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Revolução Russa e União Soviética

DA REVOLUÇÃO NASCE A NAÇÃO PROLETÁRIA

Quando aconteceu a Revolução Russa, em 1917, o país estava imerso na Primeira Guerra Mundial, lutando ao lado da França e da Inglaterra, contra os Impérios Alemão, Austro-Húngaro e Turco-Otomano. Quando o czar foi derrubado e os bolcheviques assumiram o poder, eles perderam imediatamente o apoio das outras nações aliadas. Nessa época o Nazismo ainda não havia sido criado e Hitler era apenas um soldado raso alemão.

Os russos entraram na Primeira Guerra sem a menor condição de participar dela, dada a precariedade de seu exército. O tratado de Brest-Litovski, que os russos precisaram assinar com os alemães para sair do conflito sem represálias, fez com que eles tivessem de ceder os territórios da Finlândia, dos Países bálticos (Estônia, Letônia e Lituânia), da Polônia, Bielorrússia e Ucrânia, bem como de alguns distritos turcos e georgianos antes sob seu domínio.

Após a revolução bolchevique de 1917, tropas inglesas, holandesas, americanas e japonesas desembarcaram tanto nas regiões ocidentais (Crimeia e Geórgia) como nas orientais (ocupação de Vladivostok e da Sibéria Oriental) para tentar derrubar o governo comunista. Além disso, os exército vermelho teve que enfrentar o Exército polonês, os Exércitos Brancos de Denikin, Kolchak, Yudenich e Wrangel, e o Exército Negro de Nestor Makhno, além do o nacionalista Exército Verde, exércitos separatistas como o Exército Azul.

Seu o intuito era derrubar o governo bolchevique e instaurar um regime favorável à continuação da Rússia na guerra. Invadiram porque eram potências capitalistas e imperialistas, dominadas por fétidas burguesias que não estavam dispostas a permitir a ascensão do proletariado ao poder na Rússia, temendo que isso levasse à uma série de revoluções em outros países, colocando seu poder em risco.

Quando Hitler começou a invadir e anexar países Europeus, os soviéticos não tinha como se defender caso ele resolvesse invadir a URSS. Por isso foi assinado o tratado de Ribentrop-Molotov. Stalin assinou o tratado porque precisava ganhar tempo. Era um tratado de não-agressão, não uma aliança militar. Pior do que a assinatura desse tratado foi o acordo assinado entre Hitler o primeiro-ministro britânico Chamberlain, no qual o controle da Tchecoslováquia foi cedido aos alemães sem o menor esforço.

Quando a Alemanha Nazista e a União Soviética assinaram o Acordo de Não-Agressão em 1939, conhecido como Pacto Ribbentrop-Molotov, a disparidade militar entre as duas nações era tremenda. A Alemanha, que vinha se re-armando desde 1933, possuía um poder bélico superior ao dos soviéticos. Assinar o tratado era, portanto, vital para a manutenção do regime comunista na URSS, uma vez que, se houvesse um ataque alemão naquele momento, os soviéticos não conseguiriam se defender. Estavam despreparados.

Tal acordo durou até 1941 e, durante o período em que ele vigorou, Stalin colocou em curso o 3º Plano Quinquenal, por meio do qual a produção de aço soviética passou de 4 pra 18 milhões de toneladas, enquanto a de carvão passou de 50 para 160 milhões de toneladas. Com isso, o país pode se preparar, construindo tanques, barcos e produzindo armas.

Quando em 1941 os alemães quebraram o acordo e iniciaram sem aviso a invasão da URSS por meio da Operação Barbarossa, os soviético já estavam preparados e, por isso, puderam triunfar sobre os nazistas. Não fossem as derrotas alemãs na frente soviética, especialmente nas batalhas de Stalingrado e Kursk, a história hoje seria bem diferente.

Por isso, acusar os soviéticos de serem "aliados" dos nazistas, afirmando que eles deram carta branca para que a Alemanha invadisse a Polônia e a França, revela ignorância histórica, falta de compreensão de contexto geopolítico e ausência de dialética. O que muita gente se esquece é que em 1938, foi assinado o Acordo de Munique entre Adolf Hitler (Chanceler da Alemanha), Neville Chamberlain (Primeiro-Ministro da Inglaterra), Édouard Daladier (líder francês) e Benito Mussolini (ditador da Itália). Interessante, não é mesmo?

Nesse acordo os países se comprometiam a entregar aos nazistas o controle total da Checoslováquia, caso Hitler prometesse que este seria sua última reivindicação territorial. Como a história mostrou, Hitler acabou quebrando este acordo em 1939 quando invadiu a Polônia, do mesmo modo que quebrou o acordo com os soviéticos em 1941.

