiva tem que ocorrer com os mocinhos.
“Violência Gratuita” é um dos filmes mais originais, inteligentes e chocantes que já vi. Parece ser feito exclusivamente ao cinéfilo que não quer ver limites moralistas nas telas. Mesmo assim o diretor consegue ser um tanto piedoso nesse tópico.
Filme genial demais. Foi recomendado por uma amiga minha há algum tempinho, e estou arrependida por não ter visto antes. A forma como Paul age é espetacular - insana, mas ainda assim espetacular. Como disseram, causa uma tensão do início ao fim do filme. Muito bom.
Alguém tem um link pra assistir o filme? :/
que filme QUE FILME! genial! eu fiquei tensa do inicio ao fim! ainda mais com o sarcasmo do paul. que atuação impecavel do arno frisch