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Data de lançamento
9 Julho 2021Duração
Julie é jovem, bonita, inteligente e não sabe exatamente o que deseja em uma carreira ou parceiro. Uma noite ela conhece Aksel, um conhecido romancista gráfico 15 anos mais velho que ela, e eles rapidamente se apaixonam. Ela também conhece um barista de café, Eivind, que também está em um relacionamento. Julie tem que decidir, não apenas entre dois homens, mas também quem ela é e quem ela quer ser. Entre idas e vindas, Julie escolhe com quem ficar e mais problemas surgem em sua vida.
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Eu estava esperando uma carga emocional maior, mas no geral eu gostei.
Acho que todo mundo é, ou vai ser, a pior pessoa do mundo pra alguém em algum momento da vida. Mas acho que no caso da Julie, ela precisa de muita terapia pra resolver as questões individuais dela, senão só vai seguir machucando pessoas.
Eu só consegui lembrar de um episódio do programa "Ponto Pê", com a penélope na falecida mtv e na frase que ela diz pra uma garota que ligou pra ela "Tem gente no mundo que é assim, azar de quem cruza". O mais bizarro é que a menina que ligou pra ela também chama Julie kkk
O cinema é um espaço seguro para o público empatizar, compreender, se identificar, até mesmo torcer por personagens controversos, dúbios, vilões e repletos de defeitos. Há um distanciamento saudável entre nós e estes tipos que, num convívio diário, atrasariam toda a nossa vida. E a protagonista Julie se encaixa exatamente nessa categoria. É tóxica, egoísta, narcisista, egocêntrica e tantos outros adjetivos. Mas é totalmente possível, graças ao tal distanciamento, se compadecer e se reconhecer em alguns de seus dilemas, como a escolha de uma carreira, as incertezas de uma relação, o medo de ser mãe - ou pai. Viver é duvidar de si constantemente, algo agoniante num mundo de certezas que te obriga a definir sua vida desde cedo. Essa faceta de Julie é a parte mais fácil de se conectar. O restante, nem tanto.
Trata-se de uma personagem capaz de abandonar tudo e todos sem arrependimento, que inverte situações com a maior naturalidade do mundo, pois o sentimento do próximo não lhe importa. O momento de maior fragilidade de alguém é a desculpa perfeita para Julie ser o centro das atenções. E ela vai aproveitá-lo sem pensar duas vezes.
Após o arquétipo feminino “manic pixie dream girl” tão utilizado nos anos 2000 e 2010 - no qual uma mulher excêntrica existe somente para o amadurecimento de um homem fracassado -, Julie representa a desconstrução desse conceito, adotando as inseguranças da mulher adulta como o cerne de sua personagem. Contudo, esta nova abordagem pode cair na armadilha do estereótipo à medida que as personagens repetem comportamentos, têm certos traços romantizados e suas ações egoístas carregam pouca ou nenhuma consequência. Podemos realmente nos identificar com Julie? Somos tão canalhas assim?
Quem quer que se identifique com Julie precisa considerar qual parte lhe diz respeito, a menos que seja um narcisista sem responsabilidade emocional. E esta é uma das belas coisas do cinema: passar duas boas horas com personagens que não suportaríamos um segundo sequer ao nosso lado.
Tem algumas reflexões válidas e boas atuações e bom roteiro. Quando o filme entra no ato final e mergulha em um drama mais melancólico, melhora muito, trazendo diálogos interessantes e profundos sobre a vida, as escolhas que fazemos e aquilo que deixamos pra tras,arrependimentos,conquistas,momentos só nossos ou compartilhados.
Mas, no conjunto da obra, é um filme apenas ok. Não é para todo mundo, mas, por contar uma história única, já vale a pena assistir.
Bem como algm comentou… quem gostou demais, no fundo se identifica com a Jullie. Entendi toda a dinâmica e intenção, mas meu veredicto é q ela não passa de uma pessoa q, provavelmente por trauma paterno, fica pulando de galho em galho e buscando sempre sentir a emoção das paixões, aquilo de todo excesso esconder uma falta... talvez não seja a pior pessoa do mundo,
mas realmente se sente mal, nota-se pela cena em q usa o cogumelo.. o inconsciente dela gritando com várias incógnitas sobre as próprias escolhas e dor pelo pai ausente. Por fim, ela sente tanto medo de escancarar o íntimo, q se contenta mais com o superficial… Tanto q qd percebe q o cara tá muito rendido, ela breca… dito isso, achei o aksel bem pau no cy por ser manipulador.. o eivind já era um cara ok e cuidadoso com ela. Mas por fim, gostei q no final ela percebeu q poderia tbm se descobrir sozinha e não com outro cara (pelo q parece). A crise dos late 20 e renascimento no início dos 30 é nua e crua!!
Gosto da história da protagonista, porém não consegui gostar do filme de jeito nenhum, achei tão chato e enjoativo