A Grande Estreia, novo filme dirigido por Jesse Eisenberg, já começa a chamar atenção na temporada de premiações. O musical estrelado por Julianne Moore e Paul Giamatti recebeu elogios após suas exibições nos festivais de Telluride e Toronto, gerando especulações sobre possíveis indicações ao Oscar, incluindo nas categorias de Melhor Filme e Melhor Atriz para Moore.
Em entrevista ao The Hollywood Reporter, Eisenberg admitiu que todo o burburinho em torno da temporada de premiações já está lhe causando certa ansiedade. Para lidar com a situação, o diretor afirma que prefere se concentrar no próximo trabalho em vez de pensar nas possíveis indicações.
“Eu me sinto apenas como uma pessoa nas artes e, quando um trabalho termina, você procura o próximo. É a única maneira que encontro de manter minha sanidade durante toda essa movimentação de fim de ano”, declarou.
O diretor também relembrou um conselho dado por seu pai sobre o reconhecimento da Academia. Segundo Eisenberg, ele ouviu que, caso fosse convidado para o Oscar alguma vez na vida, já estaria entre os profissionais mais privilegiados de sua área e deveria se sentir grato, independentemente de onde estivesse dentro da cerimônia.
“Eu vivo de acordo com essa ideia, em vez de pensar que eu mereço alguma coisa ou que o filme merece alguma coisa. Todo mundo trabalha duro em seus filmes. Quem sabe como tudo vai acontecer? Alguns recebem atenção e outros não”, afirmou.
A história acompanha Mona Friedman, interpretada por Julianne Moore, uma dona de casa que inesperadamente consegue um papel em uma produção musical de um teatro comunitário.
Sob o comando de um diretor enigmático e, em alguns momentos, sádico, vivido por Paul Giamatti, Mona acaba se entregando completamente ao personagem e ao universo de alta pressão da montagem teatral.
Para Eisenberg, a trajetória da protagonista é o coração do filme. “O que eu realmente espero é que as pessoas vejam a história de uma mulher que precisa sair da própria vida ou vai morrer”, explicou o diretor.
O filme é inspirado nas experiências pessoais de Eisenberg, que participou de produções de teatro comunitário em Nova Jersey quando tinha apenas 7 anos. Segundo ele, aquele ambiente representou um refúgio durante a infância.
“Quando eu era mais jovem, tinha medo do mundo, até entrar nesses teatros com adultos que pareciam ser muito legais. Não apenas não havia bullying, como era o oposto. As pessoas faziam questão de fazer você se sentir bem consigo mesmo”, contou.
Além de dirigir, Eisenberg escreveu as músicas e letras do musical apresentado dentro do filme e também integra o elenco. O filme terá distribuição da A24 e está previsto para chegar aos cinemas em 11 de dezembro nos Estados Unidos. A estreia acontece após a passagem pelo circuito de festivais e a abertura do Festival de Cinema de Vancouver.
Imagem: The Debut/Reprodução
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