Jesse Eisenberg revela como o teatro comunitário o ajudou durante a infância

Jesse Eisenberg revela como o teatro comunitário o ajudou durante a infância

Jesse Eisenberg revelou que experiências de sua própria infância serviram de inspiração para A Grande Estreia seu novo filme como diretor. Durante o Festival de San Sebastián, o ator contou como o teatro comunitário o ajudou a superar a timidez e as dificuldades que enfrentava na escola.

O longa, estrelado por Julianne Moore, acompanha Mona Friedman, uma dona de casa de Nova Jersey que encontra uma nova perspectiva para sua vida ao participar de uma produção teatral local. Para Eisenberg, a história tem fortes elementos autobiográficos.

“Eu chamo de autobiográfico porque o filme se passa em 1990, no centro de Nova Jersey, e quando eu estava no centro de Nova Jersey em 1990, eu era como Mona Friedman”, contou o cineasta durante uma coletiva de imprensa.

Eisenberg relembrou que era uma criança muito tímida, deprimida e sem amigos. Aos sete anos, porém, entrou para um teatro comunitário e encontrou um ambiente completamente diferente.

“Eu entrei naquele teatro comunitário quando tinha sete anos e, de repente, todo mundo era muito legal e me abraçava”, afirmou.

O ator também contou que sofria provocações na escola por causa de seu cabelo cacheado, enquanto no teatro recebia elogios e era incentivado a participar das atividades.

Uma das cenas de A Grande Estreia também foi inspirada em uma experiência dolorosa de Eisenberg durante seus estudos de teatro. Na sequência, a personagem de Julianne Moore é confrontada e pressionada pelo diretor interpretado por Paul Giamatti.

Segundo o cineasta, a situação remete a um momento em que seu próprio professor o confrontou diante dos colegas para que levasse a atuação mais a sério. Depois de ser levado às lágrimas, Eisenberg percebeu que havia ultrapassado uma barreira que o impedia de se entregar completamente no palco.

“Depois disso, você pensa: ‘Posso fazer qualquer coisa. Posso fazer qualquer coisa no palco agora, porque já passei pela situação mais constrangedora’”, explicou.

Eisenberg também comentou sua decisão de não retornar como Mark Zuckerberg na sequência de A Rede Social. Em O Outro Lado das Redes, o personagem será interpretado por Jeremy Strong.

O ator afirmou que gostou do roteiro escrito por Aaron Sorkin e acredita que o novo filme será excelente, mas não sentiu vontade de voltar a interpretar Zuckerberg.

“Eu simplesmente não senti que era algo que queria fazer novamente. Mas isso não tem nada a ver com o quão bom o filme é”, declarou. Sobre Strong, Eisenberg acrescentou: “Jeremy Strong será incrível no filme. Tenho certeza”.

Por fim, o ator falou sobre sua relação com as redes sociais e afirmou que prefere manter distância delas. A declaração ganhou um tom irônico por sua ligação com A Rede Social, filme que retrata a criação do Facebook.

“É irônico, porque as pessoas me associam a esse site, mas elas sabem muito mais sobre o site do que eu. E eu gostaria de manter assim”, brincou.

Imagem: The Debut/Reprodução

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