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Era Uma Vez Minha Primeira Vez - Brasil
Sinopse
A história acompanha quatro amigas que descobrem que o despertar da sexualidade acontece de forma única para cada uma. O filme é uma narrativa sensível sobre expectativa, amizade e o limite entre pressa e descoberta.
Adaptação para os cinemas do livro "Era uma vez minha 1ª vez", que foi sucesso entre os jovens, escrito por Thalita Rebouças (que é também atriz e jornalista, e hoje um dos nomes de destaque da literatura adolescente moderna). E segue a linha dos outros livros da autora que viraram cinema, que discutem relacionamentos afetivos e familiares entre os adolescentes, como “Fala sério, mãe!” e “Ela disse, ele disse”. O longa, em cartaz nos cinemas brasileiros, sofreu alterações no curso das histórias da obra original, incluindo redução no número das personagens (de seis para quatro, que são Teresa, Clara, Tuca e Patty, interpretadas por Letícia Braga, Castorine, Lívia Silva e Duda Matte). No entanto, manteve a essência da discussão, sobre amadurecimento e sexualidade, de forma bem humorada. A linguagem parece com a do livro, direta, com astral lá em cima, ora com momentos cômicos ora dramáticos (quando surgem dúvidas sobre o florescer da idade, em que as meninas adolescentes conversam sobre a “primeira vez”, tanto o beijo quanto o sexo). O quarteto de melhores amigas faz um pacto para perder a virgindade até a formatura, que está chegando, e a partir daí cada uma vivencia sua própria jornada de descobertas, com erros e acertos nos sentimentos e nas atitudes com os prováveis parceiros. É um filme para público teen, com sacadas e gírias daquela idade, às vezes romantizado demais, e serve como passatempo para o público adolescente (que se reconhecerá em várias cenas). Não é um tipo de filme que curto, acho a proposta repetitiva e há outros melhores que este, porém tá valendo à garotada que está em busca de filme que não exige filosofia nem tanta originalidade. O longa tem produção e distribuição da Na Paralela Filmes, com codistribuição de A Fábrica, em parceria com a RioFilme, órgão que integra a Secretaria de Cultura da Prefeitura do Rio, além de coprodução da Warner Bros. Pictures e RioFilme, e investimento do BRDE, por meio do Fundo Setorial do Audiovisual e da Ancine. POR FELIPE BRIDA - Texto publicado no blog Cinema-naweb blogspotcom em 17/09/2026
Estar sozinho na sessão das 16h20 evidencia o desinteresse do público-alvo pela adaptação da obra de Thalita Rebouças... Confesso que tenho muita dificuldades na acepção de conceitos como virgindade feminina na atualidade quando tratada assim com tanta futilidade - corro até o risco de soar careta ou conservador. E não duvido que a perspectiva sobre essa temática esteja hoje em flexibilidade pela ótica feminina, mas o assunto ainda carrega forte peso cultural, moral e religioso socialmente. Nesse caso, para mim a quebra dessa premissa não funciona dessa forma tão adultificada de encenação (inclusive nas interpretações) como se fez explorada. Ainda por cima, contrastando com questionamentos infantilizados ou imprecisos de suas situações: meninas "progressivas" que querem tanto transar e nunca se masturbaram ?! Com exceção da Lívia Silva as atrizes agradam, mas suas problematizações paralelas são contraditórias. Também não sei se o livro trata o tempo com tanta displicência como no filme e isso prejudicou ainda mais a credibilidade que já era pouca. O filme tem pelo menos dois eixos ensaiados que mereciam um melhor desenvolvimento: a bissexualidade e a autoestima da personagem da Castorine. Fora isso, o resto é só a autora certificando sua especialização em frivolidade adolescente da classe média alta. Apesar de sua clara superficialidade, o dinamismo da edição garante certa fluidez do material.
Adaptação para os cinemas do livro "Era uma vez minha 1ª vez", que foi sucesso entre os jovens, escrito por Thalita Rebouças (que é também atriz e jornalista, e hoje um dos nomes de destaque da literatura adolescente moderna). E segue a linha dos outros livros da autora que viraram cinema, que discutem relacionamentos afetivos e familiares entre os adolescentes, como “Fala sério, mãe!” e “Ela disse, ele disse”. O longa, em cartaz nos cinemas brasileiros, sofreu alterações no curso das histórias da obra original, incluindo redução no número das personagens (de seis para quatro, que são Teresa, Clara, Tuca e Patty, interpretadas por Letícia Braga, Castorine, Lívia Silva e Duda Matte). No entanto, manteve a essência da discussão, sobre amadurecimento e sexualidade, de forma bem humorada. A linguagem parece com a do livro, direta, com astral lá em cima, ora com momentos cômicos ora dramáticos (quando surgem dúvidas sobre o florescer da idade, em que as meninas adolescentes conversam sobre a “primeira vez”, tanto o beijo quanto o sexo). O quarteto de melhores amigas faz um pacto para perder a virgindade até a formatura, que está chegando, e a partir daí cada uma vivencia sua própria jornada de descobertas, com erros e acertos nos sentimentos e nas atitudes com os prováveis parceiros. É um filme para público teen, com sacadas e gírias daquela idade, às vezes romantizado demais, e serve como passatempo para o público adolescente (que se reconhecerá em várias cenas). Não é um tipo de filme que curto, acho a proposta repetitiva e há outros melhores que este, porém tá valendo à garotada que está em busca de filme que não exige filosofia nem tanta originalidade. O longa tem produção e distribuição da Na Paralela Filmes, com codistribuição de A Fábrica, em parceria com a RioFilme, órgão que integra a Secretaria de Cultura da Prefeitura do Rio, além de coprodução da Warner Bros. Pictures e RioFilme, e investimento do BRDE, por meio do Fundo Setorial do Audiovisual e da Ancine. POR FELIPE BRIDA - Texto publicado no blog Cinema-naweb blogspotcom em 17/09/2026
IMPRIMATUR - visto no cinema em 2026:
Estar sozinho na sessão das 16h20 evidencia o desinteresse do público-alvo pela adaptação da obra de Thalita Rebouças...
Confesso que tenho muita dificuldades na acepção de conceitos como virgindade feminina na atualidade quando tratada assim com tanta futilidade - corro até o risco de soar careta ou conservador. E não duvido que a perspectiva sobre essa temática esteja hoje em flexibilidade pela ótica feminina, mas o assunto ainda carrega forte peso cultural, moral e religioso socialmente. Nesse caso, para mim a quebra dessa premissa não funciona dessa forma tão adultificada de encenação (inclusive nas interpretações) como se fez explorada. Ainda por cima, contrastando com questionamentos infantilizados ou imprecisos de suas situações: meninas "progressivas" que querem tanto transar e nunca se masturbaram ?! Com exceção da Lívia Silva as atrizes agradam, mas suas problematizações paralelas são contraditórias. Também não sei se o livro trata o tempo com tanta displicência como no filme e isso prejudicou ainda mais a credibilidade que já era pouca. O filme tem pelo menos dois eixos ensaiados que mereciam um melhor desenvolvimento: a bissexualidade e a autoestima da personagem da Castorine. Fora isso, o resto é só a autora certificando sua especialização em frivolidade adolescente da classe média alta. Apesar de sua clara superficialidade, o dinamismo da edição garante certa fluidez do material.
Avaliação em nota: 5.3