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Últimas opiniões enviadas

  • Tiago

    Gostei bastante de "When Marnie Was There" (2014). Baseado no livro homônimo de uma escritora britânica, conta a história de Anna, uma menina fechada que se sente desconectada das outras garotas e de seus pais adotivos e passa seu tempo desenhando. Depois de Anna sofrer uma grave crise de asma, e frustrada por não saber lidar com a apatia da filha, sua mãe adotiva a manda para a casa de parentes no interior, onde ela conhece Marnie, uma garota misteriosa que logo passa a ser essencial em sua vida.

    A relação das duas é muito forte e me pareceu ambígua em alguns momentos, misturando sororidade com romantismo. Enquanto assistia, fiquei com a impressão de estar vendo o primeiro casal gay do Studio Ghibli. Mas o mérito do filme não é esse. É sobre a conexão, um forte afeto que não precisa ser rotulado e que ajuda as duas a se fortalecer. A animação passa com louvor no teste de Bechdel e falharia graciosamente se o teste fosse invertido: existem poucos personagens masculinos e eles não conversam entre si.

    O longa dá a atenção merecida aos sentimentos de crianças e adolescentes. Não é o tipo de animação em que vamos ver os personagens estampados nos sacos de pipocas e nos copos de refrigerante do cinema. Dificilmente, vão conseguir vender merchandising. Mas ainda assim, é uma animação muito importante pros mais novos que lidam com variadas emoções aflitivas: solidão, inseguranças, preocupações. Fala sobre autoestima, o entendimento dos problemas e capacidade de superação de medos. É um filme muito sensível e comovente.

    "Marnie" foi dirigido por Hiromasa Yonebayashi, que também dirigiu "O Mundo dos Pequeninos" em 2010. Dizem que é a última animação do Studio Ghibli, já que anunciaram uma pausa indefinida para reestruturar o setor de animação e definir que rumos o estúdio irá seguir quando retornar.

    Pra quem curte as produções do estúdio, há um tempo atrás assisti ao "The Wind Rises", um longa do Hayao Miyazaki, e o excelente "O Conto da Princesa Kaguya" que não só tem uma arte incrível, mas aborda temas muito pessoais e importantes. Também vi um documentário chamado "The Kingdom of Dreams and Madness" que acompanha uma parte do estúdio durante a produção desses dois longas; também conta sua história e mostra um Hayao desanimado com a falta de importância do seu trabalho numa cultura que trata seus longas como produtos descartáveis no meio de tantos outros.

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  • Tiago

    Sentem-se nas poltronas, apertem os cintos e preparem seus lenços. "Interstellar" é uma viajem ao desconhecido, repleta de beleza, tensão, idéias provocativas e momentos comoventes.

    Pra ajudar a definir que tipo de filme é, posso citar referências como "2001" e "Gravidade", mas o que mais me lembrou foi "Contato", da Jodie Foster. É um filme de exploração espacial, mas com uma espinha dramática. "Contato" tinha a relação de pai e filha bastante influente na protagonista. Em Interstellar, essa relação é a base do filme inteiro. "Contato" tinha o Carl Sagan, "Interstellar" contou com o apoio do Kip Thorne, astrofísico especialista em buracos negros, buracos de minhoca, deformações em tempo e ondas gravitacionais e que ficou responsável pela fidelidade científica do longa. Já enquanto Gravidade focou na tensão das situações enfrentadas pela Sandra Bullock em sua luta pela sobrevivência, Interstellar apresenta mais conteúdo, em todos os sentidos. Se difere também de "2001", pois por mais robusto que seja em idéias, é um blockbuster, não um filme de arte, então tem muita coisa típica de Hollywood. Ah, e tem umas coisas bem mirabolantes, estilo "A Origem", do mesmo diretor.

    Dizem que tem muitos furos no roteiro, mas lendo os debates, muita coisa que chamam de furo é fruto de incompreensão de aspectos da história ou de tentativas de entender os acontecimentos usando física clássica.

    Recomendo que vejam no cinema. Assisti há quase uma semana e ainda hoje procuro ler opiniões e debates sobre o filme. Valorizo mais ele agora do que quando assisti. Um dos melhores filmes do ano.

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  • Tiago

    Eu sempre leio as críticas pra ter uma ideia de como um filme é pra ver se vale a pena gastar dinheiro pra ir ao cinema. Dito isso, eu tenho que dizer que eu não gostei tanto assim desse filme, mas vou dar uma nota alta, porque ele é eficiente no que ele propõe e vai agradar o público a que se destina.

    O protagonista é um trem imparável de alegria. Imagino que seja o que as garotas sonham: bonito, divertido, confiante, desafiador, romântico, confiável, criativo, sedutor, independente, companheiro, inteligente o suficiente... Uma espécie de príncipe encantado da atualidade, já que os garotos da vida real não são assim tão perfeitos. Engraçado que uma das coisas que gostei em "Malévola" era justamente que esse tipo de príncipe não era tão necessário. Já em "A Culpa é das Estrelas", a história só acontece por conta do "príncipe", que de fato aparece pra salvar a garota de uma vida entediante e solitária (já que nem amigos ela parece ter).

    Tirando essa ressalva, não há nada mais do que reclamar. O filme é bem finalizado: atuação, fotografia, trilha, dialogos... tudo muito bem feito (apesar de também não ter achado nada muito extraordinário). Shailene Woodley, que interpreta Hazel, tem aquele magnetismo da Jennifer Lawrence: é ótimo ver ela na tela. O Ansel Elgort, que interpreta o Augustus, também está muito bem no papel e irradia carisma.

    O filme é uma história bonitinha de romance entre adolescentes que, lógico, não podia ficar sem os momentos tristes, já que ambos têm ou tiveram câncer. Também tem partes engraçadas e a maioria delas envolve um amigo que perdeu um olho para o câncer. Eu lembro que ficava com vontade de chorar a todo momento em Uma "Prova de Amor" que também fala sobre câncer e como ele afeta a vida das pessoas. Mas em "A Culpa é das Estrelas" a maior parte é bem leve e o chororô fica mais pro final. Eu não chorei, mas acho que é impossível não se comover com algumas cenas.

    Acho que o povo vai curtir, principalmente as garotas.

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