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Sinopse
Ralphie retorna à casa de sua infância com sua família. Lá, ele se reencontra com sua mãe e seus velhos amigos e decide honrar a memória de seu pai recriando o Natal mais feliz de suas vidas.
Em minha humilde visão, filmes que prestam homenagem ao original devem ter algo além que justifique sua existência, uma mera atualização contextual pelo menos, numa releitura que ao menos ascenda um centelha de novidade, pode até ser mal executada. Pois bem, aqui além de ser mal executado, também não inspira novidade nenhuma. O filme de Clay Kaytis, que vem dirigindo filmes sobre o Natal nos últimos anos (Crônicas de Natal 1 e 2), conta a história do frustrado escritor e sua busca ineficiente por ser publicado (um livro de mais de 1000 páginas, que nem sabemos do que se trata, apenas que ainda haverá continuação). Tratado propositadamente de forma caricatural para soar mais infantil, o filme acaba ganhando um contorno meio pesado quando o escritor é pego de surpresa pela morte do pai, e assim ele se vê na obrigação de ir passar o natal com a mãe e de não se deixar abater pela tristeza. O filme, claro, não é nem um pouco sutil em seus nuances, fazendo até mesmo as crianças aceitarem a perda da postura que gostariam, o que torna toda a situação meio robótica demais para ser aceitável. A cena em que as criança enfeitam a árvore de Natal e os adultos deixam com elas esse encargo, parece ser a réplica do que ocorrera com a parte técnica da película: houve muita preguiça em desenvolver melhor o roteiro. Assim, o filme vai se sustentando nos momentos banais das relações familiares até encontrar seu alvo no sonho do homem e sua relação com o trabalho, nas expectativas que criamos sobre nossas vidas, e ao menos aí o filme tem algo a contar. Quando ele fica responsável por escrever o obituário do pai,, ao menos sentimos aqui que houve um trabalho um pouco melhor, o roteiro fica mais equilibrado e até mesmo reflexivo, e sentimos um pouco sua angústia em não conseguir mover-se para um ponto de criatividade. Neste sentido, nossos ideais profissionais são questionados pelas pulsões de vida que não controlamos, como o luto, e nos diversos desafios que tal evento desencadeiam em nossa jornada. Ele então, tem um texto seu publicado pela esposa, da forma como nunca o tivera e nem pensara, no jornal local da cidade, e assim ele passar a ter o reconhecimento tão almejado. É incrível como o poder do acaso pode ser tão paralisante quanto libertador, e como de fato não temos todas as rédeas à nossa mão. O filme explora de maneira até mesmo insensível o luto, mas ao menos a busca por tornar-se um escritor não foi abandonada e também não foi contemplada como ele queria, mostrando ao menos que sonhos não são e não devem ser abandonados, mas que também não devem ser desejo de fixação e falta de noção da realidade. Esse equilíbrio entre o sonho e a realidade, o que devemos fazer e o que podemos, é a arma para garantir um mínimo de interesse à película. Sobre os personagens secundários, infelizmente estão todos muito mal trabalhados, como a mãe e a esposa que poderiam render mais. As crianças mesmo, tem seus momentos apenas fofinhos, só para mostrar que o personagem não está só no mundo. O final mostrando suas relações de amizade e as pessoas lendo o que fora impresso no jornal, soou forçado demais, muito longe do encantamento de "A felicidade não se compra", no qual as relações soaram reais devido à construção dos personagens infinitamente mais bem sólidas. Assim, temos um filme piegas, rodado de forma apenas correta tecnicamente falando, com uma mensagem bonita, mas que, por tratar-se de uma homenagem, a meu ver, é totalmente descartável.
Legal a ideia de trazer o Ralphie adulto para viver uma nova aventura. Mesmo não sendo tão engraçado quanto o primeiro, diverte muito, principalmente pela maneira como resgata os personagens e situações sem parecer forçado.
Chato para um caramba! O clássico dos anos 80 já não era grande coisa mas ainda assim tinha um charme a mais (talvez da própria época), já essa sequência se esforça pra fazer a gente desistir no meio do filme. O protagonista continua bobo como quando era criança e suas atitudes chegam a irritar, mas não é culpa do ator porque ele se esforça, é o roteiro mesmo que não dá maturidade para um homem de quase 50 anos de idade dentro da trama. Nem tudo é ruim já que a fotografia de anos 70 é bem bonita e a ambientação natalina é bacana, a produção é bem redondinha e se esforça, mas roteiro e direção conduzem de forma muito enfadonha a história. O filme chega a soar muito mais longo do que é, de tão entediante.