Se, posteriormente, os nazistas foram derrotados na Segunda Guerra, isto deve-se a Stalin, ao exército vermelho e ao general Zukhov, que, nas batalhas de Kursk e Stalingrado impuseram-se gloriosa e heroicamente sobre as falanges nazistas. Forçando os alemães a recuarem e seguindo-os em sua retaguarda, os soviéticos foram os primeiros dentre os Aliados a chegar em Berlim, subjugando definitivamente as forças nazistas. Não foram os EUA que derrotaram o nazismo. Tivessem os nazistas triunfado nas batalhas de Stalingrado e Kursk, em vez de derrotados pelos bravos soldados soviéticos, a história hoje seria muito diferente. E foi o exército vermelho o primeiro a invadir a Alemanha e a tomar Berlim, colocando os sonhos do "Reich de Mil Anos" e seus arquitetos na lata de lixo da história.

Atualmente, direita liberal e conservadora brasileira tenta a todo custo convencer a população de que o Nazismo era de esquerda, de que Marx, Hilter e Lenin seriam "farinha do mesmo saco". No entanto, o Fascismo/Nazismo tem mais similaridades com o Liberalismo/Neoliberalismo do que muitos pensam - ou querem admitir. Vejamos 3 trechos de discursos de dois importantes líderes nazi-fascistas:

"Basicamente, o governo defenderá os interesses do povo alemão não por meio do desvio da burocracia econômica organizada pelo Estado, mas pelo mais forte incentivo à iniciativa privada sob reconhecimento da propriedade privada." (HITLER, Adolf)

"Nós lutamos pela propriedade privada... nós protegeremos a iniciativa privada como a mais eficiente, ou mais realista, forma de ordem econômica." (HILTER, Adolf)

"Queremos retirar do Estado todos os seus poderes econômicos. Basta de ferroviários estatais, carteiros estatais, seguradores estatais. Basta desse Estado mantido à custa dos contribuintes e pondo em risco as exauridas finanças do Estado italiano." (MUSSOLINI, Benito)

Além disso, em seu livro Mein Kampf (Minha luta), Hitler escreveu páginas e mais páginas criticando Marx, dizendo que o Marxismo e o Comunismo era pragas, que o verdadeiro socialismo não era o de Marx, o Socialismo Científico, mas o dele, o Nacional Socialismo. Eis abaixo alguns trechos:

“Nesse tempo, abriram-se-me os olhos para dois perigos que eu mal conhecia pelos nomes e que, de nenhum modo, se me apresentavam nitidamente na sua horrível significação para a existência do povo germânico: marxismo e judaísmo.” (Página 22)
No pequeno círculo em que agia, esforçava-me, por todos os meios ao meu alcance, por convencê-los da perniciosidade dos erros do marxismo e pensava atingir esse objetivo, mas o contrário é o que acontecia sempre.” (Página 51)
“A democracia do ocidente é a precursora do marxismo, que sem ela seria inconcebível. Ela oferece um terreno propício, no qual consegue desenvolver-se a epidemia." (Página 63)
“Pela segunda vez na minha vida, analisei profundamente essa doutrina de destruição [o marxismo] – desta vez, porém, não mais guiado pelas impressões e efeitos do meu ambiente diário, e sim dirigido pela observação dos acontecimentos gerais da vida política." (Página 116)

O simples fato de o Nazismo ser centrado numa noção de desigualdade, já faz dele um falso Socialismo, pois o Socialismo, quando surgiu no contexto da Revolução Francesa, defendia (na verdade, pregava) exatamente a igualdade entre os homens. Daí o lema da revolução expresso nas cores da bandeira da França: Liberdade, Igualdade e Fraternidade.

Porém, até mesmo esta liberdade, essa igualdade e essa fraternidade era defendida para poucos. Os socialistas franceses, não dispostos a romper com o Capitalismo que então florescia, não apoiaram Toussaint Louverture e os negros haitianos quando estes se revoltaram contra a escravidão imposta pelos seus colonizadores. O Haiti, até então, havia sido colônia da França.

O Nazismo, ao contrário, pregava categoricamente a desigualdade quando afirmava a superioridade da raça germânica/ariana sobre todas as raças e tinham como meta a implantação de uma sociedade (alemã, apenas, ou seja, igualdade, mas só entre eles) sem classes que seria mantida às custas da exploração das outras raças, como os judeus, os latinos, os negros, etc.

Isso não é nem nunca será um socialismo. Isso é escravismo a nível global e está sendo colocado em prática aos poucos, só que pelos EUA e, o mesmo medo que, séculos atrás a burguesia escravista tinha do Haitianismo, hoje os burgueses de nosso tempo tem em relação aos Comunistas.

A ministra Carmem Lucia disse "não se combate a intolerância com mordaça", ao justificar sua decisão em prol de impedir que redações que desrespeitassem os direitos humanos fossem anuladas ou obtivessem nota 0.

Como evidenciou o filósofo Martin Bubber ao formular o "Paradoxo da Tolerância", não se deve aceitar o intolerante e tolerar o discurso intolerante sob a premissa de estar sendo tolerante. Se, sob o pretexto de respeitar a liberdade de expressão, se aceita que grupos defendam o fim da liberdade expressão, coloca-se em risco a própria liberdade de expressão.

