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Durante a pandemia, dois jovens baianos fazem testes de ancestralidade. Neste curta-metragem, o diretor Marcus Curvelo brinca com o escárnio para provocar reflexões acerca do território e identidade. Ambientado no Cemitério dos Ingleses, o filme acompanha os jovens baianos investigando a origem do cemitério, o possível DNA inglês e quem pode ser enterrado no “cemitério com a mais bela vista da cidade”.
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Sou apaixonado (em todos os sentidos) por este diretor e gosto muito do uso satírico de seu humor cortante, que é, acima de tudo, político e também dramático, além de metalingüisticamente subjetivo. Porém, achei o ponto de partida deste filme um tanto forçado (vide o comentário do Murilo Sampaio, reclamando que, enquanto um traficante de escravos está há duzentos anos num mesmo local, ele sequer tem onde morar), no sentido de que o embate entre classes sociais parece tolhido por sentimentos imediatistas, como a inveja e o pantim. As comparações entre a COVID-19 e a febre amarela são muito interessantes, enquanto proposta sardônica, mas a impressão dominante é que o diretor buscava a própria manifestação de seu assunto durante a própria filmagem, e este manifesta-se de maneiras irregulares (brilhante, na cena do cabrito preso no barco; fútil, quando eles começam a comparar quando seguidores de Instagram perderam depois que desmistificaram os defuntos célebres locais). Vale pela audácia e pelo sentimento de urgência iconoclasta! (WPC>)