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Últimas opiniões enviadas

  • Cynthia Mayara

    Esse filme tem uma das cenas mais lindas que já vi e é essa daqui:

    "It was one of those days when it's a minute away from snowing and there's this electricity in the air, you can almost hear it. Right? And this bag was just dancing with me. Like a little kid begging me to play with it. For fifteen minutes. That's the day I realized that there was this entire life behind things, and this incredibly benevolent force that wanted me to know there was no reason to be afraid, ever. Video's a poor excuse, I know. But it helps me remember... I need to remember... Sometimes there's so much beauty in the world, I feel like I can't take it, and my heart is just going to cave in."

    Impossível não assistir com lágrimas nos olhos.

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  • Cynthia Mayara

    Quando você se pergunta se é bom ou mau, ou qual o sentido da vida, de onde veio ou para onde vai, você está fazendo o seu filme "A Árvore da Vida", porque é exatamente a busca das respostas à essas questões primárias, o tema do filme. Não só isso, o autor deixa claro onde vai buscar algumas de suas respostas, quando começa o filme com uma frase do livro de Jó. E a história de Jó é o elemento essencial para que se entenda o filme.

    Jó, mesmo sendo justo aos olhos de Deus, perde tudo o que tem por permissão do próprio Deus. O livro de Jó traz questões sobre Deus ser Bom ou Mau, ser Justo ou Injusto e o próprio Jó lança perguntas recheadas de dor e sarcasmo a Deus. Os amigos de Jó que vêm visitá-lo, vendo o seu estado lamentável, começam uma defesa frenética de Deus. Mas Jó não aceita de bom grado as respostas simplistas dos amigos e no final, Deus Mesmo se ira contra àqueles que O tentaram defender porque O Deturparam na sua defesa. O livro é claro: A dor e o sofrimento vêm para todos, Deus não responde ao homem, é o homem quem responde a Deus e Deus não precisa de defesa.

    Dito isso, é possível entender, por exemplo, quando a mãe,

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    ao perder seu filho mais dócil, questiona a Deus: "Onde Você estava?". Nesse momento a câmera vai para imagens que retratam o início e a evolução do universo e da vida. Isso tem a ver com o livro de Jó, quando Jó, em sua miséria e sofrimento, questiona onde Deus está e Deus, quando responde Jó, no final do livro, depois de ficar em silêncio durante muito tempo, pergunta a Jó onde ele [Jó] estava no início de tudo, quando as coisas vieram à existência e foram se estabelecendo.

    A mãe é o símbolo da graça divina enquanto o pai é o símbolo da natureza humana. Mas mesmo a graça no ser humano tem seus momentos de dubiedade.

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    A mãe diz que confiará em Deus, venha o que vier, mas quando perde o filho, ela questiona a Deus. Ao mesmo tempo, a mãe entende que apesar dos horrores no mundo, o amor está sorrindo através de todas as coisas: é o milagre que as está sustentando. Encontrar o amor sustentador de todas as coisas, é encontrar o eterno e viver em profunda gratidão por fazer parte do milagre, mesmo em meio ao horror e caos do mundo. No final só resta entregar o filho a Deus, pois é Dele e retornou para Ele, nunca foi o filho dela, mas foi uma dádiva divina concedida em um curto intervalo de tempo. A graça, mesmo tendo os seus momentos de dubiedade, entende que nada pertence a si e que não somos donos nem de nós mesmos e que o único caminho da salvação é se entregar e aceitar o que é e não o que queríamos que fosse.

    Já o filho mais velho é a personificação do ser humano na sua luta constante entre graça e natureza.

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    "O que eu iniciei?" é a pergunta dele e nossa quando nos afastamos da graça e nos aproximamos de nossa natureza. "Por que eu serei bom, se Tu [Deus] és Mau?" é a pergunta do menino diante da morte de um colega na piscina. "Se Você deixou uma criança morrer, deixará qualquer coisa acontecer." é a frase amarga que em um momento ou outro, nas nossas vidas, surgirá. Um ímpeto contra Deus e um horror Dele. O medo, a desesperança e o ódio são os elementos chave quando se perde a graça de vista e é o que vemos no filho mais velho que é salvo pela bondade do irmão mais novo, uma personificação daquilo que em certo momento da vida nos leva de volta à graça e nos salva de nós mesmos.

    Há tantos simbolismos nesse filme que um livro inteiro talvez não fosse o suficiente para analisá-los. O que se retrata é a nossa busca pelo eterno e os percalços pelos caminhos aos quais ela nos conduz.

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  • Cynthia Mayara

    A obsessão de Sherlock Holmes com o seu último caso é a obsessão que todo intelecto altamente lógico terá que enfrentar mais cedo ou mais tarde: A lógica nunca será suficiente, haverá sempre o inexplicável no percurso, o que ficará para sempre sem respostas, o que é, em sua natureza, mistério. E isso é algo tão perturbador a uma mente tão lógica que chega a causar-lhe graves doenças psíquicas.

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    Foi a falta do reconhecimento da insuficiência da lógica ante à realidade humana, a causa maior, talvez, da falha de Sir Holmes no caso. Felizmente o reconhecimento veio no fim.

    Como canta Sam Smith (Pray): "...todos rezam no final..."

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