Se, sob o pretexto de ser tolerante, se aceita que grupos sejam intolerantes e proclamem a intolerância, coloca-se em risco a própria manutenção da sociedade tolerante. Se, sob o pretexto de respeitar os direitos humanos, se aceita que grupos defendam o fim dos direitos humanos, coloca-se em risco a existência dos próprios direitos humanos. São conclusões inevitavelmente lógicas.

Hitler, Franco, Mussolini e Pinochet são o exemplos de que se deve cortar o mal sempre pela raiz. Com Fascista, assim como com Pedófilos, Sociopatas e Psicopatas, não deve existir a menor tolerância. Só há 2 coisas a fazer com esses tipos: ou os eliminamos, ou os colocamos em isolamento. Ou Gulag, ou exílio, ou paredón.

FARSA DO HOLODOMOR

A fome de 1931-1932, não foi causada pelo Estado soviético, nem foi planejada ou premeditada por Stalin. Primeiro, porque não morreram apenas ucranianos, mas também russos, bielorrussos e cazaques. Os camponeses ricos da Ucrânia, que exploravam a mão de obra do campesinato local, opondo-se à coletivização. Os próprios kulaks, que haviam enriquecido com a NEP de Lenin, recusaram-se a colher os frutos e grãos, principalmente depois que muitos camponeses sem-terra optaram por migrar para outras regiões da União Soviética, trabalhando em fazendas coletivas (as kolkhoses), em vez de ficar naquela região, sendo explorados.

Grupos de extrema-direita anti-comunistas, como a Organização Militar Ucraniana, atearam fogo nas suas plantações, atiraram nos rebanhos, matando animais, com o intuito de sabotar o processo de coletivização. Haviam, à época, 10 milhões de “kulaks”, para uma população camponesa total de 120 milhões de pessoas. Cerca de 1 milhão e 800 mil deles, por causa da pressão dos kulaks, optaram por migrar para outras localidades.

Toda mentira sobre o Holdomor começou quando William Randolph Hearst, magnata da imprensa estadunidense, conhecido antes da Segunda Guerra como "o fascista nº1 da América", viajou para Alemanha em 1934, cerca de 1 ano depois da ascensão de Hitler ao poder. Nessa viagem ele travou contato principalmente com Alfred Rosenberg, ideólogo do Partido Nazista, que, terminada a Segunda Guerra (1945), acabou julgado e executado no Tribunal de Nuremberg por crimes contra a humanidade.

No ano seguinte à viagem (1935), os jornais de Hearst começaram a espalhar a farsa do “holocausto ucraniano”. Hearst havia começado sua vida como empresário em 1887 após assumir o controle do jornal The San Francisco Examiner, que era do seu pai. Se mudando para Nova Iorque, ele comprou o The New York Journal e criou então a noção de "imprensa marrom", sendo por isso considerado "o pai do sensacionalismo". Neste ínterim, entrou em uma guerra de negócios com Joseph Pulitzer (já ouviu falar no Prêmio Pulitzer?), dono do New York World.

Porém, foi Walter Dushnyck, um colaborador dos nazistas e terrorista da “Organização Militar Ucraniana” (que apoiou os nazistas quando estes ocuparam parte da Ucrània em 1941), o homem por trás da farsa. Dushnyck refugiou-se nos EUA após a II Guerra, onde publicou o livro "50 anos atrás: o Holocausto de Fome na Ucrânia" (50 Years Ago: The Famine Holocaust in Ukraine, 1983), um panfleto repleto de referências nazistas, incluindo a capa, como uma caveira branca sobre uma foice e um martelo vermelhos: um dos temas favoritos dos posters hitleristas. Este livro continha as fotos do "genocídio ucraniano” publicadas originalmente no jornal de Hitler, o “Völkischer Beobachter” e nos de seu apoiador americano, William Randolph Hearst (cuja vida inspirou o filme Cidadão Kane).

Cabe lembrar que Hearst tinha estreita relação com o senador Joseph McCarthy, sendo um dos nomes fortes por trás do movimento de "caça aos comunistas" iniciado por ele na década de 1950, no que ficou conhecido como Macarthismo. Por meio do Comitê de Atividades Anti-Americanas, McCarthy liderou um comitiva inquisitorial que perseguiu qualquer que tivesse a mínima conexão com o marxismo, como o roteirista Dalton Trumbo, os diretoires Edward Dmytryk, John Huston e Orson Welles (que Hearst fez de tudo para derrubar quando este lançou Cidadão Kane), os atores Humphrey Bogart, Lauren Bacall, Gregory Peck, Katharine Hepburn, Kirk Douglas, Burt Lancaster, Gene Kelly e até mesmo Frank Sinatra.

Outro responsável por disseminar essas mentiras sobre a URSS foi o escritor Robert Conquest, nos livros O Grande Terror (The Great Terror, 1968) e Colheita Amarga (The Harvest of Sorrow, 1986). O que poucos sabem é que Conquest trabalhou até meados da década de 50 para o Information Research Department (Departamento de Pesquisa de Informação), um organismo secreto do Foreign Office (Ministério dos Negócios Estrangeiros) criado em 1948 pelo governo trabalhista para estudar o comunismo e combater ativamente a sua influência interna e externamente, promovendo um eficaz relacionamento com jornalistas dos principais jornais, dirigentes sindicais, etc. Datam desse tempo os seus primeiros textos sobre a União Soviética.