Não começa muito bem, mas depois melhora. E muito! Eu e meu marido gostamos. Nossa teen (13 anos) não quis ver essa continuação.
Achei chatinho!
Em minha humilde visão, filmes que prestam homenagem ao original devem ter algo além que justifique sua existência, uma mera atualização contextual pelo menos, numa releitura que ao menos ascenda um centelha de novidade, pode até ser mal executada. Pois bem, aqui além de ser mal executado, também não inspira novidade nenhuma.
O filme de Clay Kaytis, que vem dirigindo filmes sobre o Natal nos últimos anos (Crônicas de Natal 1 e 2), conta a história do frustrado escritor e sua busca ineficiente por ser publicado (um livro de mais de 1000 páginas, que nem sabemos do que se trata, apenas que ainda haverá continuação). Tratado propositadamente de forma caricatural para soar mais infantil, o filme acaba ganhando um contorno meio pesado quando o escritor é pego de surpresa pela morte do pai, e assim ele se vê na obrigação de ir passar o natal com a mãe e de não se deixar abater pela tristeza.
O filme, claro, não é nem um pouco sutil em seus nuances, fazendo até mesmo as crianças aceitarem a perda da postura que gostariam, o que torna toda a situação meio robótica demais para ser aceitável.
A cena em que as criança enfeitam a árvore de Natal e os adultos deixam com elas esse encargo, parece ser a réplica do que ocorrera com a parte técnica da película: houve muita preguiça em desenvolver melhor o roteiro.
Assim, o filme vai se sustentando nos momentos banais das relações familiares até encontrar seu alvo no sonho do homem e sua relação com o trabalho, nas expectativas que criamos sobre nossas vidas, e ao menos aí o filme tem algo a contar. Quando ele fica responsável por escrever o obituário do pai,, ao menos sentimos aqui que houve um trabalho um pouco melhor, o roteiro fica mais equilibrado e até mesmo reflexivo, e sentimos um pouco sua angústia em não conseguir mover-se para um ponto de criatividade.
Neste sentido, nossos ideais profissionais são questionados pelas pulsões de vida que não controlamos, como o luto, e nos diversos desafios que tal evento desencadeiam em nossa jornada. Ele então, tem um texto seu publicado pela esposa, da forma como nunca o tivera e nem pensara, no jornal local da cidade, e assim ele passar a ter o reconhecimento tão almejado.
É incrível como o poder do acaso pode ser tão paralisante quanto libertador, e como de fato não temos todas as rédeas à nossa mão. O filme explora de maneira até mesmo insensível o luto, mas ao menos a busca por tornar-se um escritor não foi abandonada e também não foi contemplada como ele queria, mostrando ao menos que sonhos não são e não devem ser abandonados, mas que também não devem ser desejo de fixação e falta de noção da realidade. Esse equilíbrio entre o sonho e a realidade, o que devemos fazer e o que podemos, é a arma para garantir um mínimo de interesse à película.
Sobre os personagens secundários, infelizmente estão todos muito mal trabalhados, como a mãe e a esposa que poderiam render mais. As crianças mesmo, tem seus momentos apenas fofinhos, só para mostrar que o personagem não está só no mundo. O final mostrando suas relações de amizade e as pessoas lendo o que fora impresso no jornal, soou forçado demais, muito longe do encantamento de "A felicidade não se compra", no qual as relações soaram reais devido à construção dos personagens infinitamente mais bem sólidas.
Assim, temos um filme piegas, rodado de forma apenas correta tecnicamente falando, com uma mensagem bonita, mas que, por tratar-se de uma homenagem, a meu ver, é totalmente descartável.
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Legal a ideia de trazer o Ralphie adulto para viver uma nova aventura. Mesmo não sendo tão engraçado quanto o primeiro, diverte muito, principalmente pela maneira como resgata os personagens e situações sem parecer forçado.
Chato para um caramba! O clássico dos anos 80 já não era grande coisa mas ainda assim tinha um charme a mais (talvez da própria época), já essa sequência se esforça pra fazer a gente desistir no meio do filme. O protagonista continua bobo como quando era criança e suas atitudes chegam a irritar, mas não é culpa do ator porque ele se esforça, é o roteiro mesmo que não dá maturidade para um homem de quase 50 anos de idade dentro da trama. Nem tudo é ruim já que a fotografia de anos 70 é bem bonita e a ambientação natalina é bacana, a produção é bem redondinha e se esforça, mas roteiro e direção conduzem de forma muito enfadonha a história. O filme chega a soar muito mais longo do que é, de tão entediante.