Family Viewing

1988

Family Viewing

Dirigido por:
Média geral 3.8
baseado em 6 votos
Sua avaliação:
salvando
L - Livre para todos os públicos 86 minutos

Extravagante e contemplativo, o segundo filme de Atom Egoyan versa sobre a morte espiritual e sobre imagens dentro de imagens. Seu herói ingênuo desta vez é um adolescente desajustado (Aidan Tierney), subjugado em casa a um pai imaturo (David Hemblen) e a uma madrasta sensual (Gabrielle Rose). Quando ele se dá conta de que o pai está apagando as memórias da família registradas em fitas cassete com imagens pornográficas caseiras, junta-se a uma operadora de serviços pornográficos por telefone (Arsinée Khanjian) e lança-se a uma jornada edipiana. Como em seu filme de estreia, Next of Kin, este filme também versa sobre a procura de uma família alternativa (e, portanto, de uma realidade alternativa). Enquanto no primeiro filme o vídeo era um instrumento terapêutico a serviço do mal-estar contemporâneo, Egoyan usa-o aqui para indicar as raízes do próprio deslocamento: a família e a quebra de identidade estão ligadas diretamente à substituição da vida vivida com imagens da mídia.
A falta de conexão infunde a auto-reflexividade característica do estilo de Egoyan. Há um avanço acentuado em relação à neutralidade visual de Next of Kin. Assim, por exemplo, as cenas da casa são como as de TV, com cores desmaiadas e achatadas por zooms; o resto da história é filmado com negativos de baixa qualidade, mas com uma volúpia lynchiana.

Estreia Brasil:
1988
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