Robert Conquest, para escrever seu livro, teve como ajudante James Mace que, assim como Nicolas Werth (organizador do "Livro negro do comunismo”), adotaram um método estatístico falho criado por Dushnyck para "medir" a quantidade de mortos na fome de 1931-32. O método de Dushnyck pode ser avaliado pelo seguinte trecho de seu livro: “tomando os dados do censo de 1926 e os do censo de 1939 e a média de aumento [da população] antes da coletivização (2.36% ao ano), podemos calcular que a Ucrânia perdeu 7 milhões e 500 mil pessoas entre os dois censos”. Logo, ele conclui que esses seriam os mortos de fome entre 1932 e 1933.

O método de Dushnyc apresenta outras falhas:
1) Ignorar o fato de que uma parte da população que no censo de 1926 era classificada como ucraniana – cerca de 2 a 3 milhões de cossacos – foi,no censo de 1939, reclassificada como russa, pela simples razão de que viviam da Rússia e não na Ucrânia.

2) Pressupor que, entre 1926 e 1939 ninguém morreu de outra causa que não a fome, como frio, pneumonia, velhice, etc.

3) Ignorar que na URSS e outros países, durante esse período, ocorreram duas grandes epidemias tifo e malária, ambas sem tratamento conhecido na época.

4) Pressupor que o número de mulheres na idade reprodutiva e com vida sexual ativa tivesse se mantido inalterado no período.

5) Ignorar as mortes na guerra e as quedas nas taxas de natalidade e fecundidade entre 1914 (início da I Guerra Mundial) e 1921 (fim da Guerra Civil).

6) Pressupor que a taxa de natalidade permaneceu constante durante os 13 anos em que a URSS passou por uma extraordinária transformação, com industrialização pesada sendo realizada, a reforma agrária por meio da coletivização da agricultura, além da preparação da defesa do país para a guerra, passos indispensáveis para a construção do socialismo.

Ou seja, pelo método de Dushnyck, adotado por outros autores como Robert Conquest e Nicolas Werth, a transformação da União Soviética, de país agrário a potencia industrial, bem com a passagem pela Guerra Civil (1918-1921) e pela Segunda Guerra Mundial (1939-1945), não teria afetado a taxa de natalidade. Em conseqüência dessa falha metodológica pessoas que nunca nasceram foram considerados mortas em genocídio que nunca se provou. Pois a taxa de natalidade, evidentemente, caiu entre 1926 e 1939 – e caiu significativamente.

Segundo Dushynck e os seguidores de seu método, teriam morrido 10 milhões de pessoas na fome de 1931-1932. Todavia, Rússia, Ucrânia e muitos países do mundo, até meados do século XX, quando se consolidou a chamada "Revolução Verde", enfrentavam crises periódicas de fome. Entre 1891 e 1892, no Império Russo, governado pelo czarismo, a fome matou entre 13 e 35 milhões de pessoas, em decorrência, além das técnicas precárias de cultivo, do rigoroso inverno no qual as temperaturas chegaram a -31º C.

CRISES DE FOME

Outra acusação de genocídio feita pelos anti-comunista refere-se à fome ocorrida na China entre 1958 e 1962, durante o programa de coletivização realizado por Mao Tsé-Tung (o comunismo foi implantado na China em 1951), na qual teriam morrido cerca de 45 milhões de chineses. Ocorre que a China também passara, ao longo dos séculos anteriores, por crises periódicas de fome, como, por exemplo, entre 1936 e 1935, quando morreram cerca de 5 milhões de chineses; entre 1928 e 1930, quando estima-se que morreram 3 milhões pessoas; entre 1850 e 1873, quando teriam morrido aproximadamente 60 milhões de pessoas; e entre 1810 e 1811, quando o número de mortos teria sido de 45 milhões.

Um fato não pode ser esquecido: depois dos processos de coletivização e modernização do campo, na URSS e na China, empreendidos por Stalin e Mao, nos respectivos países não ocorreram outras crises de fome.

EXEMPLOS DE GENOCÍDIOS VERDADEIROS

Considerando que, como é consenso entre boa parte dos historiadores, o Capitalismo começou no século XVI, nas Grandes Navegações que propiciam a expansão ultramarina das potências europeias, e o enriquecimento de suas respectivas burguesias pela intensificação do comércio (de escravos, por exemplo) e da produção que isso gerou. O capitalismo teve então 4 fases: Capitalismo Comercial ou Mercantilismo, Capitalismo Industrial, Capitalismo Financeiro e a atual fase do Capitalismo Técnico-Científico ou Informacional.

