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Duração
Em "Once Upon a Time There Was a Singing Blackbird", obra-prima do cinema da Geórgia, Guia é um músico que precisa estar sempre em constante agitação e que, com seu otimismo e alegria de viver, irrita seu chefe que deseja torná-lo ordinário e disciplinado. O contemporâneo cinema de Iosseliani, de fábulas sobre a vida moderna e os valores tradicionais vem sendo comparado com as clássicas comédias de Jacques Tati. Filmado com uma casualidade poética, o universo de Iosseliani é repleto de um jubiloso pessimismo.
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Tinha visto apenas curtas-metragens do diretor e não sabia direito o que encontraria aqui: fiquei apaixonado pelo frenesi do protagonista, pela direção que faz jus ao que conhecemos como 'mise-en-scène', pelo uso expressivo dos mecanismos internos de um relógio (da mesma forma forma que ocorre no contemporâneo AGITAÇÃO) e pela musicalidade onipresente. Um filmaço que, após a revisão, será ainda mais reconhecido em seu brilhantismo. Preciso conhecer mais desse diretor: extraordinário, gênio das posições humanas em cena. Incrível! (WPC>)
Um jovem percussionista que trabalha para uma orquestra em Tbilisi. Ele é incapaz de ficar parado e, consequentemente, fica oscilando de amigo para amigo e de amante para amante, sempre conseguindo chegar bem a tempo de tocar o final do balé. Por meio dessa comédia soviética, Iosseliani questiona as noções de "certo" e "errado". Genial!
Iosseliani, com sua câmera quase documental, parte da premissa que a vida de seu protagonista deve ser impressa na película de modo direto, real. É uma pena que aqui o resultado final seja tão passageiro quanto um dia na vida, quanto minutos no relógio.
Iko Shashvi Mgalobeli tem o mérito de ser moldado não só no comportamento, mas no ritmo de seu personagem (em parte autobiográfico), seguido pela câmera em suas idas e vindas com uma fluência tão casual que demonstra todo o poder da observação.