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26 years Juazeiro do Norte - (BRA)
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Últimas opiniões enviadas

  • Charles Lindberg

    Tenho sentimentos mistos por esse filme. Primeiro, vou comentar as coisas que não gostei.

    O início é excessivamente corrido. Estranho dedicar tão pouco tempo a Sarehole Mill, um dos lugares mais importantes na formação do protagonista. O expectador desinformado não tem como adivinhar a relação de Tolkien com seu pai, ou sua primeira infância na África. Esse é um dos principais problemas: o filme corta DEMAIS de uma história tremendamente longa e rica, ESPECIALMENTE do que aconteceu depois da guerra.

    No entanto, esse talvez fosse o filme que eu queria ver, e não o que eu vi. E é importante, também, separar uma coisa da outra: este é um filme que se dedica a contar a juventude do autor, e precisamos olhas pra ele com essa lente. Dito isso, o principal defeito deste filme é ser derivativo demais.

    Eu gosto de todas as decisões artísticas, inclusive aquelas meio brega de retratar na guerra, nas luzes e na Natureza, os elementos de fantasia que mais tarde Tolkien abstrairia em seus mundos inventados. Mas isso funciona mais no conceito do que na prática. O diretor está ocupado demais tentando replicar o estilo de Tom Hooper e traçar paralelos visuais com cenas icônicas de O Senhor dos Anéis de Peter Jackson, para o filme ter uma identidade própria. Por isso, apesar de ter o tom e o escopo certos, Tolkien parece um pouco "menor" do que a sua própria estatura.

    Para compensar, no que o filme acerta, ele acerta muito. Amarrar tematicamente uma história de "vida real" não é tarefa simples, o que aqui é alcançado de forma tocante. A relação de Tolkien com os meninos da TCBS foi belamente construída, e eu gosto da sutileza com a qual é mostrada sua paixão pelas sagas nórdicas. No início, eu estava incomodado com o foco excessivo na relação de Tolkien e Edith, e acho que poderia ter sido melhor trabalhado o amor do autor por línguas. Para quem não conhece a história, parece um pouco gratuito quando ele começa a falar de línguas inventadas e, mais tarde, em Oxford, decide saltar para o curso de Filologia.

    Porém, dado o episódio lamentável da separação forçada de Tolkien e seu amor, e a importância fundamental de Edith na vida dele, acho que o papel dela ficou de bom tamanho – esse trecho só precisava ser um pouco melhor trabalhado. O relacionamento deles, suas naturezas espirituosas e bem-humoradas, ficaram lindamente retratados. As cenas de Edith dançando sob o carvalho evocam com sucesso – aqui sim, uma referência visual bem posta – as danças de Lúthien. Este é um paralelo que não passa despercebido para os fãs, e vale dez vezes cada Sauron que aparece no Somme.

    Todas as partes na universidade foram lindas, especialmente quando começam a falar sobre línguas, pois era ali que finalmente me pareceu estar vendo "o Professor" como lembramos dele. No entanto, não posso dizer com exatidão o quão precisa é a inocência e estupidez de Tolkien em seus anos de calouro.

    Embora eu quisesse ver os anos de sênior, os Inklings, C.S. Lewis e o processo de criação da Terra-média, devo dizer que o desfecho do filme não poderia ser mais perfeito, com a recriação de um momento tão marcante que, embora nunca antes reproduzido em audiovisual, deve estar gravado a fogo atrás das pálpebras de todo fã de Tolkien: "Numa toca no chão, vivia um hobbit."

    7/10 passável por ser realmente bonito e apaixonado, mas derivativo demais; suficientemente fiel e bem escrito, embora um pouco curto. Infelizmente acho que tem pouco a oferecer para os não-iniciados.

    Ah, é claro, ia me esquecendo do pior de todos os pecados: a remoção do bigodinho de Tolkien. Revisionismo puro.

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  • Charles Lindberg

    Um dos melhores do diretor. Tô pra entender o que não gostaram neste filme. Seriamente, a única nota dissonante é a retratação de Bruce Lee (embora a caracterização e interpretação perfeitas tenham me deixado emocionado).

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