A Índia, que foi colônia britânica de 1858 até 1947, passou por diversas crises de fome, como, por exemplo,, entre 1876 a 1878, na qual morreram cerca de 10,3 milhões de pessoas, depois entre 1943 e 1944, na qual estima-se que morreram 3,5 milhões de pessoas. Entre 1845 e 1849, cerca de 500 mil irlandeses morreram na chamada "Grande Fome". Na época toda a Irlanda era dominada pelos britânicos.

Durante a Guerra dos Trinta Anos (1618-1648), Inglaterra, França, Alemanha causaram a morte de 10 milhões de pessoas. Em 1864 o Império Russo exterminou 1,5 milhão de circassianos.

Entre 1899 e 1913, EUA e Inglaterra, durante a Guerra Hispano-Americana, invadiram as Filipinas, matando 16.000 rebeldes e 1 milhão de civis.

Entre os séculos XVI e XIX os estadunidenses mataram aproximadamente 23 milhões de indígenas. O momento mais dramático desse genocídio de povos ameríndios se deu entre 1831 e 1838, quando as tribos Cherokee, Chicksaw, Creek, Cochtaw e Seminole foram expulsas de suas terras no sudoeste dos EUA, pelo governo. Na época o presidente dos EUA era Andrew Jackson. Centenas de escravos e negros libertos que viviam com os índios forma expulsos com eles. Todos foram obrigados a migrar para uma reserva criada pelo governo, onde atualmente fica o estado de Oklahoma. Escoltados por tropas do exército, impedidos de retornar, os índios foram forçados a fazer todo o percurso a pé, que ficou conhecido como Trilha das Lágrimas. Estima-se que tenham morrido cerca de 6 mil indígenas durante a longa migração forçada. Além dos australianos que exterminaram mais de 300 mil aborígenes na Guerra Negra (1828 1 832). Apenas na Noite de Cape Grim foram mortos 30 mil aborígenes.

Na Guerra do Vietnã, os EUA jogaram cerca de 500 toneladas de bombas por dia, totalizando, ao final da guerra, 2,4 milhões de toneladas, a grande maioria contra alvos civis, como aldeias e vilarejos. Os EUA mataram entre 1,1 milhão de vietnamitas e 3 milhões de mortos apenas para "livrar" o Vietnã da "ameaça comunista". Ameaça essa na qual muitos imbecis ainda acreditam.

O FALSO "DECÁLOGO" DE LENIN

"1.Corrompa a juventude e dê-lhe liberdade sexual;
2.Infiltre e depois controle todos os veículos de comunicação de massa;
3.Divida a população em grupos antagônicos, incitando-os a discussões sobre assuntos sociais;
4.Fale sempre sobre Democracia e em Estado de Direito, mas, tão logo haja oportunidade, assuma o Poder sem nenhum escrúpulo;
5.Colabore para o esbanjamento do dinheiro público;
6.Coloque em descrédito a imagem do País, especialmente no exterior e provoque o pânico e o desassossego na população por meio da inflação.
7.Promova greves, mesmo ilegais, nas indústrias vitais do País;
8.Promova distúrbios e contribua para que as autoridades constituídas não as coíbam;
9.Contribua para a derrocada dos valores morais, da honestidade e da crença nas promessas dos governantes. Nossos parlamentares infiltrados nos partidos democráticos devem acusar os não-comunistas, obrigando-os, sem pena de expô-los ao ridículo, a votar somente no que for de interesse da causa socialista;
10.Procure catalogar todos aqueles que possuam armas de fogo, para que elas sejam confiscadas no momento oportuno, tornando impossível qualquer resistência à causa."

Atribuído a Lênin por incontáveis nome da Direita brasileira, como Olavo de Carvalho, Leandro Narloch*, Kim Kataguiri, Jair Bolsonaro, Marco Feliciano, Silas Malafaia, Nando Moura, dentre outros, o “Decálogo de Lênin”, amplamente repetido em sites nacionais, nada mais é do que uma desonesta versão de um documento sem autoria conhecida, difundido nos Estados Unidos no período da Guerra Fria, intitulado “Rules for Revolution” (Regras para a Revolução), transcrito a seguir:

A. Corrupt the young. Get them away from religion. Get them interested in sex. Make them superficial, destroy their ruggedness.
B. Get control of all means of publicity and thereby:
1. Get people’s minds off their government from religion [sic]. Get them interested in sex, books and plays and other trivialities.
2. Divide the people into hostile groups by constantly harping on controversial matters of no importance.
3. Destroy the people’s faith in their natural leaders by holding these latter up to ridicule, obloquy, and contempt.
4. Always preach true democracy, but seize power as fast and as ruthlessly as possible.
5. By encouraging government extravagance, destroy its credit, produce fear of inflation with rising prices and general discontent.
6. Foment unnecessary strikes in vital industries, encourage civil disorders and foster a lenient and soft attitude on the part of government toward such disorders.
7. By specious arguments cause the breakdown of the old moral virtues: honesty, sobriety, continence, faith in the pledged word, ruggedness.
C. Cause the registration of all firearms on some pretext, with a view to confiscating them and leaving the population helpless.

