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Últimas opiniões enviadas

  • NosferatuMan

    Engraçado que, em Antoine e Colette, Doinel assume para si, de certa forma, responsabilidade pelo mau relacionamento com os pais. E aqui, então, descobrimos que o livro que está escrevendo é precisamente sobre as memórias da infância.
    Não acredito que ele tenha, em algum momento da vida, realmente afastado a lembrança dos pais, como sei que supus ao ver o curta,

    Comentário contando partes do filme. Mostrar.

    mas me fez pensar sobre como a paternidade deve ter feito com que tudo reemergisse com mais intensidade. Ele diz a Christine, afinal, que tudo voltaria ao normal entre eles quando terminasse a obra.

    Confesso que em um primeiro momento tive um certo desapontamento ao começar a assistir a Baiser Voles e pensar que os filmes seguintes a 400 Coups não seriam tão grandiosos quanto ele, mas ainda estou para encontrar outra série que nos permita a experiência de conhecer uma personagem como conhecemos Antoine.

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  • NosferatuMan

    Happy Together, há pouco mais de dois meses, foi meu primeiro contato com o Wong Kar-wai. Eu não seria capaz de satisfatoriamente pôr em palavras o quão forte foi a impressão construída em mim ao longo desse filme, me trazendo uma obsessão com sua filmografia que beira a devoção religiosa. É claro, o mérito não é apenas do diretor: se não é possível falar na estética de Bergman sem Sven Nykvist e Gunnar Fischer, ou seria injusto falar em Hitchcock e esquecer de Robert Burks, também o trabalho cinematográfico Wong é resultado da visão de seu cinematografista, Christopher Doyle.
    O conjunto meticuloso de fotografia, design, som, edição, constrói uma realidade visual e narrativa inimaginavelmente peculiar. Aqui estão presentes muitos dos temas comuns na filmografia do diretor, tal quais o amor impossível, a solidão, o sufocante ambiente urbano, além uma melancólica latente e nostálgica por Hong Kong. Tudo isso converge não em prol da imersão numa estrutura narrativa tradicional, mas para trazer presença ao íntimo das personagens. Tampouco poderia querer fazê-lo de outra forma; seu processo de criação é completamente assistemático: Wong escreve seus roteiros ao passo em que os realiza em filme, partindo tão somente de sua ideia inicial, permitindo-se a liberdade de desenvolvê-lo ao passo que contempla as diversas possibilidades de se contar a história. Aliás, mesmo a seleção de música e locais de filmagem, que tanto marcam o longa, antecedem a própria criação narrativa. A associação desses artifícios é de um encaixe tão ideal com o todo do filme que me impossibilitam de vê-los separadamente: nunca mais California Dreaming ou Cranberries sem Chunking Express; nunca Nat King Cole sem Amor à Flor da Pele; e, sem possibilidade me questionar, Chunga's Revenge do Zappa e o tango de Astor Piazzola, na falta de palavras melhores, são, propriamente, Happy Together.
    Sua obra é o visual no sentido excelente da palavra. Wong Kar-wai é verdadeiro autor de cinema.

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  • NosferatuMan

    "Von Sydow [Antonius Block, o cavaleiro, neste filme] uma vez perguntou a Bergman o que ele achava de seu primeiro filme e sua transição para o cinema internacional; Bergman disse que a maior história já contada deveria ter sido feita em sueco."

    Podcast sobre entrevista com Max Von Sydow, em inglês:
    https://www.youtube.com/watch?v=NYMHwEBFYVs

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