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“A liberdade é o oxigênio da alma.”
―Woody Allen

Últimas opiniões enviadas

  • Apolo

    TEM SPOILER:

    “I pay no attention whatever to anybody's praise or blame. I simply follow my own feelings.” – Wolfgang Amadeus Mozart.
    Antonio Salieri é um homem calmo, e nos pequenos detalhes demonstra-se muito observador. É o tipo de homem que gosta de ser reconhecido por seu trabalho. Já Mozart antes de entrar em cena tem a imagem de extrema realeza, sério e cauteloso. Quando na tela se mostra totalmente o contrário. Uma pessoa não modesta, debochada e "comum" cujo talento se não fosse mencionado e mostrado durante o filme, você não saberia de primeira. Além disso tem uma risada irritante, mas que à certo ponto descontrai. E quem é perfeito?
    "Aparência e talento nem sempre vem juntos" – Salieri tem a dizer sobre isso.
    Por tal arrogância, Salieri começa a questionar Deus e suas preferências. Nesse momento é onde começa a rivalidade pela parte de Antonio. Se mostrando injuriado pelo talento de Mozart e por ele usar sua amada em seus shows, se faz de amigo e conselheiro de Mozart por bom tempo mas sempre esperando sua derrota no final. Amadeus era vangloriado até quando literalmente fardava nos concertos, o que fazia de Antonio um homem cada vez mais invejoso por não ter sua obra reconhecida da forma como merece. Ainda, Salieri consegue seus objetivos e tem o reconhecimento do imperador com um baita elogio e uma medalha, mas no final ainda um pouco de perda: sua amada.
    Já Mozart tem que lidar com a perda de seu pai. É quando ele introduz um fantasma em sua próxima ópera o representando, fazendo com que até Salieri fique horrorizado. Cada partitura parece ser o ímpeto, mas sempre se superando. Chega a um ponto onde o espectador fica sem ar, mas ainda ansiando por mais. A própria expressão de Mozart o retrata como possuído ou maluco. Em outra cena presenciamos um mensageiro com duas faces fazendo referência ao teatro, o que é lindo, mas horripilante.
    Pelo final, Mozart já está fora de si. E reprisando sua vida notamos que uma criança prodígio logo cedo começando uma carreira, passa pela vida adulta onde nela teve seu auge, mas também sua queda e morte.
    ARPEGGIOS!
    O filme apresenta monólogos que são muito longos, mas com graciosidade ao ponto de o fazer continuar assistindo. Ponto positivo para a cena em que Wolfgang pega as partituras originais e a cada página que passa, a música é trocada de acordo com a composição. Assim como no começo do filme, mostra que o som está apenas em sua na cabeça. A trilha sonora é parte essencial desse filme e a isso faz jus.
    Filmes com temáticas clássicas requerem bastante cautela nas escolhas de seus figurinos e direção de arte. Theodor Pištěk e Christian Thuri (figurinistas) fazem um bom trabalho. As coreografias são exploratórias e cheias de charme. E Miloš Forman dirige esplendidamente essa obra. Dado que também dirigiu “Um Estranho no Ninho”, se mostra assim um diretor versátil.

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  • Apolo

    Duas batidas, uma, duas batidas.
    Fotografia? Check.
    Trilha Sonora? Check.
    Roteiro? Check.
    Direção? Check.
    Atuações? Check.
    Figurinos? Check.
    Gostei muito da primeira sequência, onde a câmera corre pela rua, não lembro de ter visto em algum outro filme. A mixagem de som é tão boa que eu tive que dar pausa pra saber se o som da polícia era na rua ou na tv. As cenas de ação são bem elaboradas e conseguem prender a atenção de quem assiste.
    Natalie Portman deu uma interpretação tão boa quanto as atrizes mirins Tatum O'Neal (Lua de Papel) e Anna Paquin (O Piano) em seus respectivos filmes, por mais que sejam papéis bem diferentes. As cenas onde ela imita Madonna, Marilyn Monroe, Charlie Chaplin e Gene Kelly são geniais. Já tivemos muitas crianças inteligentes no cinema, mas Mathilda é uma das mais inesquecíveis.
    Jean Reno em uma performance atendível no papel de um atirador profissional e analfabeto. As expressões lentas e confusas dão exatamente essa sensação, mas o destaque fica mesmo para a pequena Portman. Incrível a química que ambos tiveram em cena. Desde o começo ele representando e fazendo um papel de 'pai' para ela.
    "Quando você começa a temer a morte... você aprende a gostar da vida."

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  • Apolo

    Minha resenha posterior foi há seis meses e estou a mais tempo que isso esperando para falar sobre este filme. Vamos começar falando do elenco: Cate Blanchett, Rooney Mara e Sarah Paulson não poderia resultar em algo melhor.
    Carter Burwell faz um lindo trabalho com sua trilha sonora e temos outros ótimos nomes envolvidos nela como The Clovers, Billie Holiday, Georgia Gibbs entre outros.
    A fotografia é algo a explorar com cores não tão fortes mas que são chamativas até certo ponto, a montagem e edição de som que podem ser incluídos ao que chamamos de belo, as músicas certas tocando nas cenas certas é um ponto positivo; e sem deixar de lado os figurinos e direção de arte que não deixam de te dar a sensação de que o filme realmente foi rodado nos anos cinquenta. É tudo feito com uma delicadeza absoluta desde as falas das personagens principais até o carro que passa na rua.

    Comentário contando partes do filme. Mostrar.

    Logo no começo do filme podemos ver Carol tocando o ombro de Therese e o olhar de Therese em resposta a aquilo, uma cena simples que faz transparecer muito mais do que um simples toque.
    Carol é uma mulher intimidadora do jeito que se veste ao jeito que fala e anda, no princípio podemos ver que ela é uma mulher decidida. Ambas as personagens são encantadoras porém de diferentes formas.
    O jeito como Carol encanta e seduz Therese é ao mesmo tempo explícito e cuidadosamente conservadora e aos poucos faz com que surja um interesse mútuo, e Therese demonstra isso em pequenas coisas como escrever o nome em um diário.
    Carol toca o ombro de Therese duas vezes no começo do filme e com isso ela carrega por trás toda uma intenção de fazer Therese sentir algo, e é o que acontece.
    A cena em que Therese chora é claramente profunda pois a personagem carregou nos olhos um poço de emoções e mostrou estar confusa sobre ela mesma e o que poderia estar acontecendo.
    Carol por um lado tenta lidar com o divórcio, sua filha e sua companheira ao mesmo tempo, não é fácil para ela e por isso estar sempre ao lado de Therese a faz sentir mais confortável e esquecer por um momento os problemas (mas isso nem sempre é possível, como na cena em que o ex marido chega em casa e encontra Therese lá).
    O primeiro beijo é minuciosamente delicado e logo depois vemos a primeira relação das duas, no qual sexo não é a palavra central pois há tanta paixão envolvida que você não consegue pensar que foi algo feito por diversão.
    Mais para o final do filme já não acho mais Carol uma mulher tão intimidadora quanto parecia no começo mas continua a mesma mulher charmosa que sempre vimos na tela só que agora tentando arrumar os seus próprios erros, e isso é perceptível na cena em que ela e Therese se reencontram.


    "Carol" é um grande filme que está tendo seu lugar nas premiações e que não ficará de fora do Oscar. A grande dúvida é se virá o terceiro prêmio de Cate Blanchett e o primeiro esperado de Rooney Mara. Todd Haynes aqui nos oferece algo que não temos visto muito no cinema ultimamente, o filme é uma oportunidade única e no final temos a sensação de que alguma parte nossa se foi. Haja lenço de papel.

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