Uma tradução mais fiel ficaria assim:

"A. Corrompa os jovens, afaste-os da religião. Faça com que se interessem por sexo. Torne-os superficiais, destrua sua robustez.
B. Controle todos os meios de publicidade e assim:
1. Mantenha as mentes das pessoas desligadas do governo e da religião. Torne-os interessados em sexo, livros, peças e outras trivialidades.
2. Divida as pessoas em grupos hostis ao, constantemente, insistir em assuntos controversos sem importância.
3. Destrua a fé das pessoas nos seus líderes naturais ao ridicularizá-los de desprezá-los.
4. Sempre pregue uma democracia verdadeira, mas tome o poder o mais rápido e impiedosamente possível.
5. Ao encorajar a extravagância governamental, destrua sua reputação, produza pavor de inflação com aumento de preços e descontentamento geral.
6. Fomente greves desnecessárias em indústrias vitais, incentive a desordem civil e alimente uma atitude leve do governo contra essa desordem.
7. Através de argumentos capciosos, cause a ruptura das antigas virtudes morais: honestidade, sobriedade, continência, fé na palavra empenhada, robustez.
C. Faça, sob algum pretexto, com que todas as armas sejam registradas, com o objetivo de confiscá-las e deixar a população indefesa."

Fica claro que aquele tal Decálogo falsamente atribuído a Lênin constitui mera repetição adaptada das “Regras para a Revolução”. O fato de ele datar da época da Guerra Fria, explicita claramente a intenção norte-americana (capitalista) de atacar a imagem do "inimigo" soviético (comunista).

É o que comprova o livro “They never said it: a Book of Fake Quotes, Misquotes, and Misleading Attributions (“Eles nunca disseram: um livro de citações falsas, errôneas e enganosas”), publicado pela Universidade de Oxford pelos pesquisadores Paul F. Boller Jr. e John George Jr.

Nas páginas 114-116 do livro eles mostram que as supracitadas ‘Regras para a Revolução’ apareceram em fevereiro de 1946, em uma publicação britânica chamada ‘New World News’ chamando a atenção da extrema direita nos EUA, recebendo especial atenção de nomes como Dan Smoot, Frank Capell, e Billy James Hargis.

Nos anos 1970, a Associação Nacional de Rifles dos EUA, uma organização civil ligadas aos fabricantes de armas, entrou em cena, por meio do periódico ‘The American Rifleman’, publicando em janeiro de 1973, uma reportagem sobre o tal decálogo, escrita pelo editor Ashley Halsey. Na reportagem ele alegava que, logo após a segunda guerra mundial, o documento com as tais regras foi encontrado num tal ‘quartel general soviético secreto’ em Düsseldorf, Alemanha, indo parar nas mãos de dois oficiais da inteligência aliada, entre eles, o Capitão Thomas Baber, que disse ter infiltrado o local.

E mais: especialistas como William F. Buckley,Jr., M. Stanton Evans, e James J. Kilpatrick, assumidamente conservadores e portanto não comunistas, foram categóricos em afirmar que o documento é uma farsa. Ele foi denominado como uma farsa pelo boletim anticomunista, o ‘Combat’. J. Edgar Hoover, falecido diretor do FBI e anti-comunista ferrenho, declarou que "o documento é espúrio’.

Contudo, a maneira mais fácil e eficiente de refutar a afirmação de que tal decálogo tenha sido escrito por Lênin é lendo suas obras. Eu já o fiz e posso lhes dizer: não encontrei nenhuma menção a sequer uma linha do tal decálogo.

À guisa de preencher o vazio criado pela comprovação da falsidade do tal decálogo, deixo aqui 10 mandamentos baseados em frases legitimamente Leninistas:
1 - Muitas vezes é preciso dar um passo atrás, para dar dois passos à frente.
2 - Ideias são mais letais que armas.
3 - Não há teoria revolucionária sem prática revolucionária, do mesmo modo, não há prática revolucionária sem teoria revolucionária.
4 - A revolução começa em casa.
5 - As revoluções são as festas dos oprimidos e explorados.
6 - A verdade é sempre revolucionária.
7 - No capitalismo a liberdade de imprensa é um disfarce para a liberdade dos ricos comprarem a imprensa para fabricar notícias falsas e enganar a opinião pública.
8 - O crime é produto dos excessos sociais.
9 - Quanto mais forte é a influência dos reformistas sobre os trabalhadores, mais fracos e dependentes da burguesia eles serão, pois o reformismo é uma concessão burguesa que mantém os trabalhadores sempre escravos assalariados.
10 - A consciência do homem não apenas reflete o mundo, mas também o cria e o transforma.

PODE O CAPITALISMO SER ÉTICO, JUSTO E NATURAL?

