Frankie Madison (Burt Lancaster) volta a Nova York depois de passar 14 anos na prisão. Noll Turner (Kirk Douglas), antigo parceiro de Frankie no comércio ilegal de bebidas, tornou-se um rico empresário, dono de uma bem frequentada casa noturna. Frankie agora espera que o amigo divida a fortuna com ele meio a meio e assim cumpra sua palavra - um acordo verbal - quando ele foi preso e Noll conseguiu escapar da polícia. Sem chance... Noll simplesmente vira as costas para o ex-parceiro de crime. Frankie terá de lutar por aquilo que julga "seus direitos" e ainda contar, mesmo que a contra-gosto, com uma aliança com a sedutora cantora Kay (Lizabeth Scott), ex-namorada de Noll.
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Tem Alguns Spoilers...
Segredos, traições, romance e morte! "Estranha Fascinação" é um clássico noir, um filme que representa o gênero de forma fascinante! Dirigido por Byron Haskin, o filme conta a história de Frankie Madison (Burt Lancaster), um comerciante de bebida, que fica preso durante 14 anos, e que veio agora cobrar do parceiro de crime, sua parcela no negócio.
E Dink (Kirk Douglas), que assim como Frankie, eram meros transportadores de bebidas, agora era dono de uma casa noturna foda, e uma série de negócios, cheio de investidores e gente da pesada por trás, aquele submundo brabo, aquelas sociedades, onde todo mundo é um pouco de dono de todo mundo. Menos Frankie, que só tinha direito a um dinheiro de pinga, e olhe lá!
A trama é envolvente, misteriosa e com aquele manto sedutor e perigoso dos filmes noir, com aquele jogo perigoso dos personagens típicos, do homem fracassado mas honrado, da femmea fatale e do vilão poderoso e rico. Eles dançam em nossa frente, em cenas tensas de romance e ação, que sequestram a nossa atenção do início ao fim, uma macumba pura, que era feito nos filmes dessa época, e que me amarra até hoje.
Novamente o Burt Lancaster é o herói boa pinta, e o Kirk Douglas é aquele bandido de cara lavada. Os dois se enfrentam de novo, Burt cheio da razão, o cara que só queria o que era dele, e Douglas mais uma vez tenta meter o loco no pobre coitado. Depois de segurar a cana sozinho, o bicho fica zerado, apanha e perde até o troco que deram pra ele do império que seu parceiro montou.
Situação que Kay (Lizabeth Scott), ex-namorada de Dink, acaba que abraçando o Frankie e a situação, coisa apoiada por amigo de ambos, Dave (Wendell Corey). Decisão que ele pagou com a vida.
O filme tem grandes cenas, onde a traição parece ser o juiz de cada uma delas, a reunião do Frankie com sua turma, deixa qualquer um nervoso. Dinki subiu tanto no crime, que convenceu ate seus amigos, que eram outros tempos. E quando eu achava que Frankie e Kay , viveriam aquela vida humilde de ex bandidos, Dink vai com tudo pra cima deles! Só restando pra eles, ir pra cima do safado!
As cenas finais são ótimas! Byron Haskin, fez uma direção quase linear, teve um flashback aqui, outro ali, mas o filme é uma pista reta de emoções. A produção do filme é ótima, a fotografia dá aquele show de filme antigo, onde cada cena, parece um sonho agitado que alguma pessoa teve, fez um fotonovela e imprimiu pra gente ler.
A dupla Douglas & Lancaster, é uma dupla clássica do cinema, era o auge deles na época, e novamente esses dois mandaram muito bem, Lizabeth Scott, gata, fatal e com vozeirão grosso, que me lembrou a Bacall.
"Estranha Fascinação" é um puta filme! Deveria ser muito mais conhecido.
clássico noir.
Bom filme noir que tem o trunfo de contar com um elenco competente. Traz uma boa história, embora tenha me incomodado um pouco o excesso de ingenuidade de alguns personagens.
Um delinquente sai da prisão após 14 anos e encontra uma mundo diferente: seu pequeno empreendimento virou uma grande empresa burocratizada. Além de iniciar a parceria entre Kirk Douglas e Burt Lancaster há também a ótima presença de Lizabeth Scott e Kristine Miller (que voltariam a se enfrentar em 1949 no também noir Lágrimas Tardias, novamente sob a direção de Byron Haskin). O diretor constrói elegantes enquadramentos e a fotografia explora bem o contraste claro-escuro típico do estilo noir. O roteiro dá algumas derrapadas, como a personagem de Miller que simplesmente some da história ou um personagem que ao se ver perseguido entra em uma rua escura em vez de procurar um lugar movimentado, mas não chegam a comprometer a qualidade do filme.
Drama policial noir em preto e branco da Hal Wallis productions que foi baseado na peça "The beggars are coming to town", do escritor romeno Theodore Reeves (1910-1973). Houve mais 2 refilmagens nos anos 60, ambas produções turcas: Ölüme yalniz gidilir (62) e Cumartesi senin pazar benim (65).
Este filme foi a primeira atribuição de direção de Byron Haskin (1899-1984) desde 1928, tendo trabalhado como cinegrafista e com efeitos especiais nesse ínterim. Este foi o 1° de 7 filmes que Kirk Douglas (1916-2020) e Burt Lancaster (1913-1994) fizeram juntos.
Todos os personagens são distintos, e é interessante ver todos os envolvidos cuidando de seus próprios interesses. Embora alguns eventualmente façam uma reviravolta, a maior parte do filme é cada pessoa fazendo o melhor para manter o que é seu. O filme traz um idealismo pós-guerra para a sensibilidade noir ordinariamente cínica.
Um elenco com o trio de atores que eu gosto muito e uma história bem envolvente.