O economista Ludwig von Mises, expoente maior da Escola Austríaca, rejeitando as teorias marxistas da luta de classes e da exploração do proletariado pela burguesia, afirmava que, para explicar a evolução, organização e funcionamento das sociedades humanas, era preciso observar o comportamento dos seres (não apenas humanos) vivos e a partir daí inferir conclusões axiomáticas. A principal conclusão a qual chegaríamos, segundo Mises, seria a de que todo ser vivo procura obter o máximo de benefício com o mínimo de esforço.

Influenciando por Mises, Richard Pipes, outro crítico de Marx, afirmou em defesa da propriedade privada que o marxismo deseja abolir, que “todas as criaturas vivas, das mais primitivas às mais avançadas, para sobreviver, devem ter o acesso ao alimento garantido e, para assegurar esse acesso, reivindicam a posse do território”. Confunde, propositalmente e desonestamente, os conceitos de território e propriedade. Ambas as teses são herdeiras do hedonismo de Aristipo de Cirene e Julien Offray de La Mettrie, do utilitarismo de utilitaristas Jeremy Bentham, Henry Sidgwick e Stuart Mill, e se irmanam a todos os discursos que defendem o Capitalismo alegando que seria uma expressão legítima na natureza humana.

A noção de seria a de que todo ser vivo procura obter o máximo de benefício com o mínimo de esforço, apesar de não ser falsa, tampouco é absoluta, pode ser facilmente refutada tanto pela observação do comportamento de determinados animais, quanto pelo comportamento humano. O urso panda, por exemplo, é uma das espécies mais ameaçadas de extinção e uma das causas é a sua dieta extremamente restrita e seletiva. De todas as espécies de plantas e outros seres vivos disponíveis como alimento nas florestas da Ásia Central - região natural de ocorrência desta espécie - ele recorre apenas ao bambu (cuja digestão é lenta, além de ser pobre em nutrientes) como fonte de alimento.

O ser humano, por sua vez, especialmente quando inserido dentro do Capitalismo, desenvolveu hábitos e comportamentos que contrariam totalmente a noção de esforço mínimo em troca do máximo de benefício. Isso fica evidente quando vemos milhares de pessoas pagando caro em produtos como celulares, roupas, sapatos e até automóveis, não por necessidade, mas apenas por status social. O desejo de possuir e ostentar determinados produtos de determinadas marcas (Apple, Colcci, BMW, etc) faz com que os gastos deixem de ser medidos com base na relação entre benefício e esforço.

Na grande maioria desses casos, o benefício obtido com a compra do produto é inferior ao esforço empregado para acumular o montante necessário para pagá-lo. Não faz sentido, portanto, dizer que alguém que trabalhou 8 horas por dia durante um mês para receber um salário de pouco mais de R$1.200,00 decida comprar um celular de quase R$2.000,00, venha a concluir que esforço empregado será menor que os benefícios obtidos. Para estas pessoas, a relação esforço-benefício tem importância secundária, frente ao desejo de, por meio do consumo, assumir um papel de destaque (mesmo que ilusório) dentro da sociedade capitalista globalizada.

Os liberais da Escola Austríaca ignoram que, além dos fatores como oferta e demanda/procura, há outro, surgido no capitalismo, que cada vez mais molda os dois anteriores: este fator é a publicidade, o marketing, a propaganda. Por meio de técnicas, táticas e estratégias que se valem até mesmo da psicologia, publicitários e marketeiros convencem as pessoas, por meio das propagandas, de que elas precisam adquirir determinados produtos para serem felizes, para serem aceitas, para serem vistas, para serem desejadas, para serem respeitadas. No capitalismo (liberal ou keynesiano) a principal identidade do homem é a de consumidor.

Quanto a Pipes, outro erro grosseiro cometido por ele em sua defesa da propriedade privada é, além de confundir as noções de propriedade e território, não ser capaz de distinguir, na natureza, o que é coletivo do que é privado. Animais de hábitos solitários e individualistas, como tigres, ursos, onças e elefantes machos, demarcam um território para si, dentro do qual obterão para si o necessário para a sobrevivência. No entanto, outras espécies, como abelhas,golfinhos, lobos, hienas, zebras, gnus, alpacas, camelos, lhamas, elefantes fêmeas e nossos parentes mais próximos, os primatas como gorilas e macacos bonobos, são gregários, ou seja, vivem em grupos, e compartilham coletivamente o controle, os benefícios e sua defesa. Felinos como tigres demarcam territórios para caça, tão somente, e só entram em conflito quando outro predador (não necessariamente da mesma espécie) invade-o, mas não impedem que outras espécies habitem o mesmo local, nem controlam as reservas de água, minerais, frutos e madeira ali contidos.

Foram nos espaços coletivos, como a ágora grega, os portos, as praças, o Liceu, a Academia, as escolas e universidades, e também nos encontros e nas trocas, propiciados pelo deslocamento de viajantes, exploradores e mercadores, que a sociedades humanas floresceram. É consenso entre historiadores, antropólogos, filósofos e sociólogos que o ser humano é um animal social. Nossa espécie sobreviveu, evoluiu e prospero justamente por sua capacidade de viver em sociedade e cooperar, não pelo seu individualismo.

A visão que os Liberalistas tem da natureza é aquela na qual só existem espécies não-gregárias nas quais o macho é o dominante. Ignoram a existência de espécies gregarias e coletivistas lideradas por fêmeas-alfa, como elefantes, hienas e abelhas. Por isso reivindicam para seu modelo econômico uma suposta naturalidade que nada mais é do sua versão patriarcal da natureza. Aliás, essa visão Liberal da natureza, criada para sustentar a ideia de que o Capitalismo seria a expressão da natureza humana, assim como essas conceituações que separam conceitos como igualdade e vontade em dualismos como substancial e essencial, objetivo e subjetivo, parecem ser herdeiras daquele Socialismo Pequeno-burguês do qual Marx e Engels falavam em O Manifesto Comunista.

Segundo Ludwig von Mises, a liberdade seria a finalidade ou objetivo de toda ética humana que se pretendesse não contraditória. Desse modo, qualquer sistema político e econômico que negue ou limite a liberdade individual não poderia ser ético, de modo que o Liberalismo seria o sistema mais ético dentre todos os possíveis e que uma sociedade carente de liberdade seria uma sociedade abundante em contradições.

Mises presume, como dito acima, que há uma lei que rege o comportamento de todos os seres vivos, incluindo o homem, que seria aquela segunda a qual cada um procura o máximo de benefício com um mínimo de esforço. Segundo Mises, no caso particular do homem, esse benefício poderia ser a acumulação de capital, riquezas, propriedades, enquanto o esforço corresponderia ao dinheiro gasto para obtê-los, para assim justificar o livre-mercado.

O que Mises conclui é que por este motivo o Capitalismo Liberal seria o mais natural, o mais ético e, portanto, o mais justo dentre todos os sistemas político-econômicos possíveis. Considerando a crítica já feita por mim anteriormente sobre a conclusão de Mises sobre a relação entre benefício e esforço na natureza humana, bem como a própria visão de Mises sobre a natureza e o ser humano, passo agora a me concentrar em outros pontos aqui levantados.

Ora, se, para Mises o Capitalismo Liberal seria o mais natural, porque ele seria o que permite que, com mais liberdade, que cada indivíduo tenha a possibilidade de obter o máximo de benefício com o mínimo de esforço, logo ele permite que alguns indivíduos usem o esforço (como, por exemplo, o trabalho) de outros, conservando o seu, para obter mais e mais benefícios (como, por exemplo, riquezas). E se no Capitalismo Liberal pleno ou ideal a liberdade é tal que não há um Estado suficientemente forte para mediar a relação entre o que usa o trabalho alheio para obter riquezas e aquele que é explorado por ele, logo esse sistema permite a exploração de um indivíduo por outro, o que necessariamente o torna anti-natural, injusto e anti-ético.

"As expressões de vontade da burguesia revolucionária francesa significavam, aos seus olhos, leis da vontade pura, da vontade como ela deve ser, da verdadeira vontade humana" [ENGELS, Friederich e MARX, Karl. O Manifesto Comunista. Rio de Janeiro: Contraponto, 1998, pág. 33]

O liberalismo e o neoliberalismo tem a pretensão de basear-se na natureza, principalmente a humana, para fundar suas bases, no entanto, sua visão acerca do homem (encarado como um ser individualista, hedonista e utilitarista) e da natureza (vista como selvagem, cruel, impiedosa, competitiva, da qual o Capitalismo e o Livre Mercado seriam a perfeita expressão) é equivocada e limitada.

Outras fontes:
HOBSBAWN, Eric. A Era dos Extremos.
LENIN, Vladimir. O que fazer?
LENIN, Vladimir. Imperialismo, fase superior do capitalismo
LENIN, Vladimir. O Estado e a Revoluçãp
LENIN, Vladimir. Teses de Abril
BANDEIRA, Luiz Alberto Moniz. Lenin: Vida e obra.
KRAUSZ, Tamáz. Reconstruindo Lênin.
VOLKOGONOV, Dmitri. Lenin: uma nova biografia.
BLACK, Edwin. A IBM e o Holocausto.
DAVIS, Marion. The Times we Had: life with William Randolf Hearst
DIAMOND, Jared. Armas, Germes, Aço: o destino das sociedades humanas.
LEONHARD, Wolfgang. O Futuro da União Soviética.
LOSURDO, Domenico. Stalin: história e crítica de uma lenda negra.
MARTENS, Ludo. Stalin: um novo olhar.
NASAN, David. The Chief: the life of William Randolf Hearst
STRONG, Anna L. A Era Stalin.
PROCTER, Ben. William Randolf Hearst: the early years (1863-1910)
PROCTER, Ben. William Randolf Hearst: the later years (1911-1951)
TOTTLE, Douglas. Fraude, Fome e Fascismo.
Discurso de Htiler a favor da propriedade e da iniciativa privadas em 23 de março de 1933
SASSON, Donald. Mussolini e a Ascenção do Fascismo.
CARSTEN, Francis L. - A Ascensão do Fascismo, University of Californa Press.

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